• Nenhum resultado encontrado

COMPARTILHAMENTO OU A PRÓPRIA DISPONIBILIDADE DO PRODUTO

Também, pode ser acessado os “Painéis de bilhetes afetivos após leitura de poesia em sala de aula.” Acesso: https://formacao-de-leito-res-literarios.webnode.com/produtos/

Um terceiro “produto” é a “Sequência didática de leitura de poesia:

uma experiência leitora”. Acesso: http://formacao-de-leitores-li-terarios.webnode.com/products/produto-2/

Os vídeos postados foram materiais importantes no desenvolvi-mento da Sequência Didática e estão todos disponíveis no YouTube, conforme consta no endereço eletrônico: http://formacao-de-leito- res-literarios.webnode.com/news/videos-usados-em-sala-de--aula-fonte-youtube/

Outro aspecto que muito contribuiu com os professores e com a pesquisa em sala de aula foram as análises do poemas lidos. Convém ressaltar que nem todas estão disponíveis, entretanto, as que estão no http://formacao-de-leitores-literarios.webnode.com/news/

analise-de-poemas/ refletem a necessidade de mais postagens nesse aspecto para o envolvimento do aluno.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O ALCANCE DO PRODUTO, A AVALIAÇÃO DE SUA APLICAÇÃO

Os participantes da pesquisa, no início, não estavam acostumados com a leitura de textos poéticos. Eles faziam piadinhas, tinham dificul-dades com a leitura expressiva e oral dos poemas, saíam da sala de aula, ridicularizavam alguma situação durante a leitura e outras situações desconfortáveis. Com a aplicação da Sequência Didática, descobrimos uma forma de lidar com os problemas que impediam o envolvimento dos alunos com a leitura e isso foi uma espécie de sedução pela poe-sia. Conforme os relatos comprovam, alunos que diziam não gostar de poesia passaram a ter boa aceitação do gênero poético e também a se interessarem pela leitura.

Pelo fato de a poesia tocar, de maneira inusitada, em temas e dra-mas vividos pelos alunos, tais como amor, morte, enfrentamento de pro-blemas, política, medos e outros, acredita-se que o desenvolvimento da

sequência didática, e posteriormente a postagem dos resultados no site, considerando-se as limitações de tempo e condições de trabalho, contribuiu sim para que os alunos:

1) manifestassem sensibilidade em relação à dor do outro, como se pode comprovar com a leitura do poema Morte do leiteiro; 2) revelas-sem convicção de que a leitura dos textos, com a ajuda dos professores mediadores, contribui para darem respostas coerentes em outras dis-ciplinas diferentes do Português, como em Filosofia, por exemplo, em que professora dessa disciplina ressaltou que os alunos haviam apro-fundado a argumentação nas respostas dadas às atividades de Filoso-fia. 3) expusessem a repulsa inicial pela poesia, em virtude da dificul-dade que têm em relação ao domínio vocabular e, consequentemente, em relação à compreensão do texto; em contrapartida passassem a ler, compreender e gostar dos textos poéticos. 4) expusessem, também, que o auxílio de um leitor mais maduro, no caso, o mediador, ajuda a compreender o vocabulário, a entender o texto e, assim, a gostar dele;

5) inserissem a poesia no rol dos tipos de textos mais apreciados por eles; 5) manifestassem que a poesia mudou-lhes de alguma forma o ponto de vista; 6) reafirmassem a orientação de pais e professores de que a leitura é fundamental.

O tom elogioso da leitura e da poesia nos diferentes tipos de dados desta pesquisa pode até revelar a reprodução, pelo aluno, dos vários discursos sobre leitura: o da mídia, o dos pais, o dos professores, etc.

A diferença é que eles puderam vivenciá-la de perto. Tiveram contato corpo a corpo com o texto, apreciaram cada palavra e deram significa-dos a elas.

Se, com o trabalho, houve ou não transformação de uma realida-de, é difícil medir, mesmo com os dados que comprovam, por se tratar de algo subjetivo como a formação humana. Cada aluno com seus va-lores e atitudes é quem poderá confirmar isso (ou não) para si mesmo.

Importante, porém, saber que um deles disse em algum momento:

[a poesia] nos faz pensar nas coisas mais simples que as vezes passam despercebidas por nós. [A.A.S.L.]

Dessa forma, constata-se que este trabalho, como qualquer outro, possui limitações. Acredita-se, no entanto, que ele alcançou (trans)

formação, pois o encanto está na singularidade com que a leitura de poesia se realiza, uma vez que cada leitor possui vivências, experiên-cias, emoções únicas, diferentes e irrepetíveis e, consequentemente, também, o seu modo de ler será ímpar, ainda que percorra caminhos bem definidos para se chegar aos sentidos do texto.

Com a aplicação do Produto Final, a produção do site serviu de re-ferência para os demais pesquisadores do Curso de Mestrado do Cen-tro de Pesquisa Aplicada à Educação – CEPAE/UFG. Além disso, o site foi divulgado para os professores da Rede Estadual de Ensino, o que possibilitou a aplicação da Sequência Didática em outras Escolas Esta-duais da Rede.

6. Referências

ADORNO, Theodor W. Educação e emancipação. Trad. Wolfgang Leo Maar. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

_______. Palestra sobre lírica e sociedade. In: Notas de literatura I. Tradução: Jorge de Almeida. São Paulo: Ed. 34 /Duas Cidades, 2003.

BAKHTIN, Mikhail (Volochinov). Marxismo e filosofia da lingua-gem. Tradução Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira, colaboração de Lúcia Teixeira Wisnik e Carlos Henrique D. Chagas Cruz. 12. ed. São Paulo: Hucitec, 2006.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio –Lin-guagens, códigos e suas tecnologias. Brasília: Ministério da Educação, 2000.

CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul / São Paulo: Duas cidades, 2004.

_______. A literatura e a formação do homem. Ciência e cultura.

São Paulo. USP, 1972.

CRUVINEL, M. F. A literatura no ensino médio: uma experiência do CEPAE-UFG. Itinerários (UNESP), Araraquara, p. 123-132, 2001.

_______. Formação do leitor: formação do sujeito. Presença Pedagó-gica, v. v. 16, p. 13-19, 2010.

LARROSA, Jorge. Pedagogia profana: danças, piruetas e mascara-das/ 3ª Ed. Belo Horizonte, Autêntica, 2000.

LIMA, Luiz Costa. Lira e antilira: Mário, Drummond, Cabral. 2ª edi-ção revista. Rio de Janeiro: Topbooks, 1995.

MALARD, Letícia. 110 anos de crítica literária. Disponível em http://www.academia.org.br/abl/media/RB52%20-%20PROSA-03.

pdf; 2007 , p.115-128.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA/SEB. Orientações Curri-culares Nacionais (ensino médio). Literatura. Ministério da Educação.

Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Brasília, 2006.

Parâmetros Curriculares Nacionais. Vol. Linguagens, códigos e suas tec-nologias. Brasília: MEC/ Semtec, 2002.

______. Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBs).

Brasília: MEC, 1996.

PAZ, Octávio. A outra voz. Tradução: Waldir Dupont. São Paulo: Sici-liano, 1993.

SILVA, C. S. Poesia na sala de aula e formação do leitor. In: 17º COLE, 2009, Campinas-SP. Anais do Congresso de Leitura do Brasil. Campi-nas: ALB, 2009.

TODOROV, Tzevetan. A literatura em perigo. Rio de Janeiro: DI-FEL, 2009.

ZILBERMAN, Regina. Estética da recepção e história da literatu-ra. São Paulo: Ática, 1989.

ZILBERMAN, Regina e SILVA Ezequiel Teodoro da. Literatura e Pe-dagogia: ponto e contraponto. 2. Ed. São Paulo: Global, 2008.