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4.3 Diagrama interno de controle

4.3.5 Compensa¸c˜ao do efeito de afundamentos de tens˜ao de rede sobre o

Ao se observar o esquema de controle do est´agio c.a./c.c. do conversor BGIC, pode-se constatar que ao se definir a referˆencia da malha de controle de corrente c.a. de modo a se manter a tens˜ao do barramento intermedi´ario constante, do ponto de vista da rede el´etrica o conversor ir´a atuar como uma fonte/carga de potˆencia constante. Com isso, caso hajam varia¸c˜oes na tens˜ao eficaz do ponto de conex˜ao comum, a corrente injetada/absorvida da rede ser´a compensada de forma a manter o intercˆambio de potˆencia constante. Durante afundamentos de tens˜ao, por exemplo, a amplitude da corrente de rede tende a se elevar, na mesma propor¸c˜ao da redu¸c˜ao de amplitude da tens˜ao de rede. Por´em, como a corrente ´e saturada pelo conversor em ± 30 A, todo afundamento de tens˜ao reduz a potˆencia m´axima efetiva do est´agio c.a./c.c., a qual pode ser definida como:

PSmax≈ VS,rms

ISat

2 (4.29)

Esta condi¸c˜ao gera um problema no lado c.c. do conversor, uma vez que o est´agio c.c./c.c. n˜ao utiliza informa¸c˜oes do outro est´agio de convers˜ao em seu diagrama de con- trole. Isto significa que o est´agio c.c./c.c. trabalhar´a com uma potˆencia m´axima igual `a potˆencia m´axima nominal do conversor. Caso a potˆencia na sa´ıda c.c. for superior `a potˆencia m´axima efetiva do lado c.a., isto ´e, PO,cc > PSmax, haver´a um desequil´ıbrio de

potˆencia no conversor, que far´a com que a tens˜ao do barramento intermedi´ario decaia. A Figura 4.34 apresenta uma simula¸c˜ao da nanorrede que ilustra este comportamento. O sistema foi configurado para apresentar uma gera¸c˜ao local de 840 W e uma carga de 2,5 kW. No instante t = 0, 6 s, ocorre um afundamento de tens˜ao de 50%, fazendo com que

PSmax passe de 2,69 kW para 1,35 kW.

Note que ap´os a ocorrˆencia do afundamento de tens˜ao n˜ao h´a mudan¸ca de compor- tamento das correntes dos conversores da nanorrede, e consequentemente, a tens˜ao do barramento c.c. principal se mant´em inalterado. Contudo, a tens˜ao do barramento inter- medi´ario ´e reduzida rapidamente. Quando esta tens˜ao se aproxima de 400 V, ela passa

Figura 4.34: Resultado de simula¸c˜ao da nanorrede frente a um afundamento de 50%.

a afetar a tens˜ao do barramento principal, provocando oscila¸c˜oes, as quais se refletem nas correntes dos conversores, uma vez que todo fluxo de potˆencia da nanorrede depende da tens˜ao deste barramento. Nota-se que at´e o sistema de monitoramento suspender a conex˜ao da nanorrede com a rede el´etrica, varia¸c˜oes bruscas no fluxo de potˆencia entre os conversores poder˜ao ser observadas, as quais podem trazer problemas de qualidade de energia `as cargas e danificar os pr´oprios conversores, sistemas de armazenamento e gera- ¸c˜ao. Ap´os a desconex˜ao, o conversor ESC assume a regula¸c˜ao do barramento principal.

´

E interessante que, caso a potˆencia m´axima efetiva do conversor BGIC seja reduzida, por qualquer evento, o est´agio c.c./c.c. perceba essa redu¸c˜ao, para evitar desequil´ıbrios de potˆencia dentro do conversor. Para resolver esta quest˜ao, se propˆos neste trabalho uma t´ecnica de compensa¸c˜ao, a qual ir´a promover a altera¸c˜ao da resistˆencia de droop do est´agio c.c./c.c. de forma proporcional `a redu¸c˜ao da potˆencia m´axima efetiva do conversor. Com isso, durante um afundamento de tens˜ao, a potˆencia manipulada pelo lado c.c. do conversor ser´a reduzida, retornando o conversor para uma condi¸c˜ao de equil´ıbrio de potˆencia. A nova resistˆencia de droop a ser utilizada pelo est´agio c.c./c.c. ´e descrita em (4.30).

R∗D =

RD

ko

, (4.30)

onde RD ´e o valor original da resistˆencia de droop e ko´e o fator de compensa¸c˜ao. Propˆos-

se, inicialmente, definir ko de forma a compensar o efeito de afundamentos de tens˜ao.

Uma vez que a potˆencia efetiva do lado c.a. ´e proporcional `a amplitude da tens˜ao de rede, e a potˆencia do lado c.c. ´e inversamente proporcional `a resistˆencia de droop, fez-se:

ko= vqu, (4.31)

onde, novamente, vqu ´e a amplitude normalizada da tens˜ao do PCC estimada pela PLL.

Com isso, um afundamento de 50%, por exemplo, na tens˜ao de rede, ir´a dobrar a resis- tˆencia de droop e, aproximadamente, reduzir pela metade a capacidade de potˆencia do est´agio c.c./c.c.. A Figura 4.35 apresenta os resultados de simula¸c˜ao, para a mesma con- di¸c˜ao de opera¸c˜ao e afundamento de tens˜ao avaliados anteriormente, agora considerando a compensa¸c˜ao da resistˆencia de droop.

Figura 4.35: Resultado de simula¸c˜ao da nanorrede frente a um afundamento de 50% e

modifica¸c˜ao de droop.

Observa-se que, ap´os o afundamento, a corrente de sa´ıda c.c. do conversor BGIC se reduz, condizendo com a nova condi¸c˜ao de potˆencia do conversor. Como resposta,

o conversor ESC gradualmente passa a complementar a potˆencia perdida pelo sistema. Nota-se que a tens˜ao do barramento intermedi´ario encontra um novo ponto de equil´ıbrio em 560 V. Esse erro de estado estacion´ario ´e justificado pelo fato de que tanto o lado c.a., quanto o lado c.c. se encontram saturados em seus novos pontos de opera¸c˜ao, de modo que o conversor n˜ao possui, neste exemplo, capacidade dispon´ıvel para repor a carga per- dida pelo banco capacitivo do barramento intermedi´ario. Observa-se tamb´em que ap´os a desconex˜ao, o conversor BGIC continuar´a a utilizar a energia armazenada no barra- mento intermedi´ario para suprir a nanorrede com o mesmo volume de corrente injetado no instante exatamente anterior `a suspens˜ao do PCC. Com isso, a tens˜ao do barramento intermedi´ario cair´a rapidamente e apenas quando toda energia excedente armazenada for exaurida, ou quando o est´agio c.c./c.c. for bloqueado, o que ocorre em t ≈ 0, 8 s, que o conversor ESC assumir´a a regula¸c˜ao do barramento principal.

Outra proposta de compensa¸c˜ao apresentada neste trabalho ´e se fazer a resistˆencia de droop dependente tamb´em da tens˜ao do barramento intermedi´ario, como descreve (4.32).

ko = vqu

( VBI

600V )2

(4.32) A Figura 4.36 apresenta os resultados de simula¸c˜ao para este tipo de compensa¸c˜ao. Nota-se que existe uma recupera¸c˜ao da tens˜ao do barramento intermedi´ario ap´os o afun- damento da tens˜ao de linha, de modo que o conversor busca convergir esta tens˜ao para 600 V novamente. Ap´os a desconex˜ao do PCC, a energia armazenada no barramento intermedi´ario ir´a ser consumida pelo est´agio c.c./c.c., contudo, `a medida que amplitude da tens˜ao cai, a corrente de sa´ıda do conversor BGIC ´e reduzida, fazendo com que o con- versor ESC assuma gradualmente a regula¸c˜ao do barramento principal. Quando o est´agio c.c./c.c. ´e bloqueado haver´a um transit´orio de corrente, no entanto, este ser´a mais suave do que nos demais casos.

A reprodu¸c˜ao de um afundamento de tens˜ao no laborat´orio do Grupo Eletrˆonica de Potˆencia n˜ao ´e atualmente poss´ıvel, o que impede a avalia¸c˜ao experimental da proposta de compensa¸c˜ao no momento atual. Contudo, avaliou-se o comportamento do sistema quando a tens˜ao do barramento intermedi´ario decai devido `a desconex˜ao do est´agio c.a./c.c. con-

Figura 4.36: Resultado de simula¸c˜ao da nanorrede frente a um afundamento de 50% e compensa¸c˜ao de tens˜ao de rede e intermedi´aria.

siderando a t´ecnica de compensa¸c˜ao descrita em (4.32). A Figura 4.37 apresenta os resultados experimentais para esta situa¸c˜ao, considerando uma carga de 56 Ω e gera¸c˜ao local de 840 W.

Figura 4.37: Resultado experimental do comportamento da nanorrede frente `a desconex˜ao do est´agio c.a./c.c. do conversor BGIC.

Observa-se que, ap´os a desconex˜ao do primeiro est´agio, a corrente de sa´ıda do conversor BGIC decai em decorrˆencia da redu¸c˜ao da tens˜ao do barramento intermedi´ario o que leva `a invers˜ao de comportamento do conversor ESC de carga para fonte da nanorrede. Como

o setup experimental apenas incorpora o n´ıvel prim´ario de controle da nanorrede, nota- se que essa redu¸c˜ao de corrente provoca tamb´em uma redu¸c˜ao na tens˜ao do barramento principal. Em seguida, ocorre a desconex˜ao do est´agio c.c./c.c., evento que no sistema experimental ´e iniciado quando a tens˜ao do barramento intermedi´ario se torna inferior a 450 V. Com isso, a corrente do conversor BGIC ´e bruscamente interrompida, e o conversor ESC passa a assumir toda regula¸c˜ao do barramento, conforme esperado.

4.4

Conclus˜oes do cap´ıtulo

Este cap´ıtulo discutiu os crit´erios de conex˜ao da nanorrede ao sistema de distribui¸c˜ao c.a. e a estrutura do conversor de interface utilizado nesse acesso. Pela revis˜ao dos crit´e- rios observou-se que, pelas normas atuais destinadas `a gera¸c˜ao distribu´ıda, o conversor de interface deve apenas injetar potˆencia ativa no sistema de distribui¸c˜ao de baixa tens˜ao, de modo que servi¸cos anciliares e a manuten¸c˜ao da alimenta¸c˜ao de partes do sistema c.a. durante faltas e desconex˜oes n˜ao s˜ao permitidos. Com isso, al´em de realizar o sincronismo do sinal de corrente injetada com a tens˜ao de rede, o conversor deve monitorar as condi- ¸c˜oes do ponto de conex˜ao comum para identificar anomalias de tens˜ao e/ou frequˆencia e ocorrˆencia de ilhamentos n˜ao-intencionais, de modo a poder suspender o ponto de conex˜ao e ilhar a nanorrede c.c.. Uma estrutura de conversor com dois est´agios de convers˜ao foi utilizada, de modo a se poder trabalhar de forma independente com o acesso `a rede c.a. e com o barramento c.c., o que tamb´em possibilita o controle de correntes de falta fase-fase.

Devido ao grande n´umero e variedade de tarefas exigidas do sistema de interface, a

estrutura do conversor BGIC se mostrou ser a mais complexa dentre os demais elementos

da nanorrede estudada. Com o intuito de se reduzir o n´umero de estruturas necess´arias

para realizar todas as tarefas demandadas do conversor de interface, escolheu-se empregar uma topologia de PLL capaz de fornecer, al´em do sinal de sincronismo utilizado no controle da corrente de rede, informa¸c˜oes acerca da tens˜ao e frequˆencia do ponto de conex˜ao, as quais foram empregadas no monitoramento do PCC, detec¸c˜ao de ilhamento e compensa¸c˜ao do efeito de afundamentos de tens˜ao. Resultados experimentais foram apresentados para

validar e avaliar o desempenho do conversor BGIC descrito nas an´alises te´oricas.

Dentre as contribui¸c˜oes originais contidas neste cap´ıtulo, pode-se citar a proposta do sistema de compensa¸c˜ao da influˆencia de afundamentos de tens˜ao sobre o barramento principal, onde o droop de tens˜ao do est´agio secund´ario ´e alterado, a partir de dados sobre as condi¸c˜oes do PCC fornecidos pela PLL e medi¸c˜ao da tens˜ao do barramento intermedi´ario, de modo a reestabelecer o equil´ıbrio de potˆencia entre os dois est´agios de convers˜ao, perdido durante um afundamento. Com isso, caso acordo operativo entre a concession´aria e a nanorrede assim o permita, a nanorrede ser´a capaz de suportar fortes afundamentos de tens˜ao no lado c.a. sem que isso afete a qualidade da tens˜ao no barramento c.c., ou provoque oscila¸c˜oes indesejadas, o que possibilita a opera¸c˜ao da nanorrede durante o afundamento sem a necessidade de desconex˜ao.

An´alise da tens˜ao de modo comum

da nanorrede

Conforme discutido no Cap´ıtulo 2, a n˜ao utiliza¸c˜ao de um isolamento el´etrico entre a conex˜ao da nanorrede c.c. e a rede de distribui¸c˜ao c.a. leva ao surgimento de um caminho de modo comum entre os dois sistemas, por onde correntes de falta fase-terra e de corpo, em caso de choques el´etricos, poder˜ao circular. Mostrou-se tamb´em que a tens˜ao de modo comum afeta a magnitude das correntes de falta e corpo, sendo que, principalmente no caso de choques el´etricos, a n˜ao compensa¸c˜ao dessa tens˜ao pode agravar a severidade dos efeitos fisiol´ogicos provocados pelo choque. Neste cap´ıtulo, a composi¸c˜ao da tens˜ao de modo comum da nanorrede proposta ser´a estudada, e m´etodos de compensa¸c˜ao ser˜ao propostos e validados por meio de resultados experimentais. A Figura 5.1-a) apresenta a estrutura do conversor BGIC (Bidirectional Grid Interface Converter ) considerado neste trabalho de tese.

Para a realiza¸c˜ao da an´alise de modo comum produzida pela interface entre a nanorrede c.c. e a rede de distribui¸c˜ao c.a., assumiu-se que o conversor opera em regime permanente e que a tens˜ao do barramento principal ´e regulada em 311 V. Desta forma, a tens˜ao do barramento c.c. intermedi´ario pode ser interpretada como uma tens˜ao cont´ınua de 600 V, com baixa ondula¸c˜ao, o que permite se levantar o circuito equivalente do conversor,

a) Diagrama do conversor BGIC.

b) Circuito equivalente do conversor BGIC.

Figura 5.1: Diagrama e circuito equivalente do conversor BGIC.

apresentado na Figura 5.1-b), onde VABIN, VBBIN, VCBIN e VDBIN s˜ao tens˜oes pulsadas

produzidas pelos quatro bra¸cos do conversor BGIC em rela¸c˜ao ao terminal negativo do barramento intermedi´ario.

O circuito equivalente pode ser ent˜ao redefinido, explicitando para cada fonte de ten- s˜ao existente os sinais de modo diferencial e de modo comum, como mostra a Figura 5.2. Onde os subscritos dm e cm remetem a sinais de modo diferencial e modo comum respectivamente.

Figura 5.2: Circuito equivalente do conversor BGIC em modo diferencial e modo comum. A partir desse circuito equivalente pode-se extrair o modelo de modo comum, des- prezando para isso os elementos de modo diferencial. A Figura 5.3 apresenta o circuito equivalente de modo comum a ser considerado.

Figura 5.3: Circuito equivalente do conversor BGIC em modo comum.

Para esta primeira an´alise, para simplificar o equacionamento da tens˜ao de modo comum, o aterramento por resistˆencias foi desprezado. Assim sendo, por meio do circuito equivalente apresentado nas Figuras 5.1 e 5.3, pode-se escrever

VBIN = −V1Ecm+ VScm (5.1) VBIcm = VBIP + VBIN 2 = VBI 2 − V1Ecm+ VScm (5.2) VN = VBIN + VDBIN (5.3) VCM = V2Ecm− V1Ecm+ VScm (5.4)

Observa-se que as tens˜oes de modo comum s˜ao uma composi¸c˜ao da tens˜ao de modo comum da pr´opria rede de distribui¸c˜ao e dos est´agios do conversor BGIC. A seguir cada um desses elementos ser´a melhor detalhado, para se conhecer a magnitude e composi¸c˜ao harmˆonica dessas tens˜oes.

5.1

Modo comum da rede el´etrica c.a.

A tens˜ao de modo comum da rede el´etrica c.a. depende do esquema de distribui¸c˜ao utilizado. Como bem conhecido, sistemas trif´asicos equilibrados apresentam tens˜ao de modo comum nula, de forma que em uma nanorrede c.c. com conex˜ao trif´asica `a rede de distribui¸c˜ao, a tens˜ao de modo comum da instala¸c˜ao seria afetada apenas pelo conversor de interface. Ao se conectar a instala¸c˜ao de forma monof´asica, ou bif´asica, uma tens˜ao de modo comum de rede surgir´a. Para analisar essa tens˜ao, considerou-se os tipos de conex˜ao apresentados na Figura 5.4.

a) Conex˜ao bif´asica. b) Conex˜ao monof´asica.

Figura 5.4: Conex˜oes monof´asica e bif´asica do sistema de distribui¸c˜ao brasileiro. Considerando que a tens˜ao de fase-neutro de ambos sistemas pode ser definida como VφN = Vmsin(ωot + φ), pode-se calcular as tens˜oes de modo diferencial e comum como:

Modo Diferencial: VSdm,1φ = F − N = Vmsin(ωot) (5.5) VSdm,2φ = R − S = √ 3Vmsin(ωot + π/6) (5.6) VSdm,split−phase = R − S = 2Vmsin(ωot) (5.7) Modo Comum: VScm,1φ = F + N 2 = Vm 2 sin(ωot) (5.8) VScm,2φ = R + S 2 = Vm 2 sin(ωot − π/3) (5.9) VScm,split−phase = R + S 2 = 0 (5.10)

Um resultado interessante desta an´alise ´e que tanto a conex˜ao monof´asica, quanto a conex˜ao bif´asica tradicional, apresentam uma tens˜ao de modo comum com amplitude igual `a metade da tens˜ao de fase-neutro e ˆangulo de fase igual a 0o para o sistema monof´asico e

60o para o sistema bif´asico. J´a a conex˜ao em split-phase apresenta tens˜ao de modo comum

nula, devido `a simetria das suas tens˜oes de alimenta¸c˜ao. Como este ´ultimo sistema n˜ao ´e t˜ao comum no Brasil, este resultado n˜ao ser´a levado em considera¸c˜ao no desenvolvimento do m´etodo de compensa¸c˜ao de modo comum.