• Nenhum resultado encontrado

Compete ao professor responsável da visita de estudo:

VISITAS DE ESTUDO Artigo 135.º

1. Compete ao professor responsável da visita de estudo:

a) Indicar sempre o seu nome nas comunicações que faz com as diferentes entidades durante todo o processo de preparação e implementação da visita;

b) Definir os locais a visitar e os horários das visitas, assim como a hora de saída e de chegada à escola;

c) Contratar o serviço de transporte necessário à realização da visita de estudo, contando com o apoio dos serviços administrativos, obtendo por escrito as condições em que se realiza a visita; d) Solicitar e recolher a autorização escrita dos encarregados de educação para participação dos alunos na visita (modelo em uso na escola) – o aluno deve devolver o impresso independentemente de ter ou não autorização para participar. Neste documento deve ser disponibilizada informação detalhada sobre a visita: locais a visitar, objetivos, itinerário/programa da visita, horário/meio de transporte, custo da visita;

e) Manter informados os respetivos diretores de turma desde o início do processo e durante todo o seu desenvolvimento;

f) Nos 2º e 3º ciclos informar os professores do conselho de turma sobre a data da visita de estudo e alunos participantes, afixando essa informação na sala de professores e enviando-a por correio eletrónico, anteriormente à realização da visita e informar a chefe do pessoal auxiliar de ação educativa sobre os professores que vão à visita de estudo.

g) Receber as verbas entregues pelos encarregados de educação e proceder à entrega das mesmas nos serviços administrativos;

h) Propor ao diretor quais os alunos que não participam na visita de estudo, sendo considerados motivos impeditivos da participação o facto de o aluno:

i. Poder pôr em causa a segurança do grupo;

ii. Ter sido sancionado na sequência de um procedimento disciplinar; iii. Apresentar participações disciplinares consideradas graves.

i) Garantir que só participam na visita os alunos que tiverem a autorização escrita. Os alunos que não entregarem autorização ficam na escola e trabalham com os respetivos professores durante o horário normal da turma;

j) Nas visitas feitas de autocarro devem dividir-se os alunos, de modo a que no dia da visita de estudo cada professor colaborador tome conhecimento e possa fazer a chamada dos alunos que estão sob a sua responsabilidade;

l) Solicitar nos serviços administrativos uma credencial com a identificação da escola e da atividade, do grupo de professores e do número de alunos;

m) Contratar um seguro de viagem e de estadia, no caso de visitas de estudo ao estrangeiro, nos termos da legislação em vigor.

2. Na planificação referente aos professores colaboradores deverá ter-se em conta a necessidade de os alunos serem acompanhados por professores numa relação de um para dez no 2º ciclo e de um para quinze no 3º ciclo. No 1º ciclo e pré-escolar, os alunos são acompanhados pelo professor/educador da turma e uma auxiliar da ação educativa.

Artigo 139.º (Alunos)

1. A desistência da visita de estudo deve ser comunicada por escrito, pelo encarregado de educação, ao professor organizador indicando o motivo, até 5 dias úteis antes da visita, e neste caso, e sempre que possível, será devolvida a sua comparticipação, exceto se tiverem sido assumidos compromissos com transportes ou ingressos nos locais a visitar.

2. Ficam sujeitos ao horário letivo normal todos os alunos que não participam na visita, quer por não terem autorização, quer por terem faltado sem aviso prévio.

3. Aos alunos envolvidos na participação de uma visita de estudo é marcada falta de presença no âmbito das aulas que teriam lugar no dia em que a dita visita de estudo decorre, às áreas curriculares não envolvidas na visita.

Artigo 140.º (Professores)

1. Os professores participantes devem:

a) Numerar e sumariar as aulas lecionadas às turmas que participam na visita; b) Deixar um plano de aula para os alunos que não participem na visita;

c) Deixar os planos de aula correspondentes às turmas às quais não vão dar aula;

d) Ser portadores de certificados de idoneidade e de raquetas de sinalização e coletes refletores. 2. Os professores que não acompanham as turmas deverão:

a) Sumariar “Os alunos encontram-se em visita de estudo”, desde que todos os alunos estejam envolvidos na atividade. A aula não será numerada.

b) Lecionar a aula, se houver alunos que não participam na visita de estudo, não podendo, no entanto, lecionar novos conteúdos – devem marcar falta a todos os alunos que não se encontram na sala de aula.

c) Consideram-se dadas, as aulas das disciplinas previstas para o dia em causa no horário da turma, devendo os professores envolvidos no projeto, numerá-las.

3. Após a visita de estudo os professores deverão dar a(s) aula(s) seguinte(s) desde que a chegada ocorra antes do seu início. Se a visita de estudo terminar na hora de almoço, deve ser concedido aos professores e alunos um tempo letivo para esse efeito.

4. Quando o início da visita de estudo coincide com uma aula, o professor deverá terminá-la 10 minutos antes da hora prevista para a partida dos alunos.

Artigo 141.º (Relatório)

1. Após a chegada à escola, os professores devem participar imediatamente qualquer incidente ocorrido durante a visita.

2. Após a realização da visita de estudo, compete ao respetivo professor coordenador proceder a uma avaliação da atividade. A avaliação é feita através do preenchimento de documento existente para o efeito, o qual deverá ser entregue à direção, no prazo de cinco dias úteis após a visita. Este formulário é posteriormente arquivado junto da proposta da visita de estudo, assim como a documentação de carácter pedagógico que tenha sido utilizada na visita.

Artigo 142.º

(Delegados e Subdelegados de turma)

1. São eleitos pelos seus colegas no início do ano letivo.

2. Poderão ser substituídos, a todo o momento, pelo diretor de turma ou desde que, pelo menos metade dos alunos da turma, deseje nova eleição e apresente razões válidas ao diretor de turma ou quando infringirem algum ponto deste regulamento.

3. O delegado de turma e, na ausência deste, o subdelegado são os legítimos representantes da turma perante a comunidade escolar.

Artigo 143.º

(Atribuições do Delegado)

1. Comparecer aos conselhos de turma de natureza disciplinar e quaisquer outras reuniões para que seja convocado.

2. Defender os interesses da turma.

3. Contribuir para a solidariedade entre todos.

4. Interessar-se pelas questões de funcionamento da escola e toda a sua problemática. 5. Contribuir para a análise e discussão dos problemas fomentando o diálogo na turma. 6. Fazer a ligação entre a direção, o diretor de turma e a turma.

7. Contribuir para a resolução de todos os problemas existentes incentivando à verdade, solidariedade e união entre todos os colegas.

9. Aguardar junto à sala de aula pelo professor e, após a chegada deste, chamar os restantes colegas.

10. O delegado e o subdelegado de turma têm o direito de solicitar a realização de reuniões da turma com o respetivo diretor de turma para apreciação de matérias relacionadas com o funcionamento da turma, sem prejuízo do cumprimento das atividades letivas.

DISCIPLINA

Medidas Corretivas e Disciplinares Sancionatórias Artigo 144.º

(Qualificação da Infração)

1. A violação pelo aluno de algum dos deveres previstos nos artigos 123.º e 124.º, de forma reiterada e ou em termos que se revelem perturbadores do funcionamento normal das atividades da escola ou das relações no âmbito da comunidade educativa, constitui infração, passível da aplicação de medida corretiva ou medida disciplinar sancionatória, nos termos dos artigos seguintes.

2. A definição, bem como a competência e os procedimentos para a aplicação das medidas disciplinares corretivas e sancionatórias estão previstos, respetivamente, nos artigos 26.º e 27.º e nos artigos 28.º a 33.º do Estatuto do Aluno e Ética Escolar.

3. A aplicação das medidas disciplinares sancionatórias previstas nas alíneas c), d) e e) do n.º 2 do artigo 28.º depende da instauração de procedimento disciplinar, nos termos estabelecidos nos artigos 28.º, 30.º e 31.º do Estatuto do Aluno e Ética Escolar

4. Sem prejuízo do definido no Estatuto do Aluno e Ética Escolar, poderão ser aprovadas pelo Conselho Pedagógico, sempre que se justifique, algumas medidas disciplinares de aplicação imediata aos alunos. Na determinação dessas medida a aplicar ter-se-á em consideração o disposto no artigo 25.º do Estatuto do Aluno e Ética Escolar.

Artigo 145.º

(Participação de ocorrência)

1. O professor ou membro do pessoal não docente que presencie ou tenha conhecimento de comportamentos suscetíveis de constituir infração disciplinar nos termos do artigo anterior deve participá-los imediatamente ao diretor do agrupamento.

2. O aluno que presencie comportamentos referidos no número anterior deve comunicá-los imediatamente ao professor titular de turma ou ao diretor de turma ou equivalente, o qual, no caso de os considerar graves ou muito graves, os participa, no prazo de um dia útil, ao diretor do agrupamento.

Artigo 146.º

(Finalidades das Medidas Corretivas e Disciplinares Sancionatórias)

1. Todas as medidas disciplinares corretivas e medidas disciplinares sancionatórias prosseguem finalidades pedagógicas, preventivas, dissuasoras e de integração, visando, de forma sustentada, o cumprimento dos deveres do aluno, o respeito pela autoridade dos professores no exercício da sua atividade profissional e dos demais funcionários, bem como a segurança de toda a comunidade educativa.

2. As medidas corretivas e as medidas disciplinares sancionatórias visam ainda garantir o normal prosseguimento das atividades da escola, a correção do comportamento perturbador e o reforço da formação cívica do aluno, com vista ao desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na comunidade educativa, do seu sentido de responsabilidade e das suas aprendizagens.

3. As medidas disciplinares sancionatórias, tendo em conta a especial relevância do dever violado e a gravidade da infração praticada, prosseguem igualmente, para além das identificadas no número anterior, finalidades punitivas.

4. As medidas corretivas e as medidas disciplinares sancionatórias devem ser aplicadas em coerência com as necessidades educativas do aluno e com os objetivos da sua educação e formação, no âmbito do desenvolvimento do plano de trabalho da turma e do projeto educativo da escola, nos termos do respetivo regulamento interno.

Artigo 147.º

(Determinação da medida corretiva e disciplinar)

1. Na determinação da medida disciplinar corretiva ou sancionatória a aplicar, deve ter-se em consideração a gravidade do incumprimento do dever, as circunstâncias, atenuantes e agravantes apuradas, em que esse incumprimento se verificou, o grau de culpa do aluno, a sua maturidade e demais condições pessoais, familiares e sociais.

2. São circunstâncias atenuantes da responsabilidade disciplinar do aluno o seu bom comportamento anterior, o seu aproveitamento escolar e o seu reconhecimento, com arrependimento, da natureza ilícita da sua conduta.

3. São circunstâncias agravantes da responsabilidade do aluno a premeditação, o conluio, bem como a acumulação de infrações disciplinares e a reincidência, em especial se no decurso do mesmo ano letivo.

Artigo 148.º

(Medidas Disciplinares Corretivas)

1. As medidas corretivas prosseguem finalidades pedagógicas, dissuasoras e de integração, nos termos do n.º 1 do artigo 146.º, assumindo uma natureza eminentemente preventiva.

2. São medidas corretivas:

a) A advertência;

b) A ordem de saída da sala de aula, ou demais locais onde se desenvolva trabalho escolar;

c) A realização de tarefas e atividades de integração na escola ou na comunidade, podendo, para esse efeito, ser aumentado o período de permanência obrigatória, diária ou semanal, do aluno na escola ou no local onde decorram as tarefas ou atividades;

d) O condicionamento no acesso a certos espaços escolares, ou na utilização de certos materiais e equipamentos, sem prejuízo dos que se encontrem afetos a atividades letivas;

e) A mudança de turma.

3. A aplicação das medidas corretivas previstas nas alíneas c), d) e e) do n.º 2 é da competência do diretor do agrupamento de escolas que, para o efeito, procede sempre à audição do diretor de turma ou do professor titular da turma a que o aluno pertença, bem como do professor tutor ou da equipa multidisciplinar, caso existam.

4. A aplicação das medidas corretivas previstas no n.º 2 é comunicada aos pais ou ao encarregado