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APL Software de João Pessoa Código Descrição atividade

INDICADORES COLORAÇÃO PERFORMANCE

4.2 COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA DE SOFTWARE – ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DE SOFTWARE DA CIDADE DE JOÃO PESSOA

4.2.1 Fatores Determinantes da Competitividade

Com base na metodologia apresentada por Pondé (2003), os principais determinantes da competitividade das empresas na indústria de software são: aqueles elementos, relativos à própria firma ("fatores empresariais"), ao setor industrial no qual ela atua ("fatores estruturais"), ou ao sistema econômico como um todo ("fatores sistêmicos"), que condicionam sua capacidade de sobreviver e se expandir em seu(s) mercado(s).

Na busca de compreender a dinâmica desse setor e a influência dos fatores que determinam a sua competitividade, o estudo traz como resultado, com base nos fatores, variáveis e parâmetros utilizados, o nível de competitividade do APL de Software de João Pessoa.

4.2.1.1 Fatores Empresariais e suas variáveis

Os fatores empresarias são integrados pelo conjunto de variáveis internas à empresa, contemplando as ações relacionadas à gestão, capacitação de pessoas, gestão da produção e dos processos empresariais.

a) Geração de capacitações em engenharia de Software

Identifica a atuação do Estado no âmbito da difusão das técnicas já existentes, bem como na preparação de recursos e capacitações que permitam enfrentar desafios tecnológicos atuais e futuros, por meio do aporte de recursos financeiros e da coordenação da sua alocação, financiando atividades de pesquisa e capacitação na área de engenharia de Software, a partir da utilização dos recursos humanos e materiais já disponíveis em universidades e centros de pesquisa. (PONDÉ, op. cit.). A variável é representada pelo acesso das empresas a projetos integrados, pelos quais uma mesma instituição (ou grupo de instituições) se proponha a atuar em três frentes: (i) pesquisa acadêmica; (ii) treinamento e formação de mão-de-obra; (iii) desenvolvimento de um conjunto de produtos com empresas privadas.

Neste caso, toma se como parâmetro que quanto mais adequada for a estrutura institucional e a interação destas instituições com as empresas - sobretudo, nas ações de pesquisa, educação e desenvolvimento do conjunto de produtos - maiores condições competitivas o arranjo produtivo de Software de João Pessoa apresentará.

Considerando os aspectos relacionados à engenharia de Software, 15,4% das empresas pesquisadas discordam totalmente em possuir mecanismos de monitoramento de tendências quanto à criação e utilização das tecnologias da engenharia de Software; O mesmo percentual de empresas, 15,4% discordam parcialmente da disponibilidade de tais mecanismos; 23,1% posicionaram-se como neutras e indecisas; 34,6% concordam parcialmente com a disponibilidade dos mecanismos e 7,7% concordam totalmente em possuir tais mecanismos.

É possível inferir que: embora o município de João Pessoa conte com uma plataforma institucional, com foco em ensino, pesquisa e difusão tecnológica, nos aspectos referentes à engenharia de Software, os resultados obtidos demonstram que o índice de empresas que efetivamente acessam e incorporam tais tecnologias é baixo.

b) Incorporação de equipamentos de automação nos processos produtivos das empresas do setor

Os equipamentos de automação consistem em equipamentos que desenvolvem técnicas computadorizadas ou mecânicas para diminuir o uso de mão-de-obra em qualquer processo. A automação diminui os custos e aumenta a velocidade da produção LACOMBE (2004).

A automação das atividades de produção das empresas brasileiras de informática é de suma importância para que a indústria alcance, no médio e longo prazo, níveis de custo e, principalmente, qualidade que se mostrem convergentes com os verificados no mercado. Neste sentido, são necessários consideráveis investimentos por parte do setor privado - principalmente no seu segmento nacional -, de maneira a se superar a elevada defasagem existente na atualização tecnológica dos processos produtivos da indústria nacional.

A variável é representada pela presença/ausência de equipamentos de automação no processo produtivo das empresas do setor.

Neste caso, toma-se como parâmetro que: quanto mais atualizado o parque de equipamentos de automação das empresas, melhores condições de qualidade e produtividade as firmas terão, influenciando direta e positivamente em sua competitividade.

Dentre as empresas pesquisadas, 48,7% possuem equipamentos com um tempo médio em torno de 12 meses; 35,9% com um tempo médio em torno de 24 meses e, 12,8% contam com equipamentos em torno de 36 meses.

Com base nos dados pesquisados é possível concluir que as empresas contam com parque computacional atualizado, na medida em que aproximadamente 85% das empresas apresentam tempo médio de uso dos equipamentos entre 12 e 24 meses, período considerado adequado às regras de depreciação.

c) Incorporação de técnicas de gestão da produção

Consiste na adoção de técnicas atinentes à gestão da produção no intuito de difundir para toda a organização todo o arcabouço de conhecimento proveniente desse tipo de gestão, para o melhoramento de seus processos e produtos.

Dado o amplo potencial de ganhos competitivos que pode ser auferido pela introdução e difusão das inovações organizacionais nas áreas de qualidade e planejamento e controle da produção, e considerando o seu menor custo relativo em relação aos gastos associados à

introdução de equipamentos de automação, as empresas do setor devem outorgar prioridade máxima aos investimentos nas áreas mencionadas (PONDÉ, op. cit.).

A representação da variável é mensurada pelo número de empresas que incorporem em suas rotinas técnicas de gestão da produção, assumindo como parâmetro que: quanto maior for a utilização de técnicas de gestão da produção em seus processos de desenvolvimento, maiores ganhos competitivos terão as empresas.

Com base nos dados aferidos nas empresas pesquisadas, 23,1% concordam totalmente em dispor de tecnologias de desenvolvimento e de gestão que assegurem a eficiência e a qualidade dos processos produtivos. 57,7% concordam parcialmente com esta afirmação; 3,8% posicionaram-se como neutros ou indecisos; 3,8% discordam parcialmente e 7,7% discordam totalmente com a disponibilidade de tecnologias de desenvolvimento e gestão.

A pesquisa revela que um percentual significativo das empresas (84,6%) dispõe e faz uso de instrumentos e tecnologias voltados para a eficiência e qualidade dos processos produtivos, indicando um requisito positivo frente à competitividade.

A seguir, no quadro 16, apresenta, os fatores empresariais determinantes da competitividade.

DETERMINANTES DA COMPETITIVIDADE – FATORES EMPRESARIAIS

DIMENSÕES VARIÁVEIS AVALIAÇÃO (Favorável+Parcialmente Favorável >70% = + <= 70% = - % GESTÃO EMPRESARIAL Geração de capacitações em engenharia de Software - Favorável: 7,7% Parcialmente Favorável: 50% Desfavorável: 38,5% Incorporação de equipamentos de automação nos processos produtivos das empresas do setor

+ Favorável: 48,7% Parcialmente Favorável: 35,9% Desfavorável: 12,8%

Quadro 16 - Fatores Empresariais do APL de Software de João Pessoa.

DETERMINANTES DA COMPETITIVIDADE – FATORES EMPRESARIAIS