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Competitividade

No documento PR NAYARA GUETTEN RIBASKI (páginas 41-45)

Esse tem sido um dos temas de grande relevância na maioria dos países no estudo da atividade econômica, especialmente a industrial, diante da acirrada concorrência e da globalização da economia.

Segundo Tigre (1998), a competitividade é definida pelos evolucionistas como um conjunto de competências tecnológicas diferenciadas, composta de atividades complementares e de rotinas. O mesmo autor afirma que essas competências são geralmente implícitas e não transferíveis, conferindo à empresa um caráter único e diferenciado. Com isso, o desenvolvimento da empresa depende da transformação das suas aptidões à medida que surgem oportunidades tecnológicas.

Kupfer (1991, p. 2) afirma que a competitividade ainda é um “conceito virtualmente indefinido”. De acordo com Padilha (2009), são tantos os enfoques, as abrangências e as preocupações a ela agregados que os pesquisadores têm por norma iniciarem os trabalhos sobre o tema estabelecendo uma definição própria para o conceito.

Segundo Krugman (1996), usualmente, a competitividade é vista como a competição entre nações pelo mercado mundial. Quando estas condições são ruins, as empresas nacionais sofrem esses impactos e passam a apresentar maus resultados em termos de custo ou produtos, refletindo no comportamento e nos resultados das empresas.

A competitividade das empresas está associada a fatores internos, por meio do esforço de se sobressair em relação aos competidores (COUTINHO E FERRAZ, 1994). Essa diferenciação pode estar relacionada à estratégia e à gestão empresarial, pois nem sempre a redução das exportações está associada à perda de competitividade. Há casos em que produtos de maior valor agregado se tornam mais competitivos que os próprios insumos (GIORDANO, 1999).

• Capacitação para a inovação visando à aplicabilidade de recursos voltados à pesquisa e ao desenvolvimento interno, buscando um melhor desempenho de suas capacidades;

• Capacitação produtiva visando ao conhecimento de seus processos produtivos e uma dinamização da empregabilidade dos fatores produtivos envolvidos; • Recursos humanos, ajustando os meios de seleção de pessoal para que, a partir

desse processo, sejam analisados o envolvimento e comprometimento do trabalhador quanto às atividades a serem desenvolvidas, atentando para a crescente necessidade do mercado, no âmbito da multifuncionalidade profissional.

Para que as empresas possam acompanhar o processo de concorrência entre si num determinado mercado, é necessário que elas tenham conhecimento das situações adversas por que passaram, para não repetirem os erros antes cometidos, e fortaleçam os acertos, que tenham cautela no presente para decidir com segurança diante das evoluções do mercado e ainda, uma visão atenta para o futuro para promover as correções necessárias.

3.8.1. Mensuração da Competitividade

A dificuldade em medir a competitividade tem levado à elaboração de vários tipos de indicadores, todos eles com vantagens e desvantagens. Pinheiro e Horta (1992, p. 441) relataram que “os indicadores de competitividade têm se pautado nos conceitos de desempenho das exportações e eficiência dos ambientes de negócio e em variáveis macroeconômicas, como: taxa de câmbio, subsídios e incentivos à exportação e política salarial”.

Um aspecto relevante sobre a mensuração da competitividade é que ela só faz sentido quando comparada com a de algum concorrente, possibilitando indicar a posição relativa de uma empresa, um setor ou um país diante de seus competidores (ONSEL et al., 2008).

Segundo Ulegin et al. (2002, p. 204), “definir a competitividade dos países é bem diferente de definir a competitividade empresarial, pois o objetivo principal de uma nação é aumentar o padrão de vida de seus cidadão, e não superar concorrentes”. De acordo com Almeida (2011), ser competitivo é fundamental para as organizações sobreviverem no mercado nacional e internacional, promovendo o desenvolvimento em geral dos produtores e seus empregados.

Labini (1988) sustenta que a inovação tecnológica assume papel importante na competitividade mundial, reduzindo custos por intermédio da produção em escala (no caso da concentração) e aumentando a atratividade dos produtos (no caso da diferenciação e inserção de qualidade no produto). Essa tendência indica que a concorrência em razão do preço deixou de ser o único ou até, em alguns setores, o fator competitivo mais importante (GRASEL, 2001). Todavia, não significa que ele deva ser excluída da análise de concorrência.

Em mercado de painéis de madeira, por exemplo, a inovação é vista como principal fator de competição. Um produto que apresenta baixa incorporação tecnológica, como é o caso dos painéis de compensados (PRATA, 2006), mesmo sendo imbatível no preço, terá dificuldades para permanecer no mercado. O preço será fator competitivo decisivo somente quando dois produtos absolutamente iguais, sob a ótica do consumidor (mesma qualidade, mesmo nível tecnológico etc.) possuírem preços diferenciados (GRASEL, 2001). Considerando as tomadas de decisão do consumidor, a opção seria pelo produto de menor preço. Porém, além de preços diferenciados outros fatores são considerados também importantes: qualidade e custos finais e de produção.

Segundo Motta (1995), na década de 80 a qualidade e o baixo custo eram considerados era considerados como inovadores para a obtenção de vantagens competitivas. No entanto atualmente são vistos como requisitos mínimos de sobrevivência em quase todos os setores. As estratégias bem elaboradas deixaram de ser vistas como ostentação e se transformaram em necessidade imprescindível (MONTGOMERY e PORTER, 1998).

O sucesso da implementação dos programas de qualidade dentro das indústrias japonesas fez com que aumentasse a competitividade, e com isso o conceito de qualidade tornou-se popular, adquirindo o título de fator de sucesso no mercado e, ao mesmo tempo, reforçando as preocupações sobre os custos. Esse cenário permitiu que as empresas a competir, ao mesmo tempo, competissem em preço e qualidade (JURAN, 2009).

De acordo com Garsel (2001) e Fleury (1994), a evolução das estratégias está baseada na relação entre preço e custo. Empresas que competiam exclusivamente por preço ou por qualidade começaram a enfrentar forte concorrência, sinalizando que as empresas desempenhem adequados níveis de qualidade apresentando aumentos na eficiência produtiva e fazendo, desse modo, que ocorra a evolução na melhoria dos produtos. Ou seja, se a qualidade e a produção estão diretamente ligadas, deve ser buscado o menor custo para obter uma competição por intermédio do preço e da diferenciação.

Segundo os estudos de Zairi (1997), a competitividade bem sucedida é aquela em que se sabe determinar racionalmente a capacidade de competir por meio da verificação dos pontos fortes e fracos da organização, juntamente com um esforço constante em atender às necessidades dos clientes.

Tucker (2001) reforça a questão da manutenção da satisfação dos clientes como a base da sobrevivência do negócio empresarial. Para uma análise mais aprimorada da competitividade e qualidade dos produtos pode ser utilizada a análise SWOT método analítico análise que incentiva o empreendedor a analisar a sua empresa sob diversas perspectivas de forma simples, objetiva e propositiva.

No documento PR NAYARA GUETTEN RIBASKI (páginas 41-45)

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