R$ mil
2006 2005
Reservas de capital
Correção monetária do ativo imobilizado 102.885 102.885
Remuneração das imobilizações em curso – capital próprio 2.181.449 2.181.449
Doações e subvenções para investimento – CRC 3.415.731 3.415.731
Outras 752 752 5.700.817 5.700.817 Reservas de lucros Legal 343.591 325.381 Retenção de Lucros 834.150 1.771.312 Lucros a realizar 463.034 481.378 Outras 10.937 10.937 1.651.712 2.589.008 Lucros acumulados
Correção monetária complementar – Lei nº 8.200/91 1.164.399 1.164.399
Transferência correção monetária especial – remanescente 1.669.669 1.669.669
Déficit técnico – FRG (999.770) (999.770)
Saldos remanescentes 508.504 508.504
2.342.802 2.342.802
A reserva de retenção de lucros é constituída com o objetivo de assegurar recursos para o plano de investimentos da Empresa, que foi aprovado pelo Decreto nº 5.939, de 19.10.2006, sendo apropriado neste exercício o montante de R$ 256.838 mil do lucro líquido.
A reserva de lucros a realizar é decorrente de resultado credor de correção monetária de balanço de exercícios anteriores, sendo que a mesma está sendo realizada, substancialmente, pela depreciação do ativo imobilizado.
Nota 23 – Remuneração aos Acionistas
Atendendo a dispositivos contidos na Lei nº 6.404/1976 e na Lei nº 10.303/2001 e em conformidade com o Estatuto Social, a Empresa submeterá à aprovação da AGO remuneração aos acionistas, no montante de R$ 107.500 mil, sob a forma de juros sobre o capital próprio.
O cálculo da remuneração aos acionistas em 31.12.2006 está demonstrado a seguir:
R$ mil
Lucro líquido do exercício 364.204
Reserva legal (18.210)
Reserva de lucros a realizar – realização 18.344
Lucro líquido ajustado 364.338
Dividendo mínimo obrigatório (25%) 91.084
Remuneração aos acionistas:
Juros sobre capital próprio (imputável ao dividendo mínimo obrigatório –
Nota 24 – Participação nos Lucros
Em conformidade com a Lei nº 10.101, de 19.12.2000, e a Resolução nº 10, de 30.05.1995, do CCE, a Empresa constituiu provisão para pagamento de participação nos lucros do exercício de 2006, no valor de R$ 55.570 mil, a ser submetida à AGO, bem como efetuou um ajuste na provisão de 2005, no valor de R$ 281 mil.
Nota 25 – Fornecimento e Suprimento de Energia Elétrica
Energia
2006 2005
MWh R$ mil MWh R$ mil
Suprimento (a distribuidoras e comercializadoras) 47.500.656 3.500.997 44.030.243 3.206.232
Energia de curto prazo - 14.128 - 118.773
Fornecimento industrial 8.821.444 251.007 6.520.599 258.852
ICMS - (58.378) - (58.094)
56.322.100 3.707.754 50.550.842 3.525.763
Nota 26 – Energia Elétrica Comprada para Revenda
Energia
2006 2005
MWh R$ mil MWh R$ mil
Contratos iniciais / bilaterais 17.093.190 1.904.000 15.058.525 2.068.574
Energia de curto prazo - 206.696 - 30.565
17.093.190 2.110.696 15.058.525 2.099.139
O montante de energia que é disponibilizado para venda pela Companhia é composto pela energia dos seus empreendimentos de geração própria, como também pela energia adquirida mediante contratos firmados com as empresas que se seguem: Semesa, EPE – Pantanal Energia, Eletronuclear e Proman.
Em particular, as normas e diretrizes que regulamentam a aquisição de energia da Eletronuclear são estabelecidas pelo Decreto nº 2.655/1998, com a redação dada pelo Decreto nº 4.550, pela Portaria do MME nº 320/2004 e pela Resolução Aneel nº 400/2006. Tais instrumentos legais estabelecem que a totalidade da energia da Eletronuclear (1.475 MW médios) deve ser adquirida por FURNAS, a um preço que garanta o equilíbrio econômico-financeiro da geradora nuclear.
Por sua vez, o Decreto no 5.163/2004, no seu segundo artigo, estabeleceu, in verbis, que:
“I - os agentes vendedores deverão apresentar lastro para a venda de energia e potência para garantir cem por cento dos seus contratos.
...
§1 O lastro para venda de que trata o inciso I do caput será constituído pela garantia física proporcionada por empreendimento de geração própria ou de terceiros, neste caso, mediante contratos de compra de energia ou de potência”.
Neste sentido, FURNAS contou com a totalidade de seus recursos (empreendimentos próprios e contratos de compra) para participação nos leilões de energia existente, e, de acordo com as regras emanadas dos editais dos leilões, estabeleceu um único preço para a venda da totalidade de sua energia.
Tal preço de venda foi determinado de forma a assegurar uma margem operacional adequada para a Companhia, compatível com a situação vigente no mercado de energia elétrica.
A aplicação dos meios disponíveis para a comercialização de energia de FURNAS para a consecução do objetivo de obter uma margem operacional adequada permitiu um incremento real da receita (descontada a inflação) de aproximadamente 3% ano no período 2004-2008, com uma baixa volatilidade.
Entretanto, cumpre assinalar que os preços de venda de alguns contratos de compra de energia sofreram uma majoração significativamente superior à inflação ocorrida no biênio 2005-2006. Em particular, o contrato de compra de energia da Eletronuclear sofreu um incremento no seu preço, nesse mesmo período, de aproximadamente 23%. O referido aumento, dada a sua origem, é um fato extraordinário e imprevisível, alheio ao controle de FURNAS. Levando-se em consideração que os contratos de venda de energia no ambiente regulado são indexados, única e exclusivamente, pela variação do IPCA, os reajustes dos contratos de aquisição de energia motivaram uma redução da margem operacional quando comparada com a situação vigente no 1° leilão de energia existente, ocorrido em dezembro de 2005.
Em vista do exposto, e visando recuperar a sua margem operacional, FURNAS vem fazendo gestões junto à sua Controladora Eletrobrás, à Aneel e ao MME, para eliminação dos impactos decorrentes da utilização de critérios assimétricos para a indexação dos contratos de aquisição e os de venda de energia no ambiente regulado.
O conjunto de princípios que induziram FURNAS a solicitar a reposição de suas margens de operação, baseado em critérios de moderação e igualdade, foi reconhecido como legítimo, como demonstra a Portaria MME n° 44, de 6 de março de 2007, que autoriza a Aneel a aditar os contratos de comercialização de energia elétrica no ambiente regulado, firmados por FURNAS para incorporar o aumento do preço do gás natural importado da Bolívia.
Nota 27 – Remuneração dos Administradores e Empregados
A maior e menor remuneração paga a empregados, tomando-se por base o mês de dezembro de 2006, foram de R$ 19.788,29 e R$ 1.156,94, respectivamente, de acordo com a política salarial praticada por FURNAS. Esses valores incluem os salários, gratificações, comissões e adicionais. O maior honorário atribuído a dirigentes, tomando-se por base o mês de dezembro de 2006, correspondeu a R$ 25.726,78.
Nota 28 – Taxas Regulamentares
Nos exercícios de 2006 e 2005, foram apropriados os valores relativos a taxas regulamentares:
R$ mil
2006 2005
Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos 158.849 136.106
Quota de RGR 152.953 143.992
Taxa de fiscalização – Aneel 15.131 12.864
Total 326.933 292.962
A Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos destina-se a indenizar os Estados, os Municípios e o Distrito Federal pela utilização dos territórios em que se localizam instalações destinadas à produção de energia elétrica ou que tenham áreas invadidas por águas dos reservatórios.
A RGR destina-se a prover recursos para os casos de reversão e encampação dos serviços de energia elétrica.
Esses montantes encontram-se apresentados na Demonstração de Resultado como despesa operacional ou deduções à receita operacional, em rubricas distintas.
R$ mil
2006 2005
Geração Transmissão Comercialização Total Total
Encargos financeiros totais 23.572 32.561 49.574 105.707 187.102
Transferências para imobilizado em curso - - - - (2.252)
Valor apropriado no exercício 23.572 32.561 49.574 105.707 184.850
Efeitos inflacionários e cambiais totais 892 (46.535) 249.152 203.509 (132.952)
Transferências para imobilizado em curso - - - - (4.400)
Valor apropriado no exercício 892 (46.535) 249.152 203.509 (137.352)
Nota 30 – Plano de Suplementação de Aposentadorias e Pensões
A Empresa é Patrocinadora Instituidora da FRG, pessoa jurídica sem fins lucrativos, que tem por finalidade complementar benefícios previdenciários de seus participantes. Em decorrência da cisão das atividades nucleares ocorrida em 1997, a Eletronuclear tornou-se, também, Patrocinadora.
Em 09.04.2003, a Secretaria de Previdência Complementar, através do Ofício nº 379/SPC/GAB/CGTA, aprovou o Convênio de Adesão e Compromisso de Autopatrocínio da FRG ao Plano CD, o que possibilitou a adesão, a partir de 01.05.2003, de empregados do quadro próprio da Entidade ao referido Plano CD.
Atualmente, a FRG administra dois planos de benefícios: um na modalidade BD e outro na modalidade CD. No período compreendido entre 01.06.2002 e 31.08.2002, foi oferecida aos participantes do Plano BD a opção de migrar do Plano BD para dois novos planos aprovados pela SPC: um Plano Saldado, aprovado em abril de 2001, e o Plano CD, aprovado em março de 2002. Os participantes ativos poderiam optar pela migração simultânea aos Planos Saldados e CD ou pela migração exclusiva para o Plano CD. Já os assistidos somente poderiam fazer a opção de migrar para o Plano Saldado.
A migração para os dois novos Planos alcançou cerca de 68% do total de participantes e assistidos da FRG. Não obstante, a validade e a eficácia da opção de migração encontravam-se condicionadas à revisão, até 31.05.2003, de uma decisão judicial proferida pelo Juízo da 28ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, cujo teor determinava à FRG, provisoriamente, que não promovesse a transferência de qualquer parcela do patrimônio do Plano BD para constituir cotas ou parcelas dos novos planos, enquanto não verificadas as obrigações das Patrocinadoras em relação ao referido Plano BD, antes de autorização expressa daquele Juízo.
Alcançada a data de 31.05.2003, sem que a decisão judicial fosse revista pelo Juízo da 28ª Vara Federal, a opção de migração dos participantes aos novos planos perdeu sua validade e eficácia. O Plano Saldado, embora aprovado em todas as instâncias, prossegue com sua implementação pendente de decisão judicial e de uma nova campanha de adesão.
Em ambos os planos em vigor, o regime atuarial de financiamento é o de capitalização. Na data de encerramento do exercício o número de participantes da Fundação era:
Quantidade por Plano
Participante Benefício Definido Contribuição Definida
Ativos 3.713 1.833
Assistidos 5.715 5
Beneficiários 968 7
Segundo as disposições do Regulamento do Plano BD, a contribuição normal da Empresa é composta de uma parcela mensal equivalente à dos participantes ativos que é de: 2,4% sobre a parcela dos salários até ½ teto de contribuição da Previdência Social; 4,6% sobre a parcela dos salários de ½ teto até 1 teto de contribuição da Previdência Social e 13,0% sobre a parcela dos salários acima de 1 teto de contribuição da Previdência Social; e de uma parcela específica e permanente de 5,09% sobre o total da folha de pagamento.
De acordo com o Regulamento do Plano CD, a Empresa efetuará Contribuição Regular em nome de cada participante ativo equivalente a (a) menos (b) menos (c), onde:
a) Contribuição Básica efetuada pelo participante no mês, correspondente a 2,0% do salário de contribuição, mais um percentual a sua escolha entre 4,5% e 10,0% da parcela do seu salário excedente a 7 UR (UR = R$ 206,91);
b) Contribuição Específica de valor, calculada, atuarialmente, para cobertura dos benefícios de risco e de eventual parcela dos benefícios mínimos dos Participantes;
c) Contribuição Complementar, igual a um percentual calculado, atuarialmente, destinado ao financiamento das despesas administrativas.
A soma das contribuições Regular, Específica e Complementar está limitada à soma dos percentuais de 9,4% e da diferença mensal, positiva ou negativa, entre 9,4% e o efetivo percentual das Contribuições Regular, Específica e Complementar.
As contribuições normais de FURNAS à FRG, apropriadas no exercício, para a constituição das provisões matemáticas de benefícios a conceder do Plano BD, atingiram R$ 35.569 mil (2005 – R$ 33.265 mil) e as do Plano CD atingiram R$ 6.010 mil (2005 – R$ 3.053 mil).
A Empresa apropriou no exercício o valor de R$ 19.984 mil (2005 – R$ 13.008 mil) para cobertura das despesas administrativas, sendo R$ 18.604 mil referentes ao Plano BD e R$ 1.380 mil ao Plano CD.