2.2 CONTABILIDADE PÚBLICA
2.2.6 Composição do MCASP
A elaboração do MCASP visa entre outros aspectos proporcionar maior transparência das contas públicas, de maneira a garantir a padronização dos procedimentos contábeis e garantir a consolidação das contas públicas em consonância com o PCASP.
Conforme disposto por Platt Neto (2011, p. 18), o MCASP
faz parte das ações da STN que s apresentam em consonância com as Orientações Estratégicas para a CASP (...), visando:
a) a convergência aos padrões internacionais de CASP:
b) a implementação de procedimentos e práticas contábeis que permitam o reconhecimento, a mensuração, a avaliação e a evidenciação dos elementos que integram o patrimônio público:
c) a implantação de sistema de custos no âmbito do setor público;
d) a melhoria das informações que integram os demonstrativos contábeis e os relatórios necessários à consolidação das contas nacionais; e
e) possibilitar a avaliação do impacto das políticas públicas e da gestão, nas dimensões social, econômica e fiscal, segundo aspectos relacionados à variação patrimonial.
Dessa maneira, referente ao período de adoção das partes do MCASP, as Partes I - PCO, II - PCP e II - PCE a adoção para todos os entes é facultativa em 2010 e em 2011 é obrigatória; para as Parte IV - PCASP e V - DCASP a adoção em 2010 e 2011 é facultativa e obrigatoriamente em 2012 para a União e 2013 para os estados e os municípios; para a Parte VIII - DEFP a adoção para a União é em 2012, para os estados e municípios em 2013 e em 2014 para o SP Consolidado (PLATT NETO, 2011).
A Parte I, PCO, conforme definido pelo art. 2º, da Portaria Conjunta STN/SOF n.º 4/2010, alterada e aprovada pela Portaria Conjunta STN/SOF n.º 1/2011, participa da Contabilidade no âmbito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, sem prejuízo do atendimento dos instrumentos normativos vigentes (STN/SOF, 2010 e STN/SOF 2011). Dessa maneira, a referida Parte, PCO, é composta por procedimentos, conceitos que envolvem aspectos orçamentários, bem como estabelece uma relação com a Contabilidade Pública.
Nesse contexto, a Portaria STN n.º 664/2010, alterada pela Portaria STN n.º 406/2011, aprovou a Parte II à Parte VII, por meio da 4ª edição do MCASP. No que se refere à Parte II, PCP, o art. 2º, da Portaria STN n.º 664/2010, alterado pela Portaria STN n.º 406/2011, dispõe de considerações relacionadas “ao reconhecimento, mensuração, registro, apuração, avaliação e controle do patrimônio público, adequando-os aos dispostos legais vigentes e aos padrões internacionais de Contabilidade do setor público” (STN, 2010a e 2011a). Diante do exposto, a Parte II do MCASP, PCP, apresenta informações referentes às transações patrimoniais.
Conforme o art. 3º, da Portaria STN n.º 664/2010, alterado pela Portaria STN n.º 406/2011, a Parte III do MCASP, PCE, “padroniza os conceitos e procedimentos contábeis relativos ao FUNDEB, às parcerias público-privadas, às operações de crédito, ao regime próprio da previdência social, à dívida ativa e outros procedimentos” (STN, 2010a e 2011a).
O art. 4º, referente à Parte IV, PCASP, da Portaria STN n.º 664/2010, alterado pela Portaria STN n.º 406/2011, define o PCASP como padrão nacional, “adequando-o aos dispositivos legais vigente e aos padrões internacionais de contabilidade do setor público” (STN, 2010a e 2011a). Diante do exposto, essa parte padroniza nacionalmente o PCASP com a referida atualização aos padrões internacionais.
Nesse contexto, a Parte V da Portaria, STN n.º 664/2010, alterada pela Portaria STN n.º 406/2011, se refere ao DCASP, o qual assume o papel importante no sentido de padronização das contas públicas às IPSAS (STN, 2010a e 2011a). Conforme Portaria STN n.º 749/2009, atualizada pela Portaria STN n.º 665/2010 (STN, 2009b e 2010b), as demonstrações representam as principais saídas de informações geradas pela CASP, de maneira a promover transparência dos resultados orçamentário, financeiro, econômico patrimonial do setor público.
As demonstrações apresentadas no MCASP por meio dessa referida parte, V, (STN, 2009a e 2010a) estão dispostas nos anexos: n.º 12 (Balanço Orçamentário), n.º 13 (Balanço Financeiro), n.º 14 (Balanço Patrimonial) e n.º 15 (Demonstração das Variações Patrimoniais), em conjunto com os anexos n.º 18 (Demonstração dos Fluxos de Caixa), n.º 19 (Demonstração das Mutações no Patrimônio Líquido) e nº 20 (Demonstração do Resultado Econômico) da Lei n.º 4.320, de 17 de março de 1964.
Conforme definido pela Portaria STN n.º 749/2009 e atualizado pela Portaria STN n.º 665/2010, as demonstrações contábeis auxiliam os entes do setor público e o controle social na geração de informações necessárias à tomada de decisões, como também na avaliação pelos gestores públicos do seu desempenho (STN, 2009a e 2010b).
Nesse sentido, conforme o PCASP (STN, 2009a e 2010a, p. 5-6), as demonstrações contábeis devem ser divulgadas, por meio de duas formas:
demonstrações contábeis consolidadas: devem compor a prestação de contas anual de governo, que recebe parecer prévio pelo Tribunal de Contas competente; e demonstrações contábeis não-consolidadas: devem compor a tomada ou prestação de contas anual dos administradores públicos
A Parte VI, PR, da Portaria STN n.º 664/2010, alterada pela Portaria STN n.º 406/2011, apresenta perguntas e respostas referentes às dúvidas relevantes, relativas às
alterações advindas da padronização dos procedimentos contábeis nacionais aos padrões internacionais (STN, 2010a e 2011a).
O exercício prático presente na Parte VII desenvolve uma tarefa de auxiliar no entendimento do PCASP, por meio de demonstrações contábeis, bem como simular um fato típico da administração pública, com os lançamentos contábeis pertinentes e seus respectivos códigos presentes no PCASP (STN, 2010a e 2011a).
E por fim, a Parte VIII, DEFP, da Portaria Conjunta STN/SOF n.º 4/2010, alterada e aprovada pela Portaria Conjunta STN/SOF n.º 1/2011, a qual, conforme disposto pela referida Portaria (STN/SOF, 2010 e 2011), a STN participa trabalhando, com o intuito de melhorar a transparência de política fiscal e possibilitar quantificar as ações do setor público, além de promover um entendimento do processo como abertura de maior conhecimento aos usuários sobre a estrutura, funções do governo, os objetivos de política fiscal e das estatísticas de finanças públicas do Brasil.
Dessa maneira, com o propósito de atingir todas as esferas de governo do setor público, o MCASP por meio do desenvolvimento da CASP soma esforços para tornar-se uma referência de transparência e garantia de melhoria no que se refere à padronização das normas nacionais para os padrões internacionais.