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Compreendendo a carcinogênese

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SEM MEDO DE ERRAR

Seção 4.3 Compreendendo a carcinogênese

Olá, aluno! Seja bem-vindo a mais uma seção de autoestudo!

Aqui você continuará seus estudos sobre neoplasias. Nas seções 4.1 e 4.2 anteriores você aprendeu os mecanismos fisiopatológicos do desenvolvimento do câncer, as vias de metástase, a forma como classificar e nomear os mais diversos tipos de tumores e, por fim, a importância do estadiamento para avaliar o processo da evolução do câncer na determinação do tratamento mais eficaz para cada caso especificamente. Nesta seção você conhecerá quais são os principais agentes causadores do câncer, denominados carcinógenos, e estudará as bases moleculares e a imunologia dos tumores. Nesse sentido, você será capaz de compreender e analisar com senso crítico as diversas situações clínicas que ocorrem nos hospitais e nas clínicas especializadas em oncologia.

Agora relembre a situação hipotética apresentada no Convite ao Estudo!

Uma paciente de 42 anos foi diagnosticada com câncer de mama. Na consulta que fez relatou ao seu médico que, em seu histórico familiar, sua mãe faleceu de câncer de mama aos 49 anos e que sua tia está em tratamento também do mesmo tipo de câncer. Quanto aos hábitos de vida, disse ser tabagista (fuma 20 cigarros por dia), consumir bebida alcoólica moderadamente e ter boas condições alimentares e de higiene.

Qual é a relação das informações passadas ao médico pela paciente com o desenvolvimento do carcinoma de mama?

O que você precisa para ser capaz de resolver essa situação-problema?

Você deve ler o item “Não pode faltar” e compreender quais são as causas e os tipos de carcinógenos que determinam o desenvolvimento do câncer.

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Você sabe quais são as principais causas do desenvolvimento do câncer? Você também já sabe que os agentes responsáveis por isso são denominados carcinógenos?

O risco de desenvolvimento do câncer numa determinada população depende de vários fatores, dentre os quais estão as condições sociais, ambientais, políticas e econômicas, além das características biológicas de cada indivíduo. É importante identificar esses fatores, já que podem proporcionar grandes avanços nas ações de prevenção e de controle ao câncer.

Os agentes carcinógenos são aqueles que causam danos genéticos, interagem com o ácido desoxirribonucleico (DNA) e produzem mutações neoplásicas. Eles são classificados em carcinógenos químicos, físicos e biológicos. Compreenda um pouco mais sobre cada uma dessas classes!

Não pode faltar

Ácido desoxirribonucleico ou DNA: é um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e o funcionamento de todos os seres vivos.

Vocabulário

Os carcinógenos químicos – por exemplo, o alcatrão e as mais das sessenta substâncias tóxicas da fumaça do cigarro – podem provocar alteração no DNA e o desenvolvimento de células neoplásicas no trato respiratório, no fígado, na pele, na mama, na bexiga, entre outros órgãos e tecidos.

As aminas aromáticas e os hidrocarbonetos policíclicos, como as nitrosaminas, que são derivados embutidos de carne, linguiça, presunto, salame, e também os azo- compostos (corantes), encontrados nas margarinas e nas cerejas, podem aumentar o risco de câncer no fígado, na bexiga, no esôfago, no intestino e nos rins. Também existem os metais divalentes, níquel, cádmio, cobalto e berílio, e os herbicidas fenóxi, que podem provocar o desenvolvimento do linfoma não Hodgkin.

Fonte: <https://pixabay.com/pt/tabagismo-cigarro-c%C3%A2ncer-de-pulm%C3%A3o-3621/>. Acesso em: 12 jul. 2015.

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Figura 4.36 | Alaranjado de metila

Fonte: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Alaranjado_de_metila>. Acesso em: 12 jul. 2015.

Figura 4.37 | Metal pesado rodenticida

Fonte: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Rodenticida>. Acesso em: 12 jul. 2015.

Quanto aos carcinógenos físicos, podemos citar a radiação não ionizante – por exemplo, a própria luz solar, que possui radiação ultravioleta que é invisível aos olhos e radiação infravermelha, que é a principal fonte de calor. Esses tipos de radiações podem provocar o câncer de pele, muito comum em pessoas que trabalham por longo período ao ar livre sem proteção.

Figura 4.38 | Radiação não ionizante (a)

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A radiação ionizante, por sua vez, é composta pelas partículas alfa, beta, raios gama, raios X, nêutrons, dentre outros. Geralmente esse tipo de radiação acomete pessoas que trabalham perto de equipamentos que emitem radiação, por exemplo, tecnólogos e técnicos de radiologia em hospitais e clínicas médicas de diagnóstico ou em indústria nuclear. A radiação tem o potencial de quebrar os elos químicos dos átomos e das moléculas, resultando em formação de potente agente carcinógeno. Em razão disso, os danos nas pessoas que sofrem exposições acima do permitido geram alteração celular e molecular, levando ao aumento descontrolado de células cancerosas.

Fonte: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Bronzeamento_solar>. Acesso em: 12 jul. 2015.

Figura 4.39 | Radiação não ionizante (b)

Figura 4.40 | Trabalhadores rurais

Fonte: <https://pixabay.com/pt/paddy-colheita-arroz-trabalhadores-207933/>. Acesso em: 12 jul. 2015.

Figura 4.41 | Radiação ionizante

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Figura 4.42 | Sala de Raios X

Fonte: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Absorciometria_bifot%C3%B3nica_de_raio_X>. Acesso em: 12 jul. 2015.

Figura 4.43 | Sala de Raios X

Fonte: <https://pixabay.com/pt/raio-x-equipamento-666919/>. Acesso em: 12 jul. 2015.

Assimile

Você já realizou alguma vez um exame de Raios X? Lembra-se de que o técnico utiliza um avental e geralmente fica atrás de uma parede para emitir os Raios X? Você sabe por quê? Esses profissionais devem usar como equipamento de segurança um avental de chumbo e, quando disparam a radiação, devem também se esconder atrás de uma parede de chumbo, isso porque precisam controlar o tempo de exposição à radiação X para evitar desenvolvimento de doenças como o câncer. Além desses cuidados, eles ainda utilizam um dispositivo denominado dosímetro, o qual quantifica essa exposição.

E, por fim, há os carcinógenos biológicos, que são alguns tipos de bactérias e vírus – por exemplo, o HPV (papilomavírus humano) – que causam papilomas, condilomas ou carcinoma espinocelular em pele, boca, esôfago, laringe, colo do útero, vulva e pênis. Geralmente esses tipos de doenças e de câncer estão relacionados com a prática sexual sem proteção.

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Fonte: <http://www.urology-textbook.com/genital-warts.html>. Acesso em: 12 jul. 2015.

Figura 4.44 | Condiloma acuminado no pênis

Figura 4.45 | Condiloma oral

Fonte: <http://sbcd.org.br/portoalegre2014/trabalhosaprovados/TMC009.html>. Acesso em: 12 jul. 2015.

Figura 4.46 | Condiloma de vulva

No documento Cien Morf Sist Imune Hemat_kls (páginas 195-200)