Sabemos que o autismo se divide em três graus, que são eles: leve, moderado e severo. O grau leve, antes denominado Asperger, tem necessi-dade de pouco apoio, na sua comunicação social precisa de apoio para que não tenha maiores prejuízos, tem dificuldade para interagir com outras pes-soas, não tem muito interesse em se relacionar com outras pessoas; a criança fica focada só em uma atividade, tem comportamentos repetitivos e restritos. No grau moderado, a criança necessita de apoio substancial, apre-senta déficits na comunicação verbal e não verbal, apreapre-senta um acentuado prejuízo social; evita modificar a sua rotina, se estressa facilmente e não mo-difica a atividade que está sendo realizada.
E já no grau severo, a criança necessita de um apoio muito substanci-al, apresenta graves prejuízos na sua comunicação verbal e não verbsubstanci-al, tem bastante dificuldade em mudanças na sua rotina, os níveis de estresse e resis-tência são mais elevados para mudar o foco da atividade. O mais importante é salientar que independente do grau, seja propostas atividades para com os cuidados específicos que a criança necessita.
Com isso, para que esse aluno seja incluído em sala de aula, é neces-sário que tenha o diagnóstico com o respectivo grau acima citado. Para que dessa forma, a escola e o professor possam trabalhar adequadamente, dentro das suas limitações, para que assim esse aluno possa se desenvolver. Mas, é importante que para ter esse aluno incluído em sala de aula, os profissionais que forem cuidar e educá-los sejam capacitados. Para que não haja nenhum atraso no seu desenvolvimento escolar. Nas Diretrizes Nacionais para Edu-cação Básica (2001, p. 69), diz que:
Processo educacional escolar definido por uma proposta pedagógica que asse-gure recursos e serviços educacionais especiais, organizados institucionalmente para apoiar, complementar, suplementar e, alguns casos, substituir os serviços educacionais comuns, de modo a garantir a educação escolar e promover o de-senvolvimento das potencialidades dos educandos que apresentam necessida-des educacionais especiais, em todas as etapas e modalidanecessida-des da Educação Bási-ca.
Algumas sugestões para professores, educadores e cuidadores que são relevantes para a convivência diária na escola e em sala de aula:
1. É interessante que o professor procure sempre colocar esses alu-nos sentados próximos a eles.
2. O professor busque estimular a participação desse aluno como seu ajudante em sala de aula.
3. É importante que sejam estimulados a fazerem trabalhos em gru-po, para que se socializem melhor e aprendam a esperar a sua vez.
4. É interessante que seja disponibilizado algum apoio para essas crianças durante o recreio, por exemplo, algo que ele goste fazer. 5. Elogia-los sempre que executarem alguma tarefa.
Segundo (Freire, 1986), “o grande problema do educador não é dis-cutir se a educação pode ou não pode, mas é disdis-cutir onde pode, como pode, com quem pode, quando pode; é reconhecer os limites que sua prática im-põe. É perceber que o seu trabalho não é individual, é social e se dá na práti-ca de que ele faz parte”. Portanto, o que nos deparamos cotidianamente nas escolas são muitas vezes profissionais que não são capacitados ou muitas vezes não que querem se capacitar para atender essa demanda que cresce excessivamente a cada dia e, dessa maneira essa demanda chegará nas esco-las e necessitará encontrar profissionais preparados para atendê-los e, tam-bém se faz necessário uma escola adequada para acolher e incluir esses alu-nos com necessidades especiais.
METODOLOGIA
Para o detalhamento da pesquisa, o trabalho está estruturado a partir de uma abordagem metodológica qualitativa, na medida em que está nos possibilitou realizar reflexões e levantamentos de informações significativas aos objetivos iniciais deste trabalho.
A pesquisa bibliográfica é caracterizada “[...] pelo desenvolvimento e esclarecimento de idéias, com o objetivo de oferecer uma visão panorâmica, uma primeira aproximação a um determinado fenômeno” (GONÇALVES, 2001, p. 65).
A pesquisa bibliográfica possibilita, assim, um trabalho mais signifi-cativo e de qualidade, sem romper com os objetivos que são elaborados no início do processo, de modo que permite outro olhar mediante um determi-nado objeto, tendo a possibilidade de compreender de diferentes ângulos, as diferentes perspectivas de um grande número de teóricos estudiosos e pes-quisadores do assunto, e consequentemente, fazendo com que possamos construir nosso próprio posicionamento diante do tema.
CONCLUSÃO
Diante das pesquisas bibliográficas que foram feitas para a elabora-ção desse trabalho acadêmico, que tem como tema o autismo e a sua inclusão na escola básica, concluímos que o autismo é uma síndrome com três varia-ções existentes, que cada vez mais estão permanentes na geração atual e nas futuras, embora sua descoberta tenha acontecido no início do século XX, mas infelizmente no Brasil, o reconhecimento dessa síndrome não faz muito tem-po, com isso o tratamento e a inclusão dessas crianças nas escolas ainda são precários, onde o que se percebe é a integração do autista na escola e não a inclusão, dessa forma não consegue a permanência dessas crianças na escola, por falta de preparo dos profissionais e também as escolas que não estão preparadas adequadamente para recebê-los, então deixando bem claro que a escola atual não é feita para todos.
Muitos direitos já foram conquistados para assegurar a permanência do autista na escola regular, como aponta o capítulo V da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que trata sobre a educação especial. A redação diz que ela deve visar à efetiva integração do estudante à vida em sociedade, além da LDB, a Constituição Federal, a Convenção sobre os direi-tos das pessoas com deficiência, Estatuto da Criança e do Adolescente, tam-bém asseguram o acesso à escola regular.
Por fim, procuramos trabalhar esse tema por termos percebidos du-rante o nosso estágio o despreparo da escola em se adequar a essas crianças com autismo, e o despreparo dos profissionais da educação. Onde esses alu-nos em sala de aula ficam nas últimas cadeiras, apenas com os cuidadores, e muitas vezes não os têm, dessa forma não tendo nenhum acompanhamento adequado para o seu desenvolvimento, necessitando a rigorosidade para que se tenham bons resultados na aprendizagem dessas crianças.
REFERÊNCIAS
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FILHO, José Belizário; LOWENTHAL, Rosane. A inclusão Escolar e os Transtornos do Espectro do Autismo In: SHMIDT, Carlo. (Org.). Autismo,
Educação e Transdisciplinaridade. Campinas, SP: Papirus:2014.
GAUDERER, E. C. Autismo.3ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 1993.
MELLO, Ana Maria S. Ross de. Autismo: guia prático. I. Um bom começo: conhecer a questão do autismo. 6. Ed. São Paulo: AMA; Brasília: CORDE, 2007. P. 15 a 30.
MELLO, Ana Maria S. Ross de. Autismo: guia prático; colaboração: Marialice de Castro Vatavuk. 6. Ed. São Paulo: AMA; Brasília: CORDE, 2007. P.31 a 64. SCHIMIDT, C; BOSA, C. A investigação do impacto do autismo na família: revisão crítica da literatura e proposta de um novo modelo. Interação em
OS PROFESSORES E O TRABALHO COM A CRIANÇA AUTISTA: