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1.3 Organiza¸c˜ ao do Trabalho

2.1.1 Computa¸c˜ ao em Nuvem

Computa¸c˜ao em Nuvem [102], do inglˆes Cloud Computing ´e a tecnologia que tem como objetivo proporcionar servi¸cos de computa¸c˜ao sob demanda, com pagamento de acordo com o uso. Pode-se dizer que os precursores da computa¸c˜ao na nuvem foram os Clusters e Grades Computacionais [3]. Manjula e Karthikeyan [52] apresentam um comparativo entre nuvens computacionais e grades. No trabalho h´a uma apresenta¸c˜ao dos modelos usados pelas duas infraestruturas e os comportamentos delas.

A diferen¸ca entre a nuvem e seus antecessores (grades computacionais e clusters) ´e que nesta, os servi¸cos n˜ao est˜ao vinculados a um grupo espec´ıfico de usu´arios, nem precisam estar sob o mesmo dom´ınio administrativo. Qualquer computador, tablet ou celular, pode

fazer parte da nuvem e interagir com ela. Como estes recursos normalmente s˜ao compos-tos de centenas ou milhares de m´aquinas, f´ısicas ou virtuais de baixo custo, o crescimento deste tipo de infraestrutura se torna mais f´acil e r´apido.

Esta computa¸c˜ao na nuvem surge de uma necessidade de aumentar os recursos compu-tacionais, sem ter que necessariamente saber onde estes est˜ao, ou mesmo ter que instalar sistemas operacionais, atualiza¸c˜oes ou softwares. Necessitando apenas que o servi¸co seja disponibilizado para dar acesso aos recursos deste e por ser um ambiente heterogˆeneo, basta ter mais recursos dispon´ıveis que estes podem ser agregados aos j´a existentes, au-mentando a capacidade de processamento ou armazenamento rapidamente [98].

Uma das propostas da nuvem ´e que em um curto espa¸co de tempo, ningu´em precise mais ter que montar infraestruturas de hardware e software para testar aplica¸c˜oes ou servi¸cos sob demanda que possuam uma curta atividade ou mesmo para verificar a via-bilidade do uso. Ao inv´es disso, alugaria-se o servi¸co dispon´ıvel pelo tempo necess´ario a um custo menor em rela¸c˜ao `a compra dos mesmos recursos que poderiam n˜ao atender `as expectativas. Na falta de recurso, por estouro de sua capacidade, acrescentaria-se mais recursos aos j´a dispon´ıveis.

A proposta de ser global e prover servi¸cos para qualquer usu´ario, que v˜ao desde uma hospedagem de documentos pessoais `a terceiriza¸c˜ao de toda uma infraestrutura de TI, per-mite que este servi¸co alcance qualquer usu´ario, quando a capacidade de armazenamento ´e degradada por excesso de informa¸c˜ao ou danifica¸c˜ao dos recursos de armazenamento, basta que se localize a replica¸c˜ao dos dados ou aumente os recursos dispon´ıveis que o servi¸co ficaria novamente dispon´ıvel. Esta infraestrutura ´e provida como um servi¸co e, estes s˜ao normalmente alocados atrav´es de centros de dados, utilizando hardware com-partilhado para computa¸c˜ao e armazenamento[13].

nuvem e mostra como a computa¸c˜ao em nuvem pode ser atraente para os empres´arios, uma vez que elimina a necessidade de grande planejamento antecipadamente, j´a que per-mite que as empresas comecem com recursos reduzidos e podem aumentar de acordo com a demanda.

Outro artigo que trata da computa¸c˜ao na nuvem e cita os desafios e problemas deste tipo de tecnologia considerada pelo autor como emergente ´e apresentado por Asma[6] et al. No artigo os autores descrevem a computa¸c˜ao em nuvem como a rede do futuro.

Apresentam ainda uma vis˜ao geral de alguns trabalhos nesta ´area e alguns conceitos de como servi¸cos na nuvem, e arquitetura orientada a servi¸cos s˜ao projetados para facilitar a prototipagem r´apida e implanta¸c˜ao sob demanda, aumentando a flexibilidade, o desem-penho da comunica¸c˜ao, a robustez e a escalabilidade. Por fim eles exp˜oem o conceito de SOA1 e virtualiza¸c˜ao.

Rajkumar Buyya et al. [12] apresentam uma vis˜ao detalhada do crescimento do uso da computa¸c˜ao na nuvem mostrando as estrat´egias de mercado para gest˜ao de servi¸cos orientados aos clientes, como gest˜ao de risco e SLA’s2[48].

J´a o artigo de Yogesh Simmhan et al.[81] cita a complexidade na cria¸c˜ao de aplicativos, invoca¸c˜ao de aplica¸c˜oes em nuvem a partir de desktops clientes e transferˆencia eficiente de dados de forma transparente na nuvem. O modelo proposto pelos autores facilita a execu¸c˜ao de aplica¸c˜oes na nuvem com um aumento da carga inferior a 5% para aplica¸c˜oes cient´ıficas.

Um trabalho de interesse do ponto de vista de conhecimento da infraestrutura de nuvem ´e apresentado por Peter Sempolinski e Douglas Thain [74]. Eles apresentam um estudo comparativo entre trˆes tipos de nuvem: Eucalyptus [29], OpenNebula [44] e

Nim-1Arquitetura Orientada a Servi¸co

bus [61]. Na compara¸c˜ao s˜ao abordados diversos modelos comparativos que auxiliam na tomada de decis˜ao de qual nuvem usar para que tipo de aplica¸c˜ao e infraestrutura.

No artigo [42], os autores Iraklis e Joemon apresentam uma proposta de previs˜ao e uso de nuvens computacionais para aplica¸c˜oes P2P, em especial a replica¸c˜ao e recupera¸c˜ao de arquivos e base de dados. Eles consideram a partilha e reutiliza¸c˜ao de recursos, tais como bancos de dados, avalia¸c˜ao de modelos e consultas, para validar que as redes P2P podem aumentar o fluxo de dados e disponibilizar acesso a mais usu´arios simultaneamente, di-minuindo a degrada¸c˜ao dos recursos.

Em outro artigo Shu-sheng explora um m´etodo para medir a capacidade de um super-n´o de resolver o problema de “escalonamento”de n´os por insuficiˆencia em atender a aplica¸c˜ao P2P [79].

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