CAPITULO III – ESTUDO EMPIRICO
5. Apresentação e Discussão dos Resultados
5.3. Comunicação
79,0%
21,0%
Os meios de comunicação existentes no agrupamento são suficientes para uma efetiva comunicação entre as estruturas educativas?
Sim Não
Gráfico 12 - Meios de comunicação existentes no agrupamento, suficientes para uma efetiva comunicação entre as estruturas educativas
Na opinião dos inquiridos relativamente a se os meios de comunicação existentes no agrupamento são suficientes para uma efetiva comunicação entre as estruturas educativas, verificamos que 79,0% respondeu que sim e 21,0% respondeu que não.
Relativamente a estes resultados será importante referir que grande parte dos participantes do focus group corroboram estas percentagens, considerando que os meios de comunicação existentes no agrupamento são suficientes para uma efetiva comunicação entre as estruturas educativas, contudo pensam que poderiam ser melhorados de forma a tornarem-se mais eficazes.
81 Gráfico 13 - Meios de comunicação mais utilizados na comunicação do processo de autoavaliação do agrupamento
Os inquiridos apontaram os três meios de comunicação mais utilizados no processo de autoavaliação do agrupamento, que resultou na seguinte decrescente distribuição:
- Correio eletrónico, com 77,8%; placardes informativos, com 55,6%; servidor, com54,3%; site do agrupamento, com 51,9%; reuniões setoriais, com 38,3%;
comunicação escrita em papel, com 11,1%, reunião geral, com 9,9% e página de facebook do agrupamento, com 1,2%.
Apesar de grande parte dos participantes do focus group considerar que os meios de comunicação existentes no agrupamento são suficientes para uma efetiva comunicação entre as estruturas educativas, como já referido, apontaram algumas sugestões, que poderão ser implementadas para uma melhor eficácia da comunicação no agrupamento. É de destacar as que reuniram um maior número de opiniões favoráveis, que se prendem com a implementação do e-mail institucional e uma plataforma que possa servir todo o agrupamento, dado que o 1.º ciclo e os JI não têm acesso ao servidor e que possa ser acedida em qualquer sítio e em qualquer hora, ‘tipo nuvem’.
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Dar a conhecer a constituição da equipa de autoavaliação.
Dar a conhecer os parâmetros e indicadores da autoavaliação.
Dar a conhecer os instrumentos utilizados na autoavaliação.
Dar a conhecer o relatório de autoavaliação.
Dar a conhecer as áreas prioritárias de melhoria.
Dar a conhecer o plano de melhoria do agrupamento.
Dar a conhecer as ações de melhoria.
Classifique a eficácia dos meios de comunicação interna utilizados no agrupamento nos processos de autoavaliação abaixo listados?
Não Aplicável Ineficaz Pouco Eficaz Eficaz Muito Eficaz Gráfico 14 - Eficácia dos meios de comunicação interna utilizados no agrupamento nos processos de autoavaliação
83 Em relação ao grau de eficácia dos meios de comunicação interna utilizados no agrupamento nos processos de autoavaliação, verificamos um elevado grau de eficácia (muito eficaz e eficaz) em todos os processos de autoavaliação elencados, que se traduziu na seguinte decrescente distribuição:
- Dar a conhecer os parâmetros e indicadores da autoavaliação, com 87,6%; dar a conhecer as áreas prioritárias de melhoria, com 86,5%; dar a conhecer o plano de melhoria do agrupamento, com 85,2%; dar a conhecer os instrumentos utilizados na autoavaliação, com 82,7%; dar a conhecer o relatório de autoavaliação, com 80,2%; dar a conhecer as ações de melhoria, com 80,2% e dar a conhecer a constituição da equipa de autoavaliação, com 72,9%.
Apesar de todos os meios elencados apresentarem uma elevada eficácia, apresentamos agora aqueles que apresentaram um grau de ineficácia (pouco eficaz e ineficaz) superior:
- Dar a conhecer a constituição da equipa de autoavaliação, com 25,9%; dar a conhecer o relatório de autoavaliação, com 18,5%; dar a conhecer as ações de melhoria, com 18,5%; dar a conhecer os instrumentos utilizados na autoavaliação, com 17,3%; dar a conhecer o plano de melhoria do agrupamento, com 13,6%; dar a conhecer as áreas prioritárias de melhoria, com 12,4% e dar a conhecer os parâmetros e indicadores da autoavaliação, com 12,3%.
Apesar de grande parte dos participantes no focus group estarem globalmente de acordo, com os resultados obtidos na eficácia dos meios de comunicação interna utilizados no agrupamento nos processos de autoavaliação do Agrupamento, fica a dúvida de como a mensagem chega aos restantes intervenientes do processo (alunos, encarregados de educação, funcionários, …). Para tornar a comunicação ainda mais eficaz, e no que ao processo de autoavaliação diz respeito, consideraram que mais do que fazer passar a mensagem é essencial que a mesma seja compreendida. Daí que uma ou outra sessão de esclarecimento poderia vir a revelar-se extremamente útil.
Para finalizar, os inquiridos aquando do pedido de sugestões que visem a melhoria do processo de implementação do processo de autoavaliação do agrupamento nos seus diversos domínios (construção do modelo, participação da comunidade educativa e comunicação), apenas três responderam, sendo que duas das respostas (a um e a três) limitam-se a constatar factos decorrentes do processo de autoavaliação e apenas uma (a dois) emite algumas sugestões. De seguida apresentamos as três respostas realizadas:
1 – “A falta de tempo, decorrente do excesso de tarefas a cumprir, limita por vezes, uma maior reflexão acerca do processo de autoavaliação.”
84 2 – “Tornar mais simples e acessíveis os documentos de recolha de informação pelos departamentos. Os elementos da equipa devem dar instruções precisas de todo o processo aos coordenadores para que eles as divulguem, com precisão, nas reuniões de departamento.
Elaborarem um documento para os pais com a sua forma de participação também seria oportuno junto dos DT.”
3 – “Na minha opinião, a equipa de autoavaliação é competente, responsável e intransigente na aplicação de todos os parâmetros e indicadores que possam facilitar e homogeneizar todo o processo de triagem, implementação e sistematização que conduzam aos resultados almejados para a autoavaliação.”
Apesar de os contributos terem sido reduzidos, eles ajudam a confirmar alguns constrangimentos apurados quer nos dados do questionário, quer na análise realizada no focus group.
Os principais constrangimentos que verificamos nestas respostas prendem-se com ‘falta de tempo’, ‘excesso de tarefas’, ‘reduzida formação e ou informação’, ‘falta de articulação entre a equipa de autoavaliação e coordenadores de departamento’, ‘excesso de burocracia’, ‘ reduzida participação e ou comunicação de toda a comunidade educativa’. As sugestões apresentadas na resposta dois, vêm no sentido da resolução de alguns dos constrangimentos que conseguimos apurar nas três respostas realizadas.
Conseguimos ainda apurar, através da última frase, que apesar do reconhecimento do trabalho realizado pela equipa de autoavaliação, ele poderá estar a ser visto, em alguns departamentos, como algo imposto e não construído coletivamente e participadamente, dado o uso da expressão ’intransigente’. Na opinião dos participantes do focus group apuramos também que os assuntos referentes à autoavaliação não eram tratados de igual forma e com a mesma importância em todos os departamentos curriculares.
É de salientar, que todos os constrangimentos apurados, deram pistas para a estruturação das propostas de ações de melhoria, constantes no plano de ação que se segue e que têm como principal objetivo a implementação, participação e comunicação do processo de autoavaliação do agrupamento, numa lógica de construção coletiva, de acordo também com as sínteses finais realizadas por quase todos os participantes no focus group.
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