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CAPÍTULO II – FLUXO DE CAIXA

2 CONCEITO DE FLUXO DE CAIXA

O Fluxo de Caixa é uma ferramenta essencial na avaliação financeira da

empresa, que auxilia o responsável financeiro nas tomadas de decisões no que

tange à visualização das entradas e saídas do disponível em um determinado

período, demonstrando se houve perda ou sobra de recursos e permitindo que

ocorra um melhor planejamento desses ingressos e desembolsos de

numerários.

O Fluxo de Caixa é um instrumento (planilha) pelo qual o

administrador financeiro planeja e administra os numerários da

empresa, isto é, as entradas e saídas de dinheiro do caixa da

empresa. Funciona como uma agenda sofisticada onde são

registrados todos os recebimentos esperados e pagamentos

programados, num certo período. O administrador financeiro

necessita saber quando vencem os compromissos regulares da

empresa assim como os seus valores a receber e, num confronto,

saber se haverá caixa suficiente. (TÓFOLI, 2008, p. 69).

Segundo Silva (2005, p. 11), “É possível, a partir da elaboração do Fluxo

de Caixa, verificar e planejar eventuais excedentes e escassez de caixa, o que

provocará medidas que venham sanar tais situações”.

2.1 A Importância do Fluxo de Caixa

O Fluxo de Caixa, também conhecido como Cash Flow, expressão muito

utilizada no mercado financeiro, é de extrema importância para a saúde

financeira de uma empresa. Através da visualização de valores referente às

entradas e dispêndios do caixa, a empresa consegue ter pleno conhecimento

do que acontece a cada dia, obtendo, assim, um maior controle das operações

que envolvem o disponível.

Tófoli (2008) enfatiza esse argumento afirmando que a ferramenta fluxo

de caixa é uma planilha que permite ao gestor administrar e planejar os

numerários da empresa, ou seja, controlar as entradas e saídas do disponível.

A empresa, utilizando-se desta Ferramenta, consegue verificar quais

dias terá mais recebimentos e pagamentos, ajustando assim quais

dias seriam melhores para quitar as dívidas futuras. É uma

ferramenta simples de grande valia, que sendo colocada em prática

só trará benefícios à empresa, e com ela conseguirá enxergar em que

dias a empresa encontra-se com mais dívidas a serem pagas.

(GIMENES et al., 2011, p. 3)

O Fluxo de Caixa permite total controle financeiro da empresa, o que o

torna indispensável para a sobrevivência em um mercado tão exigente e

competitivo em que se está inserido.

Conforme Silva (2005, p. 62), “A empresa não deve medir esforços na

implantação e implementação desse importante instrumento de gestão

financeira que, sem dúvida, ajudará a alcançar os objetivos e as metas

propostas”.

A utilização do fluxo de caixa como um método eficaz de controle de

disponível é essencial para que consiga obter decisões adequadas para a

evolução da empresa.

2.2 Objetivos do Fluxo de Caixa

Pode-se dizer que o Fluxo de Caixa possui vários objetivos, dentre eles

podemos citar: ser determinante nas decisões cruciais para a solidez da

empresa no mercado em que está inserida e possibilitar um equilíbrio

financeiro adequado através da mensuração dos dados demonstrados, onde

poderá visualizar em quais dias ocorrem maiores entradas e saídas de

numerários no disponível da empresa.

Pode-se citar como seu principal objetivo o conhecimento das entradas e

saídas de numerários que ocorrem diariamente na empresa. Por meio da

alimentação da planilha do fluxo de caixa, o gestor conseguirá ter uma visão de

em que posição real o disponível da empresa se encontra.

A correta aplicação dos dados levantados permite criar medidas para

sanar problemas atuais, com o Fluxo de Caixa Real ou anteceder e se preparar

para situações futuras, com o Fluxo de Caixa Planejado que, por sua vez,

expõe como provavelmente irão ocorrer as movimentações em determinado

período. Segundo Silva (2005, p. 60), “O Fluxo de Caixa tem como objetivo

principal o planejamento de receitas, despesas e investimentos dos recursos

financeiros da empresa em determinado período de tempo”.

2.3 Tipos de Fluxo de Caixa

Sendo o fluxo de caixa uma ferramenta essencial que apresenta as

entradas e saídas do disponível da empresa, o mesmo torna-se um

instrumento de trabalho indispensável. Pode ser elaborado de duas formas:

Fluxo de Caixa Planejado ou Projetado e Fluxo de Caixa Real ou Realizado.

Pode ser utilizado o Fluxo de Caixa Real ou o Fluxo de Caixa Planejado. O Real são as

movimentações que estão ocorrendo na empresa, sendo feitas através do disponível da

empresa. Já, o Planejado é feito através de dados que serão recebidos ou pagos futuramente,

para saber em quais períodos haverá dessintonia entre os ingressos e saídas de numerários,

antecipando-se às decisões futuras. (GIMENES et al., 2011, p.2)

Ambos os tipos de fluxo de caixa necessitam estar em sintonia para que

possam obter o controle do que realmente aconteceu em relação à situação

planejada.

2.3.1 Fluxo de Caixa Real

O Fluxo de Caixa Real ou Realizado registra o que de fato está

ocorrendo na movimentação dos numerários da empresa através das entradas

e saídas de dinheiro.

Para Tófoli (2008), o Fluxo de Caixa Real registra os fatos efetivos de

movimentação de numerários que ocorrem na empresa, demonstrando as

movimentações que estão ocorrendo no disponível, como encaixes e

desencaixes e, para uma melhor desenvoltura, deve ser feito diariamente e no

término do horário de funcionamento da empresa.

Para Gimenes et al., (2011), o gestor registra como de fato foram as

entradas e saídas de dinheiro em caixa, isto é, todos os pagamentos,

recebimentos e os saldos do período.

mais importantes para a liquidez e rentabilidade da empresa.

Faz-se necessário também que a empresa utilize o Fluxo de Caixa para

obter um controle eficiente dos recursos da empresa por meio de informações

em relação à liquidez empresarial, o que é de extrema importância para que a

empresa honre seus compromissos.

Sendo o caixa, o setor mais sensível a desvios e desfalques, a empresa

deve implantar um sistema eficiente de controle, visando monitorar todas as

transações da tesouraria. (SEGUNDO FILHO, 2005).

2.3.2 Fluxo de Caixa Planejado

É constituído através de projeções em relação aos dados que serão

recebidos ou pagos futuramente, permitindo conhecer em quais períodos não

irá ocorrer harmonia entre os ingressos e saídas de numerários,

desenvolvendo decisões futuras. Para efetuar um trabalho assertivo faz-se

necessário avaliar os dados históricos, recentes e de contas que estarão

ocorrendo no futuro, aproximando, assim, os dados que foram obtidos através

desse levantamento de informações com o que realmente estará ocorrendo no

próximo período e facilitando as decisões futuras do gestor de que em certa

data poderá haver falta ou sobra de dinheiro no disponível da empresa.

O Fluxo de Caixa Planejado ou Projetado tem como um dos seus

objetivos principais planejar e como serão feitas as destinações do controle de

sobras e faltas de recursos do próximo mês, utilizando como fator primordial o

Fluxo de Caixa Real que fornecerá os dados precisos que de fato ocorreram na

empresa. A partir dele, poderá ser constituído o Fluxo de Caixa Planejado para

o próximo mês. Conforme Nones et al. (2008,p. 32): “O Fluxo de Caixa busca

comprovar a verdade ou não do Fluxo de Caixa Projetado, para obter uma

visualização real da situação da empresa.”

Segundo Tófoli (2008, p. 69), “o objetivo básico do Fluxo de Caixa

Planejado é o de projetar as entradas e saídas de recursos financeiros, num

determinado período, avaliando a necessidade de captar recursos ou aplicar os

excedentes de caixa”.

As projeções do fluxo de caixa devem ser atualizadas com base em

fluxo efetivo, fazendo os ajustes nas premissas e condições do

mercado, para chegar o mais perto possível do resultado financeiro

efetivo. (SILVA, 2005, p. 61)

O Fluxo de Caixa Planejado pode ser constituído em várias

periodicidades, tais como:

a) Diário;

b) Semanal;

c) Quinzenal;

d) Mensal;

e) Anual;

f) Quinquenal.

A opção de periodicidade desta ferramenta está ligada à necessidade

de planejamento do gestor, do tamanho da empresa e das

circunstâncias vivenciadas com os encaixes e desencaixes, podendo

ser em períodos mais breves ou mais longos. (GIMENES et al., 2011,

p. 4).

A escolha da periodicidade é realizada de acordo com o critério de cada

empresa e possibilita provisionar as atividades futuras, trazendo um maior

controle e auxiliando na tomada de decisões.

Uma vez realizada a ferramenta, isto é, elaborado o fluxo de caixa

planejado, para efeito de exemplo um instrumento mensal, o gestor

deverá voltar sua atenção para os saldos que se apresentarão no

fluxo, avaliando se haverá períodos de falta de caixa, por quantos

dias se prolongará e, evidentemente, quais as providências deverá

tomar. Da mesma forma, na existência de saldos disponíveis em

excesso, por determinado período, o gestor deverá buscar

alternativas para que esses valores provoquem rendimentos, isto é,

evitar que o dinheiro fique parado no caixa da empresa. (GIMENES et

al., 2011, p. 4).

Com a utilização do Fluxo de Caixa, a empresa consegue enxergar em

quais dias ocorrem mais recebimentos e pagamentos, o que permite adaptar

quais são os melhores dias para desembolsar os numerários e quitar as

dívidas futuras.

2.4 Fluxo de Caixa Planejado e Fluxo de Caixa Real

A utilização da Planilha Fluxo de Real e Fluxo de Caixa Projetado são

extremamente essenciais para um desenvolvimento eficaz e assertivo,

tornando-se indispensável para o crescimento efetivo de uma empresa, visto

que é constituído de dados que serão utilizados pelo gestor para tomar

decisões em um curto período ou em longo prazo. Então, nota-se que para

obter resultados na empresa devem ser implantadas ambas as planilhas.

Conforme Silva (2005, p. 12):

O fluxo de caixa projetado e real da empresa representa uma

importante informação gerencial. Através dessas demonstrações do

fluxo de caixa, podem ser analisadas as alternativas de

investimentos, os motivos que ocasionaram as mudanças da situação

financeira da empresa, as formas de aplicação do lucro gerado pelas

operações e também as razões de eventuais reduções no capital de

giro.

É uma ferramenta que deve ser utilizada para ter um maior

conhecimento do disponível da empresa, auxiliando para tomada de decisões

do gestor.

Ainda, segundo o autor:

Para o fluxo de caixa tornar-se referência de gestão, é necessário

que seja possível: mensurar o efeito resultante entre as decisões

gerenciais e o nível de liquidez: aumentar o horizonte de projeção,

consequentemente, aumentar uma visão futura da empresa;

acompanhar os processos vigentes, bem como fazer uma revisão

contínua desses processos no caso de eventuais mudanças nos

negócios. (SILVA, 2005, p.13)

Pode-se colocar como de grande relevância para que não aconteçam

falhas que possam comprometer o fluxo de caixa que os setores que

fornecerão os dados que irão alimentar as planilhas estejam em sintonia.

Silva (2005) enfatiza que o fluxo de caixa auxilia nas tomadas de decisões

da empresa para que consiga alcançar os resultados que estão sendo

almejados e estabelecidos.

O fluxo de caixa é uma ferramenta que permite controle da gestão

financeira da empresa, sendo indispensável para obter resultados expressivos

em um mercado cada vez mais seletivo e concorrido.

Conforme os autores Gimenes et al., (2011, p. 9):

Desta forma, pode-se afirmar que o conhecimento de sua importância

e a utilização das suas ferramentas, quando alimentadas

corretamente torna se o mecanismo mais detalhado para a tomada

de decisão. Mesmo não sendo contemplado na lei das sociedades

anônimas, o fluxo de caixa é um relatório de informações precisas.

Além de proporcionar a possibilidade de planejar com precisão a vida

financeira da empresa, controlando as entradas e saídas do caixa,

através do Fluxo de caixa projetado, alterando os prazos de

pagamentos e recebimentos, quando necessário, após detalhada

análise.

O preenchimento correto das planilhas de Fluxo de Caixa resulta em

uma ferramenta sólida que fornece informações seguras sobre o disponível da

empresa, que serão utilizadas pelo gestor para que possa tomar decisões a

respeito do que necessita no momento ou para um futuro.

E, os autores concluem que:

Da mesma forma, o fluxo de caixa real registra o que de fato

aconteceu na empresa. Ambos precisam trabalhar em conjunto para

que se possa ter o controle do que se foi planejado e do que na

realidade ocorreu. O fluxo de caixa é de suma importância para

qualquer tipo de empresa, e sua utilização correta é de grande valia

no dia a dia da mesma. (GIMENES et al., 2011, p. 9).

Conforme Segundo Silva (2005, p. 78), “A qualidade da informação no

planejamento e consequente elaboração do fluxo de caixa são eminentes tanto

em empresas que apresentam dificuldades financeiras, como naquelas bem

capitalizadas”.

A utilização dessas ferramentas em conjunto é de extrema importância

para que a empresa consiga obter resultados mais sólidos e confiáveis. Essas

informações serão utilizadas pelo gestor que possuirá dados preciosos para

tomar decisões no momento ou em um futuro próximo. Efetuando de maneira

correta o Fluxo de Caixa torna-se uma importante ferramenta de decisão

empresarial que resultará em dados inestimáveis sobre a empresa, tanto no

presente quanto no futuro, através do fluxo de caixa planejado.

2.5 Procedimento para o fluxo de caixa planejado

O fluxo de caixa planejado possibilita um melhor estudo sobre os

encaixes e desencaixes de disponíveis, por isso é necessário que se faça uso

desta ferramenta no dia a dia da empresa, para que assim se tenha o total

controle do movimento financeiro, permitindo, portanto, um planejamento dos

recursos correntes em caixa.

Como o fluxo de caixa é o movimento de entradas e saídas de

recursos financeiros do caixa, um planejamento financeiro de curto

prazo, deve ser realizado periodicamente evidenciando, assim, os

recebimentos e os pagamentos detalhados por natureza e os déficits

e superávits decorrentes. (TÓFOLI, 2008, p.73)

Trata-se de avaliar, efetivamente, como se comportarão as entradas e

saídas de dinheiro no caixa da empresa, com base em históricos recentes,

carteiras de contas a receber e de contar a pagar, previsões de gastos

constantes dos orçamentos da organização. Constitui, portanto, uma

ferramenta importantíssima ao passo que demonstra o que acontecerá no

próximo período, referentes aos seus encaixes e desencaixes. Reforça-se que

o fluxo de caixa planejado auxilia nas tomadas de decisões, pois permite ao

gestor saber se haverá falta ou sobras de recursos.

Diante disso, para projeção de caixa em curto prazo pode-se utilizar a

planilha do Quadro I.

Quadro 1 – Fluxo de Caixa

FLUXO DE CAIXA PLANEJADO

EMPRESA______________________________________ período de _____/_____/______

Atividades operacionais

segunda-feira terça- feira quarta- feira quinta- feira sexta- feira sábado

4. desconto de duplicatas/ cheques

7 . outros

8. subtotal (soma de 1 a 7)

15. Água, luz, telefone e internet

Data: Visto:

2. vendas à vista

1. saldo do dia anterior

3.1 idem de cartões

3. recebimento de contas do crediário

3.3 idem de cheques pré 3.2 idem de duplicatas

6. Recebimentos de aluguel 5. empréstimos obtidos

10. pagto. duplicatase empréstimos 9. compras à vista

12. INSS/ COFINS/IPVA/ SEGUROS 11. pagto. Serviços 14. Encargos sociais 13. Salários 17. Aluguel 16. Contador 18. Retir Pró-Labore 19. Impostos

Saldo de caixa do dia. ( 8 - 20)

20. subtotal (soma de 9 a 19)

2.6 Administração eficiente de caixa

O administrador de caixa tem a função de comparar o fluxo de caixa

previsto e o realizado, com o objetivo de identificar eventuais variações e as

causas de suas ocorrências.

A análise do fluxo de caixa da empresa auxiliará no entendimento das

origens e do uso do dinheiro. Essas informações possibilitam a adoção de

medidas administrativas de correção de rota no gerenciamento dos negócios

da empresa.

Para uma administração de caixa eficiente é importante que o gestor

conheça a fundo a vida da empresa e os fatores preponderantes para lidar com

fatores extraordinários que venham a afetar o caixa, tomando medidas

preventivas para diminuir os seus impactos sobre o mesmo.

Tófoli (2008) relata que na negociação no ato da compra, deve-se

procurar obter prazos de pagamentos favoráveis, o que constitui um fator de

suma importância. Ressalta ainda que pagamentos de contas com

antecedência devem ser realizados apenas quando o desconto financeiro for

compensador, sem que afete o conceito de crédito da empresa.

O prazo para pagamento de fornecedores também deve ser observado

para que não ocorram atrasos, pois isso pode resultar em cortes de créditos e

atrasos de entregas de mercadorias já programadas.

Outros fatores que também influenciam o caixa da empresa são o

recebimento de duplicatas a receber em menor tempo, sem que tenham perdas

de vendas futuras e descontos financeiros, que devem ser fornecidos somente

em situações realmente necessárias. É importante também trabalhar com a

possibilidade de atrasos de clientes, para que se possam esticar as

disponibilidades.

Com isso, pensar em estratégia empresarial sem pensar em estratégia

financeira é a fórmula perfeita para o fracasso.

2.7 Ciclo Operacional e Ciclo de Caixa

O ciclo operacional contempla o período de tempo a compreender o

momento em que ocorre a compra das mercadorias e o do recebimento de

suas vendas. Este ciclo demonstra como o produto adquirido circula entre as

contas do ativo. Começando com a conta estoque, sendo convertida em contas

a receber e finalmente caixa, quando as vendas são pagas.

Em seguida, encontra-se o ciclo de caixa, que por sua vez trata do

período de tempo compreendido entre o pagamento de seus fornecedores e o

do recebimento de suas vendas. Como pode ser observado, o ciclo de caixa

nada mais é do que a relação entre ciclo operacional e o período de contas a

receber.

O fluxo de caixa é composto pela composição dos dois ciclos, a

necessidade de uma administração financeira de curto prazo é indispensável

devido às variações de entradas e saídas do caixa.

A partir das informações acima citadas, observa-se que os dois ciclos

estão intimamente ligados e conforme Segundo Filho (2005, p. 36), “se ocorrer

da empresa administrar apenas um dos ciclos, estará deixando de lado ou a

rentabilidade ou a liquidez, com isso a empresa poderá entrar em processo de

descontinuidade”.

Um bom controle de caixa é o que proporciona fatores importantes para

a empresa. Com isso surge a necessidade de capital de giro para o melhor

desempenho da empresa.

A necessidade de capital de giro é constantemente alterada pela

variação dos níveis de operação da empresa – redução ou elevação

dos prazos de pagamentos, de recebimentos, estocagem de produtos

em menor ou maior tempo, oscilações consideráveis de vendas.

(TÓFOLI, 2008 p.70).

Assim, quanto maior for o ciclo de caixa de uma empresa, maior será

sua necessidade de capital de giro.

2.8 Gestão de recursos ociosos ou excedentes de caixa

Para realocar o excesso de dinheiro no caixa, existem dois fatores: o

que provoca mudanças só no ativo e o que provoca mudanças no ativo e no

passivo. Fatores estes, que têm como finalidade gerar maior rentabilidade para

a empresa. Conforme Araújo, Holanda e Uchôa (2004, p.18), caso haja

excedentes financeiros, caberá ao administrador financeiro estudar a

destinação mais eficiente dos mesmos, pois o caixa da empresa não deverá

apresentar excesso, pois de modo estratégico, o dinheiro que está parado não

trará retornos futuros através de investimentos e aplicações financeiras.

Dos investimentos que envolvem apenas as contas do ativo, que

consiste em tirar o dinheiro de caixa e aplicar em outra conta do ativo, sem

causar mudanças no passivo, pode-se exemplificar como:

a) compra de mercadorias, aumentando a conta estoques, sempre

associando a uma estratégia da vendas;

b) investimentos em curto prazo, geralmente feitos junto a bancos ou

corretoras de valores, incluindo-se desde poupança a ações;

c) investimentos em longo prazo, basicamente da mesma forma feita

que o investimento de curto prazo, porém com liquidez inferior;

d) investimentos no imobilizados, como: veículos, prédios, terrenos,

entre outros.

Nestes termos, o fluxo de caixa é o instrumento utilizado pelo

administrador financeiro, com a finalidade de detectar se o saldo inicial de caixa

adicionado ao somatório de ingressos, menos o somatório de desembolsos em

determinado período, apresentará excedentes de caixa ou escassez de

recursos financeiros pela empresa.

2.9 Gestão de falta de recursos em caixa

Operações ligadas ao ativo circulante e ao passivo circulante influenciam

diretamente no caixa.

Já as operações que provocam mudanças no ativo e no passivo,

consistem em saldar contas pendentes no passivo, tanto em curto quanto em

longo prazo. Contas estas que provocam despesas financeiras. Ao saldá-las ou

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