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O paciente é acometido por Paralisia Facial (PF) quando, por algum motivo, ele tem o nervo facial lesionado ou então quando a lesão acomete estruturas situadas hierarquicamente acima do núcleo do nervo facial, mas, que de certa forma, enviam seus estímulos para esse nervo. (CALAIS, L.L. et all – 2005).

Calais, L.L. et all (2005) comentam que se as estruturas lesionadas estão acima do núcleo do nervo facial teremos então uma lesão no córtex cerebral um exemplo: em acidentes vasculares, a paralisia facial é classificada como Central quando instala-se com um quadro de espasticidade.

Se a lesão ocorrer do núcleo do nervo facial em direção à periferia a PF será considerada Periférica, podendo ser várias as causas: cirurgias que lesionam o nervo; frígore; por bactérias, etc.(AMORIM, F.T.R – 2007).

Em vista do tipo de paralisia que se instalou haverá quadros clínicos diferentes. Para um perfeito tratamento é necessário que saibamos diferenciar os dois tipos de paralisias. (GARANHANI, M.R. et all – 2007).

Figura 3 - Músculos acometidos numa lesão do nervo facial.

3.4.1 Tipos de Paralisias Faciais:

Em seu artigo Amorim, F.T.R (2007) comenta que a manifestação clinica mais comum é a inflamação aguda no forame estilomastoideo devido a irritação causada pelo frio, a infecção viral ou a invasão do vento-humidade. Por estas causas se conhece também como neuritis facial.

Existe um reduzido número de casos de paralisia facial provocados pela afecção que o paciente sofre nas extremidades do nervo facial, ou pela lesão traumática desse nervo. (GARANHANI, M.R. et all – 2007).

Esta patologia tem evolução rápida, de modo que os músculos da face do inervação dos hemisférios). (AMORIM, F.T.R – 2007).

Segundo Tessitore, A. et all (2008) comentam que na paralisia facial periférica (PFP): o dimídio todo é acometido (o nervo é lesado na sua porção periférica, onde já não recebe mais estímulos do outro hemisfério do córtex cerebral).

3.4.3 O nervo facial

O nervo facial é um dos 12 nervos cranianos, sétimo par, que se origina no tronco cerebral com um ramo indo para cada lado. Ele tem aproximadamente 10.500 neurônios, sendo que cerca de 7,000 servem como unidades motoras para a face.

Ele é protegido por um canal ósseo que caminha mais ou menos por baixo da orelha. (LAZARINI, P.R; FERNADES, A.M.F ; BRASILEIRO, V.S.B. e CUSTÓDIO, S.E.V. 2002).

O nervo facial é muito pequeno. Quando sai do canal auditivo interno ele tem menos de um milímetro de diâmetro. A boa noticia é que existem milhares de fibras

nervosas nessa minúscula estrutura, como num cabo telefônico, e essas fibras são muito resistentes a danos. (CALAIS, L.L. et all, 2005; OBER et all, 2003).

Conhecer adequadamente a anatomia do nervo facial é essencial para a localização de suas lesões e conseqüentemente, correto prognostico e tratamento.

O VII nervo craniano é um complexo nervo misto, motor e sensitivo. Dessa forma, por ser uma estrutura constituída por dois nervos; o nervo facial propriamente dito (motor) e pelo nervo intermédio de wrisberg responsável sobre as aferências sensitivas e parassimpáticas (GUYTON & HALL, 2002).

Segundo Calais, L.L. et all, (2005) e Guyton & Hall (2002) as fibras motoras são responsáveis pelos movimentos da face e as aferências sensitivas pela sensação gustativa dos 2 terços anteriores da língua. A parte parassimpática é responsável pela inervação das glândulas lacrimais, submaxilares, sublingual e da cavidade nasal. Ocorrendo o comprometimento do VII par craniano, nesta condição desfigura a face; os músculos comprometidos perdem seu tônus e gradualmente se tornam atróficos e os sulcos naturais se tornam menos marcadas. O ângulo da boca é puxado para o lado normal, quando a pessoa tenta sorrir. Não consegue assobiar ou assoprar e sua fala se altera, particularmente nas consoantes labiais. Saliva pode escorrer pelo ângulo da boca; Mastigação em déficit (podendo até ferir a mucosa da bochecha), o indivíduo não consegue fechar o olho, piscar e nem movimentar a pele da região frontal.

Essa afecção pode ser unilateral ou bilateral. Há casos muitos raro, onde a paralisia facial periférica é bilateral. Ela é determinada por apresentar falta de mímica na musculatura da expressão. No decorrer do tratamento, a recuperação é mais rápida de um lado da face do que de outra, porem isso normaliza durante o tratamento (CALAIS, L.L. et all, 2005).

Na paralisia facial periférica não existe índice maior de raça, sexo ou condição social, onde que os indivíduos numa faixa etária entre 35-45 anos de idade são mais predispostos á agressão (BORBA, M.- 1998)

O nervo facial parece um cabo telefônico que contém 7000 a 10500 fibras individuais dentro dele. Cada fibra carrega impulsos elétricos para um músculo específico da face. Nós temos 2 nervos faciais um para cada lado do rosto que funcionam independentemente um do outro. As informações que passam através das fibras deste nervo permitem que expressemos nosso sorriso, choro, risada, e tristeza, por isso este nervo leva o nome de "nervo da expressão facial". Quando

estas fibras nervosas estiverem parcial ou totalmente interrompidas ocorre uma diminuição ou paralisia total nos músculos da face. (LAZARINI, P.R. et all - 2002).

Quando estas fibras estiverem irritadas podem aparecer espasmos ou movimentos involuntários na face. O nervo facial não só carrega impulsos para os músculos da face, mas também para outros locais como glândulas lacrimais e salivares e ao músculo do estribo. Ele também transmite o sabor sentido na parte da frente da língua. Uma vez que a função do nervo facial é tão complicada, muitos sintomas podem ocorrer quando as fibras do nervo facial estiverem com problemas.

Além da paralisia da face, que prejudica o fechamento do olho e o movimento da boca e o enrugamento da testa a pessoa poderá apresentar secura nos olhos e na boca e alterações no paladar. (LAZARINI, P.R. et all - 2002).

O nervo facial é como um "fio" que sai do cérebro e entra no ouvido juntamente com o nervo da audição e do equilíbrio. Ele atravessa o ouvido passando dentro de um canal ósseo, muito próximo de estruturas como os ossinhos do ouvido, do labirinto e do tímpano. Depois disso ele sai no pescoço e se ramifica na face passando dentro língua.(GUYTON & HALL, 2002).

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