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1. RESPONSABILIDADE CIVIL

1.2. Conceito responsabilidade civil:

Em direito, a teoria da responsabilidade civil procura determinar em que condições uma pessoa pode ser considerada responsável pelo dano sofrido por outra pessoa e em que medida está obrigada a repará-lo. A reparação do dano é feita por meio da indenização, que é quase sempre pecuniária. O dano pode ser à integridade física, à honra ou aos bens de uma pessoa. 3

A responsabilidade civil constitui de quatro pressupostos, a saber, e que se faz necessário, a ação ou omissão do agente, a culpa ou o dolo do agente, a relação ou o nexo de causalidade e o dano exemplo:

A “ação ou omissão” que causa dano a outrem pode decorrer tanto de um ato ilícito, de uma imprudência ou negligência. O ato lesivo deve ser voluntario podendo ser acarretado por terceiro que esteja sob a responsabilidade do agente, e ainda de danos causados por coisas que estejam sob guarda deste, conforme dispõe o art. 186, CC.

Ao discorrer sobre o tema, Maria Helena Diniz nos ensina como requisitos necessários para a caracterização da responsabilidade civil:

a) Existência de uma ação, comissiva ou omissiva, qualificada juridicamente, isto é, que se apresenta como um ato ilícito;

b) ocorrência de um dano moral ou patrimonial causado à vítima por ato comissivo ou omissivo do agente ou terceiro por quem o imputado responde ou ainda por um fato animal ou coisa vinculada;

c) nexo da causalidade entre o dano e ação (fato gerador da responsabilidade), pois a responsabilidade civil não poderá existir sem vínculo entre ação e dano. Se o lesado experimentar um dano que não tenha resultado da conduta do réu, o pedido de indenização será improcedente.4

3 http://www.brasilmetropole.com.br/2011-07-25-15-56-49/consultoria/3349-o-que-e-responsabilidade-civil. Disponível em: Acesso em 08 de abril de 2013.

4 DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro: Responsabilidade Civil. 7 v. 20. ed. São Paulo: Saraiva, 2006. p. 35-36.

A "culpa" é o desvío de comportamento que contraría a obrigação de cuidar imposta pela Lei, acorralado dos elementos negligência, imprudência ou imperícia, produzindo um ato danoso involuntário, porem previsto ou previsível

Venosa discorre a respeito do tema:

“A culpa grave é a que se manifesta de forma grosseira e, como tal, se aproxima do dolo. Nesta se inclui também a chamada culpa consciente, quando o agente assume o risco de que o evento danoso e previsível não ocorrerá. A culpa leve é a que se caracteriza pela infração a um dever de conduta relativa ao homem médio, o bom pai de família. São situações nas quais em tese, o homem comum não transgrediria o dever de conduta. A culpa levíssima é constatada pela falta de atenção extraordinária, que somente uma pessoa muito atenta ou muito perita, dotada de conhecimento especial para o caso concreto, poderia ter. Entende-se que, mesmo levíssima, a culpa obriga a indenizar. Como vimos, em regra, não é a intensidade da culpa que gradua o dano, mas o efetivo valor do prejuízo.” 5

A culpa representa uma conduta voluntária, mas o resultado é causalidade para já existir a obrigação de indenizar.

O Código Civil Brasileiro fala em “dano”, toda vez que alguém sofrer uma diminuição no seu patrimônio estará experimentando um prejuízo material, sofrendo um dano, causado pelo agente, que, para existir, juridicamente, é preciso que prove o dano concreto devendo representar um prejuízo, seja ele material ou moral, caso contrario, não há que se falar em reparação.

Maria Helena Diniz utiliza a definição de que:

“O dano é um dos pressupostos da responsabilidade civil, contratual ou extracontratual, visto que não poderá haver ação de indenização sem a existência de um prejuízo. Só haverá responsabilidade civil se houver um dano a reparar, sendo imprescindível a prova real e concreta dessa lesão.

5 VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito Civil: responsabilidade civil. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2004, V. 4. p.

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Para que haja pagamento da indenização pleiteada é necessário comprovar a ocorrência de um dano patrimonial ou moral, fundados não na índole dos direitos subjetivos afetados, mas nos efeitos da lesão jurídica.” 6

O ser humano pode experimentar vários tipos de danos e dentre eles o tão requisitado nos dias atuais dano “extra patrimonial”. Este é um tipo de dano que não está ligado ao patrimônio da pessoa, mas; de regra é mais de saboroso que o próprio dano material, pois, fere a dignidade da pessoa humana, a sua imagem, a honra, ou seja, é um tipo de dano que atinge o intimo do individuo.

O dano extrapatrimonial é caracterizado a partir das noções de dignidade da pessoa humana e de direitos da personalidade, muitos conhecem e defendem ser o próprio dano moral.

O ”nexo de causalidade” relaciona-se com o vínculo entre a conduta ilícita e o dano, ou seja, o dano deve decorrer diretamente da conduta ilícita praticada pelo agente, sendo, pois conseqüência única e exclusiva dessa conduta, tornando o nexo causal um elemento necessário para se configurar a responsabilidade civil do agente causador do dano, uma vez que, inexistindo a relação de causa e efeito entre o fato e o dano não há de se falar em indenização.

Ninguém pode ser responsabilizado por algo que, direta ou indiretamente, não causou. Logo, é necessário, além da concorrência de dois elementos precedentes – a conduta do agente e o dano -, que se estabeleça uma relação de causalidade. É preciso se ter à certeza que sem a conduta o dano não teria ocorrido.

Venosa assim trata do assunto:

“O conceito de nexo causal, nexo etiológico ou relação de causalidade deriva das leis naturais. É o liame que une a conduta do agente ao dano. É por meio do exame da relação causal que concluímos quem foi o causador do dano. Trata-se de elemento indispensável. A responsabilidade objetiva dispensa a culpa, mas nuca dispensará o nexo causal. Se a vítima, que experimentou um dano, não identificar o nexo causal que leva o ato danoso ao responsável, não há como ser ressarcida. Nem sempre é fácil, no caso concreto, estabelecer a relação de causa e efeito.” 7

Maria Helena Diniz defende que o nexo causal é:

“O vinculo entre o prejuízo e a ação designa-se “nexo causal”, de modo que o fato lesivo deverá ser oriundo da ação, diretamente ou como sua

6 DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro: Responsabilidade Civil. 7 v. 20. ed. São Paulo: Saraiva, 2006.p 55

7 VENOSA, Silvio de Salvo. Direito civil: responsabilidade civil. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2004. p. 45.

conseqüência previsível. Tal nexo representa, portanto, uma relação necessária entre o evento danoso e a ação que o produziu, de tal sorte que esta é considerada como sua causa. Todavia, não será necessário que o dano resulte apenas imediatamente do fato que o produziu. Bastará que se verifique que o dano não ocorreria se o fato não tivesse acontecido. Este poderá não ser a causa imediata, mas, se for condição para a produção do dano, o agente responderá pela conseqüência.” 8

Diante do exposto percebe-se que, o nexo causal é imprescindível para que ocorra a indenização. A analogia de causalidade tem que constar tanto na responsabilidade subjetiva como na responsabilidade objetiva.

É importante salientar que a Responsabilidade Civil possui varias definições conceituadas por doutrinadores, dos quais, será citado o posicionamento de alguns autores.

Para Venosa, a “responsabilidade civil é parte integrante ao direito obrigacional, a reparação dos danos sendo algo decorrente da transgressão de uma obrigação, de um dever jurídico ou direito.” 9

Segundo Sérgio Cavalieri Filho:

“A responsabilidade civil é um dever jurídico sucessivo que surge para recompor o dano decorrente da violação de um dever jurídico originário.

Só se cogita, destarte, de responsabilidade civil onde houver violação de um dever jurídico e dano. Em outras palavras, responsável é a pessoa que

Diante do tema abordado, Maria Helena Diniz ressalva que:

“A responsabilidade civil como a aplicação de medidas que obriguem alguém a reparar dano moral ou patrimonial causado a terceiros em razão de ato do próprio imputado, de pessoa por quem ele responde, ou de fato de coisa ou animal sob sua guarda (responsabilidade subjetiva), ou, ainda, de simples imposição legal (responsabilidade objetiva).” 12

8 DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro: Responsabilidade Civil. 7 v. 20. ed. São Paulo: Saraiva, 2006. p. 100.

9 VENOSA, Silvio de Salvo. Direito Civil: responsabilidade civil. – 7. ed. – 2. Reimpr. – São Paulo:

Atlas, 2007. – (Coleção direito civil; v.4), p. 20.

10 CAVALIERI FILHO, Sérgio. Programa de responsabilidade civil. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2007.p.02.

11 SILVA, De Plácido e, Vocabulário Jurídico, Rio de Janeiro. Forense: 1º v., 1980, 6ª ed. p. 28.

12 Diniz, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro – Responsabilidade Civil. 15 ed. São Paulo:

Saraiva, 2001, v. 7, p.34.

A palavra responsabilidade está sempre vinculada ao ato de responsabilizar-se por alguma coisa, é notorio saber que toda ação cometida pelo agente, a qual, causar danos a outra parte, ficara o mesmo obrigado a reparalo.

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