1 ENQUADRAMENTO TEÓRICO E REVISÃO DE CONCEITOS PARA A
1.3 CONCEITOS BOURDIEUSIANOS PARA A COMPREENSÃO DE
A filosofia da ação de Bourdieu sugere uma teoria da prática ou do modo de engendramento das práticas, que é definida pelo autor como uma ciência da dialética da interioridade e da exterioridade, ou seja, da interiorização da
exterioridade e da exteriorização da interioridade. Essa concepção se encontra na origem do conceito de habitus. Sendo assim,
As estruturas constitutivas de um tipo particular de meio (...) produzem habitus, sistemas de disposições duráveis, estruturas predispostas a funcionar como estruturas estruturantes, isto é, como princípio gerador e estruturador das práticas e das representações que podem ser objetivamente “reguladas” e “regulares” sem ser o produto de obediência a regras, objetivamente adaptadas a seu fim sem supor a intenção consciente dos fins e o domínio expresso das operações necessárias para atingi-los e coletivamente orquestradas, sem ser o produto da ação organizadora de um regente. (BOURDIEU, 2003, p. 53)
O habitus é um sistema de disposições duráveis e transferíveis que constituem a estrutura da vida social. Ao integrar todas as experiências passadas, ele pode ser entendido como um sistema de esquemas de produção de práticas que funciona também como uma matriz de percepções, apreciações e ações, tornando possível a realização de tarefas diferenciadas. Entretanto, segundo Bourdieu, (2005, p. 21-22), o habitus é o “(...) princípio gerador e unificador que retraduz as características intrínsecas e relacionais de uma posição em um estilo de vida unívoco, isto é, em um conjunto unívoco de escolhas de pessoas, de bens, [e] de práticas”.
Ao tentar compreender as implicações da noção de habitus, Pierre Bourdieu buscou analisar as relações entre estes e os campos sociais. O campo é uma rede de relações objetivas entre posições sociais definidas objetivamente em sua existência e que fornecem determinações que elas repõem aos seus ocupantes, agentes ou instituições, por sua situação social atual e potencial e por sua posição relativa em relação a outras posições. Visto assim, o campo é um espaço estruturado a partir de posições de poder e disputas simbólicas, no qual pode ser constatada a existência de leis genéricas. Pode ser entendido como um sistema de relações sociais que estabelece como legítimos certos objetivos, que assim se impõem “naturalmente” aos agentes que dele participam. Esses agentes, por sua vez, interiorizam o próprio campo, incorporando suas regras, também de maneira
“natural”, em suas práticas. (BOURDIEU, 2003).
Segundo Bourdieu (2003) o campo político pode ser compreendido simultaneamente como campo de forças e como campo de lutas, que objetiva a transformação das relações de forças que confere a este campo a sua estrutura em dado momento. Não é um império: os efeitos das necessidades externas fazem-se
sentir nele por intermédio, sobretudo, da relação que os mandantes, em consequência da sua distância diferencial em analogia aos instrumentos de produção política, mantêm com os seus mandatários e da relação que estes últimos, em consequência das suas atitudes, mantêm com as suas organizações:
O que faz com que a vida política possa ser descrita na lógica da oferta e da procura é a desigual distribuição dos instrumentos de produção de uma representação do mundo social explicitamente formulada: o campo político é o lugar em que se geram, na concorrência entre os agentes que nele se acham envolvidos, produtos políticos, problemas, programas, análises, comentários, conceitos, acontecimentos, entre os quais os cidadãos comuns reduzidos ao estatuto de “consumidores”, devem escolher, com probabilidades de mal-entendido tanto maiores quanto mais afastados estão do lugar de produção. (BOURDIEU, 2003, p. 164).
Tendo em vista que os produtos oferecidos pelo campo político são instrumentos de percepção e de expressão do mundo social (ou, se assim se quiser, princípios de divisão), de acordo com Bourdieu, a classificação das opiniões numa população determinada depende do estado dos instrumentos de percepção e de expressão disponíveis e do acesso que os diferentes grupos têm a esses instrumentos. Assim, o campo político exerce de fato um efeito de censura ao ater o universo do discurso político e, desse modo, o universo daquilo que é pensável politicamente, ao espaço finito dos discursos susceptíveis de serem produzidos ou reproduzidos, nos limites da problemática política como espaço das tomadas de posição efetivamente concretizadas no campo, quer dizer, sociologicamente admissíveis dadas as leis que conduzem a entrada no campo:
A fronteira entre o que é politicamente dizível ou indizível, pensável ou impensável para uma classe de profanos determina-se na relação entre os interesses que exprimem esta classe e a capacidade de expressão desses interesses que a sua posição nas relações de produção cultural e, por este modo, política, lhe assegura. “Uma intenção, nota Wittgenstein, encarna-se numa situação, em costumes e em instituições humanas. Se a técnica do jogo de xadrez não existisse, eu não poderia ter a intenção de jogar o xadrez. Se posso ter em vista a construção de uma frase, é porque sei falar a língua em questão”16. A intenção política só se constitui na relação com um estado do jogo político e, mais precisamente, relação com um estado do jogo político e, mais precisamente, do universo das técnicas de acção e de expressão que ele oferece em dado momento. Neste caso, como em outros, a passagem do implícito ao explícito, da impressão subjectiva à expressão
16 Wittgenstein, L. Philosophical Investigations, New York: Macmillan, 1953, p. 108.
significa dizer. E a instituição entendida como o que já está instituído, já explicitado, exerce ao mesmo tempo um efeito de assistência e de licitação e um efeito de arrematação e de mudança de posse. Dado que, pelo menos fora dos períodos de crise, a produção das formas de percepção e de expressão politicamente actuantes e legítimas é monopólio dos profissionais e se acha, portanto sujeita aos constrangimentos e às limitações inerentes ao funcionamento do campo político, vê-se que os efeitos da lógica censitária, que rege de facto o acesso às escolhas entre os produtos políticos oferecidos, estão acrescidos dos efeitos da lógica oligopolística que rege a oferta dos produtos. Monopólio da produção entregue a um corpo de profissionais, quer dizer, a um pequeno número de unidades de produção, controladas elas mesmas pelos profissionais; constrangimentos que pesam nas opções dos consumidores, que estão tanto mais condenados à fidelidade indiscutida às marcas conhecidas e à delegação incondicional nos seus representantes quanto mais desprovidos estão de competência social para a política e de instrumentos próprios de produção de discursos ou actos políticos : o mercado da política é, sem dúvida, um dos menos livres que existem. (BOURDIEU, 2003, p. 166).
Compreender a gênese social de um campo – e apreender aquilo que faz a necessidade específica da crença que o sustenta, do jogo de linguagem que nele se joga, das coisas materiais e simbólicas em jogo que nele se geram – é explicar ou tornar necessário, subtrair ao absurdo do arbitrário e do não motivado os atos dos produtores e as obras por eles produzidas e não, como geralmente se julgam reduzir ou destruir. Tendo cada campo sua própria estrutura, ou seja, seus próprios critérios de avaliação da realidade, o campo político pode ser tido como o lugar onde se geram as disputas simbólicas entre os agentes nele envolvidos, produtos políticos, ou programas, nos quais os “consumidores”, ou cidadãos comuns, exteriorizam suas escolhas (BOURDIEU, 2003). condições de atualização do habitus, sendo este um estado particular da estrutura.
Bourdieu compreende que os atores sociais estão inseridos especialmente em determinados campos sociais. A posse de grandezas de certos capitais (cultural, social, econômico, político, artístico etc.) e o habitus de cada ator social condicionam
seu posicionamento espacial. Para ele, o que determina a posição espacial no campo social são as posses de capital econômico e de capital cultural. Os sujeitos ocuparão espaços mais próximos quanto mais similares forem a quantidade e a espécie de capitais que detiverem. Em contrapartida, os agentes estarão mais distantes no campo social quanto mais díspar for o volume e os tipos capitais.
Assim, pode-se dizer que a riqueza econômica (capital econômico) e a cultura acumulada (capital cultural) geram internalizações de disposições (habitus) que diferenciam os espaços a serem ocupados pelos homens:
De maneira mais geral, o espaço de posições sociais se retraduz em um espaço de tomadas de posição pela intermediação do espaço de disposições (ou do habitus); ou, em outros termos, aos sistemas de separações diferenciais, que definem diferentes posições nos dois sistemas principais do espaço social, corresponde um sistema de separações diferenciais nas propriedades dos agentes, isto é, em suas práticas e nos bens que possuem. A cada classe de posições corresponde uma classe de habitus produzidos pelos condicionamentos sociais associados à condição correspondente e, pela intermediação desses habitus e de suas capacidades geradoras, um conjunto sistemático de bens e de propriedades, vinculadas entre si por uma afinidade de estilo. (BOURDIEU, 2005, p. 21).
Os conceitos de habitus e campo, elaborados por Bourdieu servem como categorias de análise fundamental para o estudo de trajetórias. O habitus, ao se apresentar ao mesmo tempo como individual e social, refere-se não só ao elemento individual, mas também a um grupo ou a uma classe social. Assim, a história da vida de um indivíduo pode ser vista como uma variante do habitus de seu grupo ou de sua classe, na medida em que seu estilo individual aparece como um desvio codificado em relação ao estilo de sua época e de sua classe ou grupo social. Do mesmo modo, ao servir como suporte da noção de habitus, o conceito de campo se constitui em outra ferramenta conceitual importante para os estudos sociológicos sobre trajetórias. Essa ferramenta bourdieusiana atrelada com as questões teóricas sobre discursos servirão como epicentro do trabalho empírico, presente nesta tese.
A noção de campo oferecida por Bourdieu é de inspiração weberiana, acerca da diferenciação das esferas sociais e à qual Parsons batizou de sistemas sociais, é constituída a partir de indivíduos importantes, com perspectivas heterodoxas, que estabelecem não apenas o conteúdo, mas as novas relações de poder entre os atores, e a posição que cada ator ocupa no campo são determinadas pelo grau relativo de poder detido por ele, o que acaba sendo análogo à teoria de Marx, no
sentido da diferenciação e acumulação do capital. (DOMINGUES, 2001). Segundo Vandenberghe (1999), a concepção relacional do campo de Bourdieu, desde o início esteve relacionada a uma visão conflitual do mundo, como uma arena de disputa por poder, prestígio e capital, e em se tratando do campo científico, tais relações podem ser vistas como uma espécie de tentativa de generalizar a teoria da determinação social sobre as ideias de Mannheim.
Embora Bourdieu defina sua sociologia como relacional, a relação não se dá entre os atores, mas sim entre as posições – de poder – no campo, conforme salienta Domingues (2001). Isto pode ser percebido também na afirmação de Champagne e Christin (2004), de que o conceito de habitus, em sua propriedade e efeito, induz às questões de ordem relacional através da homologia entre os diferentes campos, do gosto como reflexo da posição social à sua expressão simbólica, e das dimensões individual e coletiva.
O entendimento das representações individuais de um agente político, quanto à sua práxis política e sua inserção no campo político, perpassa pelo entendimento de sua trajetória e a conversão de capitais dentro do campo supracitado. A estrutura de qualquer campo, em especial a do político, é definida pelas relações de força entre os agentes ou instituições, ou ainda, pela estrutura de distribuição do capital específico oriundo de lutas anteriores e objetivado nas instituições e incorporado nas disposições que orientam as estratégias. Esta estrutura de distribuição está na base das transformações do campo político e se manifesta por meio de estratégias de conservação ou de subversão da estrutura produzida por ela mesma. O conjunto de estratégias anteriores de cada agente e de seus concorrentes determina a posição que os mesmos ocupam na estrutura do campo, e os investimentos dos agentes políticos dependem de sua posição atual e potencial no campo, bem como da importância de seu capital atual e potencial de reconhecimento.
A luta pela legitimidade no campo político depende da forma pela qual o capital específico se distribui, e nesse sentido, os dois limites teóricos, porém intangíveis, seriam o monopólio do capital de autoridade política e a concorrência perfeita - distribuição equitativa do capital entre os concorrentes. Como o capital se distribui desigualmente pelo campo, os dominantes recorrem às estratégias de conservação, desde o estabelecimento de uma política mais tradicional ou contemporânea, até o controle das instituições responsáveis pela produção e
distribuição de bens simbólicos, enquanto que os pretendentes ou novatos se utilizam de estratégias de subversão. A propensão às estratégias de conservação ou subversão é mais dependente das disposições em relação à ordem estabelecida quanto maior for à dependência da ordem política, à ordem social dentro da qual ela está inserida, ou seja, quanto menor for à autonomia do campo.
A maioria dos estudos sociológicos que versam sobre trajetórias sociais são entendidos através dos espaços sociais, campos sociais e da posse de grandezas de determinados capitais simbólicos, condicionando o habitus e o posicionamento de cada ator social:
O princípio unificador e gerador de todas as práticas e, em particular, destas orientações comumente descritas como ‘escolhas’ da ‘vocação’, e muitas vezes consideradas efeitos da ‘tomada de consciência’, não é outra coisa senão o habitus, sistemas de disposições inconscientes, e constitui o produto de interiorização das estruturas objetivas e que, enquanto lugar geométrico dos determinismos objetivos e de uma determinação, do futuro objetivo e das esperanças subjetivas, tende a produzir práticas e, por esta via, carreiras objetivamente ajustadas às estruturas objetivas. (BOURDIEU, 2009, p. 201-202).
Ao tentar compreender as implicações da noção de habitus, Pierre Bourdieu tentou analisar as relações entre estes e os campos sociais. O campo, como já foi dito, consiste em uma rede de relações objetivas entre posições sociais definidas objetivamente em sua existência, e que fornecem determinações que elas repõem aos seus ocupantes, agentes ou instituições por sua situação social atual e potencial e por sua posição relativa em relação a outras posições. Visto assim, o campo é um espaço estruturado a partir de posições de poder e disputas simbólicas, no qual pode ser constatada a existência de leis genéricas. Dessa forma, o campo pode ser entendido como um sistema de relações sociais que estabelece como legítimos certos objetivos, que assim se impõem “naturalmente” aos agentes que dele participam. Esses agentes, por sua vez, interiorizam o próprio campo, incorporando suas regras, também de maneira “natural”, em suas práticas.
De acordo com Bourdieu, cada campo possui sua própria estrutura, ou seja, seus próprios critérios de avaliação da realidade. O campo político pode ser tido como o lugar onde se geram as disputas simbólicas entre os agentes nele envolvidos, produtos políticos, ou programas, nos quais os “consumidores”, ou cidadãos comuns, exteriorizam suas escolhas.
Nessa mesma lógica, as práticas sociais são definidas pelo autor como
(...) o resultado do aparecimento de um habitus, sinal incorporado de uma trajetória social, capaz de opor uma inércia maior ou menor às forças sociais, e de um campo social que funciona, nesse aspecto, como um espaço de obrigações (violências) que quase sempre possuem a propriedade de operar com a cumplicidade do habitus sobre o qual se exercem (BOURDIEU, 2003, p. 38).
Por conseguinte, as práticas são resultantes, por intermédio do habitus, da relação dialética entre uma estrutura e uma conjuntura, entendidas como as condições de atualização deste habitus, sendo este um estado particular da estrutura.
Quanto, especificamente, ao campo político, Bourdieu procura identificar os vários capitais necessários à produção de sentidos e valores:
O capital político, que assegura a seus detentores uma forma de apropriação privada de bens e de serviços públicos (residências, veículos, hospitais, escolas etc.). Observa-se essa patrimonialização de recursos coletivos quando, como é o caso nos países escandinavos, uma “elite”
social-democrata está no poder há várias gerações: vemos então que o capital social de tipo político que se adquire nos aparelhos dos sindicatos e dos partidos transmite-se através de redes de relações familiares que levam à constituição de verdadeiras dinastias políticas. (BOURDIEU, 1996, p. 31).
Segundo Bourdieu, a doxa17 seria o que é tido como socialmente garantido ou “natural” no campo, ou seja, as representações dominantes dentro do campo. Há também a heterodoxia, isto é, do questionamento e da desnaturalização da doxa pelo surgimento de uma doxa alternativa, e investigando a existência de uma ortodoxia, uma reação à heterodoxia, uma estratégia acionada pelas forças dominantes em um campo no sentido de cristalizar uma doxa. (BOURDIEU;
EAGLETON, 1996).
Para Bourdieu o Estado pode ser definido como um princípio de ortodoxia, ou seja, um princípio oculto que só pode ser captado nas manifestações da ordem pública, entendida ao mesmo tempo como uma ordem física e como o inverso da desordem, da anarquia, da guerra civil. Perfazendo um princípio oculto perceptível
17 O conceito de doxa substitui, dando maior clareza e precisão, o que a teoria marxista, denomina de
“ideologia” - como “falsa consciência” (BOURDIEU; EAGLETON, 1996, p. 267). A doxa é aquilo sobre o que todos os agentes estão de acordo, as representações dominantes dentro de um campo.
Bourdieu adota o conceito tanto na forma platônica (o contrário ao cientificamente estabelecido), como na forma de Husserl (1950) de crença incluindo a suposição, a conjectura e a certeza. A doxa contempla tudo aquilo que é admitido como “sendo assim mesmo”: os sistemas de classificação, o que é interessante ou não, o que é demandado ou não (BOURDIEU, 1984, p. 82), consistem em linhas gerais nas regras do campo.
nas manifestações da ordem pública, entendida simultaneamente no sentido físico e no viés simbólico. Partindo da teoria durkheimiana, o Estado consiste no fundamento da integração lógica e da integração moral do mundo social. Nas palavras de Bourdieu:
Essa definição provisória consistiria em dizer que o Estado é o que fundamenta a integração lógica e a integração moral do mundo social, e, por conseguinte, o consenso fundamental sobre o sentido do mundo social que é a condição mesma dos conflitos a propósito do mundo social. Em outras palavras, para que o próprio conflito sobre o mundo social seja possível, é preciso haver uma espécie de acordo sobre os terrenos de desacordo e sobre os modos de expressão do desacordo. Por exemplo, no campo político a gênese desse subuniverso do mundo social, que é o campo da alta função pública, pode ser vista como o desenvolvimento progressivo de uma espécie de ortodoxia, de um conjunto de regras do jogo amplamente impostas, a partir das quais se estabelece, no interior do mundo social, uma comunicação que pode ser uma comunicação no e pelo conflito. (BOURDIEU, 2014, p. 41). tornam-se diferenças simbólicas e constituem uma verdadeira linguagem.
As diferenças associadas a posições diferentes, isto é, os bens, as práticas e, sobretudo, as maneiras, funcionam, em cada sociedade, como as diferenças constitutivas de sistemas simbólicos, como o conjunto de fonemas de uma língua ou o conjunto de traços distintivos e separações diferenciais constitutivas de um sistema mítico, isto é, como signos distintivos. (BOURDIEU, 1994, p. 22).
O conceito de habitus foi fundamental na busca por uma sequência lógica da trajetória política de Requião, pela questão do seu estilo político e das suas escolhas posicionais relacionadas ao poder público e pela sua aparência aos olhos dos eleitores. Citando Bourdieu:
Uma das funções da noção de habitus é a de dar conta da unidade de estilo que vincula as práticas e os bens de um agente singular ou de uma classe
Uma das funções da noção de habitus é a de dar conta da unidade de estilo que vincula as práticas e os bens de um agente singular ou de uma classe