2.1 Sufrágio, Voto e Escrutínios
•Conjunto de normas, regras e princípios Conceito
•Todo o processo eleitoral Objeto
Garantir a correção e legitimidade do process eleitoral Objetivo
Sufrágio censitário =
baseado na renda Sufrágio capacitário = baseado na escolaridade
Sufrágio por gênero Sufrágio universal = baseado na participação
de todos
2.2 Democracia
voto direto = eleitor escolhe
seus representantes
voto secreto = conteúdo do voto
so é conhecido pelo eleitor
voto igual = todos possuem ao mesmo valor
voto obrigatório = salvo as exceções, todos devem votar
voto periódico = realização de eleições deve ser
periódica
DEMOCRACIA
DIRETA
POVO DECIDE
INDIRETA
REPRESENTANTES DECIDEM
SEMI DIRETA OU MISTA
POVO DECIDE
REPRESETANTES DECIDEM
2.3 Plebiscito, Referendo e Iniciativa Popular
3- FONTES DO DIREITO ELEITORAL 3.1 Fontes Materiais
Sendo a consulta prévia ao ato haverá
plebiscito
Sendo a consulta realizada após o ato
haverá referendo
0.3% DO ELEITORADO EM
CADA ESTADO
05 ESTADOS
INICIATIVA POPULAR
1% DO ELEITORADO
NACIONAL
As fontes materiais são os fatores sociais, históricos, humanísticos e políticos que influenciam no surgimento de normas jurídicas. As fontes materiais são, portanto, as influências na formação e construção da disciplina eleitoral.
3.2 Fontes Formais
As fontes formais são os mecanismos que introduzem uma norma no meio jurídico dotando-lhe de eficácia jurídica e social. Nesse cenário, podem ser dividias em fontes formais diretas e indiretas.
As fontes formais diretas ou primárias são aquelas que inovam no ordenamento jurídico, fazendo com que surjam novas normas de Direito Eleitoral. Como exemplos temos a Constituição Federal, o Código Eleitoral, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97), a Lei Orgânica dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95), a Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar nº 64/90). Além disso, as Consultas, Resoluções e Súmulas do TSE.
As fontes formais indiretas ou secundárias são as normas das demais disciplinas jurídicas que tangenciam a matéria eleitoral, ou seja, não tratam a matéria eleitoral de forma direta, tendo sua aplicação feita de forma subsidiária. Como exemplo temos o Código Penal, Código de Processo Civil e o Código de Processo Penal.
3.3 Fontes Informais
As fontes informais são as que têm função supletiva, ajudando a dar integridade ao sistema de normas, fazendo a junção entre diferentes dispositivos e preenchendo as lacunas eventualmente existentes. Assim, podem ser apontadas como fontes informais a doutrina e os costumes.
Fontes do Direito Eleitoral
Formais
diretas indiretas
Materiais Informais
4- PRINCÍPIOS DO DIREITO ELEITORAL
4.1 Princípio da Anterioridade Eleitoral
O princípio da anterioridade eleitoral também conhecido como anualidade eleitoral, é, sem dúvidas o mais cobrado em provas! Dito isso, se vocês não tiverem tempo ou espaço para aprender os outros, prestem muita atenção nesse que ele é responsável por 90% das questões.
Muito importante no ordenamento jurídico, o princípio da anterioridade constituí verdadeiro sustentáculo do modelo democrático brasileiro, a ponto de ser reconhecido pelo STF como cláusula pétrea e direito fundamental em razão da segurança jurídica que produz, importante para a estrutura eleitoral.
De forma literal o artigo 16 da Constituição Federal de 1988 traz:
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência.
Veja, aqui nós temos dois institutos, o da vigência e da eficácia! Pessoal, pelo amor de Deus, não vão confundir esses institutos em prova. Vigência, de forma prática, quer dizer que a lei entrou em validade no ordenamento jurídico. Eficácia, por sua vez, é quando aquela norma válida poderá ser aplicada em uma situação ou momento concreto.
Traduzindo o que o art. 16 traz para gente, temos: A lei entra em vigor (É VALIDA) na data de sua publicação, e não poderá ser aplicada (EFICÁCIA) na eleição de até um ano da sua vigência.
Em outras palavras a norma diz que a lei valerá para a eleição futura se entrar em vigor 366 dias antes do pleito, ou seja, 01 ano e 01 dia antes da eleição.
Vamos ao exemplo prático para vocês entenderem melhor:
Lei de 01/10/2021
Eleição em 02/10/2022
Aplicável
Lei de 02/10/2021
Eleição em 02/10/2022 Não aplicável
Lei de 03/10/2021
Eleição em
02/10/2022
Não aplicável
Dessa forma, O princípio estabelece um limite temporal para a aplicação de normas que modifiquem o processo eleitoral, o objetivo é impedir que surjam regras casuísticas que tenham como escopo manipular a eleição, favorecendo ou prejudicando determinados candidatos, partidos ou grupos políticos.
Finalizando o tema, quero deixar três observações para vocês:
OBS1: O conceito de lei deve ser interpretado em sentido amplo, excluindo-se apenas as Resoluções do TSE, que, em regra, não inovam no ordenamento, apenas detalhando o que está na legislação.
OBS2: Se o examinador te perguntar qual a eficácia desse tipo de norma eleitoral, você vai marcar na sua prova que é postergada!!
OBS3: O conceito de processo eleitoral, descrito no caput do art. 16, compreende as seguintes fases:
Alistamento, Votação, Apuração e Diplomação.
DE OLHO NA JURISPRUDÊNCIA!!
Como o art. 16 da CF somente faz menção a Lei que alterar o processo eleitoral questões foram suscitadas ao STF sobre a aplicabilidade ou não do princípio da anualidade a outras partes do ordenamento jurídico eleitoral. Em decisão sobre a LC n.
64/90 (inelegibilidades), entendeu o STF que este princípio também deveria ser aplicado a esta lei, vez que a inelegibilidade esta intimamente atrelada ao processo eleitoral, e, portanto, eventuais mudanças na Lei Complementar poderiam comprometer à segurança jurídica de todo o processo eleitoral.
4.2 Princípio da Moralidade Eleitoral
É princípio de índole constitucional, estando previsto no artigo 14, §9º:
Art. 14. [...] § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.
Aqui, o legislador serviu-se do princípio para criar um padrão ético a ser respeitado por todos aqueles que pretendem apresentar-se como candidatos.
PROCESSO
ELEITORAL : ALISTAMENTO VOTAÇÃO APURAÇÃO DIPLOMAÇÃO
Ressalta-se que ao mesmo tempo em que estabeleceu uma régua moral para as eleições, o legislador constituinte, fixou a necessidade de que os critérios fossem explicitados por legislação específica, sob a forma de lei complementar.
O TSE tem, seguidamente, apresentado julgados no sentido de que a presente norma não é autoaplicável, exigindo complementação legislativa para definir o que seria a vida pregressa.
4.3 Princípio da Liberdade do Voto
O cidadão é livre para escolher seus candidatos, não devendo sofrer quaisquer pressões neste processo, guiando-se apenas pelos seus valores pessoais durante a decisão.
Se o voto for atingido em sua liberdade, dependendo da extensão do processo de fraude o pleito pode, inclusive, ser anulado ou haver a cassação do beneficiário da ação fraudulenta.
4.4 Princípio da Primazia da Vontade do Eleitor
No processo eleitoral deve-se dar prioridade ao desejo do eleitor expresso através do voto, preservando-o sempre. Assim, as fraudes eleitpreservando-orais devem ser duramente cpreservando-oibidas, ppreservando-ois têm a intençãpreservando-o de nãpreservando-o respeitar a vontade do cidadão, alterando, assim, o resultado natural de uma eleição.
4.5 Princípio do In Dubio Pro Sufraggi
Em caso de dúvida quanto à regularidade de um determinado processo eleitoral deve-se privilegiar a vontade popular apresentada pelos eleitores e preservar os mandatos eletivos. Em decorrência deste princípio, a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral proíbe, por exemplo, que haja cassação de mandato eletivo com base no depoimento de uma única testemunha.
moralidade
pública probidade
vida pregressa candidatodo
proteção contra abuso de
poder econômico
proteção contra o abuso de autoridade
Ademais, para que ocorra a anulação do pleito é necessário que fique demonstrada real existência de prejuízo, conforme estabelecido pelo Código Eleitoral.
Art. 219. Na aplicação da lei eleitoral o juiz atenderá sempre aos fins e resultados a que ela se dirige, abstendo-se de pronunciar nulidades sem demonstração de prejuízo.
Parágrafo único. A declaração de nulidade não poderá ser requerida pela parte que lhe deu causa nem a ela aproveitar.
Sabe aquela história que se mais da metade dos votos forem nulos a eleição é nula, pois é! É MITO! Por esse princípio, o aproveitamento dos sufrágios, faz com que, ainda que haja mais votos nulos do que votos válidos em um determinado pleito, a eleição não seja anulada, sendo declarado vitorioso aquele que obtiver a maioria dos votos válidos, ainda que não configure a maioria dos votos totais.
4.6 Princípio da Responsabilidade Solidária
O princípio da responsabilidade solidária refere-se ao campo da propaganda eleitoral e pode ser retirado do Código Eleitoral. Assim:
Art. 241. Toda propaganda eleitoral será realizada sob a responsabilidade dos partidos e por eles paga, imputando-lhes solidariedade nos excessos praticados pelos seus candidatos e adeptos.
Parágrafo único. A solidariedade prevista neste artigo é restrita aos candidatos e aos respectivos partidos, não alcançando outros partidos, mesmo quando integrantes de uma mesma coligação.
Segundo o artigo há uma responsabilidade solidária entre partidos e candidatos pelo conteúdo e forma de exteriorização da propaganda eleitoral, a fim de que se evite verdadeiro jogo de empurra em que as partes fogem de suas responsabilidades.
A Lei das Eleições, também, reconhece a existência da solidariedade entre os agentes, no que se refere apo dever de prestação de contas:
Art. 17. As despesas da campanha eleitoral serão realizadas sob a responsabilidade dos partidos, ou de seus candidatos, e financiadas na forma desta Lei.
Importante notar, que a solidariedade não é absoluta, comportando exceções, por exemplo na própria Lei das Eleições que determina:
Art. 96. [...] § 11. As sanções aplicadas a candidato em razão do descumprimento de disposições desta lei não se estendem ao respectivo partido, mesmo na hipótese de esse ter se beneficiado da conduta, salvo quando comprovada a sua participação.
Não se trata de uma escusa absolutória absoluta, o legislador pretendeu afastar do espectro de ação apenas as condutas de ordem geral, permanecendo em vigor o princípio para os casos especificamente elencados ao longo das normas.
4.7 Princípio da Democracia Partidária
O modelo brasileiro de democracia dotou de importância ímpar os partidos políticos, conferindo a eles o monopólio das candidaturas, vetando, assim, a existência de candidaturas avulsas (candidatos sem filiação partidária).
O protagonismo das legendas partidárias, faz com que a democracia brasileira não dispense sua participação e procure adotar medidas para proteger e estimular a atuação partidárias.
Exemplo maior da concretização do princípio foi o reconhecimento pelo TSE e, sucessivamente, pelo STF de que o mandato eletivo pertence ao partido e que a troca de legenda pelo parlamentar eleito gera a perda do mesmo mandato.
4.8 Princípio da Razoável Duração do Processo e Perda do Mandato Eletivo
•Criação de democracia uma
partidária proteção dos
partidos políticos
•Mandatos peretencem aos partidos
políticos fidelidade partidária
•Candidato deve estar
filiado
vedação de candidatura
avulsa