CAPÍTULO VI DOS PRAZOS
DIRETRIZ PARA A IMPLANTAÇÃO DO PROJETO BRIGADA BRAÇO FORTE 1. FINALIDADE
4. CONCEPÇÃO GERAL
a. Considerações iniciais
1) O cenário visualizado para os próximos anos indica a possibilidade de o Exército Brasileiro vir a ser empregado no território nacional, merecendo destaque:
a) atender a possíveis demandas de segurança durante eventos de repercussão mundial, que ocorrerão no Brasil, a partir de 2013, em situações de acentuada visibilidade, cujo grau de exposição em âmbito mundial e responsabilidades exigirão exteriorizar uma imagem de eficiência e modernidade, que deve ser atingida em curto prazo;
b) prestar apoio aos órgãos de proteção ambiental, em caso de incêndios ou no combate a crimes contra o meio ambiente;
c) apoiar a Defesa Civil, no caso de calamidades em qualquer Unidade da Federação; d) realizar operações de garantia da lei e da ordem em qualquer local do País.
2) A falta de recursos de investimento provocou um nível crítico de obsolescência e indisponibilidade do material de emprego militar do Exército, afetando expressivamente a sua capacidade operacional.
3) O Projeto Brigada Braço Forte está inserido no Sistema Proteger, alinhado com a Estratégia Braço Forte.
b. Premissas
1) O projeto deverá estar alinhado com o Macroprojeto SISFRON e priorizado de acordo com a sequência cronológica dos grandes eventos que ocorrerão no Brasil a partir de 2013, conforme orientação do Comando de Operações Terrestres (COTER).
2) Serão garantidas as condições adequadas de segurança das informações e das comunicações, bem como o alinhamento com as ações de segurança e defesa cibernéticas.
3) Os recursos destinados ao Projeto Brigada Braço Forte estarão disponíveis, ainda que parcialmente, a partir de 2012.
5. EXECUÇÃO
a. Durante as diversas fases do Projeto, o Gerente contará com a participação efetiva do Estado-Maior do Exército (EME), dos órgãos de direção setorial, dos órgãos de assistência direta e imediata ao Comandante do Exército e dos comandos militares de área (C Mil A), por intermédio de seus representantes e, eventualmente, pela convocação dos especialistas julgados necessários para tratar dos assuntos específicos de cada sistema do Exército.
b. Sequência das ações
AÇÃO PRAZO RESPONSÁVEL
INICIAL FINAL
Elaboração dos projetos 25 OUT 11 24 OUT 12 General-de-Brigada
ANTONINO DOS SANTOS GUERRA NETO Aprovação dos projetos Prazo limite: 30 NOV 12 EME
Execução dos projetos A partir de JAN 12 CÉSAR AUGUSTO NARDI DE SOUZAGeneral-de-Brigada
c. Recursos para a implantação do projeto
1) O Plano do Projeto Brigada Braço Forte deverá fornecer dados para o estabelecimento de um calendário físico financeiro por parte do Comitê Gestor para Obtenção de Fontes de Financiamento (CGOFF-EB), para a implantação do projeto.
2) Caberá ao CGOFF-EB identificar as fontes de financiamento do projeto.
6. ATRIBUIÇÕES
a. Estado-Maior do Exército.
1) Coordenar as atividades para a operacionalização desta diretriz, bem como as gestões necessárias junto aos órgãos não pertencentes à Força.
2) Propor ao Comandante do Exército os atos normativos decorrentes da presente diretriz.
3) Propor a criação de um Sub-Comitê Gestor para Obtenção de Fontes de Financiamento (SCGOFF-EB), para o projeto.
4) Acompanhar o andamento do projeto, verificando a compatibilização do desembolso de recursos, o progresso e a concretização das metas fixadas.
5) Tomar as providências necessárias para a criação de ação específica no Plano Plurianual de Ação 2012 - 2015, para implantação do Projeto Brigada Braço Forte.
6) Aprovar as condicionantes doutrinárias e operacionais (CONDOP) e os requisitos operacionais básicos (ROB) dos materiais de emprego militar (MEM).
8) Propor ao DGP a passagem à disposição ou a transferência dos militares necessários à condução do projeto.
9) Compatibilizar as ações decorrentes da implantação do projeto com o Planejamento Estratégico do Exército (PEEx), o Projeto de Força (PROFORÇA), o Macroprojeto SISFRON, o Processo de Transformação e os diagnósticos e os cenários prospectivos.
b. Comando Logístico (COLOG)
1) Designar um oficial superior como representante no projeto.
2) Quantificar e incluir, nas propostas de orçamento anual, a partir de 2013, e de créditos adicionais, os recursos necessários às atividades logísticas referentes ao projeto.
3) Aprovar a execução das funções logísticas durante a elaboração do projeto, visando a sua implantação, de acordo com as prioridades estabelecidas pelo EME e propostas do Gerente do Projeto, sistematizando procedimentos a serem seguidos entre o ODS e as RM correspondentes.
c. Comandos Militares de Área.
1) Prestar o apoio necessário às demandas dos gerentes dos projetos, em sua área de responsabilidade, durante o período de elaboração e execução dos projetos.
2) Orientar as organizações militares subordinadas no apoio às necessidades dos gerentes dos projetos.
d. Comando de Operações Terrestres.
1) Designar um oficial superior como representante no projeto. 2) Fiscalizar a elaboração do projeto por parte da empresa contratada.
3) Atualizar o planejamento de preparo e emprego da F Ter, considerando o que consta no Projeto Brigada Braço Forte.
4) Quantificar e incluir, nas propostas de orçamento anual e de créditos adicionais, os recursos necessários às atividades de preparo decorrentes do projeto.
5) Contribuir com o EME na formulação de CONDOP e ROB, fundamentadas nas lições aprendidas e registros disponíveis.
6) Subsidiar o Gerente do Projeto no que concerne às necessidades decorrentes do Sistema Operacional Inteligência.
7) Coordenar com o CIE o que for necessário para o Sistema de Inteligência. e. Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT).
1) Inserir no Plano Estratégico de Ciência e Tecnologia as ações necessárias à operacionalização e manutenção das capacidades do Projeto Brigada Braço Forte.
2) Quantificar e incluir nos respectivos planos básico e setorial, e nas propostas de orçamento anual, a partir de 2013, e de créditos adicionais, os recursos para execução das atividades decorrentes desta diretriz.
3) Aprovar os requisitos técnicos básicos (RTB) dos MEM. f. Departamento-Geral do Pessoal (DGP).
1) Proceder as movimentações de pessoal em decorrência desta diretriz e de acordo com o faseamento proposto pelo Gerente do Projeto e aprovado pelo EME.
2) Elaborar um plano de movimentação para as brigadas abrangidas pelo projeto, de modo a priorizar o completamento de claros durante o período de possível emprego, ouvido o COTER.
g. Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx).
Coordenar, com o Gerente do Projeto, uma campanha de divulgação para os públicos interno e externo, em especial os formadores de opinião, a ser executada em data oportuna, após aprovação do EME.
h. Centro de Inteligência do Exército.
Coordenar com o COTER o que for necessário para o Sistema de Inteligência. i. Gerente do Projeto.
1) Disponibilizar a documentação referente a editais e contratos para análise e fiscalização por parte do EME e do COTER.
2) Ligar-se com os órgãos federais, estaduais e municipais com interesse no projeto, na esfera de suas atribuições.
3) Designar os integrantes da equipe do projeto, em coordenação com o EME. 4) Coordenar com o CCOMSEx a campanha de divulgação.