• Nenhum resultado encontrado

Pesquisadores e docentes interdisciplinares usam expressões comuns para o saber interdisciplinar. Existem termos que acabam por se tornar jargões nas falas dos participantes, marcando aspectos importantes. As evocações, na frequência decrescente em que foram mencionadas nas entrevistas, foram as seguintes: “articulação entre disciplinas” (88); “diálogo” (38); “complexidade” (36); “novas práticas” (30); “aberturas de caixas” (23); “integração” (22); “interação” (18); “multidisciplinaridade” (18); “novos saberes” (18); “ampliação do olhar” (11); “circulação de informações” (09); “transdisciplinaridade” (04); e, com apenas 1 única ocorrência, os termos “enriquecimento da disciplinaridade”; “liberdades”; “modificação mútua”; “saberes válidos”; “transformação do disciplinar” e “transformações”. A nuvem de palavras abaixo (figura 1) mostra tais evocações:

Figura 1: Concepções sobre a Interdisciplinaridade

FONTE: Os autores – (software Iramuteq)

A princípio, é possível afirmar, a partir de tais evocações, que a interdisciplinaridade permite diversas possibilidades de interpretação e compreensão, característica marcante deste abrangente modo de produção do saber. Essa multiplicidade de referenciais ou de formas de compreender a interdisciplinaridade corrobora com a literatura científica atual, pois, para a maioria dos pesquisadores desta área, o conceito de interdisciplinaridade perpassa pelas mais amplas possibilidades de compreensão e experiência da ação interdisciplinar (ALVARENGA et al, 2005; FRODEMAN, 2014; KLEIN, 2010;

LENOIR, 2006; PHILIPPI et al, 2017). Ele não está simplesmente relacionado a uma ideia teórica de construção do saber, mas, sim, às formas de compreensão do mundo, de sua natureza, à operacionalidade e a como os sujeitos experienciam e relacionam-se consigo, com o outro, com o universo e com os objetos dos saberes.

Como exposto na Figura 1, a expressão mais evocada para conceituar a interdisciplinaridade foi ‘articulação entre disciplinas’, o que nos remete diretamente às primeiras ideias abordadas por Japiassu (1976) sobre o ‘rompimento de barreiras disciplinares’. Essas ideias dialogam com Fazenda & Godoy (2009), que percebem a interdisciplinaridade como possibilidade de produção de conhecimento mediada pela interação entre disciplinas. “É a superação da especialização, da divisão em pequenas caixinhas de saberes disciplinares, com uma efetiva ligação entre teoria-prática, entre diferentes ciências e, assim, efetiva aplicação do saber apreendido à ação humana” (FAZENDA & GODOY, 2009, p.55).

Para Japiassu (1976), o conhecimento departamentalizado corre o risco de não atender à representação da realidade, gerando uma ‘patologia do saber’. Ele sustenta que o

conhecimento precisa partir do pressuposto da condição total do ser humano ou dos fenômenos, ideia que está intimamente relacionada à expressão mais citada pelos participantes, a saber, ‘articulação entre disciplinas’, conforme citado anteriormente.

‘Abertura das caixinhas’, foi outra expressão muito evocada pelos docentes. No dicionário, ‘abrir’ refere-se a ‘mover, descerrar, estender’ (FERREIRA, 1988, p.5). Nesse sentido, esse termo evocado representa um movimento para além dos muros da disciplina, considerada como ‘caixinha’. Abrir caixinhas significa uma ação que perpassa pela disponibilidade do sujeito a se permitir descobrir novos saberes, além daqueles a que já está acostumado em seu ‘quadrado’, buscando, por meio da interdisciplinaridade, ampliar a capacidade de reflexão e desenvolver o espírito prático, ampliando sua práxis. Percebe-se que essa ‘abertura de caixinhas’ não representa apenas o simples ato de integração disciplinar, mas, principalmente, o ato de permitir o diálogo e a interação constante entre essas caixinhas, favorecendo que, em determinado momento, elas possam não mais existirem. O que se visualiza aqui é um problema comum a ser solucionado, sendo este um dos princípios básicos da interdisciplinaridade.

Essa compreensão também foi percebida em quatro OP em diferentes práticas. Na OP-1 ouviu-se a seguinte fala: “E as escolas de samba. Você já viu? São várias alas sobre uma mesma temática. Uma mesma pauta pensada sob várias perspectivas”. Na OP-2, foi

presenciado, durante um momento caloroso de debate entre os docentes e discentes, a seguinte fala: “Todas as dimensões da vida são inter-relacionadas. Não dá para pensar nelas de forma isolada, elas se inter-relacionam. Esse espaço de debate e reflexão é importante para termos autonomia de escolhas, do gosto, de decisões e de nossas ações, sem um padrão estabelecido”. Na OP-4, por exemplo, o docente dialoga com seus discentes, afirmando o que se segue:

Gostaria que nós nos sentíssemos livres para o debate aqui na sala de aula. Aqui precisamos ter uma visão mais abrangente sobre os temas que serão discutidos, afinal é para isso que existe essa disciplina, para podermos olhar além das caixinhas da disciplina e sair caminhando por onde as informações estiverem. (OP- 4)

Não apenas nas expressões orais, mas também nas práticas em sala de aula, foi observado o ‘atravessamento’ dos conhecimentos ditos disciplinares. Os docentes permitiam e estimulavam os estudantes ao diálogo, inclusive considerando conhecimentos para além daqueles que são produzidos nos ambientes eruditos.

Depois de ‘articulação entre as disciplinas’, a fala mais evocada foi ‘diálogo’, que se relaciona diretamente com as ideias da maioria dos teóricos da interdisciplinaridade (FAZENDA, 2006; JAPIASSU, 1976; KLEIN, 2010; REPKO, 2008; SOMMERMAN, 2012 etc.), pois parte do princípio de que o diálogo é o ponto norteador do fazer interdisciplinar, visto que as articulações e as interações disciplinares, dos sujeitos e dos conhecimentos, só serão possíveis se houver o diálogo presente nessas relações. Fazenda (2008) evidenciou que a interdisciplinaridade se dá entre as pessoas e as disciplinas, sendo por meio do diálogo que as pessoas tornam a disciplina um movimento de constante reflexão, criação e ação - atitudes necessárias na perspectiva do paradigma interdisciplinar: "a interdisciplinaridade requer um diálogo constante entre a loucura que ela desperta e a lucidez que ela exige" (FAZENDA, 2008, p.120). No sentido dialógico, as expressões ‘integração’, ‘interação’ e ‘circulação de informações’, citadas pelos entrevistados, se complementam. Nesse processo dialógico e interacional, aparecem outras expressões também citadas pelos participantes, tais como ‘novos saberes’ e ‘liberdades’, tomando como referência a compreensão de uma realidade pela ótica dos atravessamentos de diversos olhares, inclusive para além do olhar científico. Essa ‘ampliação do olhar’ acaba por oportunizar a dialogicidade, de modo que os saberes vão sendo reformulados, agregados e ampliados. Seguem algumas falas:

[...] para cada indivíduo, para cada professor a interação funciona como uma abertura para eu não ficar na minha caixinha, para eu ouvir as outras caixinhas, interagir com elas e cuidar muito bem da caixinha que estou acrescentando, que

estou apresentando. Então, acho que interdisciplinaridade, necessariamente, ela tem que ser interativa, tem que ser relacional [...] (P.2)

____________

Eu entendo por interdisciplinaridade, um processo de construção do conhecimento relacional. A perspectiva de rompimento de campos específicos do saber e a percepção do saber a partir de campos, que não são mais campos específicos do saber, mas campos que se constituem a partir de uma perspectiva dialógica. [...] Daí a necessidade de os diversos atores, que estão nesse movimento da discussão do conhecimento, sentarem à mesa, sentarem nos bancos das universidades, sentarem juntos às comunidades para pensar em novas possibilidades de construção de saberes, seja através da implosão desses campos específicos do conhecimento, seja ampliando a possibilidade de retomar os saberes comunitários, populares, enfim, para constituição de uma nova perspectiva do conhecimento. (P.5)

__________

[...] essa interatividade dos campos do saber é uma coisa fundamental, mas com esse caráter dinâmico. Não é apenas o respeito à outra área de conhecimento, é a interação mesmo, a modificação mútua, quer dizer, aquela outra área que eu entrei em contato me ajuda a redimensionar a minha, na qual eu estou mais especializada, mais à vontade. Então isso é uma coisa muito importante, por isso eu acho que ligada à ideia de complexidade, daí não me deixa dizer “é isso ou aquilo ou nada”. A interdisciplinaridade não me deixa fazer isso, porque você tem diferentes aportes, uma determinada postura do conhecimento ou avanço, me relativiza [...]. (P.1) A terceira expressão mais evocada, a saber, ‘complexidade’, nos direciona, diretamente, ao pensamento do filósofo Edgar Morin, mais especificamente à sua “Teoria do Pensamento Complexo”. Fica evidente que, para os entrevistados, a interdisciplinaridade se relaciona diretamente com a complexidade do saber, do ser humano e da natureza dinâmica do universo. Algumas falas dos participantes corroboram essa relação entre complexidade e interdisciplinaridade:

“[...] quando a gente pensa também nos fenômenos mais contemporâneos, assim, mais complexos, eles já vão indo nos demandando essa interdisciplinaridade, porque quanto mais complexo o fenômeno, mais difícil poder tentar explicá-lo e compreendê-lo a partir de um campo disciplinar específico [...].” (P.1);

“[...] o mundo contemporâneo colocou para a gente uma outra ordem de complexidade, que a interdisciplinaridade comparece de forma fundamental [...].”; “[...] a interdisciplinaridade é fundamental e eu acho que se a gente quiser avançar e respeitar a complexidade que as coisas têm e que o conhecimento tem, sobretudo, quando você tenta transmitir ou provocar ele, com interesse nele [...].”; “[...] entendo a interdisciplinaridade como contribuição de diálogo, enquanto diferentes disciplinas, de saberes... Práticas para dar conta de problemas complexos que não podem ser respondidos apenas por uma disciplina em particular.”(P.3).

Seguem outras falas:

[...] por causa da complexidade do mundo contemporâneo é que a gente já sabe de um “bocado’’ de coisa. A gente já sabe que a fragmentação do conhecimento, as especializações em si mesmas fizeram avançar o conhecimento, mas não basta nos dias de hoje. A gente deveria compor os processos e as chamadas totalidades, ou pelo menos poderíamos tentar [...]. (P.2)

_________

Vejo a interdisciplinaridade como a utilização de conceitos, métodos, técnicas e instrumentos de várias disciplinas científicas para compreensão ou para explicação de modelos explicativos ou para a compreensão de objetos complexos que não se deixam compreender apenas numa perspectiva disciplinar [...]. (P.4)

__________

O que eu vejo na interdisciplinaridade é que você recombina essas coisas. [...] A sociedade contemporânea é complexa e uma complexidade que tem várias combinações e que você não consegue isolar os fenômenos [...] você até consegue fazer uns recortes, pelo fio ou uma forma de olhar para aquilo, mas eu acho que a proposta é justamente que você consiga recombinar os saberes de forma que você consiga ver outros aspectos do fenômeno e de uma forma mais abrangente. Então você tem essa liberdade de ir passeando por outros campos, inclusive também fazendo pontes para fora da academia [...] isso para mim é complexidade, é ser interdisciplinar, é ser contemporâneo. (P.7)

Observa-se que a compreensão sobre a interdisciplinaridade, intimamente relacionada à complexidade, requer novas posturas diante do conhecimento, como citado pelos participantes. Segundo Morin (2006, p, 4), “A complexidade é uma palavra-problema e não uma palavra-solução”. Ele nos diz também que:

[...] A um primeiro olhar, a complexidade é um tecido (complexus: o que é tecido junto) de constituintes heterogêneas inseparavelmente associadas: ela coloca o paradoxo do uno e do múltiplo. Num segundo momento, a complexidade é efetivamente o tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos, que constituem nosso mundo fenomênico (MORIN, 2006, p. 14).

É por esse caminho interacional que a complexidade se mostra e é discutida. É notório que, para os participantes, a interdisciplinaridade existe e caminha em função dos fenômenos complexos e que o modo como vemos o mundo interfere diretamente na forma como compreendemos os processos construtivos dos saberes, modificando profundamente nossas representações sobre ele. A crítica à ‘simplicidade’ da disciplinaridade surge em virtude dessa complexidade do mundo. A disciplinaridade não é negada, apenas é inequívoco que os saberes disciplinares trazidos para o contexto da complexidade precisam de reformulações, de multidimensões, para além do saber disciplinar e unilateralizado.

A quarta maior evocação dos participantes refere-se a ‘novas práticas’, como parte do processo interdisciplinar. É visível o entendimento de que a ação interdisciplinar, necessariamente, estimula a produção de novas práticas. Uma vez que os sujeitos caminham na perspectiva interdisciplinar, sua visão de mundo tende a se modificar e, consequentemente, o perfil prático de suas ações se descaracteriza do padrão científico cartesiano, transformando- se pela amplitude das possibilidades interdisciplinares. Desse modo, as novas práticas passam

a ser integrantes do sujeito interdisciplinar, visto que estão presentes na concepção do paradigma.

Algumas palavras como ‘multidisciplinaridade’ e ‘transdisciplinaridade’ foram evocadas como sendo sinônimos de interdisciplinaridade – também observado na OP-2 e OP- 4. Tal observação nos faz pensar que a formação teórica na interdisciplinaridade ainda apresenta lacunas em alguns participantes, em razão de que tais termos já foram diferenciados pela literatura e que epistemológica e praticamente se referem a situações diferentes entre si. Algumas das notas: “Para mim a interdisciplinaridade e a multiplicidade são a mesma coisa.

Quer dizer, essa coisa de complexidade das coisas, com os vários lados, que nenhum lado sozinho dá conta, mostrar isso, discutir isso e ao mesmo tempo possibilitar que eles construam uma visão crítica sobre tudo.” (P.2); “Eu acho interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e transdisciplinaridade, todos esses conceitos, ainda são um mistério, mas acredito que tenha o mesmo sentido. De fato ainda não existe uma fórmula que defina o que é cada uma.” (P.7). Tais afirmações corroboram com o que apresentamos como

necessidade de formação continuada dos docentes para que sejam minimizadas tais lacunas de conhecimento sobre essas terminologias e, consequentemente, suas práticas. Seguem outras falas:

[...] eu creio que a interdisciplinaridade é uma pluridiversidade, uma multiplicidade de movimentos, de se entender esse negócio de vários personagens juntos, uma visão complexa, numa mesma perspectiva. Uma visão particular, diferente das dos outros colegas, algo particular. Interdisciplinaridade para mim se traduz nessa troca, nessas palavras, nessas combinações. (P.5)

Algumas vezes eu já li, já ouvi sobre transposição, interdisciplinaridade, transdisciplinaridade, tem uma série de termos que é quando o assunto ultrapassa, quando se equiparam, quando você transporta de uma área para outra. Mas não é a minha área de mais conforto, para ser sincero ainda não compreendo bem a ponto de dar uma aula sobre. Mas acho que a interdisciplinaridade essa é mais focalizada em educação. (P.4)

A ideia sobre a interdisciplinaridade não é tão nova como comumente se costuma pensar. A palavra já era utilizada durante o início do século XX, explorada por filósofos e pedagogos como reação às fragmentações do conhecimento de sua época (PHILIPPI Jr et al, 2017). Outro fato é que a palavra ‘interdisciplinaridade’ se encontra entre os verbetes do

Oxford English Dictionary de 1929, o que testemunha que não se refere a uma terminologia

própria dos dias atuais. Na década de 60, acontece uma explosão do estudo sobre a interdisciplinaridade, agora não mais sob a ótica dos filósofos e dos pedagogos, mas também

na perspectiva dos epistemólogos, teólogos, fenomenólogos etc., que buscavam um sentido mais humano para a educação (FAZENDA, 2006).

A partir das análises, percebe-se que existem diversas concepções sobre a interdisciplinaridade, o que evidencia que ela “[...] não possui ainda um sentido único e estável. Trata-se de um neologismo cuja significação nem sempre é o mesmo e cujo papel nem sempre é compreendido da mesma forma” (JAPIASSU, 1976, p, 72).

Em nosso estudo, a maioria dos participantes não fez menção explícita aos teóricos da interdisciplinaridade em suas falas. Entretanto, os mesmos se referiram implicitamente às concepções teóricas acerca da interdisciplinaridade existentes na literatura. Três participantes mencionaram Edgar Morin e um citou Mirian Secuvier ao apresentarem o modo como compreendiam a interdisciplinaridade. Tais dados remetem-nos à reflexão de que a interdisciplinaridade, conceitualmente, pode ser compreendida por diferentes referenciais, o que é dominante na literatura atual.

Em algumas falas, o uso dos termos ‘multi’ e ‘pluridisciplinar’ apareceram como sinônimos de interdisciplinaridade, não havendo uma distinção conceitual entre eles. A literatura tem apontado para a importância de se diferenciar a ‘multi’ e a ‘interdisciplinaridade’, uma vez que a primeira é compreendida como “[...] simples justaposição [...] sem implicar necessariamente um trabalho de equipe e coordenado [...]. Tanto multi quanto pluridisciplinar realizam apenas um agrupamento, intencional ou não, de certos módulos disciplinares, sem relação entre disciplinas ou com algumas relações” (JAPIASSU, 1976, p. 72, 73). Nessa perspectiva, espera-se que tais docentes, vinculados ao trabalho interdisciplinar, se apropriem dessas distinções teóricas para ampliar e diferenciar de suas práticas: “Sem uma compreensão adequada da mesma, corre-se o risco de fazer da interdisciplinaridade apenas uma prática vazia” (FAZENDA, 2006, p. 25).

Ao compararmos as concepções de interdisciplinaridade apresentadas pelos docentes dos quatro BI (Saúde, Humanidade, Artes ou Ciência e Tecnologia), não identificamos diferenças relevantes entre eles por pertencer a diferentes áreas. Os participantes, independentemente do BI em que estão inseridos, compreendem a interdisciplinaridade a partir de diversas possibilidades teóricas e práticas. Talvez essa realidade seja possível de ser afirmada devido ao trabalho coletivo que é desenvolvido nos componentes EC1 e EC2, uma vez que, algumas vezes no semestre, eles reúnem-se para dialogar sobre suas práticas, dificuldades e reflexões acerca da interdisciplinaridade no componente.

De forma geral, os termos evocados sobre a interdisciplinaridade nos remetem a uma contínua existência de tendências ao deslocamento do saber disciplinar para o interdisciplinar. Tudo isso perpassa pelas reformas do pensamento (MORIN, 2007), atravessando as reformas universitárias (ALMEIDA FILHO, 2007), com um desejo pela renovação e integração do ensino, da pesquisa e da extensão, relacionando-se diretamente com a transformação arquitetônica curricular na universidade (TEIXEIRA et al, 2013).