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Concertos Excedente do Consumidor do projeto OJM

18,3 E B

ANÁLISE CUSTOS-BENEFÍCIOS DE ORQUESTRA DE JAZZ DE MATOSINHOS

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Excedente do Consumidor das sessões "O Jazz vai à Escola" (1.5)

O excedente do consumidor no cenário com projeto corresponde à diferença entre o montante que os encarregados de educação124 estavam dispostos a pagar por determinado número de “bilhetes”125 para as sessões “O Jazz vai à Escola” realizadas pela OJM e a quantia que efetivamente pagaram.

À semelhança dos concertos, para se proceder ao cálculo do excedente do consumidor, tem de se obter a expressão da curva da procura de sessões “O Jazz vai à Escola” realizadas pela OJM. Assim, a curva atribui a quantidade de bilhetes para as sessões “O Jazz vai à Escola” que os encarregados de educação estavam dispostos a comprar - variável dependente (q) - dados determinados preços dos mesmos - variável independente (p).

Também neste caso, representa-se a curva da procura inversa e pressupõe-se que esta assume a expressão de uma reta, pelo que precisa-se de conhecer (pelo menos) 2 pontos da mesma.

O primeiro ponto – E (qE*, pE*) – corresponde, em cada ano, ao número de alunos que assistiu às

sessões “O Jazz vai à Escola” - qE* - e ao preço de cada bilhete - pE*. Relativamente ao histórico

do número de bilhetes, este é aproximadamente 2.600 por ano126. Por sua vez, o preço de cada bilhete suportado pelos encarregados de educação é zero. Isto porque estas atividades fazem parte do contrato celebrado entre a CMM e a OJM (OJM, 2011b), e, portanto, o custo das mesmas é suportado pela CMM.

O segundo ponto – M (qM, pM) – corresponde à quantidade de bilhetes que os consumidores

estariam dispostos a comprar – qM – se os bilhetes das sessões “O Jazz vai à Escola” tivessem um

preço igual aos praticados no mercado em atividades afins – pM.. Para obtenção do segundo - M

124

Uma vez que o público destas sessões é constituído por menores (alunos do 2º e 3º ciclos), considera-se mais correto considerar, no cálculo do excedente do consumidor, os encarregados de educação como os consumidores, na medida que seriam estes que pagariam pelos “bilhetes” para as sessões “O Jazz vai à Escola” (ainda que não fossem os consumidores finais).

125

Neste caso, não há propriamente bilhetes mas sim um número de vagas por sessão, limitado ao espaço onde se realizam as sessões e ainda eventualmente a outros critérios definidos pelas escolas (horários das turmas, disponibilidade dos funcionários, etc.). Por convenção, opta-se pela utilização do termo “bilhetes”.

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Informação facultada pela OJM (J. Coelho, comunicação pessoal, 28 de Março de 2012). Note-se que não há registos históricos, pelo que se trata de uma estimativa.

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(qM, pM) – a ideia inicial era utilizar uma metodologia similar à realizada no caso dos concertos

(avaliação contingente). Neste caso, o objetivo era aplicar um questionário junto das escolas do concelho de Matosinhos abrangidas por este programa, de forma a obter – indiretamente - o valor máximo que os encarregados de educação estariam dispostos a pagar por um bilhete127 para a sessão “O Jazz vai à Escola”, de acordo com a perceção das escolas. Os questionários chegaram a ser elaborados e enviados para cada uma das escolhas, no entanto devido à dificuldade na obtenção das respostas, teve-se de abandonar esta opção”128. Consequentemente, escolhe-se um “caminho” alternativo.

Assim, em 1º lugar, faz-se o levantamento de algumas atividades lúdico-didáticas realizadas em 2012 na AMT e calcula-se a média dos preços praticados129. Note-se que se tratam de atividades afins às sessões da OJM, no sentido de terem como público-alvo as crianças e os jovens, apresentarem um caracter lúdico e/ou pedagógico e também por se tratarem de atividades procuradas pelas escolas, sendo evidência disso o fato de algumas delas terem preços específicos para grupos escolares.

De seguida, para cálculo de pM de 2011, atualiza-se essa média com base no IPC de Bens e

Serviços Culturais - Cultura - Cinema, teatro, concertos e similares (INE, 2013)130. Para pM dos

anos anteriores, utiliza-se o pM de 2011131.

De seguida, assume-se que o pM corresponde à ordenada na origem, isto é, ao preço a partir do

qual os encarregados de educação não estariam dispostos a comprar bilhetes para as sessões “O

Jazz vai à Escola”. Trata-se de um cenário conservador relativamente à disponibilidade máxima

127

Nota: 1 bilhete por aluno e por ano.

128

Nota: apenas a Escola Secundária Augusto Gomes devolveu o questionário preenchido.

129

Note-se que, em Portugal, não se encontrou preços de mercado relativos às sessões “O Jazz vai à Escola”. Daí a opção por fazer prospeção de atividades consideradas afins. Consultar o Apêndice 7 - Análise social - fatores de conversão.

130

O Apêndice 6 - Taxas contém as taxas de IPC de Bens e Serviços Culturais - Cultura - Cinema, teatro, concertos e similares.

131

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a pagar, uma vez que se pressupõe que nenhum dos encarregados de educação estaria disposto a pagar uma quantia equivalente à média dos preços que suporta em atividades similares132.

Finalmente, com base nos pontos E (qE*, pE*) e M (qM, pM), calcula-se a expressão da reta de

procura em cada ano:

p = m133× q + b134.

Observando o gráfico, em 2011, a variação do excedente do consumidor corresponde à área do triângulo [MOE].

Excedente do Consumidor = Área [MOE] = 1

2 × (pM – pE) × qE

132

Como se verá de seguida, o excedente do consumidor das sessões “O Jazz vai à Escola” tem um impacto marginal nos indicadores do projeto. Deste modo, considera-se desnecessário efetuar uma análise de sensibilidade a esta variável, apesar de se ter assumido pressupostos fortes.

133

m = (pE*- pM) / (qE*- qM). 134

Ordenada na origem. Portanto, ao preço médio de b euros, o número de bilhetes que os consumidores estariam dispostos a pagar era igual a zero.

O

Gráfico 2 - 2011 – Sessões “O Jazz vai à Escola” – Excedente do Consumidor

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