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CONCILIANDO INVESTIMENTOS, DIVIDENDOS E SOLIDEZ FINANCEIRA

Um dos maiores desafios de uma empresa em crescimento é a conciliação do financiamento de investimentos, a distribuição de dividendos e a manutenção de saúde financeira que assegure boa percepção de risco por parte dos mercados de capitais.

A forte geração de caixa da Companhia tem viabilizado o financiamento de suas iniciativas de crescimento, permitindo que os projetos sejam avaliados e aprovados de acordo com seu próprio mérito. Ao mesmo tempo, tem sido possível realizar boa distribuição de dividendos para os acionistas. Nos últimos cinco anos, o valor acumulado de investimentos e pagamento de dividendos somou aproximadamente

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US$ 15 bilhões, o que ocorreu de maneira simultânea ao fortalecimento do balanço da Companhia.

Quebrando paradigmas, a CVRD obteve em 2005 o grau de investimento concedido por três das mais conceituadas agências de rating do mundo: Standard & Poor’s (BBB), Moody’s (Baa3) e Dominion (BBB low).

Os indicadores de alavancagem e cobertura de juros evoluíram de maneira bastante favorável em 2005, atestando a solidez financeira da CVRD.

A relação dívida bruta/ EBITDA ajustado passou de 1,10x em 31 de dezembro de 2004 para 0,77x em 31 de dezembro de 2005. A relação entre dívida total e

enterprise value d passou de 11,8% para 10,1%. A cobertura de juros, medida pela

relação EBITDA ajustado/juros pagos e se elevou, de 12,41x no final de 2004 para

25,95x no final de 2005

.

A dívida total da Companhia em 31 de dezembro de 2005 era de US$ 5,010 bilhões, com incremento de US$ 922 milhões em relação à posição de 31 de dezembro de 2004, de US$ 4,088 bilhões.

A dívida líquida f no fim de 2005 era de US$ 3,969 bilhões, com posição de caixa

de US$ 1,041 bilhão. Além das disponibilidades de caixa, a CVRD conta com o potencial de liquidez adicional proporcionada por linhas compromissadas de crédito bancário no valor de US$ 750 milhões.

O prazo médio da dívida em 31 de dezembro de 2005 era de 7,89 anos contra 6,83 anos ao final do ano anterior. A dívida era composta por 60% de obrigações atreladas a taxas de juros flutuantes e 40% a taxas de juros fixas. Na medida em que os preços de alumínio e cobre covariam na mesma direção da taxa Libor, há um hedge natural contra a oscilação dos juros flutuantes.

A política de administração de dívida da Companhia tem como objetivos a redução de seus custos e dos riscos de refinanciamento. Nesse contexto, o desenvolvimento de mercados líquidos para seus bônus e a manutenção de uma postura dinâmica com respeito ao gerenciamento de passivos são bastante importantes.

Em outubro de 2005, a Companhia voltou a emitir bônus com vencimento em 2034, cupom de 8,25% ao ano, no total de US$ 300 milhões. Desse modo, esse vencimento passou a ter US$ 800 milhões, o que dá boas condições de liquidez para os investidores, colaborando para aumentar sua atratividade.

Em janeiro de 2006 foi emitido o bônus CVRD 2016, com dez anos de prazo, cupom de 6,250 % ao ano e retorno para o investidor de 6,254% ao ano, no valor de US$ 1,0 bilhão, com seu custo já refletindo a melhoria da percepção de risco expressada pela obtenção do investment grade-rating. Desde sua emissão, o CVRD 2016 tem se valorizado, com o retorno até o vencimento (yield to maturity) convergindo gradualmente para 6,0%.

Entre o 4T04 e o início de 2006, a CVRD recomprou dívida no valor de US$ 600 milhões, com taxas de juros mais elevadas e menor duração. Por exemplo, mais recentemente e simultaneamente à emissão do CVRD 2016, a Companhia adquiriu US$ 176 milhões do bônus CVRD 2013, com cupom de 9,000% ao ano.

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4T05

DESPESAS FINANCEIRAS

US$ milhões

Despesas financeiras relativas à dívida: 4T04 3T05 4T05 2004 2005

Dívida com terceiros (63) (69) (32) (259) (206)

Dívida com partes relacionadas - 2 (2) (10) (6)

Total das despesas financeiras relativas à dívida (63) (67) (34) (269) (212)

Composição dos juros brutos: 4T04 3T05 4T05 2004 2005 Contingências fiscais e trabalhistas (11) (27) (12) (37) (62)

Impostos sobre transações financeiras CPMF (11) (15) (19) (38) (59)

Derivativos (67) (64) (113) (134) (116)

Outros (106) (43) (23) (193) (111)

Total dos juros brutos (195) (149) (167) (402) (348)

Total (258) (216) (201) (671) (560) INDICADORES DE ENDIVIDAMENTO US$ milhões 4T04 3T05 4T05 Dívida bruta 4.088 3.942 5.010 Dívida líquida 2.839 2.707 3.969

Dívida bruta / LTM EBITDA ajustado(x) 1,10 0,68 0,77 LTM EBITDA ajustado/ LTM pagamento de juros (x) 12,41 21,03 25,95 Dívida bruta / EV (x) 0,12 0,08 0,10

Enterprise Value = capitalização de mercado + dívida líquida

O DESEMPENHO DOS SEGMENTOS DE NEGÓCIOS

• Minerais Ferrosos

O vigoroso crescimento da demanda global por minério de ferro e pelotas e a expansão da produção da CVRD, proporcionada pela conclusão de projetos e ganhos de produtividade, tem permitido a obtenção de sucessivos recordes dos volumes de vendas. Assim, a quantidade desses produtos embarcada em 2005, de 255,171 milhões de toneladas, foi a maior da história da Companhia, ultrapassando em 10,4% a verificada no ano anterior.

As vendas do 4T05, de 67,729 milhões de toneladas, foram recorde trimestral. Em 2005, as vendas de minério de ferro somaram 226,679 milhões de toneladas, enquanto que as de pelotas totalizaram 28,492 milhões de toneladas, volumes superiores em 11,4% e 3,6%, respectivamente, aos alcançados em 2004.

A Companhia aumentou em 3,2% relativamente a 2004 as compras de minério de ferro de pequenas mineradoras que operam no Quadrilátero Ferrífero, no estado de Minas Gerais, tendo adquirido 16,430 milhões de toneladas, para complementar sua produção própria e satisfazer à crescente demanda de seus clientes. A CVRD compra em bases regulares pelotas de suas joint ventures de Tubarão para revenda a seus clientes, o que em 2005 atingiu a quantidade de 9,655 milhões contra 9,347 milhões no ano anterior.

A China comprou da CVRD, em 2005, 54,157 milhões de toneladas de minério de ferro, 21,2% do volume total de vendas, contra 17,8% em 2004. O Japão absorveu

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24,814 milhões de toneladas, representando 9,7% das vendas, a Alemanha 24,164 milhões de toneladas, 9,5%, seguida da França com 4,4%, Coréia do Sul com 3,9% e Itália com 3,5%.

As vendas para as siderúrgicas e produtores de ferro gusa do Brasil somaram 36,023 milhões de toneladas, 14,1% dos embarques totais. As vendas para as joint

ventures de pelotização de Tubarão foram de 21,576 milhões de toneladas, 8,5% do

total, as quais após a transformação em pelotas são direcionadas em sua maior parte para outros países.

O preço médio realizado na venda de minério de ferro em 2005, de US$ 32,63 por tonelada, foi 66,2% superior ao de 2004. Para as pelotas, o preço médio foi igual a US$ 70,79 por tonelada representando acréscimo de 77,8% sobre 2004.

Vale lembrar que, como regra geral, os aumentos de preços são válidos para o ano calendário somente para clientes ocidentais. Para o mercado asiático, a renovação de preços segue o ano fiscal japonês, que compreende o período de doze meses entre abril e março do ano seguinte.

Os embarques efetuados no 4T05 registraram recorde trimestral. Foram vendidas 67,729 milhões de toneladas, sendo 59,190 milhões de toneladas de minério de ferro e 8,579 milhões de pelotas. O volume vendido de pelotas no 4T05 aumentou 34,4% em relação ao 3T05, quando por questões associadas ao furacão Katrina e a reprogramação de embarques havia sido de apenas 6,381 milhões de toneladas. No 4T05, o preço médio de venda de minério de ferro, de US$ 35,08 por tonelada, aumentou em 69,6% relativamente ao 4T04. Em relação a pelotas, o preço médio no 4T05 atingiu US$ 72,62, 79,0% acima do 4T04.

Contrastando com os demais produtos minerais, o mercado para as ligas de ferro manganês apresentou situação de excesso de oferta, tendo em vista a resposta exagerada dos produtores aos estímulos concedidos pelos aumentos de preços, que resultou em crescimento de 18,6% da produção em 2004. Desse modo, 2005 foi caracterizado por redução de preços de ligas, iniciada ainda no último trimestre, e por cortes de produção, implementados desde o 2T05. O minério de manganês, cuja principal utilização é na fabricação de ligas, sofreu com defasagem de cerca de um semestre o efeito negativo dos movimentos de preços.

Os embarques de minério de manganês da CVRD somaram 907 mil toneladas em 2005, apresentando diminuição de 9,5% relativamente ao ano anterior. O preço médio de venda de US$ 84,90, foi ainda maior em 11,9% do que realizado em 2004.

No último trimestre de 2005, foram vendidas 244 mil toneladas, volume 24,5% inferior ao do mesmo período de 2004, quando ocorreu recorde trimestral de vendas, 323 mil toneladas.No final de 2004, a demanda por manganês se beneficiava da forte expansão da produção de ligas.

No 4T05, o preço médio de minério de manganês, de US$ 73,77 por tonelada, manteve-se em linha com o do 3T05, tendo, contudo, apresentado variação negativa de 33,8% relativamente ao verificado no 4T04, de US$ 111,46 por tonelada.

As vendas de ferro ligas totalizaram 529 mil toneladas, representando redução de 14,1% na comparação com 2004. O preço médio em 2005, de US$ 846,88, foi 11,5% inferior ao de 2004, porém apresentando aumento de 54,6% relativamente ao de 2003.

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4T05

As vendas do 4T05, de 119 mil toneladas, tiveram redução de 4,0% vis-à-vis o 4T04.

Após três trimestres de preços declinantes, o preço médio de ferro ligas realizado pela CVRD no 4T05 apresentou recuperação, fechando em US$ 731,09, com aumento de 18,2% em relação ao 3T05. Isto decorreu da melhoria dos preços do mercado, reflexo da redução da produção global - de 7% no 3T05 e 8,2% no 4T05 – e da mudança na composição dos produtos vendidos, com maior participação de ligas de FeMcMn e FeSiMn, cujas cotações são mais elevados do que a liga de FeHcMn.

As receitas produzidas pelos minerais ferrosos - minério de ferro, pelotas, manganês e ferro ligas – em 2005 foram de US$ 10,050 bilhões, com incremento de 72,0% em relação a 2004, quando atingiram US$ 5,844 bilhões. Os aumentos de preços explicaram 81,0% da variação da receita, sendo o restante atribuído à expansão das quantidades embarcadas.

A receita com vendas de minério de ferro foi igual a US$ 7,396 bilhões, pelotas US$ 2,017 bilhões, serviços de operação de usinas de pelotização de Tubarão US$ 66 milhões, minério de manganês US$ 77 milhões e ferro ligas US$ 448 milhões. A margem EBIT ajustado foi de 49,7%, apresentando elevação de 740 pb relativamente aos 42,3% de 2004.

O EBITDA ajustado totalizou US$ 5,497 bilhões em 2005, sendo 107,9% superior ao de 2004.

MINERAIS FERROSOS

4T04 3T05 4T05 2004 2005

Margem EBIT ajustado 40,5% 50,7% 48,0% 42,3% 49,7%

EBITDA ajustado (US$ milhões) 738 1.541 1.595 2.644 5.497

• Alumínio

O forte crescimento do consumo chinês de alumina, resultando em importações de 7 milhões de toneladas em 2005, concorreu para ampliar o desequilíbrio entre demanda e oferta global fazendo com que os preços spot se mantivessem em alta. Os preços do alumínio primário, que não têm acompanhado com a mesma intensidade o ciclo de alta dos metais, flutuaram bastante durante o ano, chegando a cair até o nível de US$ 1.700 por tonelada em julho, mas finalmente atingindo o nível mais elevado nos últimos dezesseis anos em dezembro, em torno de US$ 2.300 por tonelada.

As vendas de bauxita da CVRD foram de 1,904 milhão de toneladas em 2005, com redução de 8,3% frente a 2004. O preço médio de venda foi de US$ 28,36 por tonelada, com aumento de 11,1% relativamente a 2004.

Os embarques do 4T05 alcançaram 700 mil toneladas, com preço médio de US$ 30,00 por tonelada.

O volume vendido de alumina em 2005 foi de 1,828 milhão de toneladas, com aumento de 2,2% ante o de 1,788 milhão de 2004. O preço médio realizado, de US$ 290,48 por tonelada, apresentou acréscimo de 13,4% frente aos US$ 256,15 por tonelada, verificados no ano anterior.

Como a maior parte das vendas da CVRD são associadas a contratos de longo prazo, a elevação dos preços no mercado não se reflete integralmente sobre seus preços médios de realização. Todavia, na medida em que novos contratos são

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celebrados os patamares mais elevados de preços da alumina são transmitidos à sua precificação sob a forma de maiores percentuais da cotação do alumínio na LME. As vendas de alumínio primário, de 447 mil toneladas em 2005, foram recordes, tendo superado em 17 mil toneladas a melhor marca anterior, que havia sido registrada em 2004. Isto foi possível devido à realização de melhorias operacionais na planta de Barcarena que permitiram a ampliação da capacidade de produção. O preço médio de venda de alumínio em 2005, US$ 1.841,16 por tonelada, se elevou em 8,9% relativamente ao obtido no ano anterior.

A receita proporcionada pela venda de bauxita, alumina e alumínio em 2005 foi de US$ 1,408 bilhão, contra US$ 1,250 bilhão em 2004.

Apesar do aumento na receita líquida, a elevação dos custos operacionais e depreciação causaram diminuição da margem EBIT ajustado relativamente a 2004, 31,7% contra 41,6%. A valorização do real frente ao dólar norte-americano e a alta dos custos com energia elétrica, soda cáustica, coque e óleo calcinador concorreram para afetar desfavoravelmente a rentabilidade das operações com os produtos da cadeia produtiva do alumínio.

O EBITDA ajustado foi igual a US$ 551 milhões em 2005, com redução de US$ 55 milhões relativamente ao ano anterior.

ALUMÍNIO

4T04 3T05 4T05 2004 2005

Margem EBIT ajustado 35,3% 25,3% 30,7% 41,6% 31,7%

EBITDA ajustado (US$ milhões) 149 111 122 606 551

• Minerais não ferrosos

A demanda global por potássio passou por uma desaceleração em seu crescimento no segundo semestre de 2005 face à redução do consumo em alguns países da Ásia e no Brasil em face de problemas com as safras agrícolas. No caso brasileiro, é prevista para 2006 forte recuperação na safra de grãos, especialmente soja, o que deverá reativar a expansão da demanda pelo produto da CVRD.

A conclusão do projeto de ampliação de capacidade de produção de Taquari- Vassouras para 850 mil toneladas permitirá o crescimento de vendas em 2006. As vendas de potássio pela CVRD em 2005 atingiram 640 mil toneladas, um recorde anual, com aumento de 1,6% em relação a 2004.

O preço médio de venda atingiu US$ 232,81 por tonelada, com elevação de 18,3% frente a 2004, e US$ 232,95 por tonelada no 4T05, com incremento de 9,8% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

No 4T05, a Companhia vendeu 176 mil toneladas de potássio, com aumento de 6,7% relativamente ao 4T04, ao preço médio de US$ 232,95 por tonelada.

Em 2005, a receita com o potássio foi de US$ 149 milhões, com aumento de 20,2% relativamente aos US$ 124 milhões obtidos no ano anterior.

O volume vendido de caulim em 2005, 1,218 milhão de toneladas, foi praticamente igual ao de 2004, 1,208 milhão de toneladas. O preço médio de caulim acusou elevação de 7,0%, passando de US$ 135,76 por tonelada em 2004 para US$ 145,32

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4T05

No primeiro ano integral de operação da mina do Sossego, a CVRD vendeu 398 mil toneladas de concentrado de cobre ao preço médio de US$ 982,41 por tonelada, o que produziu receita de US$ 391 milhões em 2005.

O tamanho relativamente pequeno das operações da CVRD com minerais não ferrosos impõe certa volatilidade aos seus resultados operacionais, dada a sensibilidade às flutuações de preços dos produtos e insumos e da taxa de câmbio BRL/USD.

O aumento na receita, resultante dos maiores níveis de preço e do crescimento do volume de vendas do concentrado de cobre, foi totalmente compensada pelo aumento de custos e depreciação, causando redução na margem EBIT da área de não ferrosos de 41,7% em 2004 para 23,7% em 2005.

O EBITDA ajustado da divisão de minerais não ferrosos somou US$ 200 milhões, contra US$ 176 milhões de 2004.

MINERAIS NÃO FERROSOS

4T04 3T05 4T05 2004 2005

Margem EBIT ajustado 46,2% 8,0% 26,4% 41,7% 23,7%

EBITDA ajustado (US$ milhões) 107 36 79 176 200

• Serviços de logística

Durante 2005, as ferrovias da CVRD - Carajás, Vitória a Minas e Centro-Atlântica - transportaram 26,885 bilhões de tku de carga geral para clientes, nível praticamente igual ao do ano anterior, 26,734 bilhões de tku. As principais cargas transportadas foram insumos e produtos da indústria do aço, 44,2%, produtos agrícolas, principalmente soja, açúcar e fertilizantes, 37,8%, e insumos para construção civil e produtos florestais, 8,0%.

A interrupção da trajetória de rápido crescimento do transporte ferroviário dos últimos anos – média de 8% entre 2001 e 2004- foi causada pela diminuição da produção brasileira de aço em 3,9% em 2005, a quebra de safra de agrícola e pela redefinição do perfil de carga transportada com redução da movimentação de produtos petroquímicos. Ainda assim, a CVRD aumentou de 16% para 18% sua participação no transporte de soja para exportação e de 7% para 9% no de fertilizantes. A movimentação de petroquímicos está sendo substituída por contêineres, tendo se iniciado, por exemplo, o transporte de eletrônicos.

Os portos e terminais marítimos da Companhia movimentaram 30,681 milhões de toneladas de carga geral, ante 28,741 milhões em 2004. Em 2005 entrou em operação o nono armazém de grãos no TPD em Tubarão e o quarto silo no terminal marítimo de Ponta da Madeira.

Os serviços de logística geraram receita de US$ 1,216 bilhão em 2005, tendo aumentado 38,7% em relação a 2005.

O transporte ferroviário de carga geral produziu receita de US$ 881 milhões, 72,5% da área. Os serviços portuários somaram US$ 204 milhões e a navegação marítima de cabotagem e os serviços de apoio portuário US$ 131 milhões.

A margem EBIT ajustado foi de 22,4%, levemente superior à margem obtida em 2004, de 21,9%.

O EBITDA ajustado chegou a US$ 414 milhões em 2005, 21,1% acima do valor de 2004, US$ 342 milhões.

US GAAP

LOGÍSTICA

4T04 3T05 4T05 2004 2005

Margem EBIT ajustado 8,2% 27,6% 8,6% 21,9% 22,4%

EBITDA ajustado (US$ milhões) 68 114 80 342 414

VOLUMES DE VENDAS, PREÇOS E RECEITAS

VOLUME VENDIDO - MINÉRIO DE FERRO E PELOTAS

mil toneladas

4T04 3T05 4T05 2004 % 2005 %

Minério de ferro 54.748 58.879 59.150 203.536 88,1 226.679 88,8

Pelotas 7.076 6.381 8.579 27.507 11,9 28.492 11,2

Total 61.824 65.260 67.729 231.043 100,0 255.171 100,0

VOLUME VENDIDO – MINÉRIOS E METAIS

mil toneladas 4T04 3T05 4T05 2004 2005 Manganês 323 271 244 1.002 907 Ferro ligas 124 131 119 616 529 Alumina 462 507 441 1.788 1.828 Alumínio primário 113 112 116 430 447 Bauxita 514 368 700 2.076 1.904 Potássio 165 197 176 630 640 Caulim 311 280 355 1.208 1.218 Concentrado de cobre 139 96 112 269 398

VENDAS DE MINÉRIO DE FERRO E PELOTAS POR DESTINO

mil toneladas 4T04 3T05 4T05 2004 % 2005 % União Européia 18.356 18.884 16.856 69.558 30,1 73.159 28,7 Alemanha 7.022 6.124 5.758 24.512 10,6 24.164 9,5 França 2.806 2.977 3.034 11.364 4,9 11.285 4,4 Bélgica 2.021 1.961 2.005 8.022 3,5 7.652 3,0 Itália 2.091 2.915 832 8.151 3,5 8.815 3,5 Outros 4.416 4.907 5.227 17.509 7,6 21.243 8,3 China 12.673 14.301 17.252 41.045 17,8 54.157 21,2 Japão 2.515 6.330 6.542 20.773 9,0 24.814 9,7 Coréia do Sul 2.477 2.647 3.726 9.614 4,2 10.065 3,9 Oriente Médio 2.155 2.244 2.030 7.073 3,1 7.651 3,0 EUA 1.384 878 1.710 5.467 2,4 4.947 1,9 Brasil 14.371 14.749 14.243 55.676 24,1 57.599 22,6

Siderúrgicas e produtores de gusa 9.232 8.975 9.190 35.892 15,5 36.023 14,1

JVs de pelotização 5.139 5.774 5.053 19.784 8,6 21.576 8,5

Resto do Mundo 7.894 5.227 5.370 21.837 9,5 22.779 8,9

Total 61.824 65.260 67.729 231.043 100,0 255.171 100,0

SERVIÇOS DE LOGÍSTICA

4T04 3T05 4T05 2004 2005

Ferrovias (milhões de tku) 6.306 7.789 5.999 26.734 26.885

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US GAAP

4T05

PREÇOS MÉDIOS REALIZADOS

US$ por tonelada

4T04 3T05 4T05 2004 2005 Minério de ferro 20,69 35,07 35,08 19,63 32,63 Pelotas 40,56 79,92 72,62 39,81 70,79 Manganês 111,46 73,80 73,77 75,85 84,90 Ferro ligas 1.346,77 618,32 731,09 956,49 846,88 Alumina 305,19 287,97 315,19 256,15 290,48 Alumínio 1.725,66 1.803,57 1.870,69 1.686,05 1.841,16 Bauxita 25,29 27,17 30,00 25,53 28,36 Potássio 212,12 238,58 232,95 196,83 232,81 Caulim 144,69 150,00 143,66 135,76 145,32 Concentrado de cobre 769,78 958,33 1.169,64 747,21 982,41

RECEITA BRUTA POR PRODUTO

milhões de US$

4T04 3T05 4T05 2004 % 2005 %

Minerais ferrosos 1.647 2.706 2.832 5.844 68,9 10.050 75,0

Minério de ferro 1.133 2.065 2.075 3.995 47,1 7.396 55,2

Serviços de operação de usinas

de pelotização 14 19 21 53 0,6 66 0,5 Pelotas 287 510 623 1.095 12,9 2.017 15,0 Manganês 36 20 18 76 0,9 77 0,6 Ferro ligas 167 81 87 589 7,0 448 3,3 Outros 10 11 8 36 0,4 46 0,3 Minerais não-ferrosos 187 181 223 489 5,8 717 5,3 Potássio 35 47 41 124 1,5 149 1,1 Caulim 45 42 51 164 1,9 177 1,3 Concentrado de cobre 107 92 131 201 2,4 391 2,9 Cadeia do alumínio 354 358 377 1.250 14,7 1.408 10,5 Alumínio primário 195 202 217 727 8,6 823 6,1 Alumina 141 146 139 458 5,4 531 4,0 Bauxita 13 10 21 53 0,6 54 0,4 Outros 5 0 0 12 0,2 - - Serviços de logística 234 359 309 877 10,3 1.216 9,1 Ferrovias 162 267 223 613 7,2 881 6,6 Portos 43 60 50 151 1,8 204 1,5 Navegação 29 32 36 114 1,3 131 1,0 Outros 6 6 5 19 0,2 14 0,1 Total 2.428 3.610 3.746 8.479 100,0 13.405 100,0

RENTABILIDADE E GERAÇÃO DE CAIXA

MARGENS OPERACIONAIS POR ÁREA DE NEGÓCIO - MARGEM EBIT AJUSTADA

4T04 3T05 4T05 2004 2005

Minerais ferrosos 40,5% 50,7% 48,0% 42,3% 49,7%

Minerais não ferrosos 46,2% 8,0% 26,4% 41,7% 23,7%

Alumínio 35,3% 25,3% 30,7% 41,6% 31,7%

Logística 8,2% 27,6% 8,6% 21,9% 22,4%

US GAAP

EBITDA AJUSTADO POR ÁREA DE NEGÓCIO

US$ milhões

4T04 3T05 4T05 2004 % 2005 %

Minerais ferrosos 738 1.541 1.595 2.644 71,0 5.497 84,1

Minerais não ferrosos 107 36 79 176 4,7 200 3,1

Logística 68 114 80 342 9,2 414 6,3

Alumínio 149 111 122 606 16,3 551 8,4

Outros (61) (68) (96) (46) (1,2) (122) (1,9)

Total 1.001 1.734 1.780 3.722 100,0 6.540 100,0

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