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CAPITULO III: ANALISE DA INCONSTITUCIONALIDADE DA APLICAÇÃO

3.3 CONCLUSÃO:

No presente capítulo, como objeto de estudo foram os argumentos contrários e favoráveis à utilização da castração química. Para os críticos, a utilização do método da supressão hormonal é um método inconstitucional, uma vez que a castração química seria utilizada como penalidade, e não como um tratamento, os quais seriam aplicados nos corpos dos pedófilos, descumprindo a garantia constitucional sobre o respeito à integridade física e moral dos presos. Um adendo especial, pois o método de tratamento químico revelar-se incluso como uma medida cruel, pois acarretaria naqueles submetidos sofrimentos intensos, humilhações e ainda os efeitos colaterais trazidos pelo Depo-Provera medicamento usado na castração química. Deste modo, o tratamento é desumano e degradante, as quais pode acarretar no paciente inúmeras doenças que poderão o debilitar fisicamente, podendo, inclusive, levá-lo à morte.

De outra panda do polo, estão os defensores do método, alega em sua defesa que a castração química é um novo aliado para combater á reincidência nos crimes sexuais. Tendo como base a questão de que os direitos fundamentais não são absolutos, e na situação ora estudada, assegura então que a segurança da coletividade é o direito a ser protegido, mesmo que seja ferido outro direito. Argumentam ainda que o método da castração química é uma alternativa real de tratamento, em conjunto com outros métodos de terapias psicossociais, possibilitara a reinserção de pedófilos no convívio social sem danificar a segurança pública, contrário do encarceramento, a qual não ressocialização e muito menos impede a reincidência.

Deste modo, entendemos que a castração química é um método inconstitucional, ferindo a constituição federal a qual resguarda o princípio da dignidade da pessoa humana e o princípio da proporcionalidade. Pode ser entendido como o analise de conformidade de determinado ato estatal ao seu fim, viabilizando-se o comando de sua razoabilidade, com fulcro no artigo 5º, LV; a o exame da proporcionalidade em último caso, a própria controle de constitucionalidade das prescrições normativas emanadas do Poder Público. Assim sendo, função do Poder Judiciário evitar que importunidade atrapalha a aplicação do direito no caso concreto, devendo pautar sua atuação pela ponderação, de forma racional, para que jamais os sujeitos sejam privados de direitos que são inerentes.

Deste modo, a utilização da castração química, quando prevista como tratamento voluntário ou como pena, não pode se considerar proporcional, pois a proporcionalidade é aquela que visa o equilíbrio entre os meios utilizados e a finalidade.

As propostas de castração química oferecida pelo Projeto de Lei tornam-se incompatível ferindo o artigo

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carta magna. Isso porque, a utilização como medida de punição, infringe não só princípios fundamentais, mas também diversos dispositivos os quais o ordenamento pátrio e signatário.

É plausível confirmar esse entendimento em todo base constitucional, posto que tal vedação é esclarece os princípios fundamentais pelos quais a própria República fundamenta no artigo 1, III.

Deste modo, com fulcro no artigo 5º inciso XLVII, há a impossibilidade de existir pena de caráter perpétuo, pena de morte, de banimento e cruéis, ao passo que o inciso III, regula que ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante.

Deste modo, a proibição do “bis in idem”, é notória que ocorreria esse tipo de caso, pois a pena privativa de liberdade, o condenado seria instigado a aceitar outra punição, como intenção para obtenção de sua liberdade com maior rapidez.

É evidente a impossibilidade de ser incorporada a castração química no ordenamento, pois qualquer medida punitiva capaz de lesionar um princípio que resguarda como fundamento, algo essencial à condição de ser humano.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

O presente trabalho se propôs a analisar a inconstitucionalidade da castração química na sua possibilidade de positivação em nosso ordenamento jurídico, pois o tratamento visa diminuir a libido do paciente porem o medicamento utilizado a Depo- Provera traz efeitos colaterais, na busca de reduzir a reincidência, a utilização do medicamento teria como pena perpetua. Deste modo o presente trabalho veio com o intuído de contribuir, sobre a temática visando a compreensão de que a positivação da castração química em nosso ordenamento jurídico, trazidos pelos projetos de lei apresentados pelos deputados e senadores os quais todos foram arquivados por ferirem constituição federal em seu artigo 5º, sobre o prisma do princípio da dignidade da pessoa humana e o princípio da proporcionalidade.

No decorrer da análise do trabalho, foram identificadas dificuldades em relação a disponibilidade de livros do sobre a temática pois foram utilizados trabalhos de outros

pais, bem como a dificuldade quem fazer pesquisa de campos para levantamento informações práticas e reais, o que permitissem uma análise criteriosa e que viabilizasse uma descrição relevante do cenário.

Como não há pretensão de se esgotar o tema, sugere-se para trabalhos futuros os temas: sobre até onde o Estado pode interferir e se os princípios individuais garantidos pela constituição federal e absoluta ou não, pode o interesse social derrubar o direito individual.

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