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PORTUGUÊS

3.0 Conclusão

O objetivo de integrar a teoria e a prática, numa perspectiva de formação humana, foi concluído com sucesso, na busca por harmonia o grupo se envolveu, dividiu tarefas, debateu opiniões, tudo com o máximo respeito.

A buscar por agregar sabedoria ao grupo era desejo de todos, assim foi consenso o mútuo apoio e respeito [...] foi visualizado na prática todos os letramentos aprendidos em sala. Dentre eles vale citar, o letramento musical, que esteve presente nas músicas regionais em louvor ao Divino Espírito Santo, o letramento literário foi muito bem representado pela poetisa M., o letramento digital que esteve presente todo o tempo em gravações de áudios, vídeos e fotografias, e o letramento acadêmico que foi cobrado em relatórios e diários. Todos eles de algum modo alavancaram nosso conhecimento.

Como aprendizado para a vida social e acadêmica, fica a experiência de interdisciplinaridade, que foi muito bem trabalhada pelas professoras no decorrer do semestre. A organização e comprometimento delas, inspirou nós alunos a buscar também o equilíbrio na diversidade, e o respeito na convivência de tantas pessoas diferentes.

Torna-se evidente que a aluna divide suas reflexões entre a influência dos letramentos vernaculares na sua vida cotidiana e na de seus colegas e o modo como esses letramentos irão afetar a sua vida acadêmica. Como contribuição da visita técnica, ela cita

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o trabalho interdisciplinar e como este irá interferir em sua prática docente e sua vida. De fato, dá maior destaque para a sua ação cotidiana, mas fica implícito que o trabalho interdisciplinar influiu positivamente no seu percurso formativo.

Além disso, no texto de conclusão, a estudante K., assim como D., usa a palavra

“letramento”, remetendo tanto aos letramentos vernaculares quanto aos acadêmicos.

Observamos, portanto, que ela também compreendeu a especificidade do gênero relatório de visita técnica no contexto de sentido, poder e identidade do meio acadêmico. Desse modo, percebemos que as atividades planejadas no contexto interdisciplinar, que valoriza as práticas de letramentos vernaculares aliadas às práticas de letramentos acadêmicos, faz com que os alunos se apropriem mais e melhor destas últimas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise dos dados mostra que os eventos de letramentos vernaculares influenciaram o processo de apropriação das práticas de letramentos acadêmicos das estudantes. Os dois textos apresentados atendem satisfatoriamente ao gênero acadêmico relatório de visita técnica, pois o domínio desse gênero por parte dos alunos caracteriza-se pela capacidade de reflexão e associação entre teoria e prática. Além disso, as estudantes conseguiram apreender características formais e comunicativas concernentes ao gênero em análise.

Contudo, seu aprendizado foi além da aquisição dessas propriedades, pois elas também compreenderam que o domínio desse gênero – e dos outros gêneros acadêmicos aprendidos na disciplina de LPT – está inserido em um contexto em que as relações de poder e identidades são constituídas a partir do domínio das práticas de letramento. Suas escolhas lexicais, como o uso repetido mas consciente da palavra “letramento”, mostram que estavam atentas às leitoras do texto – as professoras – e que realmente compreenderam os conteúdos vistos em sala de aula. É válido afirmar que os demais estudantes que entregaram os relatórios também obtiveram resultado semelhante.

Nesse sentido, concluímos que o sucesso da turma perante a apropriação das práticas de letramentos acadêmicos deveu-se à parceria interdisciplinar na qual adotamos o referencial teórico do letramento ideológico, que contribuiu para o avanço do letramento acadêmico dos estudantes, mas também causou impacto no seu processo de

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formação docente. O referencial metodológico da pesquisa-ação associado à perspectiva teórica adotada garantiu que os estudantes se conscientizassem da imensidão de práticas de letramento, além da apreensão da teoria (BARTON, 1994). No contexto atual, formar professores com essa visão tem caráter de urgência.

Por fim, os resultados deste estudo apontam que nossa ação como docentes cumpre com um compromisso de formar professores que entendem que a docência é

“uma experiência total, diretiva, política, ideológica, gnosiológica, pedagógica, estética e ética, em que a boniteza deve achar-se de mãos dadas com a decência e com a serenidade”

(FREIRE, 1996, p. 13).

Contudo, ainda há muito a ser pesquisado e ser feito nesse contexto. Não foram abordados neste artigo, por exemplo, os resultados longitudinais das práticas de letramento acadêmico dos estudantes colaboradores da pesquisa. Outro ponto que pode motivar o desenvolvimento de futuras pesquisas é analisar os impactos dos letramentos vernaculares na apropriação das práticas de letramentos acadêmicos em outros gêneros acadêmicos e com turmas vindouras do curso de Letras. Em suma, o aprendizado que nós, docentes, tivemos a partir dessa parceria aprimorou bastante nossa prática pedagógica.

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ANEXOS

TEXTO 1 – D. G. M.

Relatório de visita técnica-Pirenópolis

Pyrenópolis (ortografia arcaica), posteriormente Pirenópolis, significa "a Cidade dos Pireneus". Seu nome provém da serra que circunda a cidade que que é a Serra dos Pirineus, Segundo a tradição local, a serra recebeu este nome por haver na região imigrantes Espanhóis, provavelmente catalães e esse é o destino escolhido para a nossa visita técnica. Partimos de Goiânia rumo a cidade Histórica ao raiar do sol e no caminho a paisagem nos causava surpresa a cada quilometro percorrido. Por volta das dez da manhã chegamos no portal de Pirenópolis, pausa para fotos oficial, em seguida descemos a ladeira e nos acomodamos na casa de dona Cida, (local que escolhido para hospedar toda a turma e professores). Um sentimento de apreensão nos sondava naquele momento, pois a dúvida sobre o dinheiro depositado que nos manteria na

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viagem pairava sobre as cabeças de cada um, fomos ao banco e sacamos o crédito.

Enfim nossa viagem começou!

Na saída do banco percorremos algumas das principais rua de Pirenópolis e foi então que fomos contagiados pela incrível beleza histórica e arquitetônica daquela cidade, em todo canto o letramento histórico e cultural se fazia presente. Já era hora de degustarmos a culinária de Pirenópolis, foi um almoço delicioso, é o letramento culinário em estado de perfeição. Seguindo o nosso roteiro pegamos o ônibus e fomos para o Santuário Vaga fogo, Evandro nos recepcionou de maneira atenciosa, expondo em seu discurso o seu conhecimento a cerca da biodiversidade que nos rodeava, Evandro enfatizou a necessidade da sustentabilidade, da preservação do cerrado, da variedade frutífera e dos diferentes mamíferos que compõem aquele bioma. Evandro em seu lugar de fala ao saber que estava frente a uma turma de letras expressou; “é preciso mais pessoas que saibam falar o português correto”, frente a esse comentário meu pensamento retornou ao livro que lemos em nossa disciplina leitura e produção textual, Preconceito linguístico de Marcos Bagno, sentimos na pele” como a norma padrão é realmente uma questão politica, social e ideológica.

Em seguida percorremos uma trilha e nos deparamos com inúmeras flores, cogumelos, frutas, a chuva nos fez companhia, (letramento meteorológico realmente nos pegou de surpresa). Nessa viagem foram vários momentos de confraternização onde nos emocionamos muito. No dia seguinte orientados pelo funcionário da prefeitura, Rodrigo fomos a Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário de Pirenópolis, onde ficamos a par da história daquele lugar, da religião católica predominante na cidade, do surgimento da cidade, seu estilo arquitetônico, até chegar no momento difícil que viveu toda a cidade de Pirenópolis que foi o incêndio que a aconteceu em 2002, a qual a igreja teve que passar por um processo de restauração. Após essa grande exposição de letramento histórico encaminhamos para o letramento Literário e aqui nossa personagem é uma humilde e maravilhosa senhora, Dona Marieta que nos contou sua sofrida história de vida, onde foi vítima de preconceito. A partir do sofrimento de Dona Marieta, e do canto e a alegria de um sabiá que cantava em sua casa, houve o despertar para escrever seus lindos poemas, o que fez dela uma respeitada poetiza em Pirenópolis. A rua do Rosário, Ponte do Rio das Almas fizeram parte do nosso trajeto, terminamos a visita desse segundo dia na rua Aurora praça do coreto onde um dia foi a igreja dos pretos, letramento histórico mais uma vez agregando valores e solidificando o nosso conhecimento.

No terceiro e ultimo dia fomos até a Igreja do Bonfim que não estava aberta para visitação, em seguida seguimos para o Museu das Cavalhadas, recebidos por dona Célia, filha de Maria Eunice Pereira e Pina, mergulhamos nas histórias e culturas daquele povo. Por fim adentramos a rua do lazer, almoçamos e seguimos viagem de volta para Goiânia no caminho uma pausa para comtemplarmos a Salto de Corumbá.

Nessa viagem cheguei a conclusão de como é importante para nós como futuros educadores exercer essa medição entre teoria e prática, a proposta de interdisciplinaridade exercitadas pelas professoras [...] foi de grande contribuição para o nosso aprendizado e também para exemplificar, como nos futuros professores podemos construir uma ponte sólida para o conhecimento mútuo entre alunos e professores.

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TEXTO 2 – K. C. A.