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CONCLUSÃO

No documento BRUNO HENRIQUE COSTA TOLEDO (páginas 77-82)

Devido a dinâmica que o espaço urbano possui, além da velocidade das transformações que ocorre aos lugares, temos que pensar em novas técnicas e tendências para tentar, se possível, acompanhar essa dinâmica. Contudo, devido a sociedade informacional constituir cada dia relações sócio espaciais atreladas as redes digitais, há maneiras que beneficiar desse tipo de relações comum a cada dia.

Nesse sentido, a informações geográfica voluntária é nova maneira de se registrar o espaço a partir de evolução tecnológica dos dispositivos digitais, contribuindo para se identificar o uso dos lugares, sendo que, por meio dessa informação surge novas demandas espaciais, que possibilitam identificar áreas que antes possuíam apenas um significado ou uso. Sem dúvida a informação geográfica voluntária (VGI) consegue demonstrar o uso dos lugares

a partir da dinâmica criada pelas pessoas que compõem a cidade, proporcionando uma nova forma de interação e visualização dos lugares, principalmente no espaço urbano.

Desse modo, a informação geográfica voluntária quando utilizada pelas ciências que estão vinculadas as análises espaciais, como a Geografia, possibilitam que novos olhares e dinâmicas sejam vistas e entendidas, além de demonstrar novas formas espaciais complexas que eram invisíveis aos olhos da ciência. No caso, a informação geográfica voluntária “vai de antemão” na identificação desses novos usos atrelados ao espaço. A partir disso, a informação geográfica voluntária pode também ser utilizada para promover transformações espaciais, visando pensar essas novas dinâmicas complexas dos lugares, além de proporcionar um planejamento correto dos mesmos.

No caso, o planejamento, principalmente das cidades, encontra na informação geográfica voluntária uma forma de identificação de problemas relacionados, pois voluntários podem monitorar o trânsito, o uso das vias, a qualidade dos serviços públicos, localizar problemas estruturais, além de uma gama de informações que podem ser coletadas e utilizadas para se planejar os lugares.

Neste trabalho, a verificação dos dados digitais, provenientes de ações realizadas por pessoas e compilados em forma de mapa, foram úteis na identificação do uso dos espaços, onde nas vias urbanas, são revelados novos usos atrelados a elas, e a partir disso, pode-se pensar em novos planejamentos para tais. Contudo, os dados digitais provenientes da informação geográfica voluntária, fornecem apenas a forma de uso, localização e frequência, sendo que para se descobrir o real motivo destes novos usos, foi necessário a verificação in loco, a fim de se provar as relações existentes entre o uso e as condições físicas do local.

Dessa verificação e análise do espaço urbano, podemos concluir que os critérios, como a topografia e condições de via, são elementos importantes no processo de verificação dos novos usos atrelados a sua utilização. Por meio desses, é possível verificar e planejar estas vias, possibilitando uma melhoria nas condições de uso para os grupos que os utilizam. Os novos usos dos lugares são condicionados as relações sócio espaciais das pessoas com os lugares, dos quais, as vias que possuem o uso para corridas e ciclismo devem ser planejadas de acordo com essa nova demanda, porém, vias que possuam notas baixas na média do gabarito, devem deixar de ser utilizadas para essa prática.

As vias sem o registro de atividade, demonstram notas baixas no gabarito de análise, sendo possível verificar a partir desse, condições que não permitem a prática esportiva, mas

também revelam problemas estruturais que podem prejudicar outras pessoas, sendo possível planejar essas vias de acordo com seu uso, que no caso não contempla os corredores e ciclistas. Conclui-se então que a informações geográfica voluntária possui grande utilidade no planejamento das cidades, principalmente quando seus dados são utilizados por meio de Sistemas de Informação Geográficas (SIGs), os quais possibilitam novas leituras espaciais a partir destes dados, sendo que a utilização desse tipo de informação, pode e deve se tornar uns princípios básicos para a criação de cidades inteligentes e em tempo real. Essa nova forma de analisar o espaço cria novas fronteiras para a ciência e possibilitam que uma nova inteligência geográfica se manifeste, possibilitando uma participação global e voluntária para uma melhor compreensão do uso dos espaços, palco de nossos diferentes modos de vida.

Portanto, ao se utilizar informações geográficas voluntárias, estamos contribuindo para um maior entendimento sobre a complexidade das relações sócio espaciais atreladas aos lugares, e os mesmo tempo, estamos fornecendo novas maneiras de se planejar estes lugares, visando contribuir para a democratização do espaço, possibilitando que estas novas vertentes contribuam para nossa qualidade de vida.

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