Nesse trabalho evidenciou-se que mesmo com a citação de crescimento, existem ainda poucos estudos que abordam o perfil epidemiológico de pacientes com diagnóstico de LMA.
Apenas dois estudos abordaram a sobrevida dos indivíduos com essa doença e o subtipo mais frequente de LMA. Portanto este constitui um tema em construção. Nos estudos em que o sexo foi abordado, todos apresentaram maior frequência do sexo masculino, o subtipo de LMA mais recorrente foi a LMA M3, a causa de óbitos mais frequente foi a sepse e a sobrevida global foi de 57%.
A síntese de dados epidemiológicos apresentada nesse estudo pode ser utilizada como alicerce na construção e o desenvolvimento de políticas públicas para a melhoria do diagnóstico e tratamento da LMA. A atualização constante dos dados epidemiológicos reverterá em avanço na qualidade da assistência prestada a esses pacientes, contribuindo para o aumento da taxa de cura dessa doença.
REFERÊNCIAS
AGUILAR, L. L. et al. Guía de Práctica Clínica: Diagnóstico y tratamiento de la leucemia mieloide aguda. 2010.
ALMEIDA, A. L. S. et al. Clinical and epidemiological aspects of leucemias. Revista Cubana de Hematología, Inmunol y Hemoter. v. 33, n. 2, p. 1-14, 2017.
AMERICAN CANCER SOCITY. Acute Myeloid Leukemia (AML) Subtypes and Prognostic Factors. 2018. Acesso em: 05 abr. 2021. Disponível em: <Acute Myeloid Leukemia (AML) Subtypes and Prognostic Factors (cancer.org)>.
ARANGURÉ, J. M. M. et al. Epidemiología descriptiva de la leucemia mieloide aguda (LMA) en niños residentes de la Ciudad de México: reporte del Grupo Mexicano Interinstitucional para la Identificación de las Causas la Leucemia en Niños. Gac Med Mex. v. 152, n. 2, p. 66-77, 2016.
AWELINO, J. F.; AGUERA, R. G.; FERREIRA-ROMANICHEN, F. M. D. Fatores epidemiológicos das leucemias mieloide e linfoide. Revista Uningá. Maringá, v. 56, n. 3, p.
9-19, 2019.
CRISTOFANI, L. M. Leucemia mieloide aguda. Barueri: Manole. 2012.
DAYAMA, A.; DASS, J.; SETH, T.; MAHAPATRA, M.; MISSHRA, P.; SAXENA, R.
Clinico-hematological profile and outcome of acute promyelocytic leukemia patients at a tertiary care Center in North Indian. Indian J Cancer. v. 52, n. 3, p. 309-312, 2015.
DÖHNER, H. et al. Estey Diagnosis and management of AML in adults: 2017 ELN recommendations from an international expert panel. LeukemiaNet. Blood. v. 129, n. 4, p.
424-447, 2017.
DÖHNER, H., et al. Diagnosis and management of acute myeloid leukemia in adults:
recommendations from an international expert panel, on behalf of the European Leukemia Net. Blood. v. 115, n. 3, p. 453-474, 2010.
DÖHNER, H.; WEISDORF, D. J.; BLOOMFIELD, C.D. Acute Myeloid Leukemia. N Engl J Med. v. 373, p. 1136-1135, 2015.
HELMAN, R.; PIRES, F.; SANTOS, D. S., SIMÕES, B., ATTA, E. H., CALLERA, F., et al.
Leucemia mieloide aguda: atualidade brasileira de diagnóstico e tratamento. J Einstein. v. 9, n. 11, p. 179–183, 2011.
EH, E. Acute myeloid leukemia: update on risk stratification and management. Am J Hematolology. v. 88, n.4, p.3-4, 2013.
ESTEY, E.; DÖHNER, H. Acute myeloid leukaemia. Lancet Lond Engl. V. 368, n. 9550, p.
1897-1907, 2006.
GAMIS, A. S. Children’s Oncology Group’s 2013 Blueprint for Research: acute myeloid leukemia. Pediatr Blood Cancer. v. 60, p. 964-971, 2013.
GLOBOCAN. Estimated Cancer Incidence: Mortality and Prevalence Worldwide, 2012.
GRANJEIRO, C. da F. et al. Perfil Epidemiológico de Pacientes com Neoplasia Hematológica em um Hospital Oncológico de Mato Grosso. J Health Sci. v. 20, n. 4, p. 232-237, 2018.
GRIMWADE, D.; WALKER, H.; OLIVER, F.; WHEATLEY, K.; HARRISON, C.;
HARRISON, G. et al. The importance of diagnostic cytogenetics on outcome in AML:
analysis of 1,612 patients entered into the MRC AML 10 trial. The Medical Research Council Adult and Childrens Leukaemia Working Parties. Blood. v. 92, n. 7, p. 2322-2333, 1998.
GUIMARÃES, L. O. Caracterização de subpopulações de Leucemia Mieloide Aguda portadora do rearranjo MLL quan to à resposta diferencial ao tratamento em longo prazo com Citarabina. 2015. Tese (Doutorado Genética)-Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, 2015.
HELLMAN, S., ROSENBERG, S. A. Cancer: Principles and Practice of Oncology. 6 ed.
Philadelphia, Pa: Lippincott Williams & Wilkins, p. 2404-2432, 2001.
HOFFBRAND, A. V.; MOSS, P. A. H. Fundamentos da Hematologia. 6 ed. Porto Alegre:
Artmed, 2013.
HUANG, R.; LIAO, X.; QIAOCHUAN, L. Identification and validation of potential prognostic gene biomarkers for predicting survival in patients with acute myeloid leukemia.
Onco Targets Ther. v. 2, n. 10, p. 5243–54, 2017.
INCA. Estimativa 2020: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro. p. 1-122, 2019.
INCA. O que é câncer?. 2020. Acesso em: 12 dez 2020. Disponível em: <
https://www.inca.gov.br/o-que-e-cancer>.
INCA. Tipos de câncer: Leucemia. 2020. Acesso em: 07 abr 2021. Disponível em: <Tipos de câncer | INCA - Instituto Nacional de Câncer>.
INCA. Atlas de mortalidade por câncer. 2021. Acesso em: 07 abr 2021. Disponível em:
<App: Atlas de Mortalidade por Câncer | INCA - Instituto Nacional de Câncer>.
KANSAL, R. Acute myeloid leukemia in the era of precision medicine: recent advances in diagnostic classification and risk stratification. Cancer Biol Med. v. 13, n. 1, p. 41-54, 2016.
KORETH, J.; SCHLENK, R.; KOPECKY, K. J.; HONDA, S.; SIERRA, J.; DJULBEGOVIC, B. J. et al. Allogeneic stem cell transplantation for acute myeloid leukemia in first complete remission: systematic review and meta-analysis of prospective clinical trials. JAMA. v. 301, n. 22, p. 2349-2361, 2009.
KOUCHKOVSKY, I. DE.; ABDUL-HAY, M. Acute myeloid leukemia: a comprehensive review and 2016 update. Blood Cancer J. v. 6, n. 7, p. 1-10, 2016.
LIMA, M. C. DE. et al. Acute Myeloid Leukemia: analysis of epidemiological profile and survival rate. J Pediatr (Rio J). v. 92, n. 3, p. 283-289, 2016.
LIMA, A. S. et al. Clinical outcomes of patients with acute myeloid leukemia evaluation of genetic and molecular finding in a real life setting. Blood J. v. 126, n. 15, p. 1863-1865, 2015.
LINS, M. M. Perfil epidemiológico, incidência, mortalidade e sobrevida de crianças e adolescentes com leucemias em Pernambuco. 2017. 116 f. Tese (Doutorado em Oncologia)–Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Rio de Janeiro, 2017.
LOPES, A. J. R.; MAQUES, A. Exames laboratoriais para diagnóstico e acompanhamento terapêutico em pacientes com leucemia mielóide aguda. Fundação de Ensino e Pesquisa do Sul de Minas, 2020,
MANUAL MSD. Versão para profissionais da saúde. Leucemia Mieloide Aguda (LMA).
2018. Acesso em: 07 abr 2021. Disponível em: <Leucemia mieloide aguda (LMA) - Hematologia e oncologia - Manuais MSD edição para profissionais (msdmanuals.com)>.
OLIVEIRA, T. F. de. Perfil clínico epidemiológico de pacientes com leucemia aguda de um hospital público do Distrito Federal. REFACI. v.2, n. 3, p. 1-13, 2017.
ONCOGUIA. Estadiamento da Leucemia Mieloide Aguda (LMA). 2018. Acesso em: 05 abr. 2021. Disponível em: <http://www.oncoguia.org.br/conteudo/estadiamento-da-leucemia-mieloide-aguda-lma/1603/332/ >.
PIERRE, S. S. Caracterização clínica e epidemiológica dos pacientes com diagnóstico de Leucemia Mieloide Aguda no Estado do Amazonas tratado no HEMOAM. 2019, 79 p.
Dissertação (Mestrado em Ciências Aplicadas a Hematologia)–Universidade do Estado do Amazonas, Manaus, AM, 2019.
PERCIVAL, M. M.; TAO, L.; MEDEIROS, B. C.; CLARKE, C. A. Improvements in the Early Death Rate Among 9.380 Patients With Acute Myeloid Leukemia After Initial Therapy:
A SEER Database Analysis. Cancer. v. 121, n. 12, p. 2004-2012, 2015.
PORTER, R. S.; KAPLAN, J. L. The Merck manual of diagnosis and therapy. 19 ed., 3754 p., 2011.
RASSI, F. EL.; ARELLANO, M. Update on Optimal Management of Acute Myeloid Leukemia. Clin Med insights Oncol. v. 7 p. 181–97, 2013.
ROSE-INMAN, H.; KUEHL, D. Acute Leukemia. Emerg Med Clin. v. 32, n. 3, p. 579-596, 2014.
SANTANA, L. R.; ALMEIDA, M. F.; PORTUGAL, T. S.; AMARAL, A. L. S. et al. Perfil Epidemiológico das Leucemias em Crianças e Adolescentes no Estado da Bahia. Gaz. méd.
Bahia. v. 77, n. 1, p. 51-54, 2007.
SAULTZ, J. N.; GARZON, R. Acute Myeloid Leukemia: A Concise Review. J Clin Med. v.
5, n. 33, p. 1–17, 2016.
SEKERES, M. A.; KENG, M. Acute Myeloid Leukemia. p. 1-9, 2014.
SEKYIA, E.J. et al. Principais temas em Hematologia para residência médica. São Paulo: Medcel, 2010.
SILLA, L. M. R. Transplante de células-tronco hematopoéticas e leucemia mieloide aguda:
diretrizes brasileiras. Rev. Bras. Hematol. Hemoter. 2009.
SOUZA, A. S. et al. Experiência brasileira com o transplante de medula óssea em leucemias agudas. Rev Bras Hematol Hemoter. v. 29, p. 28-32, 2007.
SOUZA, M. V. de. Avaliação epidemiológica de pacientes com leucemia mieloide aguda atendidos em serviços de oncohematologia pediátrica do Rio Grande do Sul nos últimos 10 anos. 2018, 42 p. Dissertação (Mestrado em Saúde da Criança e do Adolescente)–
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, 2018.
TAMAMYAN, G. et al. Frontline treatment of acute myeloid leukemia in adults. Crit Rev Oncol Hematol. v. 110, p. 20-34, 2017.
TIMURAGAOGLU, A. The role of the nurses and technicians for stem cell mobilization and collection. Transfusion and apheresis Science. v. 53, n.1, p. 30-33, 2015.
THE CANCER GENOME ATLAS RESEARCH NETWORK. Genomic and epigenomic landscapes of adult de novo acute myeloid leukemia. N Engl J Med. v. 368, n. 22, p. 2059-2074, 2013.
VANDERWALDE, A. Genetics of Acute Myeloid Leukemia. medscape. v. 16, p. 1-7. 2018.
Acesso em: 10 jan 2021. Disponível em:
<http://emedicine.medscape.com/article/1936033?overview>.
WALTER, R. B. et al. Significance of FAB Subclassification of “Acute Myeloid Leukemia , NOS” in the 2008 WHO Classification: Analysis of 5.848 newly diagnosed patients. Blood J.
v. 121, n. 13, p. 2424-2431, 2013.
WALTER, R. B. et al. Prediction of Early Death After Induction Therapy for Newly Diagnosed Acute Myeloid Leukemia With Pretreatment Risk Scores: A Novel Paradigm for Treatment Assignment. J Clin Oncol. v. 29, n. 33, p. 4417-4423, 2011.
WANG, M. L; BAILEY, N. G. Acute myeloid leukemia genetics Risk Stratification and Implications for Therapy. Arch Pathol Lab Med. v.139, p. 1215–1223, 2015.
XU, X.J. et al. Long-term outcome of childhood acute myeloid leukemia in a developing country: experience from a children’s hospital in China. Leuk. Lymphoma. v. 51, n. 9, p.
2262-2269, 2010.
YAN, P. et al. Genome-wide methylation profiling in decitabine-treated patients with acute myeloid leukemia. Blood. v. 120, n. 12, p. 2466-2474, 2012.
ZANICHELLI, A. A. et al. Perspectivas para a leucemia mieloide aguda na infância após observação de um grupo de pacientes tratados convencionalmente. Bras Hematol Hemoter.
v. 28, p. 246-252, 2006.
ANEXO A – NORMAS PARA AUTORES DO PERIÓDICO “REVISTA SAÚDE SANTA MARIA”
Sobre a revista
Saúde (Santa Maria), eISSN 2236-5834, é uma revista acadêmico-científica em formato online que visa divulgar a produção científica na área da saúde. Foi criada em 1978, ISSN 0103-4499 versão impressa, passando a versão online em 2004 e ingressando no SEER em 2010. Editada e publicada pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, RS, Brasil). A sua missão é a publicação de resultados originais de pesquisas na área da saúde abrangidos pelas seções do periódico, em português, e/ou inglês e/ou espanhol. Publicada com periodicidade de fluxo contínuo.
Instruções para os autores Artigos de revisão
Revisão sistemática da literatura, os quais apresentam uma metodologia padronizada, com procedimentos de busca, seleção e análise bem delineados e claramente definidos. (máximo 300 palavras-resumo, 4.500 palavras-artigo e sem número máximo de referências).
Guia de layout do artigo
Resumo: Deve conter as principais partes do trabalho e ressaltando os dados mais significativos, em português e inglês (ou em outros idiomas como no título). Para os artigos originais, devem ser estruturados: Objetivo, Métodos, Resultados e Considerações Finais.
Para os artigos das demais seções: não deve ser estruturado.
Descritores: Devem ser fornecidos no mínimo três e máximo cinco termos em português e inglês (ou em outros idiomas como no título). Os descritores devem ser baseados nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) publicado pela Bireme, que é uma tradução do Medical Subject Headings (MeSH), da National Library of Medicine, e está disponível no endereço eletrônico: http://decs.bvs.br.
Texto: O manuscrito deve ser submetido em arquivo Word®.
Corpo do texto: apresentado em folha A4, com fonte Times New Roman, tamanho 12, possuir espaçamento 1,5 (entrelinhas).
Deverá ser iniciado pela introdução e apresentado de maneira contínua, sem novas páginas para cada subtítulo.
As imagens e tabelas devem estar contidas no texto.
Para qualquer dúvida: seguir normas Vancouver.
Tabelas: Devem ser numeradas consecutivamente e inseridas após sua citação no texto (não deve vir em arquivo separado).
Dever conter um título conciso, porém explicativo.
Conteúdo em fonte 12 com espaçamento simples.
Não usar linhas horizontais ou verticais internas.
Colocar no rodapé da tabela notas explicativas, quando necessária e legenda para abreviaturas e testes estatísticos utilizados.
Devem ser no máximo quatro.
Imagens: Todas as figuras (desenhos, gráficos, fotografias e quadros) devem estar citadas no texto e ser submetidas no tamanho exato ou acima do pretendido para a publicação.
A numeração deve ser sequencial na ordem em que foram citadas no texto.
Se as figuras já tiverem sido publicadas, deverão vir acompanhadas de autorização por escrito do autor/editor, constando, na legenda da ilustração, a fonte original de publicação.
Devem ser no máximo quatro.
Citações: As citações devem ser numeradas de forma consecutiva, na medida em que ocorrerem no texto.
As citações devem ser realizadas utilizando numeração arábica, sobrescrita, em ordem numérica crescente, com vírgula (Exemplo: Enfermagem1,2,3)
Referências: A quantidade de referências deve estar de acordo com a categoria do manuscrito.
As referências listadas serão normatizadas de acordo com o "Estilo Vancouver", norma elaborada pelo International Committee of Medical Journals Editors (http://www.icmje.org).
Os títulos de periódicos devem ser referidos abreviados de acordo com o estilo apresentado pela List of Journals Indexed in Index Medicus, da National Library of Medicine (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/nlmcatalog/journals).
Quando o documento possui de um até seis autores, citar todos os autores, separados por vírgula; quando possui mais de seis autores, citar todos os seis primeiros autores seguidos da expressão latina “et al.”.
Para abreviatura dos títulos de periódicos nacionais e latino-americanos, consultar o site:
http://portal.revistas.bvs.br eliminando os pontos da abreviatura, com exceção do último ponto para separar do ano. Ao citar as referências, tenha cuidado, para evitar o erro no nome dos autores, na citação do periódico, ano, volume e no número de páginas. Para tanto, recomenda-se o uso do DOI.
A apresentação das referências listadas deverá ser em espaço simples, sem parágrafos, sem recuos e ordenadas numericamente de acordo com a ordem apresentada no texto.
As referências devem estar atualizadas e não mais de 10 anos.
Exemplos de citações de referência