Esse trabalho foi desenvolvido exercitando a curiosidade intelectual com pressuposto da própria ciência. De forma epistemológica procurou conhecer as causas do
problema recorrendo a observação participativa/entrevista semiestruturada/ questionário aberto/ análise documental. Buscando respostas para os questionamentos da pesquisa e atender os objetivos apresentados.
Auxiliada pelos instrumentos próprios de uma pesquisa qualitativa a pesquisadora buscou as informações pretendidas, onde constatou que maioria dos professores informantes, desconheciam a proposta pedagógica da escola; a instituição colaboradora apresentava uma grande carência de recursos tecnológicos, o celular do alunado era o único instrumento tecnológico de grande representatividade na sala de aula. Existia uma parceria do aluno com o celular, mas desfavorável ao processo pedagógico. Os educandos demonstravam grande interesse pelo celular, a maioria das vezes descumprindo as normas hierárquicas da instituição, enveredando por diferentes funções proporcionadas pelo celular; sendo o whatsapp o aplicativo preferencial da maioria dos usuários do aparelho. Os professores informantes sentem-se despreparados para inserir o celular na sala de aula, como recurso pedagógico, os mesmos relataram preocupação, por estarem sendo substituído pelo celular na sala de aula.
Diante do cenário desfavorável ao processo educativo e conhecendo as causas do problema, a professora pesquisadora elaborou um trabalho prático pedagógico interdisciplinar, com a finalidade de cumprir a função de um trabalho científico e atender o objetivo geral da pesquisa: Orientar educandos e educadores da importância do uso do celular na sala de aula quando planejada e contextualizada. De forma criativa, inovada e parcialmente inédita e em consonância com a proposta pedagógica da escola, a professora- investigadora planejou e desenvolveu um trabalho fazendo uso da interdisciplinaridade. Com uma temática atual comtemplando várias áreas do saber; a fim de desenvolver competências e habilidades, conforme as exigências da educação contemporânea; inserindo o celular na sala de aula como recurso pedagógico considerando o aplicativo de maior interesse dos alunos: Whatsapp.
O trabalho teve a participação de todos os sujeitos da pesquisa e professores envolvidos nos trabalhos, todos demonstraram motivação e interesse nas aulas. A análise dessa etapa para melhor avaliar o trabalho; teve a participação de todos os envolvidos. O
resultado da análise foi surpreendente: pois surgiu uma nova visão em relação ao uso do aparelho na sala de aula.
Diante do resultado do trabalho fez-se necessário refazer o primeiro questionamento: Como tornar o celular um parceiro do aluno de forma favorável ao processo pedagógico? Conhecer a realidade da escola, considerar os saberes e a realidade do aluno, entender que a vivência do aluno fora da escola reflete dentro dela, planejar de forma criativa, atendendo os anseios dos educandos, procurar inovar mesmo diante de limitações.
Segundo questionamento: O uso do celular em sala de aula atrapalha o processo ensino aprendizagem ou gera oportunidades para a construção de novos conhecimentos? Com embasamento no trabalho desenvolvido pode-se afirmar: O uso do celular sem limites, sem finalidade atrapalha o processo pedagógico, mas quando utilizado de forma planejada, conforme o trabalho realizado, torna-se um forte aliado na construção do conhecimento, além de oportunizar a inclusão dos portadores de necessidades especiais (surdos-mudos) no processo educativo e auxiliar o professor sem domínio de libras, situação constatada na vivência do trabalho.
Diante do trabalho realizado a pesquisadora pode constatar, para inserir a tecnologia (o celular) na sala de aula com êxito, o professor precisa conhecer os interesses dos educandos, sua cultura, ser ciente que “o centro da atividade escolar não é o professor, nem a matéria, é o aluno investigador.” Portanto, o melhor método para inserir o aparelho na sala de aula é aquele que atenda as “exigências psicológicas do aprender.” O docente precisa mediar conhecimentos oportunizando o educando a buscar novos saberes, a fim de formar seres pensantes, críticos, capaz de exercer sua cidadania e com requisitos, conforme a sociedade contemporânea exige.
A chegada das tecnologias móveis (o celular) à sala de aula traz tensões, novas possibilidades e grandes desafios. São cada vez mais fáceis de usar, permitem a colaboração entre pessoas próximas e distantes, ampliam a noção de espaço escolar, integrando os alunos e professores de países, línguas e culturas diferentes. E todos, além da aprendizagem formal, têm a oportunidade de se engajar, aprender e desenvolver relações
duradouras para suas vidas. Ensinar e aprender, pode ser feitos de forma muito mais flexível, ativa e focada no ritmo de cada um.
O celular utilizado com fins pedagógicos, favorece o educando no desenvolvimento de competências e habilidades comtemplando diferentes áreas do saber; respeita o tempo de aprendizagem do educando. Além, de oportunizar o aluno, a culturas diferentes e conhecimentos diversos, de forma rápida. O instrumento na sala de aula, contempla de forma eficaz o ensinar e aprender. Independente de classes sociais ou qualquer ideologia.
A instituição não pode deixar de exercer sua função de escola, é fundamental a atuação do educador no processo de aprendizagem do aluno, pois a mudança de comportamento do aluno é iniciada pelo professor. O professor de forma planejada pode inserir o celular na sala de aula de forma inovada e criativa, favorável ao processo educativo.
No decorrer do trabalho identificou diferenças socioculturais marcantes, que determinam diferentes necessidades de aprendizagem, existe também aquilo que é comum a todos, que um aluno de qualquer lugar no Brasil, do interior ou do litoral, de uma grande cidade ou da zona rural, deve ter o direito de aprender e esse direito deve ser oportunizado pelo Estado.
Em tempo de virada de milênio, é preciso questionar a posição que está sendo reservada aos jovens na escola. Pois, a instituição colaboradora apresentava uma grande carência de recursos na área da tecnologia. Professores na sua maioria enxergavam o celular como vilão no processo educativo e demonstravam despreparados diante dos alunos “digitais”.
Abolir o celular da sala de aula, divergi da realidade das novas gerações, pois os sujeitos da pesquisa possuem o aparelho e tem acesso rápido as informações. Considerando o abordado em meio as inovações, foi percebido que instrumentos obsoletos não estavam funcionando mais para motivá-los.
A escola precisa de um novo olhar para o aparelho, já que a instituição apresenta uma grande carência de recursos tecnológicos; poderia usar de forma planejada o celular
como recursos didáticos, por ser um instrumento de grande representatividade e ter funções favoráveis ao processo pedagógico.
Considerando o trabalho realizado o celular quando utilizada de forma planejada e contextualizada, torna-se um parceiro de grande potencial tanto para o aluno (usuário do celular) quanto para o professor, favorecendo a construção de novos conhecimentos.