PRAZO PARA CONCLUSÃO
CPP COMUM CPP MILITAR
Polícia Civil
a) Solto: 30 dias (prorrogável) b) Preso: 10 dias (improrrogável)
Polícia Federal:
a) Solto: 30 dias (prorrogável sucessivamente)
b) Preso: 15 dias (prorrogável por mais 15 dias)
Tempo de paz (art. 20): a) Solto: 40 dias
• 1ª Prorrogação – 20 dias (realizada pelo próprio Comandante)
• 2ª Prorrogação em diante – apenas com ordem judicial, que irá fixar o prazo analisando o caso concreto. b) Preso: 20 dias (improrrogável)
Tempo de guerra (art. 675, §1º)
• Prazo de cinco dias, podendo haver uma prorrogação por mais três dias, seja indiciado preso ou solto.
Art. 20. O inquérito deverá terminar dentro em vinte dias, se o indiciado estiver preso, contado esse prazo a partir do dia em que se executar a ordem de prisão; ou no prazo de quarenta dias, quando o indiciado estiver solto, contados a partir da data em que se instaurar o inquérito.
§ 1º Este último prazo poderá ser prorrogado por mais vinte dias pela autoridade militar superior, desde que não estejam concluídos exames ou perícias já iniciadas, ou haja necessidade de diligência, indispensáveis à elucidação do fato. O pedido de prorrogação deve ser feito em tempo oportuno, de modo a ser atendido antes da terminação do prazo.
Diligências não concluídas até o inquérito
§ 2º Não haverá mais prorrogação, além da prevista no § 1º, salvo dificuldade insuperável, a juízo do ministro de Estado competente. Os laudos de perícias ou exames não concluídos nessa prorrogação, bem como os documentos colhidos depois dela, serão posteriormente remetidos ao juiz, para a juntada ao processo. Ainda, no seu relatório, poderá o encarregado do inquérito indicar, mencionando, se possível, o lugar onde se encontram as testemunhas que deixaram de ser ouvidas, por qualquer impedimento. Dedução em favor dos prazos
§ 3º São deduzidas dos prazos referidos neste artigo as interrupções pelo motivo previsto no § 5º do art. 10.
Art. 675, § 1º O prazo para a conclusão do inquérito é de cinco dias, podendo, por motivo excepcional, ser prorrogado por mais três dias.
Obs.: os prazos são aplicados tanto para o investigado militar quanto para o investigado civil, bem como independe do crime praticado.
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Previstos nos arts. 22 e 23 do CPPM:
8.2.1. Relatório
Art. 22. O inquérito será encerrado com minucioso relatório, em que o seu encarregado mencionará as diligências feitas, as pessoas ouvidas e os resultados obtidos, com indicação do dia, hora e lugar onde ocorreu o fato delituoso. Em conclusão, dirá se há infração disciplinar a punir ou indício de crime, pronunciando-se, neste último caso, justificadamente, sobre a conveniência da prisão preventiva do indiciado, nos termos legais.
O relatório feito pelo encarregado é semelhante ao relatório do PP Comum. Contudo, o IPM relatado não irá diretamente para a Justiça Militar, tendo em vista que será encaminhado ao Comandante.
8.2.2. Solução
§ 1º No caso de ter sido delegada a atribuição para a abertura do inquérito, o seu encarregado enviá-lo-á à autoridade de que recebeu a delegação, para que lhe homologue ou não a solução, aplique penalidade, no caso de ter sido apurada infração disciplinar, ou determine novas diligências, se as julgar necessárias.
Após o relatório, o Comandante dará a solução, a fim de que haja um controle. É possível que o Comandante discorde do relatório.
8.2.3. Avocação
§ 2º Discordando da solução dada ao inquérito, a autoridade que o delegou poderá avocá-lo e dar solução diferente.
O Comandante poderá avocar o IPM.
8.2.4. Remessa do inquérito à Auditoria da Circunscrição
Art. 23. Os autos do inquérito serão remetidos ao auditor da Circunscrição Judiciária Militar onde ocorreu a infração penal, acompanhados dos instrumentos desta, bem como dos objetos que interessem à sua prova. Remessa a Auditorias Especializadas
§ 1º Na Circunscrição onde houver Auditorias Especializadas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, atender-se-á, para a remessa, à especialização de cada uma. Onde houver mais de uma na mesma sede, especializada ou não, a remessa será feita à primeira Auditoria, para a respectiva distribuição. Os incidentes ocorridos no curso do inquérito serão resolvidos pelo juiz a que couber tomar conhecimento do inquérito, por distribuição.
§ 2º Os autos de inquérito instaurado fora do território nacional serão remetidos à 1ª Auditoria da Circunscrição com sede na Capital da União, atendida, contudo, a especialização referida no § 1º.
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9. ATUAÇÃO DO MP
OFERECIMENTO DA DENÚNCIA
Havendo justa causa o MP irá oferecer denúncia, nos termos do art. 30 do CPPM:
Art. 30. A denúncia deve ser apresentada sempre que houver: a) prova de fato que, em tese, constitua crime;
b) indícios de autoria.
Veremos com mais detalhes ao estudarmos ação penal militar.
REQUISIÇÃO DE DILIGÊNCIAS
Entendendo que não há justa causa ampla para o oferecimento da denúncia, conforme o art. 26 do CPPM, o MP poderá solicitar as diligências que entender pertinentes.
Art. 26. Os autos de inquérito não poderão ser devolvidos a autoridade policial militar, a não ser:
I — mediante requisição do Ministério Público, para diligências por ele consideradas imprescindíveis ao oferecimento da denúncia;
II — por determinação do juiz, antes da denúncia, para o preenchimento de formalidades previstas neste Código, ou para complemento de prova que julgue necessária.
Parágrafo único. Em qualquer dos casos, o juiz marcará prazo, não excedente de vinte dias, para a restituição dos autos.
ARQUIVAMENTO
1º
• Relatório da Inquisa (feito pelo encarregado)
2º
• Solução da Inquisa (feito pelo Comandante da OM)
3º
• Auditoria da Justiça Militar
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Por fim, entendo que não cabe denúncia e que não são necessárias novas diligências, poderá requerer o arquivamento (estudaremos em tópico próprio).
10. ARQUIVAMENTO DO IPM/APF/IPD/IPI
NATUREZA JURÍDICA
É um ato complexo, assim não pode o MP arquivar de forma unilateral e nem o juiz arquivar de ofício (casos em que cabe correição parcial).
PEDIDO DO MPM + DECISÃO JUDICIAL FAVORÁVEL = ARQUIVAMENTO.
HIPÓTESES DE CABIMENTO
São as mesmas hipóteses do PP Comum: • Não há conduta;
• Fato atípico;
• Exclusão da ilicitude; • Exclusão da culpabilidade;
• Impossibilidade de descobrir a autoria do crime; • Extinta a punibilidade
ARQUIVAMENTO NO MPM
No PP Comum o MP pede o arquivamento, o juiz concorda ou não. Quando não há concordância aplica o art. 28 do CPP.
Obs.: O Arquivamento de Investigação Criminal do Parquet (PIC) é concretizado pelo próprio Parquet, sem ingerência da Justiça Castrense, salvo quando esta proferiu alguma decisão durante a investigação.
Aqui, analisaremos duas hipóteses: deferimento e indeferimento.
10.3.1. Juiz-Auditor defere o arquivamento
O MP solicita, através de uma promoção de arquivamento, o arquivamento da inquisa ao Juiz-Auditor, após o deferimento do arquivamento o Juiz-Auditor remeterá ao Juiz-Auditor Corregedor (em Brasília).
O Juiz-Auditor Corregedor poderá:
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• Discordar – deverá ser feita uma representação ao STM. O STM poderá:
• Concordar com o arquivamento, ou seja, discordar do Juiz-Auditor Corregedor – será arquivado;
• Discordar do arquivamento, ou seja, concordar com o Juiz-Auditor Corregedor – será encaminhado para a CCR/MPM (órgão colegiado formado por três Subprocuradores Gerais de Justiça Militar) para emissão de parecer, o qual deverá ser submetido à análise do Procurador-Geral de Justiça Militar.
O PGJM poderá: • Arquivar
• Não arquivar – nomeará outro membro do MPM para atuar.
10.3.2. Juiz-Auditor indefere o arquivamento
Quando o Juiz-Auditor indefere o arquivamento da inquisa será encaminhado à CCR/MPM, a fim de que seja emitido um parecer, o qual será enviado ao PGJM que poderá arquivar ou nomear outro membro, caso entenda que não é hipótese de arquivamento.
ARQUIVAMENTO INDIRETO
No âmbito do DPP Comum há apenas um caso de arquivamento indireto: INCOMPETÊNCIA. Imagine que um crime de competência da Polícia Federal tenha sido investigado pela Polícia Civil que, após o relatório, envia o IP ao MPE. Não poderá o MPE, por falta de atribuição, oferecer denúncia, eis que a competência é do MPF. Neste caso, o MPE deverá oferecer uma promoção de arquivamento indireto (construção jurisprudencial).
No âmbito do DPP Militar (art. 146), há exceção de incompetência pré-processual para os casos de incompetência.
Art. 146. O órgão do Ministério Público poderá alegar a incompetência do juízo, antes de oferecer a denúncia. A arguição será apreciada pelo auditor, em primeira instância; e, no Superior Tribunal Militar, pelo relator, em se tratando de processo originário. Em ambos os casos, se rejeitada a arguição, poderá, pelo órgão do Ministério Público, ser impetrado recurso, nos próprios autos, para aquele Tribunal.
ARQUIVAMENTO IMPLÍCITO
Assim como ocorre com o processo penal comum, não se admite no processo penal militar o arquivamento implícito.
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No Processo Penal Comum a decisão judicial interlocutória mista de arquivamento, como regra, não faz coisa julgada material. Assim, poderá ocorrer o desarquivamento surgindo novas provas.
No Processo Penal Militar ocorre o mesmo, é possível o desarquivamento quando surgirem novas provas, nos termos do art. 25 do CPPM.
Art. 25. O arquivamento de inquérito não obsta a instauração de outro, se novas provas aparecerem em relação ao fato, ao indiciado ou a terceira pessoa, ressalvados o caso julgado e os casos de extinção da punibilidade. § 1º Verificando a hipótese contida neste artigo, o juiz remeterá os autos ao Ministério Público, para os fins do disposto no art. 10, letra c.
§ 2º O Ministério Público poderá requerer o arquivamento dos autos, se entender inadequada a instauração do inquérito.