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CONCLUSÃO

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No estudo retrospectivo, envolvendo pacientes com LV, realizado em hospital publico de referência em doenças infecciosas em Araguaína-To, observou-se pelos dados que a quantidade de casos é a maior do Estado.

O diagnóstico foi realizado principalmente através de critérios epidemiológicos e clínicos, auxiliados por exames complementares compatíveis com LV associados a sorologia positiva ou exame direto do parasito. A febre, palidez e hepatoesplenomegalia foram os principais achados clínicos à admissão e anemia, seguida por plaquetopenia e leucopenia os achados laboratoriais mais comuns e crianças menores de 10 anos foram as que mais ressaltaram.

Glucantime® foi o medicamento de primeira escolha para expressiva maioria dos pacientes, com elevada eficácia e a anfotericina B foi responsável por maior freqüência de eventos adversos que o Glucantime®,mostrando que o acometimento renal pode ocorrer devido ao tratamento com antimoniais. Sendo assim, é importante o conhecimento da função renal basal, solicitar exame qualitativo de urina, verificar co-morbidade e o monitoramento mais de perto da função renal, durante e no pós-tratamento da LVA.

A taxa de letalidade foi igual à média do país e à experiência relatada em estudos semelhantes. As principais causas de óbito não diferiram das relatadas por outros autores.

Nos dados coletados, ocorreram falhas, por falta de dados clínicos e laboratoriais durante e/ou após o tratamento, e a difícil interpretação das grafias de alguns profissionais, levando a perda de várias informações relevantes ao estudo e acompanhamento através dos dados laboratoriais pacientes no pós-tratamento. Portanto, há necessidade de assegurar a realização dos registros nos prontuários de exames de função renal, função hepática, amilase, lípase, hemograma e eletrocardiograma e um protocolo a ser seguido quanto do diagnóstico da LVA, antes do inicio do tratamento e com periodicidade pré-estabelecida e dependente da condição clínica dos pacientes, para todos os casos de LVA.

Infelizmente, como a LV é uma doença de países em desenvolvimento, o custo do tratamento merece ser avaliado criteriosamente, considerando-o, na maioria das vezes, em escala populacional e não apenas o indivíduo. Pelo exposto anteriormente, a melhor droga na

Sendo assim, deve-se discutir com os gestores da área de saúde os meios de incentivar a produção de vacinas, destinadas também a imunoterapia, buscando-se a prevenção e, ao mesmo tempo, alternativas terapêuticas menos toxicas. Frente às dificuldades e a própria realidade dos municípios em manter a sustentabilidade dos seus programas, propõe-se elaboração de estratégias de sucesso no controle das doenças transmitidas por vetores a serem desenvolvido pelos municípios sob a coordenação da Secretaria de Estado da Saúde, e estudos referentes aos criadouros, devem ser aprofundados para a aplicação dos métodos de controle biológico.

É imprescindível a divulgação de informações sobre a doença, como os meios de transmissão, sintomas, tratamento e prevenção, para conscientizar a população sobre o problema que esta patologia pode trazer para o homem, para assim colocarem em prática essas medidas, a fim de se protegerem, observando que as medidas preventivas não dependem somente dos órgãos públicos, como também da ação da população diante deste problema.

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