A graduação em pedagogia deve contemplar as novas tecnologias como auxilio para aprimorar os caminhos dos temas que são tratados no curso. Existem diversas tecnologias que podem contribuir ativamente para a construção de uma graduação futurista, mas sólida, que forme não só para exercê-la na profissão de educador, mas que forme para o mundo, que possibilite ao aluno encarar o mundo como um ambiente mutante e repleto de possibilidades e que seu papel neste contexto é ajudar seus futuros educandos a compreender este mundo, desenvolver suas habilidades e competências e se tornar um ser social. Ao fazer uma análise de nossas praticas docentes, veremos que o ciberespaço como propõe Lévy possui diversos caminhos por onde podemos transitar, e diversas pessoas em todo o mundo com quem podemos trocar informações e aprender sobre sua cultura ao mesmo tempo em que estas pessoas vão aprendendo sobre o nosso mundo.
O objetivo de mudar o currículo, é permitir que as pessoas sejam motivadas a pensar por si, buscando soluções e inovando conforme as situações ocorram no seu processo de construção do conhecimento ou na transmissão deste. Precisamos de um professor que esteja sempre em metamorfose, que estude, que contribua com a construção de conhecimentos significativos no ciberespaço, que ajude a ajustar os verbetes da Wikipédia, que use o Google o e Facebook como instrumentos para conceber uma aula extremamente criativa.
As mudanças mais significativas no que diz respeito ao uso de tecnologia e sua inserção no currículo, estão explicitamente ligadas a capacidade de cada indivíduo, tanto formador quanto estudante de aceitar esse movimento inovador e se dispor a explorar, para criar sua opinião sobre as TIC e como fara uso destas no seu dia a dia. Muito se fala de transpor os muros das escolas, mas ainda estamos atados a salas na formação do professor, e por isso devemos antes mudar este cenário, pois como precursores de um movimento inovador, devemos prever uma educação criativa e aberta ao novo. E ao permitir que na graduação este movimento auxilie os alunos a se tornarem bons educadores, damos um passo positivo para criar um novo modelo de escola, criando uma nova identidade para o professor, criamos uma nova identidade para a escola e deste ponto em diante novas formas de atingir o aluno, com uma escola que explora o estado criativo de cada individuo.
Precisamos explorar a distancia, a presença, a indisponibilidade e indisponibilidade das pessoas e dos espaços neste processo.
Não serão as tecnologias que farão a diferença no processo, mas a segurança e a capacidade dos profissionais da educação em atuar com estes recursos aliados para atingir um publico dinâmico e sedento por informação. Somos responsáveis pela forma como os alunos saem de um processo de ensino. A escola detém a forma para criar o cidadão, e o resultado depende de como moldamos esse produto para a sociedade. Cabe a nós educadores e formadores mudarmos a maneira de encarar a educação clássica, como escultores, devemos moldar a escola as diversas situações e nos apropriar das possibilidades para criar indivíduos que tenham consciência e capacidade para perceber o mundo além das telas, o mundo que existe por trás da tecnologia e por fora dela no mundo real. Devemos abandonar as correntes que nos prendem as paredes da caverna, esquecer os mitos e deuses falsos e buscar a luz no mundo. Assim como na Alegoria da Caverna, devemos abandonar velhos hábitos, rotinas e medos para experimentar o novo. Devemos nos apropriar a tecnologia, mas ao mesmo tempo devemos nos apropriar da nossa capacidade de exploração, criar meios para aprender e novas formas para ensinar. Só assim faremos uma mudança significativa na formação de educadores e também na escola.
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