Tânia Maria de Araújo, Regina de Souza Moreira & Jorgana Fernanda de Souza Soares | 69 bem como no pós-pandemia. O apoio institucional, como se viu na pesquisa du-rante a pandemia, ainda é baixo, especialmente nas redes municipais de ensino e na Educação Infantil, e a ausência de contato presencial direto entre docentes e com a coordenação das escolas faz com que essas possibilidades de apoio dimi-nuam. Isso pode elevar a situações de sofrimento mental e adoecimento.
As tecnologias de informação e comunicação trazem a possibilidade de ensino-aprendizagem para além do ambiente escolar e, no cenário de distan-ciamento social imposto pela pandemia da COVID-19, são ferramentas indispen-sáveis para a continuidade da educação das crianças. Todavia, trazem desafios, dilemas e muitas dúvidas. Poderá o espaço virtual ser efetivo, sem a interação presencial entre colegas de sala e entre aluno(a) e professor(a), tão necessária para a aprendizagem na Educação Infantil? Como adequar os aspectos lúdicos inerentes ao ensino de crianças em um contexto virtual? São indagações que nos desafiam.
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e a relação trabalho-saúde. Isso pode e deve ser favorecido por debates amplos e participativos. Estudos empíricos são fundamentais para possibilitar que o de-bate se faça a partir de situações concretas. Mas o momento exige, sobretudo, o envolvimento de cada um e de todos e todas nós. Precisaremos, principalmente, dar vida aos coletivos, às entidades de classe, aos sindicatos e às associações.
As tarefas que se colocam não são individuais. Os desafios que se apresentam necessitam ser enfrentados e vencidos coletivamente.
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