O estudo revelou que ao implantar um centro de operações com uso de algoritmos de controle computacionais, há otimização no controle semafórico em conjunto na melhoria da gestão e gerenciamento do trânsito. Isto se deve ao fato dos sistemas computacionais obterem tempos de ciclo, tempos de verde e estágios semafóricos adequados às particularidades do cruzamento e do fluxo veicular que está em exercício.
Além disso, percebeu-se que os algoritmos de controle em tempo real, em situações em que há eventos inesperados na via ou oscilações constantes na demanda de tráfego, possuem vantagem em relação aos sistemas que funcionam a partir de tempos fixos. Isto acontece porque, os softwares (no caso SCATS e SCOOT) habilitados em tempo real, recebem informações da via de forma constante a partir dos detectores, e conseguem processar esses dados (em questão de segundos), com o objetivo de realizar uma nova programação, a qual atende a condição em que a via está imposta naquele momento. Desse modo, na opinião do autor, em um projeto de uma central de tráfego é de grande necessidade a utilização de controle em tempo real em todas as interseções. Pois além dos motivos citados, fica, de certa forma, dispensável a tarefa de gestão de programações, gerando assim uma otimização do tempo, que vai ser utilizado para a resolução de problemas e ocorrências nas vias. No entanto, como a implantação do sistema é mais complexa e onerosa que os outros controles semafóricos, é possível a utilização de sistemas que funcionam a tempo fixo em interseções menos importantes e que não possuem um grande fluxo veicular.
Ademais, comparando os Métodos Webster e Grau de Saturação, com os programas específicos para criação de planos em tempo fixo, notou-se que os softwares específicos vieram para facilitar o cálculo de programações e melhorar o desempenho das vias de uma forma geral. Pois, com o uso desses algoritmos computacionais é muito mais fácil simular programações, inferir novos parâmetros, realizar testes, e criar uma sincronização entre semáforos próximos utilizando o princípio da defasagem, entre outras ferramentas que auxiliam os técnicos no dia a dia. Nos dias atuais, em que as cidades estão crescendo de forma exponencial e o trabalho de operação se volta quase que totalmente para a resolução de problemas, é inadmissível que os técnicos calculem programações "à mão". Portanto, os programas estão no mercado para ajudar os programadores a realizarem essa programação.
Por outro aspecto, a implantação de centrais de tráfego também indicou o aumento no desempenho de operação de tráfego em uma cidade, pois, ela consegue agregar grande número de recursos de gestão, comunicação, monitoramento e gerenciamento em paralelo
com o controle semafórico. Isto ocorre porque em um centro de operações é possível fazer o uso de softwares, que auxiliam e facilitam o trabalho do técnico operacional como foi apresentado no projeto de ampliação da BHTRANS. Onde o registro de ocorrências era processado pelo sistema, que já disponibilizava ao operador os recursos disponíveis e as medidas que poderiam ser tomadas naquele momento.
Outro ponto bastante importante, na visão do autor, é o Circuito Fechado de Televisão, pois ele ampara os técnicos no diagnóstico do comportamento do trânsito e na identificação de ocorrências. No entanto, o monitoramento através do CFTV se mostrou um sistema que vai muito além da geração de informação para o controle semafórico, a literatura e a BHTRANS mostraram que ele pode ser utilizado para monitorar casos de furtos, assaltos, acidentes e colisões. Desse modo, realizando uma parceria com os órgãos competentes, há um aumento da segurança pública da cidade e maior agilidade no socorro de pacientes. Além de todos esses benefícios que esse sistema já traz consigo, a BHTRANS ainda conseguiu mostrar que esse programa não serve só para uso da empresa, mas funciona como uma ferramenta ao usuário. A ideia de colocar as imagens das câmeras, em tempo real, no portal BHTRANS foi uma atitude de grande visão da empresa.
Já os PMVs se mostraram como o meio de comunicação da central com o usuário, pois, a partir das mensagens contidas nos PMVs, que ocorre a troca de informações com o usuário. De tal modo que quando há rotas descongestionadas e desvios, acontecimentos na via, congestionamentos, entre outros, esse dispositivo tem as características necessárias para realizar avisos e direcionar o usuário para rotas seguras e em melhores condições. É por esse motivo, que o autor considera essa ferramenta tão importante, pois, ele gera um sentimento de confiança e proteção por parte do usuário e uma nova linha de ação por parte dos operadores.
Por fim, o estudo de caso revelou que, mesmo quando há uma central de operações já em funcionamento, há sempre como se reinventar, utilizando-se de novas tecnologias e recursos para aumentar a eficácia do controle e operação. Além disso, o estudo de caso, na visão do autor, evidenciou que os recursos de comunicação, tecnologia da informação, gestão e gerenciamento, possuem uma grande importância dentro de uma central. Portanto, a grande dificuldade é conseguir integrar todos os sistemas.
Finalmente, fica evidente que a implantação de centrais de operações com o uso de sistemas de controle computacionais melhora, não somente o trânsito (nas medidas cabíveis ao sistema semafórico), mas o funcionamento da cidade como um todo. Permitindo assim, um movimento de veicular mais fluído, com redução de atrasos e paradas, além de uma segurança pública mais eficaz e gerenciada.
Um tema que não pude abordar nesse trabalho, mas que é de suma importância, é como acontece a incorporação e o funcionamento das travessias semaforizadas de pedestres dentro das programações realizadas pelos algoritmos de controle computacionais. Nos dias atuais o tema da mobilidade urbana está sendo muito debatido, e os principais estudos estão focados em projetar uma cidade para as pessoas e não para os veículos. Portanto, o autor destaca como sugestão para trabalhos futuros, analisar esse novo paradigma.
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