A NECESSIDADE DE MOTIVAR
7. CONCLUSÃO FINAL
Tendo em mente que a Constituição apresenta comandos que denotam a idéia de estabilidade em relação ao orçamento, bem como a noção da necessidade de sua concretização, por exemplo, dispondo que este fixe despesas, determinando que aqueles que afrontarem às disposições orçamentárias serão responsabilizados, e, também, pela Carta Magna tratar o orçamento como lei indistintamente da que o aprova, deixando claro que após o processo legislativo este se torna diploma normativo, resta concluir que segundo o nosso ordenamento o orçamento é lei!
Essa posição, a nosso ver, é a que melhor se encaixa ao desenho constitucional do orçamento em nosso país, valorizando: a democracia no processo orçamentário; a Separação dos Poderes e a suas respectivas funções; o princípio da sinceridade do orçamento e; a transparência da gestão dos recursos públicos.
Muito além da retórica, faz-se necessário, no Brasil, um maior respeito à eficácia normativa do orçamento, por ser este instrumento de extrema relevância para a eficiência da Administração no trato com os serviços públicos e com as suas obrigações. Contudo, não se pode perder de vista as várias faces do orçamento e os problemas advindos de uma vinculação impositiva, sem aberturas. Por isso, a solução apresentada por MENDONÇA, que é a de exigir a motivação do ato que divergir do disposto na lei orçamentária para efetivo controle da atuação da Administração, parece-nos a melhor saída para a anarquia orçamentária que se vencia em nosso País.
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