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Editoriais com maior poder de influência:

8 CONCLUSÃO: FOTOGRAFIA COMO ESPELHO DO REAL

Com base nesta pesquisa bibliográfica que reúne mais de vinte títulos de diferentes áreas e um breve estudo de caso, concluiu-se que, sim, os editoriais de moda presentes na revista

TodaTeen possuem influência na construção de estilo individual de suas leitoras; grande parte

desta influencia se dá através de celebridades, mas, ao contrário da crença popular, não exclusivamente por isso.

Ficou constatado que a vertente que mais influencia as jovens é a ‘comercial’; segundo relatado pelas entrevistadas isso se dá porque hoje, com as mídias sociais, o padrão apresentado no editorial-comercial é muito comum as mesmas; o formato de apresentação de uma peça em vários looks e estilos é frequentemente usado em tutoriais de ‘como vestir’ produzido por blogueiras; além disso as jovens também intitulam este modelo de editorial por ser facilmente reproduzido e adaptado, dando margem inclusive para que as jovens realizem a mesma prática com diversas peças e consigam usar suas roupas com mais facilidade. Assim, este modelo assume a primeira posição por sua maior aparição perante as leitoras, permitindo uma familiaridade das mesmas.

Seguinte ao editorial-comercial, também são apontados, respectivamente, os editoriais de entrevista e o ‘fashionista’ que segundo as entrevistadas apesar de não serem os de maior influência ainda possuem grande representatividade por um quesito em comum: o prestigio partilhado de celebridades. É de grande importância ressaltar este aspecto pois ele também se encaixa no editorial-comercial mesmo que indiretamente; quando as jovens que foram entrevistadas relatam sobre as mídias sociais reproduzindo o mesmo padrão veiculado no editorial-comercial da revista elas trazem atrelado a isso a ideia de um artista reforçando a legitimidade daquilo que se é apresentado, o que reflete em sua percepção diante desde modelo de editorial. Sendo assim, faz-se claro que as imagens veiculadas na revista, que usam de celebridades para reforçar seu prestigio, são usadas por estas jovens como um espelho; elas usam estas imagens, fotos e vídeos, no caso das redes sociais, como base para sua concepção individual de estilo. “A divulgação de produtos e pessoas se fazia de maneira incessante de modo que dificilmente alguém ficasse indiferente ou à margem desse processo. ” (SOUZA; CUSTÓDIO, 2004, p. 237)

Este conceito de espelhar-se vai muito além das fotografias, se estendem também a outras formas de imagens veiculadas, como vídeos por exemplo; assim como analisado aqui na revista, fora dela os ‘espelhos’ que mais fazem sucesso também são os que tem dicas de looks, de como reproduzi-los, adapta-los.

(...) a fotografia como espelho do real. O efeito da realidade ligado à imagem fotográfica foi a princípio atribuído à semelhança existente entre a foto e seu referente. (DUBOIS, 1993, P. 26) A primeira dessas posições vê na foto uma reprodução mimética do real. Verossimilhança: as noções de similaridade e de realidade, de verdade e de autenticidade recobrem-se e sobrepõem-se bem exatamente segundo essa perspectiva: a foto é concebida como espelho do mundo (...) (DUBOIS, 1993, p. 53)

As revistas sempre serviram de base para que jovens se espelhassem em suas construções de estilo, mas, nos dias atuais, este poder de reprodução se estendeu para além das páginas e se faz de alcance imediato devido a web. O incrível alcance das mídias sociais proporciona que

muitas jovens utilizem de diversas referências de estilo como espelho, espelho este que reflete uma realidade a ser alcançada, uma realidade almejada por estas jovens, que através do estilo de vestir-se tornam-se reflexo da imagem fotografada ou filmada que se é admirada.

É através dos editoriais de moda que está imagem admirada, repleta de signos, é levada até estas jovens pelos veículos de comunicação e mídias especializadas; Signo é um termo por vezes utilizado no meio da moda para referir-se a algo ou alguém como uma referencial, referencial este, que possui grande prestígio de acordo com seus momento e contexto, assim como apontam Castilho e Martins, 2005.

REFERÊNCIAS

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