A presença de contaminação de aflatoxinas nas amostras de paçocas se mostraram dentro dos LMT. Isso mostra a crescente preocupação das indústrias em se enquadrarem na legislação vigente, garantindo um maior controle da qualidade de seus produtos desde o plantio, colheita, armazenamento e processamento, através do cumprimento de BPA, BPF e APPCC, levando um produto de maior confiabilidade e qualidade aos consumidores.
Assim como as industrias podem aderir à ISO 22000 a qual garante maior segurança de alimentos, abrangendo toda a cadeia de produção, assegurando assim a qualidade e segurança dos produtos ofertados aos consumidores (ABNT, 2006).
Visto o potencial nocivo a saúde que a contaminação por aflatoxina em amendoim e seus derivados como a paçoca podem possuir, é de extrema importância o devido monitoramento pelos órgãos competentes em vigilância sanitária para a segurança de seus consumidores, bem como esse controle pode ser realizado por um profissional nutricionista o qual poderia fazer o controle dos fornecedores do amendoim cru os quais devem fazer o cumprimento de BPF e APPCC além de liberar o processo de compra da matéria prima (amendoim) somente após realizada análises que comprovem a ausência de aflatoxinas.
Apesar de existirem vários métodos sofisticados que servem para realizar a detecção de aflatoxinas, esse procedimento pode ser realizado com o auxilio de uma lanterna UV, a qual serve para detectar fluorescências emitidas por aflatoxinas.
O controle da qualidade do produto faz que a paçoca possa ser consumida sem haver o risco de desenvolver patologias como o câncer hepático, imunossupressão ou aflatoxicoses. Além disso, essa segurança micotoxicológica faz com que se possa aproveitar os benefícios nutricionais que o amendoim e seus derivados trazem à saúde quando consumidos com moderação.
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ANEXOS
ANEXO A – RDC 07/2011
Ministério da Saúde - MS Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
RESOLUÇÃO DE DIRETORIA COLEGIADA – RDC Nº 07, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2011 (*)
(Publicada em DOU nº 37, de 22 de fevereiro de 2011) (Republicada em DOU nº 46, de 09 de março de 2011)
Dispõe sobre limites máximos tolerados (LMT) para micotoxinas em alimentos.
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o inciso IV do art. 11 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº. 3.029, de 16 de abril de 1999, e tendo em vista o disposto no inciso II e nos §§ 1º e 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria nº. 354 da Anvisa, de 11 de agosto de 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, em reunião realizada em 15 de fevereiro de 2011, adota a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente Substituto, determino a sua publicação:
Art. 1º Fica aprovado o Regulamento Técnico sobre limites máximos tolerados (LMT) para micotoxinas em alimentos, nos termos desta Resolução.
Art. 2º Este Regulamento possui o objetivo de estabelecer os limites máximos para aflatoxinas (AFB1+AFB2+AFG1+AFG2 e AFM1), ocratoxina A (OTA), desoxinivalenol (DON), fumonisinas (FB1 + FB2), patulina (PAT) e zearalenona (ZON) admissíveis em alimentos prontos para oferta ao consumidor e em matérias- primas, conforme os Anexos I, II, III e IV desta Resolução.
Parágrafo único. Os limites máximos tolerados referem-se aos resultados obtidos por metodologias que atendam aos critérios de desempenho estabelecidos pelo Codex Alimentarius.
Art. 3º Este Regulamento aplica-se às empresas que importem, produzam, distribuam e comercializem as seguintes categorias de bebidas, alimentos e matérias primas:
I - amendoim e seus derivados;
II - alimentos à base de cereais para alimentação infantil (lactentes e crianças de primeira infância);
III - café torrado (moído ou em grão) e solúvel;
IV - cereais e produtos de cereais;
V - especiarias;
VI - frutas secas e desidratadas;
VII - nozes e castanhas;
VIII - amêndoas de cacau e seus derivados;
IX - suco de maçã e polpa de maçã;
X - suco de uva e polpa de uva;
XI - vinho e seus derivados;
XII - fórmulas infantis para lactentes e fórmulas infantis de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância;
XIII - leite e produtos lácteos, e XIV - leguminosas e seus derivados.
Art. 4º Os níveis de micotoxinas deverão ser tão baixos quanto razoavelmente possível, devendo ser aplicadas as melhores práticas e tecnologias na produção, manipulação, armazenamento, processamento e embalagem, de forma a evitar que um alimento contaminado seja comercializado ou consumido.
Art. 5º No caso de produtos não previstos no art. 3º desta Resolução e que sejam produzidos a partir de ingredientes com limites estabelecidos na forma dos Anexos deste Regulamento, que forem desidratados ou secos, diluídos, transformados e compostos, os limites máximos tolerados devem considerar as
proporções relativas dos ingredientes no produto, concentração e diluição em relação aos limites estabelecidos para os ingredientes.
§ 1º Na hipótese do “caput” deste artigo, o interessado será notificado para fornecer informações relativas à proporção dos ingredientes no produto, bem como aos fatores específicos de concentração e diluição, caso seja necessário.
§ 2º A não apresentação das informações mencionadas no § 1º no prazo de 10 (dez) dias, ou sua inadequação, ensejará conclusão com base nos dados disponíveis.
Art. 6º Os limites máximos tolerados se aplicam à parte comestível dos produtos alimentícios em questão, salvo especificação em contrário.
Art. 7º O descumprimento das disposições contidas nesta Resolução constitui infração sanitária, nos termos da Lei nº. 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis.
Art. 8º Ficam revogadas a Resolução CNNPA nº 34, de 1976, publicada no D.O.U. de 19/01/1977, e a Resolução RDC nº 274, de 15 de outubro de 2002.
Art. 9º São concedidos prazos para aplicação dos limites máximos tolerados estabelecidos nos anexos desta Resolução, tendo em vista a necessidade de adequação do setor produtivo, com exceção dos limites estabelecidos no Anexo I.
Art. 10. Os Limites Máximos Tolerados (LMT) estabelecidos para as Micotoxinas e as respectivas categorias de alimentos especificadas no Anexo II entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2012.
Art. 11. Os Limites Máximos Tolerados (LMT) estabelecidos para as Micotoxinas e as respectivas categorias de alimentos especificadas no Anexo III entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2014. (Prazo prorrogado até 1º de janeiro de 2017, pela Resolução – RDC nº 59, de 26 de dezembro de 2013) Art. 12. Os Limites Máximos Tolerados (LMT) estabelecidos para as Micotoxinas e as respectivas categorias de alimentos especificadas no Anexo IV entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2016. (Prazo prorrogado até 1º de janeiro de 2017, pela Resolução – RDC nº 59, de 26 de dezembro de 2013)
Art. 13. Esta Resolução e seu Anexo I entram em vigor na data de sua publicação.
DIRCEU BRÁS APARECIDO BARBANO ANEXO I – Aplicação Imediata
LIMITES MÁXIMOS TOLERADOS (LMT) PARA MICOTOXINAS
Micotoxinas Alimento LMT (μg/kg)
Aflatoxina M1 Alimentos à base de cereais para
alimentação infantil (lactentes e
Amêndoas de cacau 10 Produtos de cacau e chocolate 5
Especiarias: Capsicum spp. (o fruto seco, inteiro ou triturado, incluindo pimentas, pimenta em pó, pimenta de caiena e pimentão- doce); Piper spp. (o fruto, incluindo a pimenta branca e a pimenta preta) Myristica
fragrans (noz-moscada) Zingiber officinale (gengibre) Curcuma longa
(curcuma). Misturas de especiarias que contenham uma ou mais das
especiarias acima indicadas de caiena e pimentão- doce) Piper spp. (o fruto, incluindo a pimenta branca e a pimenta preta) Myristica
fragrans (noz-moscada) Zingiber officinale (gengibre) Curcuma longa
(curcuma) Misturas de especiarias que contenham uma ou mais das
especiarias acima indicadas
30
Alimentos à base de cereais para alimentação infantil (lactentes e
crianças de primeira infância)
2
Produtos de cacau e chocolate 5,0
Amêndoa de cacau 10
Frutas secas e desidratadas 10
Desoxinivalenol (DON)
Arroz beneficiado e derivados 750 Alimentos à base de cereais para
alimentação infantil (lactentes e crianças de primeira infância)
200
Fumonisinas (B1 + B2)
Milho de pipoca 2000
Alimentos à base de milho para alimentação infantil (lactentes e crianças de primeira infância)
200 Zearalenona Alimentos à base de cereais para
alimentação infantil (lactentes e crianças de primeira infância)
20 Patulina Suco de maçã e polpa de maçã 50
ANEXO II – Aplicação em janeiro de 2012
LIMITES MÁXIMOS TOLERADOS (LMT) PARA MICOTOXINAS
Micotoxinas Alimento LMT (μg/kg)
Desoxinivalenol (DON)
Trigo integral, trigo para quibe,
Trigo integral, trigo para quibe,