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Conclusão

No documento MAJ Gates (EUA) (páginas 43-47)

A RSS é um conceito relativamente novo, mas com uma história promissora. É relativamente barato e contém a promessa de trazer a muito necessária estabilidade a uma parte ameaçadora e agonizada do mundo.

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Para uma lista completa de programas de Comandos Europeus relacionados com África praticamente a serem herdados pela AFRICOM consulte http://www.eucom.mil/english/Operations/main.asp

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Presentemente, os EUA e a OTAN estão a explorar formas de melhorar a RSS em África. A Iniciativa de Treino do Médio Oriente, juntamente com os avanços no diálogo e nas parcerias com a comunidade DM/ICI poderá encerrar em si a resposta a longo prazo para como deverá proceder em África. Um lento mas firme progresso de compromisso tem estado a caminho desde a Cimeira de Istambul, assegurando que todos os membros da OTAN tenham uma voz na definição de futuras parcerias e potenciais cursos de acção no que diz respeito ao envolvimento em novos compromissos externos (por exemplo, em África). Pequenos passos incrementais, tais como o crescente número de oficiais estrangeiros da área de DM/ICI em escolas NATO tanto ao nível táctico (Oberammergau e Stavanger) como ao nível operacional/estratégico (Colégio de Defesa da NATO, em Roma) estão actualmente a ser preparados. Adicionalmente, esses parceiros estão também a ganhar experiência sobre como os EUA e a OTAN conduzem treinos e operações através dos seus contributos para as operações da OTAN no Kosovo, e, em certa medida, no Afeganistão.96 Ao haver oficiais estrangeiros de vários países a frequentar esses mesmos cursos, estes irão adquirir códigos de conduta comuns. Isso levará tempo, mas a RSS sempre tem sido um processo lento. Como vimos, existe uma crescente consciencialização para a necessidade de acordos internacionais no que diz respeito às questões da segurança. No entanto, uma vez que esta é uma aproximação relativamente nova, tal como foi mencionado acima, não há políticas comuns dos EUA ou da OTAN que suportem a implementação de métodos de RSS em África. Por isso, a hipótese 1 está confirmada: os países continuarão a ser guiados por códigos de conduta comuns, mas ainda assim irão dar prioridade a interesses particulares. Temos, por isso, de desenvolver estratégias para os diferentes Estados. Só melhorando a cooperação entre os actores internacionais é que podem ser alcançados acordos no que diz respeito à RSS ao longo de toda a África.

Parar os problemas locais e regionais de África antes que eles se metamorfoseiem em problemas transnacionais deverá ser o objectivo tanto das organizações regionais africanas, como dos corpos internacionais abordados neste trabalho. A bem da segurança europeia, fornecer ajuda a África não se deve tornar num jogo em que uns perdem e outros ganham, com a UE e os EUA como competidores. Todas as organizações mencionadas aqui: a ONU, a UE e a OTAN poderão encontrar mais trabalho do que verdadeiramente possam realizar, mas

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Comentários do Secretário-Geral Adjunto da OTAN durante a visita ao Conselho Atlântico dos Estados Unidos, Março de 2007.

a escassez de recursos dita que eles o façam de uma forma inteligente e eficiente. Por isso, uma abordagem comum a África que faça uso das capacidades de nicho que a ONU, a UE e a OTAN trazem para a mesa deverão ser organizadas e empregues em conjunto. É óbvio que isto é mais fácil de dizer do que de concretizar; no entanto, o Darfur oferece uma oportunidade para fazer isso mesmo. Apesar dos compromissos actuais da OTAN e da UE, juntos no Darfur, a eliminação da duplicação de esforços poderia trazer poupanças a ambas as organizações, que seriam aplicadas da melhor forma noutros locais. Traçar uma missão conjunta UE/OTAN poderia servir de anteprojecto para futuros esforços que mereçam atenção significativa. Para além disso, a utilização de programas de formação NATO representa um bom primeiro passo para os elementos de quartel-general na UA e que poderiam servir como futuros quadros das Forças de Alerta Africanas da UA. Implementá-la em pequenos passos, de modo a não sobretaxar o sistema actual, permitiria também à OTAN avaliar a relação entre custos e benefícios de tal associação. E, finalmente, se possível, a introdução de pequenos elementos de forças da UA nos exercícios PfP e operações da OTAN poderia trazer dividendos às unidades participantes caso elas fossem chamadas para actuar em futuros focos de crise em África. Por isso, os modelos que são desenvolvidos nestas instâncias pelas organizações ocidentais e a necessidade de trabalhar em conjunto de forma produtiva pode ajudar vários países e regiões africanas aquando do desenvolvimento e implementação de medidas de RSS. A verdadeira questão é saber se os modelos ocidentais poderão sequer ser aplicados a África, mas esses standards correspondem a estruturas já existentes nos Estados africanos, e essas medidas podem então ser modificadas pelas autoridades locais. Isto confirma, portanto, a hipótese 2.

África é um continente demasiado grande para ser capaz de aplicar um conjunto de medidas para a RSS. Devido ao facto de os países e as regiões africanas exibirem grandes diferenças no modo como interagem, resolvem conflitos, se auto-governam, etc., é fundamental trabalhar numa base de caso por caso quando se implementarem programas para a RSS. Alguns dos problemas e questões (por exemplo a pobreza e a SIDA) são multi- regionais ou afectam África como um todo e podem por isso beneficiar de uma perspectiva global para os assuntos relacionados com a RSS. Uma vez que isto não se aplica em todas as instâncias, diferentes medidas para a RSS têm de ser desenvolvidas em cada região ou país. Onde houver questões multi-regionais ou multi-nacionais a resolver, então as diferentes regiões e países deverão assegurar-se que desenvolvem medidas de RSS que se complementem mutuamente. Confirma-se, assim a hipótese número 3.

A actual situação em África significa que qualquer plano de RSS terá que se adaptar às actuais questões que caracterizam muitos países africanos. Se por um lado faz todo o sentido centralizar esforços para ajuda humanitária e segurança, as grandes diferenças regionais tornarão necessário aplicar diferentes medidas em África para os diversos Estados de regiões (como vimos aquando da confirmação da hipótese 3). O melhoramento dos níveis educacionais, de igualdade, liberdade de expressão ou de saúde terá um impacto directo no melhoramento dos níveis de segurança do Estado. Como vimos, melhorar a “segurança humana” será um factor multiplicador para a estabilidade e a segurança de um Estado. Melhorar a segurança individual tornará o Estado e África num meio mais seguro, o que confirma a hipótese número 4.

Os EUA e a OTAN possuem uma riqueza de conhecimentos e de capacidades para oferecer, de forma a ajudar África a resolver os seus problemas localmente. Isto não poderá acontecer da noite para o dia, mas exigirá um esforço sustentado ao longo de muitos anos. Adicionalmente, o compromisso de movimentar-se nessa direcção exigirá uma voz forte – possivelmente os EUA. Sacudir o foco central para fora do Afeganistão e apontar para mais próximo da entrada da Europa é a potencial solução para os problemas relacionados com África. Esta é, portanto, a resposta à questão central: os EUA e a OTAN podem desenvolver medidas de apoio à RSS em África. Agora é tempo de agir.

7. Referências Bibliográficas

No documento MAJ Gates (EUA) (páginas 43-47)

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