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Apesar do alcance ao computador e aos meios digitais estarem cada vez mais próximos das pessoas, muitas destas acabam fora dessa inclusão. No caso das pessoas com deficiência, diversas dificuldades e limitações podem impedir ou atrapalhar o uso do computador. Ainda assim, existem diversas ferramentas de acessibilidade e tecnologia assistiva que se propõem a auxiliar essas pessoas com o objetivo de incluí-las nas diversas atividades humanas.

Muitas dessas ferramentas de acessibilidade estão à disposição gratuitamente ou até já vem inclusas em pacotes de programas, mas constantemente pecam por falhas de usabilidade, que as tornam complexas demais e até mesmo desconhecidas. No caso da web, existem diversas recomendações para o desenvolvimento de sites acessivos. A W3C é um consórcio de empresas de tecnologia que propõe diversas diretrizes de acessibilidade voltadas a diversos padrões na web.

Entretanto, fica difícil instruir todos os desenvolvedores a utilizarem tais diretrizes, mesmo porque nem sempre essas pessoas estão engajadas na área. Ainda assim, o vasto conteúdo já existente na web que necessitaria de intervenções e redesenhos, representa em muitos casos interfaces inapropriadas as pessoas com dificuldades e limitações no uso do computador.

Dessa forma, esse trabalho partiu do principio de tornar os sistemas digitais “inteligentes”, propondo que estes se adaptassem as diretrizes para que possam oferecer um conteúdo mais acessível ao usuário. O conceito de meta-interface aplicado no presente trabalho buscou isto através de uma interface capaz de interagir com outra interface, readaptando-a e fornecendo ao usuário em questão uma melhor usabilidade.

A pesquisa em questão enfatizou a aplicação desses conceitos em interfaces digitais voltadas para deficientes visuais, mais especificamente a interfaces web para pessoas de Baixa Visão. Através de uma ferramenta capaz de aplicar folhas de estilos que alterassem automaticamente o padrão cromático do site acessado pelo usuário, obteve-se o resultado esperado, tornando o computador um sistema “inteligente” capaz de fornecer alternativas de acesso ao conteúdo da web.

Para o sucesso das ferramentas propostas foi necessário abordar diversos conceitos que envolvem o uso de sistemas digitais pelas pessoas. Tomar ciência de como acontece a interação entre os usuários e os meios digitais, passando pelo estudo da usabilidade e como esta se relaciona com a acessibilidade foi trivial para o desenvolvimento de uma ferramenta que tornasse o uso por usuários portadores de Baixa Visão possível e agradável. Os demais conceitos serviram de suporte para o desenvolvimento da pesquisa e por meio da metodologia de projeto abordada foi possível chegar a um resultado prático convincente.

A partir da definição do escopo de pesquisa foi possível aprofundar e entender melhor as reais dificuldades e limitações dos usuários de internet, os principais aspectos que os auxiliam e/ou atrapalham no uso do computador e dessa forma perceber de forma mais clara suas necessidades na interação com interfaces digitais. Dessa forma, foi possível estabelecer, através de um estudo bibliográfico, o conceito de ferramentas tornassem a experiência com essas interfaces mais agradáveis e assim, viabilizar o acesso dessas pessoas a web.

Com esse aparato em mãos, partiu-se para a concepção de ferramentas que possibilitam uma navegação menos dificultosa e limitada, através de uma interface de usuário escolhida após a geração de alternativas. Com as ferramentas finalizadas, foram elaborados testes, a fim de avaliar e detectar possíveis falhas. O resultado foi satisfatório, uma vez que os usuários conseguiram utilizar as ferramentas sem maiores dificuldades e os resultados propostos foram considerados satisfatório e de grande importância pelos participantes.

Desse modo, foi possível tornar a web mais acessível a estes usuários, principalmente para aqueles de Baixa Visão que possuem e fazem uso do resquício visual e muitas vezes são levados a utilizarem softwares leitores de texto. Alguns desses softwares trocam por completo as interfaces gráficas por áudio e linhas de comando em DOS, perdendo a referência gráfica dos sistemas digitais acessados. A nossa proposta tenta auxiliar as pessoas com resquício visual compatível com a navegação na web, sem a necessidade destas fazerem uso de softwares voltados para deficientes visuais extremos (cegos).

no desenvolvimento de sistemas acessíveis, e aplicados em conjunto colaboram cada vez mais para a inclusão de pessoas nos meios digitais. O conceito de meta- interface possibilita não somente a inclusão como foi mostrada nesse trabalho, mas pode ser aplicada também para diversas interfaces (web ou não) e direcionada para diversas classes de usuários.

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ANEXOS

Anexo 1 - Geração de computadores e de interfaces de

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