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CONCLUSÃO

No documento WELDER FEITOSA SOUZA (páginas 37-46)

Vinte espécies distribuídas entre diferentes táxons fizeram parte da fauna parasitária das tainhas estudadas, todavia as mais prevalentes nestes peixes foram

Ergasilus lizae (Copepoda) com prevalência de 65% e em segundo com 25% Neoechinorhyncus curemai (Acanthocephala). Dactylogyridae (Monogenea) e Myxobolus (Mixozoa) apresentaram prevalências similares, de até 10% enquanto as

outras espécies apresentaram números inferiores a estes, sendo muito baixos.

A maior parte dos peixes parasitados possuía uma espécie ou no máximo duas, com o parasitismo total nestes espécimes atingindo um percentual de 81%, fato este que pode ser corroborado pela variação de comprimento, que foi considerada pequena o bastante para que houvesse uma maior exposição a formas infectantes, ou ainda pode significar que a espécie Mugil curema pode ser dotada de uma maior imunidade face a diferentes agentes parasitários.

Phagicola sp., uma espécie parasita relevante do ponto de vista zoonótico,

não foi encontrada nas amostras, fato que pode estar atrelado à sazonalidade ambiental, falta de hospedeiros intermediários ou possivelmente esta não ocorra na região de estudo em função das condições ambientais. Porém, um indivíduo de Nematoda da família Anisakidae foi encontrado.

Foi verificada a presença de Myxobolus sp. com intensidades significativamente maiores nos peixes menores, apontando para uma possível suscetibilidade desses peixes. Tais resultados sugerem quem em criações com a presente espécie, o produtor deve ter especial atenção com os peixes menores em relação aos cistos de Myxobolus sp. Também foi constatada uma queda do Kn nos peixes parasitados por Myxobolus e naqueles com mais parasitas, podendo ser um indicativo de que este parasita é prejudicial à higidez dos peixes.

O Kn dos peixes parasitados e não parasitados não diferiu significativamente, exceto quando se tratou de peixes parasitados por N. curemai, nos quais o Kn foi significativamente menor do que aquele dos não parasitados,tendo sido também observado uma correlação negativa entre o Kn e a abundância desse parasita. Assim, no sistema de cultivo os peixes devem estar isentos de N. curemai, que pode ser bastante prejudicial ao estado de saúde destes organismos.

Apesar dos índices de parasitismo encontrados terem sido extremamente baixos há de se convir que os meios utilizados na obtenção dos peixes podem ter influenciado neste não registro de alta riqueza de parasitas, comumente encontrada em outras espécies de peixes. Contudo os dados gerados neste trabalho não permitem tirar conclusões que avaliem o atual status da comunidade parasitária da tainha, já que foram encontrados somente dois peixes fêmeas e, portanto, aspectos sazonais e ambientais poderão ser avaliados em estudos posteriores com esta espécie.

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