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CONCLUSÕES DO EXPERIMENTO DA AGROFLORESTA

O elevado sombreamento não reduz drasticamente a sobrevivência da araucária até 25 meses do plantio.

Sob sombreamento, as mudas de araucária de tamanho grande têm comportamento similar àquelas de tamanho pequeno quanto ao crescimento, trocas gasosas, teor de pigmentos e anatomia foliar.

A reabertura do dossel proporciona aumento da taxa de assimilação de CO2 e rápida retomada do crescimento das mudas de araucária sombreadas.

As araucárias sombreadas apresentam como principais respostas morfofisiológicas as folhas menos espessas e com redução na diferenciação do parênquima clorofiliano em paliçádico e de camadas da hipoderme da face adaxial das folhas, para economia de recursos.

As mudas de araucária de maior tamanho plantadas em pleno sol têm grande vantagem na sobrevivência e crescimento..

A A. angustifolia se comporta como planta de sol facultativa, tolerante ao sombreamento, pelo menos nos primeiros anos de crescimento.

5.2 CONCLUSÕES DO EXPERIMENTO DE SOMBREAMENTO

CONTROLADO

O elevado sombreamento reduz a qualidade de mudas de araucária, mesmo tendo maior crescimento em altura, as mudas apresentaram menor índice de qualidade de Dikson.

O aparato fotossintético é afetado em diferentes níveis de sombreamento. Quando as plantas sombreadas foram expostas à pleno sol por um período de 24 horas, aumentaram significativamente a taxa de transporte de elétrons.

As adaptações mais expressivas da araucária em resposta ao sombreamento são o aumento na quantidade de clorofila e a maior eficiência quântica do fotossistema II.

Recomenda-se que o plantio de araucária seja realizado à pleno sol, pois na maior radiação incidente as plantas apresentaram maior diâmetro, maior massa seca total, maior partição de massa seca para as raízes, maior índice de qualidade de Dikson.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sob condições de baixa luminosidade em ambiente florestal e controlado, as plantas apresentaram mudanças morfológicas e fisiológicas, para aumentar a eficiência de utilização da luz, sendo que, em ambiente agroflorestal foi verificado modificações morfológicas na estrutura da folha e em sombreamento controlado ocorreu maior quantidade de pigmentos e maior eficiência quântica do fotossistema II, demonstrando a tolerância e a plasticidade da araucária em relação a baixa disponibilidade de luz.

Tanto em sombreamento controlado quanto natural, quando araucárias sombreadas são expostas a alta radiação respondem rapidamente, portando, em plantios consorciados, deve-se realizar a abertura do dossel de modo a aumentar a radiação incidente, para que as araucárias tenham um desenvolvimento adequado.

Os fatores de alta fragmentação, redução da diversidade genética e baixa regeneração em florestas naturais, indicam que para a efetiva e duradoura conservação da araucária é preponderante a realização de reflorestamentos, que possam conduzir à conservação pelo uso, em função da produção e comercialização do pinhão. E, para se ter sucesso na implantação de mudas, deve ser realizado o plantio a pleno sol, uma vez que é neste ambiente que se obteve maior qualidade das mudas.

Em estudos futuros seria interessante estabelecer o ponto de compensação de luz da araucária, pois é onde a taxa respiratória se equilibra com a taxa fotossintética, ou seja, o processo fotossintético fixa exatamente a mesma quantidade de CO2 liberado pela respiração e fotorrespiração (SCHOCK et al., 2014). Aparentemente, os resultados do presente trabalho indicam que este ponto de compensação de luz das mudas sombreadas é baixo para a espécie, pois as mudas mantiveram crescimento em condições de baixa PAR. Em outro trabalho com araucária, aos 110 dias após a germinação dos pinhões, o ponto de compensação de luz foi de 35, 38 e 75 µmol m-2 s-1 para as folhas da parte basal, mediana e superior das mudas, respectivamente (EINIG et al., 1999). Além disso, poderiam ser feitas avaliações referentes ao estresse oxidativo, verificando a atividade das enzimas relacionadas com a detoxificação de espécies reativas de oxigênio (TANG et al., 2015).

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APÊNCICES

Apêncice A - Vista superior da Unidade Demonstrativa de cultivo agroflorestal, na área experimental da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Dois Vizinhos (25°42’01” S, 53°05’54” W, 529 m de altitude). Foto de abril de 2016.

Apêncice B - Espécies e número de plantas da agrofloresta utilizada para o trabalho, em março de 2016.

Espécie N° plantas

Abacateiro (Persea americana) 8

Amoreira (Morus nigra) 8

Araçazeiro (Psidium cattleyanum) 7

Araucária (Araucaria angustifolia)* 20

Bananeira (Musa sp.) 53

Bracatinga (Mimosa scabrella) 2

Cabreúva (Myrocarpus frondosus) 8

Caliandra (Calliandra tweediei) 14

Canafistula (Peltophorum dubium) 9

Canjerana (Cabralea canjerana) 5

Caquizeiro (Diospyros kaki) 3

Cedro (Cedrela fissilis) 9

Cerejeira-do -mato (Eugenia involucrata) 7

Erva-mate (Ilex paraguariensis) 1

Figueira (Ficus guaranitica) 4

Fruta-do-conde (Annona squamosa) 6

Fumeiro-bravo (Solanum mauritianum) 1

Goiabeira (Psidium guajava) 5

Guabijuzeiro (Myrcianthes pungens) 7

Guabirobeira (Campomanesia xanthocarpa) 8

Guajuvira (Cordia americana) 8

Ingazeiro (Inga marginata) 7

Ipê-amarelo (Handroanthus albus) 9

Ipê-roxo (Handroanthus heptaphyllus) 2

jaboticabeira (Plinia cauliflora) 2

Leucena (Leucaena leucocephala) 11

mimo-de-vênus (Hibiscus rosa-sinensis) 3

Nogueira-pecã (Carya illinoensis) 6

Paineira (Ceiba speciosa) 1

Palmito juçara (Euterpe edulis) 5

Pata-de-vaca (Bauhinia forficata) 5

Pereira (Pyrus pyrifolia) 4

Pessegueiro (Prunus persica) 7

Pinheiro-Bravo (Podocarpus lambertii) 3

Pitangueira (Eugenia uniflora) 14

Trifoliata (Poncirus trifoliata) 2

Romãzeira (Punica granatum) 1

Sete-capoteiro (Campomanesia guazumifolia) 9

Umbuzeiro (Phytolacca dioica) 1

Uvaieira (Eugenia piryformis) 3

Total 288

Índice de diversidade de Shannon 3,29

Apêncice C - Comparação do crescimento dos diferentes tamanhos de mudas de araucária plantadas na agrofloresta. Sendo (A) muda grande e pequena de araucária plantada em pleno sol (ao lado da agrofloresta) e (B) muda grande e pequena de araucária plantadas na sombra (interior da agrofloresta).

Apêncice D - Comparação do tamanho das folhas de mudas de araucária desenvolvidas na sombra (à esquerda) e em pleno sol (à direita), no experimento da agrofloresta.

Apêncice E – Viveiros com tela de sombreamento de 30%, 50% e 80% e vasos a pleno sol preparados para o transplantio da araucária na UTFPR Campus Pato Branco (26° 10' 34” S e 52° 41' 22” W). Foto dia 09/02/2017.

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