Ambientes baseados em RV para Área de Saúde
5.5. Teste de defeitos do CyberMedVPS
5.5.3. Conclusões do teste de defeitos
O teste de defeitos do CyberMedVPS serviu para avaliar possíveis falhas em locais do SPV em que o comportamento não estava correto ou não estava em conformidade com a sua especificação. As análises realizadas comprovam que as reações do CyberMedVPS, estão dentro do esperado pela sua especificação.
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92 De acordo com Elias et al.(2010), a informática se caracteriza como uma área que contribui no processo de capacitação dos profissionais de saúde. No âmbito educacional, a área da computação pode ser definida como uma alternativa capaz de transformar a prática pedagógica em uma estrutura acessível, flexível e dinâmica.
Segundo Dragicevic e Fekete (2004), a necessidade de interfaces computacionais cada vez mais simples é imprescindível para sistemas em RV, pois é observado o crescimento no número de dispositivos de interação de entrada/saída e com diferentes formas de comunicação. Isso demanda uma velocidade de aprendizado mais eficiente para os usuários. Por isso, quanto mais intuitivo for o modo de visualização dessas interfaces, melhor para o aprendizado do usuário.
6.1. Contribuições
No início desse trabalho, foram levantados alguns pontos (GREEN, 1995) que fundamentam as razões pelos quais a PV está presente até os dias atuais. Apesar de o estudo ser relativamente antigo, o presente trabalho justifica que os pontos levantados por este autor não estão defasados. São eles:
a) PV é tecnicamente desafiadora, pois existem muitos pontos que precisam ser estudados em pesquisa - Isso foi indicado no capítulo 3, por meio de uma pesquisa sobre os frameworks da área de saúde com PV e a análise de outros estudos relacionados, que concluiu que não existia um padrão de técnica que deve ser adotada para sistemas que geram aplicações de RV; b) A PV suporta o modelo de fluxos de dados da computação muito melhor do
que programação textual convencional – com o CyberMedVPS, foi possível observar como a dinâmica dos dados de uma aplicação em RV pode ser melhor compreendida, se comparada a sua aplicação em código fonte; c) Embora os programadores sejam usuários, a IHC convencional tem agido
pouco em projeto de ambientes de programação – A maioria dos ambientes que adotam alguma das técnicas de PV não foca nos usuários leigos em programação.
Vale ressaltar também que, neste trabalho, os seguintes objetivos específicos foram alcançados: a) foi realizada uma pesquisa sobre o uso de PV em sistemas de RV na área médica, b) foi analisado, por meio de avaliações, as necessidades e as experiências do público-alvo na área de RV, c) foi definida uma arquitetura de PV como
93 estratégia para possibilitar a interação dos usuários de saúde para que desenvolvam suas próprias aplicações com recursos de estereoscopia, interação háptica, deformação e detecção de colisão, d) foi implementado o CyberMedVPS como resultado concreto da arquitetura proposta, e) foi avaliado a GUI do CyberMedVPS com o público-alvo antes de prosseguir o desenvolvimento da camada de comunicação e f) após todo o desenvolvimento do SPV houve a validação do CyberMedVPS.
A criação da arquitetura baseada em PV para frameworks em RV teve como intenção suprir a carência de interfaces visuais que pudessem auxiliar o usuário da saúde no desenvolvimento de aplicações em RV, além de possibilitar que frameworks sem interface gráfica pudessem ter um modo de programação gráfico para ser utilizado por usuários leigos em programação. Dessa forma, o distanciamento existente entre o desenvolvedor, juntamente com o framework em RV, e o profissional da saúde pode ser reduzido com o uso da PV. Assim, os profissionais de saúde podem ter papéis muito mais ativos no processo de desenvolvimento de aplicações baseadas em RV com o uso do CyberMedVPS.
Desde o momento do planejamento do SPV, observou-se o cuidado em atender às necessidades dos profissionais de saúde e isso foi fundamental para garantir que os resultados das validações (Capítulo 5) fossem satisfatórios. Além disso, é possível afirmar que os requisitos funcionais do CyberMedVPS foram atendidos, como: a) garantir a funcionalidade - ser um sistema de criação de aplicações baseadas em RV para usuários da área de saúde, b) garantir a usabilidade - apresentar recursos baseados nos princípios do design de interface e nas técnicas de PV, c) garantir a confiabilidade - o SPV deve validar as aplicações visuais criadas, d) garantir a eficiência – o sistema deve dar as resposta em tempo de execução, e) garantir a manutenabilidade – as modificações das aplicações só serão realizadas pelo modo gráfico e f) garantir a portabilidade - o SPV deve ser compatível com diversos frameworks e ser multiplataforma.
Em relação aos SPVs observados na literatura, especificamente aqueles citados no capítulo 2, o CyberMedVPS tem como vantagem ser um sistema de uso aberto, capaz de oferecer recursos em RV como estereoscopia, sensibilidade háptica, suporte à colisão e à deformação, e suporte a modelos com múltiplas camadas. Assim, o CyberMedVPS foi projetado para funcionar integrado a mais de um framework em RV devido a sua arquitetura hierárquica.
O CyberMedVPS também tem como funcionalidade de destaque o processo de validação da aplicação visual que ocorre em tempo de execução, ou seja, é um sistema
94 capaz de realizar os auto-testes durante o desenvolvimento da aplicação visual a fim de validar os dados inseridos pelo usuário no SPV.
Outra característica a favor do CyberMedVPS, em relação aos demais sistemas com recursos de PV, são as avaliações realizadas com o público-alvo no seu processo de implementação. Até o momento foram realizadas duas avaliações: um questionário e uma entrevista. Elas foram primordiais para definir as reais necessidades dos usuários de saúde em sistemas em RV e para avaliar se a GUI do CyberMedVPS estava adequada à realidade computacional dos mesmos e se as técnicas de PV estavam sendo eficientes.