Gerir adequadamente um centro de distribuição permite otimizar as operações logísticas, orientando com eficácia os recursos financeiros, humanos e materiais, desenvolvendo uma vantagem competitiva para a empresa. O centro de distribuição proporciona à cadeia logística uma maior flexibilidade e eficiência e contribui para a satisfação do cliente, oferecendo os produtos de boa qualidade no tempo e local destinado.
Este projeto tinha como objetivo o aumento da produtividade do centro de distribuição da CIN, dividido em três subprojetos: implementação de metodologias Lean nas operações em armazém, estudo e análise da gestão da carteira de encomendas e cálculo de indicadores de desempenho.
Em relação à implementação de métodos Lean, observou-se uma melhoria significativa nas duas áreas afetadas. Na secção de afinação, a reorganização do supermercado e a
implementação 5S conduziram a claras melhorias. O espaço encontra-se organizado e acessível a todos, através de implementação de pequenas ações, utilizando os recursos
existentes na empresa e sem elevados investimentos. Em relação à receção, foi implementada uma ação, que apesar de simples e prática, conduziu a uma melhoria significativa nos tempos de descarga de material. Pelos resultados positivos alcançados, seria importante como
trabalho futuro o alargamento de metodologias lean às restantes áreas, seguindo as sugestões deixadas no capítulo 4.2.
Foram estudados três clientes habituais para melhor entender quais os problemas que ocorriam para que as encomendas não agrupassem. Foram resolvidos todos os problemas encontrados, reduzindo os erros de 32.63% para 2%. Seguidamente, a empresa adotou as resoluções apresentadas neste projeto a todos os clientes. As ruturas são problemas externos a este projeto, pois não dependem do centro de distribuição da CIN, mas sim de fornecedores externos. Contudo, induzem uma grande percentagem de erros sendo sugerido, como trabalho futuro, uma análise a este problema e a tentativa de resolução, para uma maior eficiência do armazém.
O último subprojeto, comtempla uma ferramenta construída em Excel e VBA, que permite calcular indicadores de desempenho para todos os equipamentos que compõe o armazém automático. Este armazém tem uma capacidade total de 13500 paletes e 6000 caixas e é constituído por 5 transelevadores, 1 miniload, 2 VTD e 2 máquinas de filmar. No final do projeto já existiam dados a serem introduzidos na ferramenta desenvolvida, permitindo uma análise a estes equipamentos. Nesta área, sugere-se a implementação de ações de melhoria nas situações que os indicadores (disponibilidade, qualidade ou rendimento) apresentem níveis percentuais mais baixos.
No final da dissertação, é possível afirmar que os três projetos foram concluídos com sucesso, tendo havido um aumento significativo da produtividade do centro de distribuição.
Referências
Alves, Marcos. 2014. "Centros de distribuição na cadeia logística". Acedido a 7-02-2017.
https://www.portaleducacao.com.br/administracao/artigos/56621/centros-de-
distribuicao-na-cadeia-logistica.
Ângelo, Lívia. 2005. Indicadores de desempenho logístico.
http://www.cgimoveis.com.br/Members/aladevig/indicadores.pdf.
Bemelmans, Yves. 2012. ABC Supplier Analysis: A critical supplier management tool. editado por ABC Analysis. Procurement Academy.
Blanchard, David. 2010. Supply chain management : Best practices. New Jersey: John Wiley & sons, inc., Hoboken.
Boente, Alfredo. 2015. "Avaliação de Indicadores de Desempenho ".
Carreira, Bill. 2005. Lean manufacturing that works: powerful tools for dramatically reducing waste and maximizing profits. New York: amacom.
Carvalho, José 2002. Logística. Vol. 3™ ed. revista e actualizada, Colecção Sílabo Gestão. Lisboa: Edições Sílabo.
Coatings World. 2016. "Top Companies Report". Acedido a 7-02-2017.
http://www.coatingsworld.com/contents/view_top-companies-report/2016-07-07/53-
cin-corporacao-industrial-do-norte-sa/.
Coimbra, Euclides. 2013. Kaizen in logistics and supply chains. New York [etc.]: McGraw- Hill Education.
Courtois, Alain, Chantal Martin-Bonnefous e Maurice Pillet. 2006. Gestao da produção. Vol. 5.™ edição actualizada e aumentada. Lisboa: Lidel - Edições Tecnicas, Lda.
Emmett, Stuart 2005. Excellence in warehouse management : how to minimise costs and maximise value. England: John Wiley & Sons, Ltd.
Feld, William M. 2000. Lean Manufacturing : Tools, Techniques and How To Use Them. London: St. Lucie Press.
Freitas, Alvaro. 2011. "Indicadores de desempenho de processos". Acedido a 7-02-2017.
http://academiaplatonica.com.br/2011/gestao/kpi-indicador-de-desempenho-de-
processo/.
Gil da Costa, Eduardo. 2013. "Desenvolvimento de processos de negócio em empresas industriais ", Engenharia Electrotécnica e de computadores, Universidade do Porto.
Harmon, Paul. 2010. Business Process Change: A Guide for Business Managers and BPM and Six Sigma Professionals. Editado por 2nd edição Morgan Kaufmann. Vol. Second Edition. Boston: Morgan Kaufmann.
Juran, Joseph e A. Blanton Godfrey. 1979. Juran's Quality Handbook. Vol. Fifth Edition. New York: McGraw-Hill.
Liker, Jeffrey e David Meier. 2006. The Toyota Way Fieldbook. New York: McGraw-Hill. Mulcahy, David e Joachim Sydow. 2008. A supply chain logistics program for warehouse
management. New York: CRC Press.
Nakajima, Seiichi. 1990. Total Productive Maintenance ou "Zero Avarias". Lisboa: im&c. Pinto, João Paulo. 2006. Gestão de operações na indústria e nos serviços. Lisboa: Lidel -
Edições Técnicas, Lda.
———. 2008. "Lean Thinking; Introdução ao pensamento magro". Acedido a 7-02-2017.
http://molar.crb.ucp.pt/cursos/2º Ciclo - Mestrados/Gestão/2009-
11/QTGO_0911/Artigos/Pensamento magro/Introdução ao pensamento magro.pdf.
Ribeiro, Haroldo. 2015. os 5 passos para uma implantação de sucesso. SP- Brasil: PDCA. Rodrigues, Gisela e Nélio Pizzolato. 2003. "Centros de distribuição: armazenagem
estratégica". Acedido a 7-02-2017.
http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2003_tr0112_0473.pdf.
Rodrigues, Maria Gabriela Pombo Sousa e Múcia M Portela de Lima. 2002. "O Balanced Scorecard – Um instrumento de gestão estratégica para o séc. XXI". Acedido a 7-02- 2017.
Rushton, Alan, John Oxley e Phil Croucher. 2000. The Handbook of logistics and distribution management. Vol. 2nd ed. London: Kogan Page.
Shiro, Luiz. 2011. "Implantação de um sistema de indicadores de desempenho para a operação logística de uma empresa de comercio eletronico", Engenharia de Produção, Universidade de São Paulo.
Anexo A : Explicação e legenda das guias de remessa
Nomenclatura Explicação
Consolidação da
picklist
Conjunto de pedidos selecionados para separação por diversos critérios (cliente, rota, data pedida, etc)
Data da guia de
remessa (Data GR) Data da emissão da GR
Data Pedida (Data
Ped) Data em que o cliente pretende a entrega Encomenda (Enc) Requerimento de compra por parte do cliente
Faturação Faturação não financeira feita pelo SGA, que compreende o fecho das ações feitas pelo CD e a impressão da GR Faturação Financeira Faturação de foro financeiro, por parte do Departamento IT
Guia de remessa (GR)
Documento que acompanha a carga a ser enviada para o cliente, sendo este documento do foro logístico, indica que ocorreu o envio
de mercadoria
Guia de transporte Documento de foro logístico, obrigatório, que acompanha o envio da carga Impressão da picklist Colocação em separação de uma encomenda
Linha (Ln) Linha de encomenda associada exclusivamente a um artigo Lote Código associado à data de fabrico que sua vez define o prazo de validade do produto
Picklist Final (Pick) Código associado a lista de linhas de encomenda prontas a expedir Picklist Inicial
Código associado a uma lista de linhas de encomendas em separação
Anexo B: Plano de distribuição
Limite para gravação de encomendas
Limite para expedição de encomendas
Limite para chegada ao
destino
Rota Dia Hora* Dia Hora Dia Hora
Norte (N*3) 2F 17:00 3F 20:00 4F 9h às 18h Centro (C*3) 17:00 Sul (S*3 e MG1) 14:00 Norte (N*3) 4F 17:00 5F 20:00 6F 9h às 18h Centro (C*3) 17:00 Sul (S*3 e MG1) 14:00 Norte (N*3) 5F 17:00 6F 20:00 2F 9h às 18h Centro (C*3) 17:00 Sul (S*3 e MG1) 14:00
Anexo C: Esquema explicativo dos problemas 1,2,3, 5, 6 e 7
Pick List
Final
Igual
encomendasDiferentes
Erro 1
Diferente
Diferentes
encomendas
Erro 2
Encomendas
Iguais
Erro 3
Pick List Final Igual GR igual OKGR diferente PickList inicial igual Erro 5
Diferente GR diferente
PickList inicial
Igual Erro 6
PickList inicial
Legenda:
Anexo E: Análise ABC do supermercado de corantes
Corantes Consumo Total % Relativa % Acumulada Classificação Frequência Mensal Classificação Classificação Final
1803 208350 3.38% 3.38% A 9 A A A 1832 210300 3.41% 6.78% A 10 A A A 1869 282000 4.57% 11.35% A 9.5 A A A 2804 68300 1.11% 12.46% A 5 C A C 2840 60450 0.98% 13.44% A 4.5 C A C 3801 40000 0.65% 14.08% A 5 C A C 3821 11000 0.18% 14.26% A 1 C A C 0501 1493062 24.19% 38.45% A 10 A A A 0505 473747 7.67% 46.12% A 8.5 A A A 0512 597245 9.67% 55.80% A 7.5 B A B 0534 384600 6.23% 62.03% A 10 A A A 0541 567742 9.20% 71.23% A 8 B A B 0542 397250 6.44% 77.66% A 5.5 C A C 0544 277800 4.50% 82.16% B 9 A B A 1833 173300 2.81% 84.97% B 7 B B B 1872 104800 1.70% 86.67% B 5.5 B B B 3840 164640 2.67% 89.33% B 5.5 B B B 4801 46000 0.75% 90.08% B 3 C B C 5804 61200 0.99% 91.07% C 7 B C B 6801 7400 0.12% 91.19% C 2 C C C 1838 74250 1.20% 92.39% C 8 B C B 2831 74450 1.21% 93.60% C 5 C C C 2833 55300 0.90% 94.49% C 10 A C A 3847 42750 0.69% 95.19% C 4 C C C 8801 34700 0.56% 95.75% C 5 C C C 8831 50080 0.81% 96.56% C 3 C C C 3837 27250 0.44% 97.00% C 7 B C B 3838 22250 0.36% 97.36% C 6 B C B 4831 35850 0.58% 97.94% C 4 C C C 5832 39850 0.65% 98.59% C 3.5 C C C 3872 13900 0.23% 98.81% C 3 C C C 5831 21700 0.35% 99.16% C 3 C C C 5833 14390 0.23% 99.40% C 4 C C C 6831 25388 0.41% 99.81% C 3 C C C 6833 11800 0.19% 100.00% C 4 C C C