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6.1 – Conclusões

Os resultados experimentais obtidos e a correlação entre os aspectos morfológicos estruturais, tamanhos de grãos, distribuição de soluto e os parâmetros de resistência à corrosão dos metais puros e das ligas estudadas permitem que sejam extraídas as seguintes conclusões:

6.1.1 – Metais Puros

6.1.1.1 - Influência da Formação Morfológica Estrutural

As análises realizadas neste estudo permitem concluir que existe uma similaridade dos resultados obtidos pela técnica de espectroscopia por impedância eletroquímica (EIE) e pela técnica de polarização, tanto para as amostras de Zinco, quanto para as amostras de Alumínio puros, no que diz respeito à tendência da morfologia equiaxial apresentar maior tendência de melhorias na resistência à corrosão.

6.1.1.2 - Influência do Tamanho de Grão

Análises nos resultados experimentais dos dois tipos de ensaios, EIE e polarização Tafel, para avaliação da resistência à corrosão das amostras de Zn e Al puros, demonstram que uma estrutura mais grosseira apresenta uma maior susceptibilidade em termos de melhorias na resistência à corrosão, para ambos os tipos formação macroestrutural. Por outro lado, comparando-se as estruturas grosseiras dos dois tipos de formação morfológica (colunar e equiaxial), a equiaxial com grãos grosseiros apresenta-se com tendência de melhor resistência à corrosão que a colunar grosseira.

6.1.1.3 - Influência da Morfologia na Seção Transversal e Longitudinal

Para completar a avaliação da influência da formação morfológica estrutural na resistência à corrosão para metais puros, os lingotes unidirecionalmente solidificados apresentando morfologia completamente colunar foram analisados nas seções longitudinal (colunar) e transversal (pseudo-equiaxial). Dos resultados obtidos, conclui-se que as amostras de Zinco e Alumínio apresentaram similaridade no comportamento, em ambas as seções examinadas, tanto nos ensaios de impedância eletroquímica, quanto nos de polarização. Conclui-se que a morfologia estrutural pseudo equiaxial a partir de uma seção transversal da estrutura colunar, apresenta resultados de resistência à corrosão muito similares aos apresentados pela estrutura colunar.

Conclui-se como um todo que na condição de metal puro, os contornos dos grãos, mostram-se bastante influentes na resistência à corrosão, pois representam no metal regiões de imperfeições e deformações plásticas, além de apresentarem segregação de impurezas que podem prejudicar a resistência à corrosão. Assim, a estrutura com menor quantidade de contornos deverá respem quer melhor ao fenômeno corrosivo. Esse fato éconfirmado nas análises dos gráficos de EIE e polarização do Alumínio e Zinco, tanto na região morfológica equiaxial, quanto na colunar, em que as morfologias grosseiras apresentam sempre tendência de uma melhor resistência à corrosão.

6.1.1.4 - Influência do Tamanho de Grão em Chapas Galvanizadas

Avaliou-se a morfologia de uma amostra de chapa galvanizada por imersão a quente (HDG) com morfologia dos grãos conhecida como flor de zinco, nas quais os grãos solidificados apresentam um tamanho médio de 7mm e um outro tipo morfológico de galvanizado, também na forma de chapa, no entanto com uma menor granulação (grãos minimizados) com valores médios de 2,5mm. Conclui-se que os resultados de impedância eletroquímica e polarização apontam para a mesma tendência, mostrando que as amostras com maior granulação apresentam melhores resultados contra o fenômeno corrosivo que aquelas obtidas pelo mesmo processo, no entanto com menor granulometria. Estes resultados confirmam aqueles obtidos para amostras de Zinco e Alumínio comercialmente puros, obtidas em diferentes morfologias (colunar e equiaxial) e diferenciados tamanhos de grão (refinado e grosseiro).

No intuito de averiguação da influência do tipo do processo de fabricação na resistência à corrosão de amostras de Zn obtidas por imersão à quente e como fundida, realizaram-se alguns ensaios experimentais de resistência à corrosão e concluiu-se que embora apresentando pequenos percentuais de Alumínio na composição, as amostras HDG não apresentaram melhores comportamentos contra o fenômeno corrosivo que a amostra obtida pelo processo de fundição convencional. Além disso, nessa comparação o tamanho de grão não apresenta influência na resistência à corrosão, pois a amostra fundida possui uma média de tamanhos dos grãos menor que a média dos grãos grosseiros da amostra HDG. Aparentemente a concentração de Alumínio nas amostras HDG parece ser compensada pelos menores tamanhos de grão da amostra fundida, de tal forma que apresentam resultados similares quanto à resistência à corrosão. Na Tabela 6.1 apresenta-se a síntese dos resultados obtidos de resistência à corrosão para metais puros como função da morfologia, tamanho de grão e seção de análise (longitudinal/transversal).

Tabela 6.1 – Síntese dos resultados de resistência à corrosão para metais puros como função da morfologia estrutural, tamanho de grão e seção de análise.

Refinada Grosseira Refinada Grosseira

(0,45m m ) (3,15m m ) (2,30mm ) (3,45m m)

12 µA/cm2 4 µA/cm2 15 µA/cm2 6 µA/cm2

1065mV 1060mV 1090mV 1080mV

Refinada Grosseira Refinada Grosseira

(0,65m m ) (2,70m m ) (1,40mm ) (2,75m m)

1,6 µA/cm2 0,8 µA/cm2 2 µA/cm2 2,3 µA/cm2

790mV 740mV 745mV 735mV RESISTÊNCIA À CORROSÃO TENDÊNCIA DE HDG(Gross.) > HDG(Minim.) 8,5 µA/cm2 963mV 9,6 µA/cm2 1004mV Crescimento Colunar

Seção Longitudinal Seção Transversal

G al vaz in ad os ( 7 mm ) Grãos minimizados Grãos grosseiros HDG* ( 2,5 mm ) 5 µA/cm2 1090mV 6 µA/cm2 Zn 1095mV Seção Transversal Long. Transv. Equiaxial Colunar EG > CG > ER > CR 805mV 841mV 0,66 µA/cm2 0,72 µA/cm2 Me ta is Pur os EG > CG > ER > CR Al MATE RIAL Equiaxial Colunar ESTRUTURA Long. Transv. Crescimento Colunar Seção Longitudinal

* HDG – amostras galvanizadas fornecidas pela Usiminas.

6.1.2 – Ligas

6.1.2.1 –Transição Colunar-Equiaxial (TCE) e Resistência à Corrosão

Os resultados obtidos neste trabalho para todas as ligas em estudo do sistema Al-Cu e Zn-Al confirmam com resultados existentes na literatura [Siqueira, 2002], que afirmam que na região de transição colunar/equiaxial (TCE) os valores dos espaçamentos dendríticos secundários

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