• Nenhum resultado encontrado

Capítulo II – Estágio em Farmácia Comunitária

10. Conclusões

O estágio curricular em Farmácia Comunitária como etapa final dos cinco anos do MICF constituiu para mim uma experiência nova, porém muito enriquecedora para o meu futuro profissional. Esta etapa permitiu-me fazer uma ponte entre os conhecimentos teóricos e a realidade profissional que se vive no âmbito da farmácia comunitária.

Durante este período, consegui melhorar as minhas capacidades de comunicação interpessoal e vi-me muitas vezes obrigado a ir para além dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso, o que estimulou a minha capacidade de raciocínio, algo que considero de extremo valor para um profissional de saúde competente. A capacidade de conseguir aliar os conhecimentos científicos às necessidades dos utentes e a sensação de contribuição para a melhoria da saúde pública, fez-me sem dúvida ganhar um respeito maior pela profissão e atividade farmacêutica.

Resta-me prestar o meu maior agradecimento a toda a equipa da Farmácia Rosa, Farmácia Caldense e Farmácia de Santa Catarina, por sempre terem estimulado as minhas capacidades e me mostrarem o que realmente significa ser farmacêutico comunitário, pela excelência de conhecimentos e habilidades técnicas que me foram transmitidas. A todos expresso a minha maior gratidão.

11. Referências Bibliográficas

1. Ordem dos Farmacêuticos. A Farmácia Comunitária [Internet]. [cited 2019 Mar 12]. Available from: https://www.ordemfarmaceuticos.pt/pt/areas-profissionais/farmacia-comunitaria/a-farmacia-comunitaria/

2. Decreto-Lei n.o 307/2007, de 31 de Agosto. Available from:

http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/LEGISLACAO/LEGISLACAO_FARMACE UTICA_COMPILADA/TITULO_II/TITULO_II_CAPITULO_IV/022-A_DL_307_2007_6ALT.pdf

3. Ordem dos Farmacêuticos. Boas Práticas Farmacêuticas para a farmácia comunitária (BPF).

Cons Nac da Qualidade, 3a edição. 2009;3aEdição:53.

4. Decreto-Lei no 58/2016, de 29 de Agosto.

5. Deliberação no 1502/2014, de 3 de Julho.

6. Deliberação no 145/CD/2010 de 4 de Novembro.

7. Deliberação n.o139/CD/2010, de 21 de Outubro.

8. Despacho n.o 17690/2007 de 23 de Julho.

9. Despacho n.o 2935-B/2016 de 25 de Fevereiro.

10. Portaria n.o 224/2015 de 27 de Julho. :5037–43.

11. Despacho n.o 15700/2012, de 30 de Novembro.

12. Administração Central do Sistema de Saúde. Normas relativas à prescrição de medicamentos e produtos de saúde. 3 [Internet]. 2014;1–23. Available from:

http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_HUMANO/PRES CRICAO_DISPENSA_E_UTILIZACAO/Normas_prescricao.pdf

13. INFARMED. Comparticipação e avaliação prévia hospitalar [Internet]. [cited 2019 May 2].

Available from: https://www.infarmed.pt/web/infarmed/entidades/medicamentos-uso- humano/avaliacao-tecnologias-saude/avaliacao-terapeutica-economica/comparticipacao/-avaliacao-previa-hospitalar

14. INFARMED/ACSS. Normas relativas à dispensa de medicamentos e produtos de saúde.

Ministério da Saúde [Internet]. 2014;3:1–23. Available from:

http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_HUMANO/PRES CRICAO_DISPENSA_E_UTILIZACAO/Normas_prescricao.pdf

15. Decreto-Lei 15/93 de 22 Janeiro.

16. Decreto Regulamentar n.o 61/94 de 12 de Outubro.

17. Infarmed. Circular Informativa no 166/CD/100.20.200. 2015;

18. Decreto-Lei n.o 97/2015 , de 1 de Junho.

19. Portaria no 195-C/2015 de 30 de Junho.

20. VALORMED. VALORMED, Sociedade Gestora de Resíduos e de Embalagens e Medicamentos, Lda. [Internet]. [cited 2019 May 24]. Available from:

http://www.valormed.pt/paginas/2/quem-somos/

21. União Europeia. Regulmento (CE) No1223/2009 Do Parlamento Europeu e do Conselho de 30 de Novembro de 2009.

22. INFARMED. Cosméticos [Internet]. [cited 2019 May 25]. Available from:

https://www.infarmed.pt/web/infarmed/entidades/cosmeticos

23. INFARMED. Perguntas Frequentes sobre Cosméticos [Internet]. [cited 2019 May 25]. Available from:

https://www.infarmed.pt/web/infarmed/perguntas-frequentes-area-transversal/cosmeticos

24. Despacho n.o 25 822/2005 de 23 de Novembro.

25. Direção Geral de Saúde. Alimentos destinados a uma alimentação especial [Internet]. [cited 2019 May 26]. Available from: https://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-z/comparticipacao-de-produtos-dieteticos.aspx

26. Decreto-Lei n.o 62/2017, de 9 de Junho.

27. Decreto-Lei no145/2009 de 17 de Junho.

28. INFARMED. Dispositivos Médicos na Farmácia [Internet]. [cited 2019 May 28]. Available from:

https://www.infarmed.pt/web/infarmed/entidades/dispositivos-medicos/aquisicao-e-utilizacao/dispositivos_medicos_farmacia

29. Decreto-Lei no 75/2016 de 8 de Novembro.

30. Portaria no. 594/2004 de 2 de Junho.

31. Despacho no 18694/2010 de 16 de Dezembro.

32. Deliberação no 1500/2004 de 29 de Dezembro.

33. Portaria no 769/2004 de 1 de Julho.

Anexos

Anexo 1 – Organograma dos recursos humanos do grupo Correia Rosa

Anexo 2 – Lista de DCI’s indicadas pelo INFARMED, I.P como MNSRM-EF à data do meu

alérgica e urticária crónica idiopática

(200mg + 30mg) congestão nasal e/ou dos seios perinasais

dentes, dores

Anexo 3 – Situações clínicas referentes à dispensa de MNSRM e MSRM ocorridas durante o período de estágio.

Caso Clínico 1 – Erro na toma de expetorante

Uma senhora idosa perguntou-me se porventura não existiriam uns comprimidos de menor dimensão para tratar a sua gripe que já se arrasta há mais de uma semana e meia. Referiu que tinha comprado uns comprimidos para a gripe há pouco tempo, mas que estes eram muito grandes e tinha muitas dificuldades em engoli-los. Acrescentou ainda que estes comprimidos não parecem ter feito qualquer efeito no alívio dos sintomas. Após questionar a utente sobre o assunto, percebi que os comprimidos se apresentavam numa caxa verde.

Consultando o histórico de vendas da utente, percebi que se referia ao expetorante acetilcisteína (Fluimucil®) na forma de comprimidos efervescentes. Rapidamente percebi e alertei a utente para o facto de não estar a fazer a toma correta do medicamento, que deve ser colocado em meio copo de água, ingerindo-se o liquido resultante apos a efervescência.

Adicionalmente, alertei a doente que este medicamento não permitia um alívio de todos os sintomas associados à sua gripe e recomendei outro antigripal indicado para a congestão nasal e febre.

Caso Clínico 2 – Aconselhamento farmacêutico na toma de bifosfonatos

Aquando da dispensa de ácido ibandrónico, questionei uma utente sobre a maneira como fazia a toma. Assim percebi que a utente tinha o cuidado de permanecer em posição ereta cerca de uma hora após a toma, para minimizar a corrosão esofágica provocada pelo medicamento, o que está correto.

No entanto, a utente refere que costuma tomar o pequeno-almoço de seguida, bebendo leite.

Posto isto, adverti a utente sobre a quelatação que ocorre entre os lacticínios e os bifosfonatos, interferindo na sua absorção gastrointestinal.

Assim, recomendei que não consumisse este tipo de alimentos no dia da toma do medicamento ou que espaçasse o pequeno-almoço pelo menos uma hora da toma do ibandronato.

Caso Clínico 3 – Técnicas de inalação

Ao longo do meu estágio, e mediante a dispensa de medicamentos cuja administração é feita por via inalatória, tive sempre o cuidado de reforçar a importância da técnica de inalação.

Assim percebi que a maioria dos utentes não mantem um estado de apneia de pelo menos 10 segundos após a inalação, um fator que condiciona a deposição do fármaco na mucosa pulmonar.

Adicionalmente, verifiquei junto de muitos utentes que a maioria desconhecia a necessidade de bochechar a boca após utilizar inaladores, sobretudo aqueles cuja composição contem um corticosteroide inalatório, de modo a impedir que as substancias ativas exerçam alguma ação na mucosa oral.

Neste sentido, informei vários utentes sobre todos os passos importantes e cuidados a ter aquando do uso de inaladores.

Anexo 4 – Receita Eletrónica Materializada de um medicamento manipulado

Anexo 5 – Formulário de encomenda de um medicamento manipulado da Farmácia Rosa