A literatura é clara ao estabelecer a importância da gestão do burnout em profissionais de saúde, abordando não só as suas causas, mas essencialmente formas de prevenção que evitem a sua incidência ou reincidência. Dentro da classe médica, os médicos internos de Medicina Geral e Familiar acumulam fatores de risco que os tornam especialmente propensos ao fe-nómeno. Este estudo, além de ter tentado estabelecer a relação com alguns fatores pessoais e relacionados com o trabalho, alicerçou-se sobretudo nos fatores organizacionais, em espe-cial na relação entre o burnout nestes profissionais e o modelo organizativo da unidade onde que se encontravam colocados.
Relativamente aos fatores pessoais, não foi estabelecida relação entre idade ou género e o
burnout. Por outro lado, esta relação está patente para médicos internos casados ou em união
de facto, mais afetados pelo burnout por baixa relação pessoal e global elevado. A existência de filhos ou outros dependentes a cargo não se revelou relevante para o burnout em qualquer uma das dimensões. Já no referente à escola de formação pré-graduada, as escolas da Uni-versidade do Porto e a UniUni-versidade de Coimbra estão relacionadas com maior nível de des-personalização, enquanto que apenas a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto se relacionou com menor realização pessoal. Globalmente, os internos formados nas escolas da Universidade do Porto e na Universidade do Minho são mais afetados por burnout global elevado (2 ou 3 dimensões afetadas). Não se estabeleceu qualquer relação entre a escola de formação e exaustão emocional. Por fim, a classificação final do mestrado integrado em me-dicina, o facto de ter escolhido Medicina Geral e Familiar como primeira opção e o ano de internato não se relacionaram com o burnout neste estudo.
No referente aos fatores relacionados com o trabalho, a carga horária excessiva está associada à exaustão emocional, particularmente na era pós-COVID-19. Apesar de não se ter estabe-lecido relação com as restantes dimensões do burnout, a carga horária excessiva dos médicos internos no pós-COVID-19 está relacionado com o burnout global elevado. Já do ponto de vista das atividades extralaborais concluiu-se que internos com atividades académicas pós-laborais têm níveis de despersonalização mais elevados. A insatisfação profissional está asso-ciada a mais exaustão emocional, menos realização pessoal e maior burnout global elevado. Já no que diz respeito à insatisfação com o local de formação, os internos insatisfeitos obtive-ram maiores níveis de burnout por exaustão emocional e despersonalização, bem como global.
A insatisfação com o programa formativo está associada a maior exaustão emocional e des-personalização.
Por fim, já do ponto de vista dos fatores organizacionais, o número de colegas internos na unidade não se associa ao burnout nesta amostra. O modelo organizativo da unidade onde o interno se encontra colocado não se relacionou com a despersonalização ou realização pes-soal. No entanto, estar colocado numa USF-A está associado a menor exaustão emocional, dado que carece de comparação com outros estudos dado o caracter inovador do presente trabalho. No entanto, baseado na revisão do estado da arte acerca deste tema, seria expectável que uma unidade mais coesa e oleada, baseada no espírito de equipa e com provas dadas de maior desempenho avaliado por indicadores universais e com regime remuneratório com-pensatório, ou seja, uma USF-B, estaria associada a níveis mais baixos de burnout nos seus profissionais. Na verdade, as USF têm sido apresentadas como bons modelos de trabalho na prevenção do burnout (Marcelino, et al., 2012). O achado do presente estudo poderá estar relacionado com, por um lado, o maior nível de exigência no cumprimento dos indicadores de saúde que a equipa se compromete a atingir, ou, por outro lado, a ausência de um regime remuneratório compensatório diferenciado que contrabalance o maior compromisso com a unidade, quer em tempo, quer em esforço. Outra hipótese será ainda o sentimento de injus-tiça patente nos internos colocados em USF-B, dado que são os únicos profissionais da equipa que não são compensados monetariamente pelo seu desempenho, apesar de partilha-rem com ela os objetivos e metas a atingir. Aliado a isso, são membros que não fazem ofici-almente parte do conselho geral da unidade e que por isso não têm uma voz ativa nas decisões que ditam o funcionamento da mesma.
Os achados deste estudo, e dada a controvérsia dos resultados sobre a temática do burnout, carecem da realização de mais ensaios de qualidade para que se possa concluir sobre os prin-cipais fatores de risco para a síndrome, especialmente os passíveis de modificação como sendo os relacionados com o trabalho e os organizacionais. Especialmente face a estes últi-mos, e dado que temos encarado nos últimos anos uma reforma dos Cuidados de Saúde Primários, torna-se imperativo conhecer qual o impacto da evolução de UCSP para USF, e de USF-A para USF-B, no que diz respeito ao burnout dos seus profissionais. Conhecer o
burnout e os seus fatores contributivos é o primeiro passo para a sua prevenção e gestão
atempada. É urgente que se conclua que sem saúde, o profissional tem pouco ou nada a oferecer, e que sejam tomas medidas de prevenção do burnout (Bansal, et al., 2020).
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Anexos
Anexo 1: Questionário: Burnout em médicos internos de Medicina Geral e Familiar