QUESTÕES COMENTADAS
CONCORRÊNCIA TOMADA
DE PREÇOS CONVITE CONCURSO LEILÃO PREGÃO – Lei n. 10.520/02
Conceito – art 22.
modalidade de licita- ção entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habi-
litação preliminar, comprovem possuir os requisitos míni- mos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. modalidade de lici- tação entre inte- ressados devida- mente cadastrados ou que atenderem a todas as condi- ções exigidas para
cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, obser- vada a necessária qualificação. modalidade de lici- tação entre inte- ressados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local
apropriado, cópia do instrumento convo- catório e o estenderá
aos demais cadas- trados na correspon-
dente especialidade que manifesta- rem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. modalidade de licitação entre quaisquer interes- sados para escolha de trabalho técnico, científico ou artís-
tico, mediante a instituição de prê- mios ou remune- ração aos vence- dores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (qua- renta e cinco) dias.
modalidade de licitação entre quaisquer inte- ressados para a venda de bens móveis inser- víveis para a administração ou de produ- tos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação.
Modalidade para aquisição de bens e serviços comuns. Bens e serviços comuns são aqueles cujos padrões de desem-
penho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações
Participan- tes
Aberta a todos que comprovarem pos- suir os requisitos do edital. - cadastrados ou; - demais inte- ressados que atenderem condições para cadastramento até o 3 dias antes do recebimento das propostas - convidados(cadas- trados ou não) no mínimo 3 - demais cadastrados que manifestarem interessem até 24 hs antes da apresenta- ção das propostas.
Em regra, aberto a todos.
Em regra, aberto
a todos. Aberto a todos.
Habilitação Possui fase de
habilitação. Em regra é prévia Prévia Pode ou não exigir
Pode ou não exigir
Após a fase de classificação ou julgamento. Hipóteses - obra e serviço de engenharia de valor superior a RS 1.500.000,00 - compra e serviço
que não seja de engenharia de valor superior a RS 650.000,00 - adquirir ou alienar imóveis - Concessão de direito real de uso - Concessão de ser-
viços públicos Lei . 8.987/95/95 - Licitações interna- cionais - obra e serviço de engenharia de valor ATÉ RS 1.500.000,00 - compra e serviço
que não seja de engenharia de
valor ATÉ RS 650.000,00 - licitações inter-
nacionais desde que órgão tenha cadastro interna- cional de fornece- dores, observados os valores da TP (art. 23, §3º) - obra e serviço de engenharia de valor ATÉ a RS 150.000,00 - compra e serviço que não seja de engenharia de valor
ATÉ RS 80.000,00
- Licitações interna- cionais, quando não houver fornecedor do bem ou serviço no País, observados os valores do convite. (art. 23, §3º) Escolha do melhor trabalho técnico, científico ou artís- tico. - Venda de bens móveis inser- víveis para a administração ou de produ- tos legalmente apreendidos ou penhorados ou; - alienação de bens imóveis adquiridos por procedimentos judiciais ou de dação em paga- mento.(art. 18)
Aquisição de bens e serviços comuns de qualquer valor.
Tipo de
licitação Qualquer um Qualquer um Qualquer um
Critérios conforme edital.
Maior lance ou
oferta Menor preço (sempre) Prazo mínimo para recebi- mento das propostas - 45 dias: emprei- tada integral ou melhor técnica ou técnica e preço - 30 dias: demais casos - 30 dias: melhor técnica ou técnica e preço - 15 dias: demais casos
5 dias úteis 45 dias 15 dias 8 dias úteis
CONCORRÊNCIA DE PREÇOSTOMADA CONVITE CONCURSO LEILÃO Lei n. 10.520/02PREGÃO
Comissão
Art. 51 - comissão permanente ou espe-
cial de, no mínimo, 3 (três) membros, sendo pelo menos 2
(dois) deles servi- dores qualificados
pertencentes aos quadros permanentes
dos órgãos da Admi- nistração responsá- veis pela licitação.
Art. 51 - comis- são permanente
ou especial de, no mínimo, 3 (três) membros, sendo pelo menos
2 (dois) deles servidores qualifi-
cados pertencen- tes aos quadros permanentes dos órgãos da Administração responsáveis pela licitação. Art. 51 – Regra geral, comis- são permanente ou especial de, no mínimo, 3 (três) membros, sendo pelo menos
2 (dois) deles servidores qualifi- cados pertencen-
tes aos quadros permanentes dos órgãos da Administração responsáveis pela licitação. OBS! excepcio- nalmente, nas pequenas unidades administrativas e em face da exigui- dade de pessoal disponível, poderá ser substituída por servidor formal- mente designado
pela autoridade competente.
Art. 51, § 5º - comis- são especial inte- grada por pessoas de
reputação ilibada e reconhecido conheci- mento da matéria em exame, servidores públicos ou não. Art. 53 - leiloeiro oficial ou a ser- vidor designado pela Administra- ção, proceden- do-se na forma da legislação pertinente. Art. 3º, IV – 10.520/02 - a autori- dade competente designará, dentre os servidores do órgão ou entidade promotora da licitação, o pregoeiro
e respectiva equipe de apoio.
OBS! A equipe de apoio deverá
ser integrada em sua maioria por servidores ocupantes de cargo efe- tivo ou emprego da administração, preferencialmente pertencentes ao quadro permanente do órgão ou
74. De acordo com a legislação e a doutrina pertinentes, o poder de polícia admi- nistrativa
a) pode manifestar-se com a edição de atos normativos como decretos do chefe do Poder Executivo para a fiel regulamentação de leis.
b) é poder de natureza vinculada, uma vez que o administrador não pode valorar a oportunidade e conveniência de sua prática, estabelecer o motivo e escolher seu conteúdo.
c) pode ser exercido por órgão que também exerça o poder de polícia judiciária.
d) é de natureza preventiva, não se prestando o seu exercício, portanto, à esfera repressiva.
e) é poder administrativo que consiste na possibilidade de a administração aplicar punições a agentes públicos que cometam infrações funcionais.
A questão foi tirada de um julgado do STF sobre a competência das guardas mu- nicipais. No julgado foi dito que o poder de polícia não é exclusivo de órgãos de segurança pública, bem como que os órgãos de segurança pública também podem exercer o poder de polícia. Vejamos:
É constitucional a atribuição às guardas municipais do exercício de poder de po- lícia de trânsito, inclusive para imposição de sanções administrativas legalmente previstas. Com base nessa orientação, o Plenário, por maioria e em conclusão de julgamento, desproveu recurso extraordinário em que se discutia a possibilidade de lei local designar a guarda municipal para atuar na fiscalização, no controle e na orientação do trânsito e do tráfego, em face dos limites funcionais dispostos no art. 144, § 8º, da CF (“§ 8º – Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei”) — v. Informativo 785. A Corte destacou que o poder de polícia não se confun- diria com a segurança pública. O exercício daquele não seria prerrogativa exclusiva
das entidades policiais, a quem a Constituição outorgara, com exclusividade, no art. 144, apenas as funções de promoção da segurança pública. Ademais, a fiscali- zação do trânsito com aplicação das sanções administrativas legalmente previstas, embora pudesse se dar ostensivamente, constituiria mero exercício de poder de polícia. Não haveria, portanto, óbice ao seu exercício por entidades não policiais. O CTB, observando os parâmetros constitucionais, estabelecera a competência co- mum dos entes da Federação para o exercício da fiscalização de trânsito. Dentro de sua esfera de atuação, delimitada pelo CTB, os Municípios poderiam determinar que o poder de polícia que lhes compete fosse exercido pela guarda municipal. O art. 144, § 8º, da CF, não impediria que a guarda municipal exercesse funções adicionais à de proteção de bens, serviços e instalações do Município. Até mesmo
instituições policiais poderiam cumular funções típicas de segurança pú- blica com o exercício do poder de polícia. Vencidos os Ministros Marco Aurélio
(relator), Teori Zavascki, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski (Presidente) e Cármen Lúcia, que davam parcial provimento ao recurso. Entendiam ser constitucional a lei local que conferisse à guarda municipal a atribuição de fiscalizar e controlar o trânsito, inclusive com a possibilidade de imposição de multas, porém, desde que observada a finalidade constitucional da instituição de proteger bens, serviços e equipamentos públicos (CF, art. 144, § 8º) e os limites da competência munici- pal em matéria de trânsito, estabelecidos pela legislação federal (CF, art. 22, XI). RE 658570/MG, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. Roberto Barro- so, 6.8.2015. (RE-658570)
No entanto, ressalte-se que a letra A, também, está correta pois o poder de polícia pode se manifestar mediante atos normativos como resoluções, decretos entre ou- tros. Porém, entre a letra A e a C, a melhor opção, uma vez que se trata de questão de múltipla escolha é a letra C.
75. Em relação aos princípios expressos e implícitos da administração pública, as- sinale a opção correta.
a) O princípio da legalidade, quando aplicável ao direito privado, institui um critério de subordinação à lei, a denominada regra da reserva legal.
b) O princípio da legalidade, previsto na Constituição Federal de 1988 (CF), não possui quaisquer restrições excepcionais.
c) Respeitado o que predispuser a intentio legis (vontade da lei), compete ao ór- gão da administração pública a livre interpretação do que seja interesse público.
d) A proibição da atuação do administrado de forma despropositada ou tresloucada é também conhecida doutrinariamente como princípio da proibição dos excessos.
e) A prerrogativa da administração pública de desapropriar ou estabelecer restri- ção a alguma atividade individual decorre do princípio da autotutela.
QUESTÃO ANULADA
Justificativa: A utilização do termo “administrado”, em vez de administrador, na op- ção apontada como gabarito prejudicou o julgamento objetivo da questão. Gabarito inicial D. Gabarito Oficial: deferido com anulação.
76. Com base no disposto na Lei n.º 9.784/1999, assinale a opção correta, consi- derando o entendimento dos tribunais superiores e da doutrina sobre o processo administrativo.
a) Os processos de prestação de contas são exemplo de processos administrativos de outorga, cuja finalidade é autorizar o exercício de determinado direito individual.
b) O Supremo Tribunal Federal entende que não é necessária a observância do devido processo legal para a anulação de ato administrativo que tenha repercutido no campo dos interesses individuais.
c) Por ser a ampla defesa um princípio do processo administrativo, a administração não poderá definir a maneira como se realizará seu exercício, definindo, por exem- plo, o local de vista aos autos.
d) A competência processante de órgão da administração pode ser delegada, em parte, a outro órgão, ainda que não subordinado hierarquicamente ao órgão dele- gante, desde que haja conveniência, razão e inexista impedimento legal.
e) Conforme o Supremo Tribunal Federal, é obrigatória a representação por advo- gado para o exercício do direito à recorribilidade de decisão proferida em processo administrativo.
Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimen- to legal, delegar parte de sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial." O processo administrativo de outorga é o que contém um pedido de algum direito ou situação individual diante da Administração Pública, como os processos de con- cessão de licença ou autorização. Os processos de prestação de contas enquadram- -se nos processos de controle administrativo.
Segundo o STF (RE 776.662 PE), a anulação dos atos administrativos que reper- cutam no campo de interesses individuais do cidadão deverá ser precedida de procedimento em que se assegure ao interessado o efetivo exercício do direito ao contraditório e à ampla defesa
Os atos do processo serão realizados preferencialmente na sede do órgão, podendo outro local ser definido desde que tenha a ciência do interessado.
O direito de defesa é assegurado ao administrado, porém em determinadas hipó- teses a Administração poderá definir como esse exercício ocorrerá, especialmente para defender o interesse público. Assim, a Administração pode, por exemplo, de-
finir o local para vista (consulta) dos autos do processo. Essa escolha não viola o direito de defesa.
De acordo com a Súmula Vinculante 5 do STF, “a falta de defesa técnica por advo- gado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição”. Ademais, a Lei 9.784/1999 o administrado pode, facultativamente, fazer-se assistir por ad- vogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. Portanto, em regra, a presença de advogado não é obrigatória, mas sim uma escolha do admi- nistrado
77. A respeito dos poderes e deveres da administração, assinale a opção correta, considerando o disposto na CF.
a) A lei não pode criar instrumentos de fiscalização das finanças públicas, pois tais instrumentos são taxativamente listados na CF.
b) A eficiência, um dever administrativo, não guarda relação com a realização de supervisão ministerial dos atos praticados por unidades da administração indireta.
c) O abuso de poder consiste em conduta ilegítima do agente público, caracteri- zada pela atuação fora dos objetivos explícitos ou implícitos estabelecidos pela lei.
d) A capacidade de inovar a ordem jurídica e criar obrigações caracteriza o poder regulamentar da administração.
e) As consequências da condenação pela prática de ato de improbidade adminis- trativa incluem a perda dos direitos políticos e a suspensão da função pública
O exercício dos poderes administrativos deve ser utilizado de modo correto, para que o agente público não cometa o abuso de poder.
O abuso de poder ocorre de duas formas: (i) quando a autoridade, embora compe- tente para praticar o ato, ultrapassa os limites de suas atribuições; (ii) pratica ato visando ao interesse próprio ou utiliza atos para finalidades não previstas em lei. O
abuso de poder pode ocorrer de forma comissiva (=ação) ou omissiva. Na omissão, pode, por exemplo, deixar de praticar um ato visando interesse próprio. Excesso
de poder: ocorre quando a autoridade, embora competente para praticar o ato, vai
além do permitido e exorbita no uso de suas faculdades administrativas.
A lei pode criar instrumentos de fiscalização das finanças públicas, pois os instru- mentos de fiscalização não são taxativamente listados na CF. O controle de tutela ou supervisão ministerial decorre também da eficiência administrativa, pois visa evitar que a entidade atue fora dos fins de sua criação. O poder regulamentar não pode inovar na ordem jurídica, somente a lei pode fazer isso. As consequências da condenação pela prática de ato de improbidade administrativa incluem a suspen-
são dos direitos políticos e a perda da função pública.
78. No que se refere ao processo administrativo disciplinar (PAD), assinale a opção correta.
a) A CF recepcionou o instituto da verdade sabida, viabilizando a sua aplicação no PAD.
b) O Supremo Tribunal Federal entende ser ilegal a instauração de sindicância para apurar a ocorrência de irregularidade no serviço público a partir de delação anôni- ma.
c) Conforme o Supremo Tribunal Federal, militar, ainda que reformado, submete-se à hierarquia e à disciplina, estando, consequentemente, sujeito à pena disciplinar.
d) Os princípios da ampla defesa e do contraditório no PAD não são absolutos, po- dendo haver indeferimento de pedidos impertinentes ou protelatórios.
e) Uma sindicância preparatória só pode servir de subsídio para uma sindicância contraditória, mas não para um PAD.
QUESTÃO ANULADA
Além da opção preliminarmente apontada como gabarito (D), a opção em que se afirma que, conforme o Supremo Tribunal Federal, militar, ainda que reformado, submete-se à hierarquia e à disciplina, estando, consequentemente, sujeito à pena disciplinar também está correta.
79. Em relação à improbidade administrativa, assinale a opção correta.
a) A ação de improbidade administrativa apresenta prazo de proposição decenal, qualquer que seja a tipicidade do ilícito praticado pelo agente público.
b) Se servidor público estável for condenado em ação de improbidade administra- tiva por uso de maquinário da administração em seu sítio particular, poderá ser-lhe aplicada pena de suspensão dos direitos políticos por período de cinco a oito anos.
c) O particular que praticar ato que enseje desvio de verbas públicas, sozinho ou em conluio com agente público, responderá, nos termos da Lei de Improbidade Ad- ministrativa, desde que tenha obtido alguma vantagem pessoal.
d) Enriquecimento ilícito configura ato de improbidade administrativa se o autor auferir vantagem patrimonial indevida em razão do cargo, mandato, função, em- prego ou atividade, mesmo que de forma culposa.
e) Caso um servidor público federal estável, de forma deliberada, sem justificativa e reiterada, deixar de praticar ato de ofício, poderá ser-lhe aplicada multa civil de até cem vezes o valor da sua remuneração, conforme a gravidade do fato
Letra E correta. Art. 11, lei de Improbidade administrativa.
Letra A. Art 23 - As ações destinadas a levar a efeito as sanções previstas nesta lei podem ser propostas : I - até 5 ( CINCO) anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança.
Ilícito : Art 9º , IV "Utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no Art 1º.; Art 12 , I - Na hipótese do art 9º, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de 8 a 10 anos.
Letra C errado. O particular que praticar ato que enseje desvio de verbas públicas responderá, nos termos da Lei de Improbidade Administrativa, independente-
mente de ter obtido alguma vantagem pessoal. Ademais, para o STJ particular só
pratica ato de improbidade se estiver em concurso com algum agente público. Letra D. Por se tratar de ato que gera enriquecimento ilícito, só se admite a forma DOLOSA.
Revisando improbidade administrativa. CONSEQUÊNCIAS:
Suspensão dos direitos
políticos
É a incapacidade temporária de se exercer os direitos políticos previstos na Cons- tituição.
Cuidado! Não pode haver cassação dos direitos políticos (art. 15, CF).
Os prazos de suspensão estão previstos no art. 12, da Lei de Improbidade Adminis- trativa (LIA) que veremos mais adiante.
Perda da função pública
A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o
trânsito em julgado da sentença condenatória.
Trânsito em julgado é quando o processo acaba.
É possível o afastamento preventivo, sem prejuízo da remuneração.
Ressarci- mento ao
erário
Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano.
O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilici- tamente está sujeito às medidas da lei de improbidade até o limite do valor da
herança.
A lei não exige a ocorrência do dano para que esteja tipificado o ato de improbidade. Mas para o ressarcimento ao erário, necessariamente exige-se a efetiva ocorrência do dano; o ato deve afetar o patrimônio no sentido econômico (art. 21).
Indisponibili- dade dos bens
Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enri-
quecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito
representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado. A indisponibilidade recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.
Indisponibilidade significa que os bens ficam “bloqueados” e a pessoa não pode vender, doar, trocar. O bem fica com a pessoa, mas ele não pode ser alienado. Isso visa garantir o resultado final do processo, já que o agente público responderá com todo o seu patrimônio.
Assim, se evita que o agente público se desfaça de bens com valor patrimonial.
Um cuidado! Não é o MP que decreta a indisponibilidade. Ele apenas propõe, judi-
cialmente, e o juiz fará a decretação se assim entender que é necessário. Para não esquecer as sanções previstas na CF, lembre-se:
R I S P