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EXEMPLO DE CÁLCULO (CONTINUAÇÃO)

5 SISTEMA DE CONDICIONAMENTO DE AR

5.3 CONDICIONADORES DE AR DO TIPO JANELA OU DO TIPO

SPLIT

5.3.1 Cálculo da carga térmica

O cálculo das cargas térmicas deve ser baseado em normas e manuais de engenharia, como o ASHRAE Handbook of Fundamentals (ASHRAE, 2005) ou NBR 16401.

SISTEMA DE CONDICIONAMENTO CENTRAL

Se a carga térmica de pico da edificação for superior a 350 kW (100TR) o sistema de ar condicionado deverá ser central, exceto se comprovado que os sistemas individuais apresentam menor consumo. Neste caso deve-se apresentar o memorial de cálculo de simultaneidade, comprovando o menor consumo dos sistemas individuais. O cálculo da simultaneidade consiste na demonstração de todas as cargas dos aparelhos de condicionamento de ar utilizados.

5.3.2 Eficiência de uma zona com diferentes unidades

O primeiro passo para determinar a eficiência para sistemas compostos por condicionadores de ar do tipo janela ou split consiste em consultar a eficiência da unidade (ou unidades) no site do INMETRO. Pode acontecer que o modelo (ou modelos) consultado não esteja presente no site do INMETRO. Nesse caso, o nível de eficiência da unidade (ou unidades) não classificada na tabela do INMETRO é definido como E.

Pode acontecer que duas, ou mais, unidades de condicionamento partilhem o mesmo ambiente. Por exemplo, uma sala de aula que tem três unidades de janela para condicionamento de ar e que cada uma destas unidades tem potências e eficiência diferentes; como determinar a eficiência neste caso?

Neste caso, a eficiência de cada unidade deve ser ponderada pela capacidade (potência) e não pela área, uma vez que todos os aparelhos atendem a em uma mesma área.

Os níveis de eficiência para estes tipos de unidades podem ser consultados na página do INMETRO: http://www.inmetro.gov.br

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EXEMPLO DE CÁLCULO

No seguinte exemplo, um ambiente é servido por três unidades condicionadoras diferentes com distintas eficiências como se pode se pode ver na Tabela5.1

Tabela5.1: Exemplo de equivalentes numéricos de distintos sistemas Unidade Potência [Btu/h] Eficiência da

unidade Equivalente numérico 1 7500 B 4 2 9000 C 3 3 12000 C 3

Para poder calcular a classificação deste ambiente é necessário ponderar as eficiência de cada unidade pela potência, da seguinte forma:

Soma da potência de cada unidade. No caso em questão:

7500+9000+12000 = 28500 Btu/h

Divide-se a potência de cada unidade pela soma da potência das três unidades obtendo o coeficiente de ponderação de cada ambiente:

Tabela5.2: Exemplo de ponderação por potência Unidade Potência [Btu/h] Coeficiente de

ponderação

1 7500 0,26

2 9000 0,32

3 12000 0,42

TOTAL 28500 1,00

Multiplica-se o coeficiente de ponderação de cada unidade pelo Equivalente numérico de eficiência:

EXEMPLO DE CÁLCULO

(continuação)

Tabela 5.3: Exemplo de determinação de eficiência através ponderação por potência Ambiente Equivalente

numérico

Coeficiente de

ponderação Resultado ponderado

1 4 0,26 1,04

2 3 0,32 0,96

3 3 0,42 1,26

TOTAL 3,26

O resultado ponderado é comparado na tabela de classificação e assim:

2,5 < 3,26 < 3,5

Assim, o nível de eficiência tem valor C.

5.3.3 Eficiência de vários ambientes

Após coletar os dados de eficiência do aparelho, procede-se à ponderação das áreas, caso seja necessário. No caso de classificar somente uma sala com uma unidade de janela ou split, então a eficiência do sistema de condicionamento de ar será igual à eficiência do aparelho em questão, desde que os requisitos sejam cumpridos. O pré-requisito, neste caso, reporta-se somente ao nível de eficiência A e consiste em conferir se a unidade de condicionamento de janela ou a unidade condensadora do sistema split do ambiente em questão está sombreada permanentemente.

Na maioria dos casos, pretende-se obter a classificação de um conjunto de diferentes ambientes, várias salas, diversos pisos. Neste caso, deve-se primeiro determinar o nível de eficiência de cada unidade independente, seja esta de janela ou split. Depois, determina-se a área que cada unidade independente de condicionamento de ar atende. Na posse destes dois tipos de dados, calcula-se uma média de eficiência para cada ambiente, ponderada por área.

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EXEMPLO DE CÁLCULO

Um escritório deseja obter a etiqueta do nível de eficiência energética. Este escritório possui um aparelho condicionador de ar em cada uma de suas salas. A Tabela 5.4 apresenta os dados necessários para a determinação da classificação final.

Tabela 5.4. Dados para exemplo de cálculo de eficiência de vários ambientes Ambiente Área [m²] Eficiência da unidade Equivalente numérico

1 20 B 4

2 40 C 3

3 50 C 3

4 45 A 5

Para se calcular a classificação geral pondera-se as eficiências de cada ambiente por área da seguinte forma:

Soma da área de todos os ambientes. No caso em questão:

20+40+50+45 = 155m² ;

Divide-se a área de cada ambiente pela área total dos quatro ambientes obtendo o coeficiente de ponderação de cada ambiente.

Tabela 5.5. Exemplo de ponderação por área

Ambiente Área [m²] Coeficiente de ponderação

1 20 0,13

2 40 0,26

3 50 0,32

4 45 0,29

TOTAL 155 1,0

Multiplica-se o coeficiente de ponderação de cada ambiente pelo equivalente numérico de eficiência:

EXEMPLO DE CÁLCULO

(continuação)

Tabela 5.6. Exemplo de determinação da eficiência de um ambiente de vários ambientes

Ambiente Equivalente numérico

Coeficiente de

ponderação Resultado ponderado

1 4 0,13 0,52

2 3 0,26 0,78

3 3 0,32 0,96

4 5 0,29 1,45

TOTAL 3,71

O resultado numérico é comparado com a tabela de classificação, Tabela 2.2 do regulamento:

3,5 < 3,71 < 4,5

Assim, o nível de eficiência tem valor B.

5.3.4 Eficiência de dois ou mais sistemas independentes

Quando no mesmo edifício existe mais de um sistema independente de condicionamento de ar, o nível geral de eficiência do mesmo é determinado através da ponderação das eficiências de cada um dos sistemas. Esta ponderação é feita em três passos:

• Determinar a eficiência de cada um dos sistemas individualmente;

• Ponderar as áreas servidas a partir de cada sistema em relação ao total do edifício, ou em relação à parte do edifício cuja eficiência se almeja determinar;

• Calcular a eficiência total do edifício, ou parte do edifício, através da média ponderada por área da eficiência de cada sistema.

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EXEMPLO DE CÁLCULO

Para a determinação do nível de eficiência energética de um edifício de escritórios onde a climatização das áreas comuns é feita por um sistema central de condicionamento de ar e os gabinetes são climatizados por unidades de janela. Neste caso, a eficiência do sistema de condicionamento seria igual à área das zonas comuns ponderada pela eficiência do sistema central de condicionamento com a média ponderada por área de cada gabinete com a eficiência dos sistemas de condicionamento de janela respectivo.

Tabela 5.7: Exemplo de cálculo de eficiência do sistema de condicionamento de ar com diferentes sistemas de condicionamento de ar

Sistema Área [m²] Eficiência do sistema Equivalente numérico Sistema central de condicionamento 300 A 5 Unidade de janela 10 C 3 Unidade de janela 10 B 4 Split 40 B 4

Para poder calcular a classificação geral precisa-se ponderar as eficiências de cada ambiente pela área da seguinte forma:

Soma da área de todos os ambientes. No caso em questão:

300+40+10+10 = 360m²

Divide-se a área de cada ambiente por a área total dos quatro ambientes obtendo o coeficiente de ponderação de cada ambiente.

Tabela5.8: Exemplo de ponderação por área de ambientes

Ambiente Área [m²] Coeficiente de

ponderação 1 300 0,83 2 10 0,03 3 10 0,03 4 40 0,11 TOTAL 360 1,00

EXEMPLO DE CÁLCULO

(continuação)

Multiplica-se o coeficiente de ponderação de cada ambiente pelo equivalente numérico de eficiência:

Tabela5.9: Exemplo de determinação de eficiência Ambiente Equivalente

numérico

Coeficiente de

ponderação Resultado ponderado

1 5 0,83 4,17

2 3 0,03 0,08

3 4 0,03 0,11

4 4 0,11 0,44

TOTAL 4,81

O resultado numérico é comparado com a tabela de classificação, Tabela 2.2 do RTQ-C:

4,5 < 4,81 < 5,0

Assim, o nível de eficiência tem valor A.

5.4 SISTEMAS DE CONDICIONAMENTO DE AR NÃO

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