Realizado durante o mês de maio de 1987 com soluções de manitol e polietileno glicol.
3.2.1. Preparo e cálculo do potencial osmótico das soluções
3.2.1.1. Soltição de manitol
Para o condicionamento osmótico das sementes em -manitol, empregou-se soluçã<? na concentração 0,35 Molar, que· segundo GEORGHIOU et alli (1983) suprime totalmente a g7rminação de samentes de alface.
Utilizou-se mani tol de peso molecular 182,1.7 g;
o preparo da solução foi realizado misturando-se 255 g db so luto em 4 litros de água destilada com agitação manual,
no
in terior de balão volumétrico.Foi efetuado o c�lculo do potencial osmótico a que as sementes estavam submetidas durante o corrdicionàmen to, utilizando-se a fórmulaºde v.ant' Hoff, ou seja:
'l' osm
R
·r
e
'l1 osm RTC, onde
= potencial osmótico latmosferasl;
. -1 -1
= constante geral dos gases = 0,082 latm.l.mol .oK );
- temperatura (_oK)_;
= concentração (mol/1).
Assim, o potencial osmótico da solução 0,35'M de manitol à temperatura de 20°c .(293 ºK) era equivalente a:
q, osm = -RTC
q, osm = -0,082' X 293 X 0,35 q, osm = -8,4 atm.
Para maior segurança quanto ao potencial uti
lizado, foi efetuada determinação em Higrômetro de par term9-.
elétrico, obtendo-se o mesmo valor que o calculado pela fórmula de van't Hoff.
3.2.1.2. Solução de polietileno glicol
Para o conc.icionamento osmótico das sementes em polietileno glicol (PEG), utilizou-se solução na concen
tração 25% ou 250 g/1, recomendada por· HEYDECKER (1975), ·KHAN et alii (1978); KHAN (1980) e KHAN et alii (1980/81).
A solução foi preparada misturando-se 1 kg de PEG de peso molecular 6000 em 4 litros de água no inte
rior de balão volumétrico e agitando-se manualmente até a com pleta homogeneização.
O potencial osmótico. da scü ução foi calculado através da fórmula desenvolvida por MICHEL & KAUFMANN (1973}:
onde:
'l-' osm = potencial osmótico (.atmosferas);
C = concentração (_g/1 � ; T = temperatura (ºC).
33 •
. O potencial osmótico da solução PEG 25% à tem peratura de 200c correspondia a:
'¼' osm = �(1,18xl0-2)250-(1,18xl0-4)2S02 + (.2,67xl0-4)250 x 20 + +(8,39xlo-7)2so2 x 20
':l-' osm = -7,94 atm.
Efetuou-se a dete:rminação do potencial osmótico da so
lução de PEG também em Higrônetro de par te:r.m::,elétrico, obtendo-se o roes no resultado.
3.2.�. Processo de condicionamento osmótico
Amostras de 25 _g de sementes de cada lote, co_;:_
respondendo a um tratamento, fóram imersas em 150 ml de solu ção de manitol ou de·polietileno glicol no interior de copos plásticos· e colocadas em um germinador regulado para manter a temperatura consta·nte de 20°c, em presença de luz. Foram considerados 2 períodos de condicionamento, 4 e 7 dias, após os quais as sementes foram retiradas da solução, lavadas em água corrente e submetidas a secagem.
As sementes não foram submetidas a qualquer método de aeraçao durante o condicionamento osmótico, proce
dendo-se apenas a agitação diária da solução com auxílio de bastonete de vidro.
As sementes dos lotes A e B foram condiciona
das com um intervalo de 7 dias·, período em que as s6luç6es de manitol e polietileno glicol ficaram armazenadas em gela
deira, à temperatura de
s
0c
de modo a evitar perdas por evaporaçao e conseqüente moctificação do potencial osmótico.
Observou�se que na solução de manitol as
se-. mentes permaneceram totalmente imersas, precipse-.itadas no fun
do do recipiente, enquanto que na solução de polietileno gli col mantiveram-se em suspensão, ou seja, havia uma determina da quantidade de sementes na superfície, com apenas uma de suas faces em contato com a solução.
3.2.3. Secagem e armazenamento das sementes
Após o condicionamento as sementes foram sub
metidai a 3 tipos de secagem:
a) Secagem sobr� papel de filtro, sob condi
çõ_es normais de ambiente, por 2 ho_ras, com o intui to de retirar a água superficial das sementes e facilitar a instalação dos tes
tes de laboratório. ·Esse procedimento· foi realizado apenas na 1� época de experimen
tação e designado como "secag�m . suoerficialrt. b). Secagem sobre papel de filtro em ambiente de laboratório por 48 horas, seguindo meto dologia utilizada por GUEDES (1979), que foi denominada "secageM ao ar".
cl Secagem em estufa com circulação de ar re
gulada para _a temp·eratura de 32cc .durante ij horas, como indicado por GUEDES (1979).
As sementes foram colocadas sobre papel de filtro no interior de bandejas metálicas, ocupando-se apenas a prateleira central
35.
da estufa. Esse método foi chamado de "se cagem em. estufa".
As sementes assim condicionadas constituíram os tratamentos, considerando-se ainda um tratamento testemu
nha com sementes não condicionadas. Na Tabela 3 pode-se ob
. A partir da 2�- época de experimentação a co_ns
3.,3,
·DETERMINAÇÕES DE LABORATÓRIOTratamento
37.
3.3.1. Teste de germinação
Conduzido com 4 repetições de 50 sementes pa
ra cada tratamento de cada lote, seguindo-se a metodologia descri ta em 3 .1. 2, obtendo-se as porcentagf'.ms médias de. plân
tulas normais para cada tratamento e lote.
3.3.2. Teste de germinação com pré-friagem
Adotou-se a metodologia descrita e� 3.1.2, com 4 repetições de 50 sementes para cada tratamento e lote. A porcentagem média de plântulas normais foi obtida para cada trataraento e lote.
3.3.3. Teste de germinação sob estresse hídrico
Realizado com 4 repetições de 50 sementes de cada tratamento e cada lote, seguindo metodologia semelhante à descrita em 3.1.2 para o teste de germinação, sendo, po
rém, o substrato umedecido com 3olução de rnanitol de potencial osmótico igual 2. -3, O atmosferas, simulõndo condição de es
tresse hídrico durante a germinação, conforme indicado por KAHN (1960), KHAN et al.ii {19761, BEWLEY & BLACK (1985) e BRADFORD (1986) •
Para o c�lculo da quantidade de manitol a ser usada no preparo da soiução, utilj_zou-se a fórmula de van 't Hoff:
'l' osm = -RTC·
-3,0 atm = -0,082 x 293ºK x e C = 22,75 gíl
A solução foi preparada no j_nício de cada ép9.
ca experimental, misturando-se 22,75 g de manitol em um li
tro de água destilada, seguindo-se o mesmo procedimento des
crito em 3.2.1.1.
A interpretação do teste foi f0ita computand�
se a porcentagem média de plâ�tulas normais para çada tr�ta mento e lote.
�.3.4. Tcate de germinação sob estresse salino
Utili�aram-se 4 repetições de 50 sementes de cada tratamento e lote, em teste de germinação conduzido de maneira semelhante ã descrita em 3.1.2; estandb o substra-to umedecido com solução de cloresubstra-to de sódio (NaCl) 0,1 Mo
lar, que de acordo com as observações de GRAY & STECKEL (197_6), KHAN et alii (19,76} e SCORER et alii {1985). simula condição de estresse saljno na germinação de sementes de alface. Se
gundo SLAVIK (_1974) essa concentração de NaCl é corresponde�
te a um potencial osmótico de -4,39 atinosferas·ã temperatu
ra de 20cc.
O preparo da ·solução em cada época de experi
mentação, foi realizado mi�turando-s� 5,84 g de NaCl a 1 li
tro de água destilada no interior.de balão volumétrico e ho-. 1
mogeneizando�se manualmente.
O resultado de.cada tratamento foi em porcentagem média de plântulas normais.
39.
expresso
3.3.5. Teste·de germinação sob estresse térmico
Conduzido com 4 repetições de 50 sementes de cada tratamento e lote, seguindo a metodologia descrita em 3.1.2, sendo, por�m, as sementes incubadas em uma câmara re
gulada a 30oc, em presença de luz e, portanto, submetendo -as. a estresse térmico segundo as observações de BORTHWICK &
ROBBINS {1928), REYNOLDS & THOMPSON (1971), BURDETT (1972a;
b) ,. GUEDES & CANTLIFFE (1977:; 1980) , GUEDES (1979) � CKER (198-0), KHAN (1980), CANTLIFFE et a!.i.i (1984), et alii_ (1985) e BRADFORD (1986}.
HEYDE-VALDES
As interpretações foram efetuadas aos 4 e 7 dias após a semeadura, tendo sido computadas
as
porcentagens médias de plântulas·normais por tratamento e lote.3.3.6. Determinação do grau de umidade
FOi realizada com uma amo::;tra para cada tra-tamento e lote, de acordo com o procedimento descrito em 3.1.3. Os resultados foram e�presscis em porcentagem�