Está em discussão o surgimento de uma nova teoria de aprendizagem chamada de Conectivismo. Essa nova teoria é defendida por George Siemens (Figura 28) e Stephen
Downes (Figura29), pesquisadores na área de aprendizagem em rede, e seria uma teoria de aprendizagem para a era digital. Essa teoria é utilizada para explicar o efeito das novas tecnologias de informação e comunicação sobre a forma de como as pessoas vivem, se comunicam e aprendem.
Figura 28 – George Siemens
Fonte: http://ead.stj.jus.br/ead/pluginfile.php/17163/mod_resource/content/66/gsiemens_reg-res.jpg
Figura 29 – Stephen Downes
Fonte: http://octel.alt.ac.uk/wp-content/uploads/2013/04/Stephen-Downes.jpg
O Conectivismo se baseia na ideia de que o conhecimento existe no mundo, ao contrário do que pregam outras Teorias de Aprendizagem que afirmam que simplesmente existe na cabeça do indivíduo, ou seja, que a aprendizagem ocorre dentro da pessoa.
Mesmo a visão construtivista social, que defende que a aprendizagem é um processo realizado socialmente, tem a pessoa como prioridade na aprendizagem. Estas teorias não abordam a aprendizagem que ocorre fora da pessoa, ou seja, a aprendizagem que é armazenada e manipulada através da tecnologia.
As teorias da aprendizagem estão preocupadas com o processo atual de aprendiza-gem, não com o valor do que está sendo aprendido. Em um mundo conectado, aquilo que buscamos aprender está diretamente ligado a sua importância. A necessidade de avaliar a importância de aprender alguma coisa é uma habilidade que é aplicada antes da própria aprendizagem começar. A capacidade de sintetizar e reconhecer conexões e padrões é algo muito valioso nos tempos atuais. Novas informações estão sendo continuamente adquiridas e a capacidade de reconhecer rapidamente quando novas informações vão alterar o que já foi feito é fundamental nesse nosso mundo de hoje. (SIEMENS,2004)
Muitas questões importantes são levantadas quando as teorias de aprendizagem estabelecidas são vistas através da tecnologia. A tentativa natural dos teóricos é continuar a revisar e desenvolver as teorias na medida em que as condições mudam. Em algum ponto, no entanto, as modificações não são mais perceptíveis. É necessária uma abordagem inteiramente nova. (SIEMENS,2004)
A inclusão da tecnologia e do fazer conexões, começam a mover as teorias de apren-dizagem para uma idade digital. Não podemos mais, pessoalmente, experimentar e adquirir a aprendizagem de que necessitamos para agir. Nós alcançamos nossa competência como resultado da formação de conexões. A aprendizagem não está inteiramente sob o controle das pessoas, ela pode residir fora de nós mesmos. As conexões que nos capacitam a aprender são mais importantes que nosso estado atual de conhecimento. O conhecimento pessoal é composto por uma rede que alimenta as organizações e instituições, que por sua vez alimenta de volta a rede e então continua a prover aprendizagem para o indivíduo.
Este ciclo de desenvolvimento do conhecimento permite que os aprendizes se mantenham atualizados em seus campos, através das conexões que formaram. (SIEMENS,2004)
SegundoSIEMENS(2004), podemos resumir os princípios do Conectivismo nesses oito tópicos:
• Aprendizagem e conhecimento apoiam-se na diversidade de opiniões.
• Aprendizagem é um processo de conexão de informações.
• Aprendizagem pode residir em dispositivos não humanos.
• A capacidade de saber mais é mais crítica do que aquilo que é conhecido atualmente.
• É necessário cultivar e manter conexões para facilitar a aprendizagem contínua.
• A capacidade de enxergar conexões entre áreas, ideias e conceitos é uma habilidade fundamental.
• Atualização (“currency” – conhecimento acurado e em dia) é a intenção de todas as atividades de aprendizagem conectivistas.
• A tomada de decisão é, por si só, um processo de aprendizagem. Escolher o que aprender e o significado das informações que chegam é enxergar através das lentes de uma realidade em mudança. Apesar de haver uma resposta certa agora, ela pode ser errada amanhã devido a mudanças nas condições que cercam a informação e que afetam a decisão.
O conectivismo apresenta um modelo de aprendizagem que reconhece as mudanças tectônicas na sociedade, onde a aprendizagem não é mais uma atividade interna, individualista. O modo como a pessoa trabalha e funciona são alterados quando se utilizam novas ferramentas. O campo da educação tem sido lento em reconhecer, tanto o impacto das novas ferramentas de aprendizagem como as mudanças ambientais na qual tem significado aprender. O conectivismo fornece uma percepção das habilidades e tarefas de aprendizagem necessárias para os aprendizes florescerem na era digital.
(SIEMENS,2004)
Capítulo 3
A Metodologia da Pesquisa
Pesquisar significa, de forma bem simples, procurar respostas para questões pro-postas. A pesquisa é um conjunto de ações, propostas para encontrar a solução para um problema, que têm por base procedimentos racionais e sistemáticos. É realizada quando se tem um problema e não se têm informações para solucioná-lo.
A investigação científica depende de um conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos que se devem empregar na investigação para que os objetivos da pesquisa sejam atingidos. A esse conjunto de procedimentos e técnicas damos o nome de metodologia científica.
A pesquisa científica seria, portanto, a realização concreta de uma investigação pla-nejada e desenvolvida de acordo com as normas consagradas pela metodologia científica.
Entendemos como metodologia científica um conjunto de etapas ordenadamente dispostas que você deve vencer na investigação de um fenômeno. Nessas etapas estão incluídos desde a escolha do tema, o planejamento da investigação, o desenvolvimento metodológico, a coleta de dados, a análise dos resultados, a elaboração das conclusões e até a divulgação de resultados.
Realizar uma pesquisa com rigor científico pressupõe que você escolha um tema e defina um problema para ser investigado, elabore um plano de trabalho e, após a execução operacional desse plano, escreva um relatório final e este seja apresentado de forma planejada, ordenada, lógica e conclusiva. (SILVA; MENEZES,2005)
Nesse capítulo abordaremos os aspectos metodológicos que estruturaram esse trabalho.