No Linux quase tudo é configurado através de arquivos de texto. Usuários avançados geralmente preferem editar muitos destes arquivos diretamente para configurar o sistema, mas existem muitos programas de configuração que facilitam as coisas.
O Kurumin inclui uma quantidade muito grande de scripts e pequenos programas de configuração que são agrupados num painel de controle central que batizei de Clica-Aki. Você encontra o ícone para abri-lo no "Iniciar > Configuração do Sistema" ou dentro da pasta "Meu Computador", no Desktop.
A idéia é que as opções incluídas no Painel sejam auto-explicativas, por isso uma grande parte do desenvolvimento se concentra em adicionar instruções e textos de ajuda. O objetivo é criar uma ferramenta simples de usar, mas ao mesmo tempo bastante poderosa.
As opções estão agrupadas em categorias. Até o Kurumin 4.2, as opções para instalar novos programas e instalar servidores só funcionavam com o Kurumin instalado no HD, por causa da limitação óbvia de não ser possível instalar novos programas com o sistema rodando a partir do CD-ROM, já que ele é somente- leitura.
Mas, a partir do Kurumin 5.0, esta última limitação foi derrubada, com a inclusão do UnionFS. Graças a ele, passou a ser possível usar o apt-get e os ícones mágicos para instalar novos programas e mexer em todos os arquivos de configuração do sistema, mesmo com o sistema rodando do CD.
Isto permite testar os recursos do sistema com muito mais liberdade, sem precisar instalar. Você pode dar boot, instalar um servidor Apache e Squid, os drivers da nVidia, o VMware e outros programas que quiser testar e reiniciar o micro, como se nada tivesse acontecido.
O UnionFS funciona de uma forma bastante engenhosa, uma daquelas idéias aparentemente simples, que resolvem problemas complexos.
Com o Kurumin rodando a partir do CD, os arquivos armazenados no diretório home e alguns arquivos de configuração, que precisam ser alterados durante o boot, são armazenados num ramdisk (um disco virtual, criado usando uma parte da memória RAM); mas, fora isto, tudo é acessado dentro do arquivo
/cdrom/KNOPPIX, que, além de fazer parte do CD, está compactado num formato que não permite alterações, completamente selado.
Para permitir esta "mágica", o UnionFS permite juntar dois (ou mais) diretórios em um, estabelecendo uma hierarquia entre eles. O "Union" vem justamente de "união".
Temos então o arquivo compactado do CD num nível hierárquico mais baixo, montado como somente leitura e um ramdisk, que originalmente está quase vazio, mas que vai armazenando todas as alterações. Os dois são montados numa única pasta, a /UNIONFS, que contém o conteúdo do arquivo compactado e do ramdisk. Os links que tradicionalmente apontariam para a pasta "/KNOPPIX", onde fica montado o arquivo compactado, são todos recriados apontando para ela.
Na hora de ler um arquivo, o sistema verifica se existe uma versão mais recente armazenada no ramdisk, caso contrário lê no arquivo principal. Na hora de gravar, as alterações são sempre armazenadas no ramdisk, de forma automática e transparente.
No final, você acaba podendo instalar programas e fazer qualquer tipo de alteração no sistema, da mesma forma que se ele estivesse instalado. As limitações neste caso são que todas as modificações são salvas no ramdisk. Para conseguir instalar programas grandes com o sistema rodando a partir do CD, você precisa ter 512 MB de RAM. Caso contrário, você pode instalar alguns programas pequenos de cada vez e ir reiniciando o micro para testar outros, conforme a memória for sendo ocupada.
O UnionFS é ativado por padrão durante o boot, quando é exibida a mensagem "UnionFS: União do CD/DVD (ro) com o ramdisk (rw) realizada com sucesso". Não é preciso usar nenhuma opção de boot, basta atualizar a lista do apt-get, executando o comando "sudo apt-get update" e começar a instalar programas.
Configuração do som
Existem dois conjuntos de drivers de som disponíveis no Linux: o OSS é o mais antigo, com uma arquitetura mais simples e suporte a um número menor de placas de som, usado desde as primeiras versões do Kernel. O Alsa é mais moderno, com suporte a mais placas e drivers com mais recursos. O Alsa é o sistema padrão no Kernel 2.6 e nas versões recentes do Kurumin, baseados nele.
O utilitário padrão para detectar a placa de som ao usar o Alsa é o alsaconf (que deve ser executado como root, num terminal). Você pode usá-lo sempre que quiser redetectar a placa de som, ou em casos em que ela não seja detectada automaticamente durante o boot. Você pode também acioná-lo usando a opção dentro da seção "Suporte a Hardware" no Painel de Controle.
O alsaconf roda em modo texto justamente para que seja compatível com qualquer distribuição independente do ambiente gráfico instalado. Ele é uma das ferramentas padrão, que você encontra em qualquer distribuição.
Ao ser executado, ele fecha todos os programas que estejam usando o som, por isso tome sempre o cuidado de salvar seus trabalhos. Depois de ativar a placa, ajuste os volumes usando o kmix (o ícone do alto-falante ao lado do relógio). Se preferir, você pode usar também o aumix ou o alsamixer. Em muitas distribuições, o som fica mudo por padrão, até que você ajuste o volume.
Outra observação importante sobre o suporte a placas de som é que ao contrário de placas mais caras, como as SB Live e Audigy, muitas placas de som onboard e os modelos PCI baratos não suportam múltiplos fluxos de som simultâneos via hardware. Ou seja, a placa originalmente não é capaz de reproduzir um MP3 e tocar os sons de sistema ao mesmo tempo.
No Windows este recurso é implementado via software, através de funções incluídas nos drivers das placas. No Linux, isto é feito através de um servidor de som, o Kurumin usa o Arts, o servidor de som do KDE. A função do servidor de som é processar os eventos de som e mandar tudo mastigado para a placa de som. Ele serve como um intermediário entre os programas e o hardware.
O problema é que muitos aplicativos e jogos só sabem utilizar os drivers OSS antigos. O Alsa oferece uma camada de compatibilidade que permite que estes aplicativos funcionem na maioria dos casos e o Arts vem configurado para fechar automaticamente depois de 4 segundos sem uso. Ou seja, se você fechar todos os programas que usam o som e contar até 4, a sua placa de som vai estar livre para ser utilizada por programas antigos.
Programas baseados na biblioteca do Gnome, como o XMMS e o gMplayer incluídos no Kurumin, podem ser configurados tanto para acessar a placa de som diretamente, seja usando os drivers Alsa quanto os drivers OSS, quanto para usar o Arts.
Em muitos programas, o default é utilizar o Arts sempre que possível, mas caso você esteja tendo problemas com o som em algum aplicativo em particular, experimente dar uma olhada na configuração e ver se não existe uma opção para mudar o servidor de som usado. Veja por exemplo a configuração do gMplayer:
Você pode experimentar mudar para a opção "alsa 1x". Isso faz com que o programa passe a acessar a placa diretamente, sem passar pelo Arts.
O XMMS oferece uma opção semelhante em Preferências > Plugins E/S de Áudio > Plugin de saída:
Na maioria das distribuições, o Arts vem desativado por padrão, permitindo que os programas acessem a placa de som diretamente. Caso você esteja tendo problemas para usar o som simultaneamente em mais de um aplicativo por vez, ou alguns programas estiverem "travando" a placa de som, impedindo que outros usem o som mesmo depois de finalizados, experimente ativar o Arts, marcando a opção "Habilitar o Sistema de Som", dentro do Painel de controle do KDE, seção "Som & Multimídia > Sistema de Som":
Configuração da impressora
Antigamente, configurar uma impressora no Linux era muito mais complicado. Existiam vários sistemas de impressão diferentes, era preciso pesquisar qual deles suportava sua impressora e depois sair configurando cada programa para utilizá-lo. Hoje em dia, configurar uma impressora no Linux é até mais fácil que no Windows. O KDE vem com o kaddprinterwizard, um utilitário bem fácil de usar e o
que as impressoras instaladas no kaddprinterwizard sejam usadas em qualquer programa do KDE.
Você pode abri-lo através da opção "Instalar uma Impressora" dentro da seção "Suporte a Hardware" do Painel de controle ou chamá-lo diretamente pelo terminal. Ao contrário da maioria dos programas de configuração, você não precisa abrir o kaddprinterwizard como root.
Note que no Painel estão disponíveis também opções para compartilhar a impressora com a rede (as impressoras compartilhadas podem ser instaladas também nas máquinas Windows), rodar o printconf (um utilitário simples, que tenta detectar e configurar a impressora automaticamente) e também gerenciar as impressoras já instaladas.
Na tela principal do kaddprinterwizard estão disponíveis várias opções. Ele permite instalar tanto impressoras locais quanto impressoras de rede. Servem impressoras compartilhadas em máquinas Windows, em outras máquinas Linux da rede, etc.:
- Local Printer (parallel, serial, USB): Esta opção é a mais usada, permite
configurar uma impressora local, ligada na porta paralela ou USB. Na segunda tela ele mostra a porta e o modelo das impressoras encontradas e, em seguida, você pode escolher o driver, configurar o tipo de papel e qualidade de impressão.
Em muitos casos serão oferecidas várias opções de drivers de impressão. A menos que você tenha alguma preferência por um driver em particular (sempre existem pequenas diferenças entre os recursos), o ideal é simplesmente aceitar a opção recomendada.
- SMB shared Printer (Windows): Permite instalar uma impressora compartilhada no Windows ou num servidor Linux rodando o Samba. Você deve especificar o endereço IP do servidor e o nome do compartilhamento.
- Remote Cups server (IPP/HTTP): Instalar uma impressora compartilhada num servidor Linux através do Cups. Em geral os clientes configuram estas impressoras automaticamente, mas esta opção permite configurar manualmente caso a
autodetecção falhe.
Na segunda tela você deve indicar a localização da impressora. Se você está instalando uma impressora local, indique se a impressora está conectada na porta paralela ou numa porta USB. Em geral ele acha a impressora sozinho e só pede sua confirmação. Caso você esteja instalando uma impressora de rede, ele pedirá o IP ou nome do servidor e o nome da impressora compartilhada.
O próximo passo é indicar a marca e modelo da impressora, ou, em outras palavras, indicar o driver de impressão que será usado.
Existe um ícone mágico na seção de suporte a Hardware que instala um driver adicional para impressoras Lexmark. Ao instalá-lo, os novos drivers aparecem dentro do kaddprinterwizard, na seção de impressoras da Lexmark.
Como de praxe, depois de instalar a impressora você pode também configurar o tipo de papel, qualidade de impressão, etc.:
Como disse no início, existem vários conjuntos de drivers para impressora no Linux, como o Gimp-Print, Hpijs, Foomatic, etc. O kaddprinterwizard unifica todos estes drivers, permitindo configurar a impressora num só lugar.
Em muitos casos, a mesma impressora pode ter vários drivers disponíveis
diferentes. Neste caso, ele pergunta qual você deseja usar, mas sempre colocando um deles, o melhor testado ou com melhores recursos como "[recommended]". Se por acaso este driver recomendado não funcionar corretamente ou não oferecer algum recurso de que você precisa, você pode voltar e testar os outros.
Os programas do KDE sempre usam o kprinter como padrão, mas outros
programas vêm pré-configurados para usar o lpr ou outro sistema. Nestes casos a solução mais fácil é simplesmente configurar o programa para usar o kprinter como comando de impressão.
Por exemplo, no Mozilla Firefox vá em Arquivo > Imprimir > Propriedades e coloque o kprinter como comando de impressão:
Assim, ao imprimir qualquer coisa, o Firefox passa a chamar o menu de impressão do KDE ao invés de tentar imprimir diretamente:
Suporte a scanners
O suporte a scanners no Linux, de uma forma geral, é provido por dois programas, o Sane (a biblioteca que contém os drivers) e o Xsane, a ferramenta que detecta e configura os scanners conectados. Ele é capaz de detectar scanners USB e alguns scanners paralelos suportados. Chame-o com o comando xsane, ou use o ícone no menu.
Depois de configurar o scanner no Xsane, você pode usar o Kooka para escanear as imagens. Ele inclui também um software de OCR e outros recursos:
O manual do Kooka está disponível no:
http://www.kde.org/apps/kooka/doc/manual.php.
Você pode ver uma lista de scanners suportados pelo Sane no: http://sane-project.org/sane-mfgs.html
Veja mais informações sobre o suporte a scanners no Linux em: http://www.buzzard.org.uk/jonathan/scanners-usb.html
http://orbita.starmedia.com/~neofpo/
Mais uma observação é que muitos scanners USB utilizam um arquivo de firmware que deve ser transferido para o scanner antes que ele comece a funcionar. O firmware é o software responsável por fazer o hardware funcionar. Sem ele nada funciona.
O arquivo binário pode ser encontrado dentro do CD de drivers do scanner, geralmente um arquivo com a extensão .bin, como por exemplo "u34v101.bin". Estes scanners são suportados pelo snapscan, mais um front-end para o sane, que pode ser encontrado em: http://snapscan.sourceforge.net/.
Configuração do mouse
No Linux, a configuração do mouse faz parte da configuração do vídeo, que vai no arquivo
"/etc/X11/xorg.conf". Em 99% dos casos o mouse é detectado automaticamente, mesmo que você tenha mais de um, como ao usar um mouse USB num notebook que já possui um touchpad. Mas, existem algumas dicas que podem ser usadas em caso de problemas.
Se você está tendo problemas com seu mouse ou teclado USB, reinicie e desative a opção "USB
LEGACY SUPPORT" no Setup do micro. Esta opção ativa uma camada de compatibilidade, destinada a fazer o teclado e mouse funcionarem no MS-DOS, que em algumas placas faz com que o sistema deixe de detectar os dispositivos e ativar os drivers necessários durante o boot. Pressione a tecla "DEL" durante a contagem de memória para acessar o setup.
Caso você realmente precise revisar a configuração do mouse manualmente, abra o arquivo
"/etc/X11/xorg.conf" num editor de textos. Se você estiver no KDE (e sem mouse), pressione Alt+F2 para abrir o "executar comando" e chame o "kdesu kedit /etc/X11/xorg.conf" (para abrir o kedit como root), ou uma janela de terminal. Se estiver no modo texto, logue-se como root e rode o comando "mcedit
/etc/X11/xorg.conf".
A configuração do mouse, dentro do arquivo, é dividida em duas seções. Na primeira você especifica o tipo de mouse que está usando e, em seguida, existe uma seção maior com a configuração de cada tipo. O arquivo do Kurumin vem comentado, o que facilita a configuração. Este mesmo arquivo pode ser usado em outras distribuições, já que todas usam o mesmo servidor gráfico, o X.org ou (nas mais antigas) o Xfree. Basta copiar o arquivo, substituindo o arquivo padrão da outra distribuição para que o vídeo e mouse fiquem configurados da mesma maneira que estão no Kurumin.
Logo no começo do arquivo, procure a linha com a configuração do mouse, como em: InputDevice "USB Mouse" "CorePointer"
O "USB Mouse" indica o tipo de mouse usado. Você pode substituí-lo por "PS/2 Mouse" ou "Serial Mouse", no caso de um mouse serial. Nas versões do Kurumin que usam o Kernel 2.6 (a partir do 4.0), a opção para mouses USB funciona também com mouses PS/2 e touchpad, de forma que normalmente você só precisará alterar esta opção caso use um antigo mouse serial.
O restante da configuração, como a sensibilidade do cursor, comportamento da roda, intervalo do clique duplo, etc. é feita no Painel de Controle do KDE, na seção Periféricos > Mouse.
Alguns mouses PS/2 utilizam uma taxa de leitura diferente da padrão e por isso o cursor fica muito "leve" e difícil de controlar. Nos casos em que alterar a aceleração e sensibilidade do mouse através do painel de controle do KDE não resolver, você pode corrigir o problema alterando diretamente a configuração do X.
Procure a seção referente a seu mouse dentro do arquivo "/etc/X11/xorg.conf" e adicione a linha Option "Resolution" "800", como em:
Section "InputDevice" Identifier "PS/2 Mouse" Driver "mouse"
Option "Protocol" "IMPS/2" Option "ZAxisMapping" "4 5" Option "Device" "/dev/input/mice" Option "Emulate3Buttons" "true" Option "Emulate3Timeout" "70" Option "Resolution" "800" Option "SendCoreEvents" "true" EndSection
Reinicie o X (pressionando Ctrl+Alt+Backspace) para que a alteração entre em vigor. Em geral esta configuração funciona melhor combinada com um valor baixo para a opção "Aceleração do ponteiro" (uso geralmente "1,2x" neste caso) e "0" na opção "Limite do Ponteiro".
Configurando o teclado
O KDE oferece um utilitário bem prático para configurar o teclado: o kxkb. Ele é o responsável pelo iconezinho da bandeira do Brasil ao lado do relógio, que indica que o sistema vem configurado para usar um teclado ABNT2.
Para configurar o teclado, clique com o botão direito sobre o ícone e acesse a opção "Configurar...". Você também tem acesso à mesma configuração dentro do Painel de Controle do KDE, na seção Regional & Acessibilidade > Configuração do teclado:
A configuração do teclado é feita pela combinação de duas configurações: o modelo do teclado e o layout do teclado (as opções na coluna da esquerda), que indica como as teclas serão mapeadas.
Se você usa um teclado ABNT2, então a configuração correta é o modelo do teclado como "ABNT2 Brasileiro" e o layout do teclado como "Brasileiro".
Se você usa um teclado padrão Americano, então a configuração seria: modelo do teclado: "Genérico – 105 teclas (intl) PC" e layout "Inglês Norte-Americano com deadkeys (us_intl)", que equivale ao "US Internacional" do Windows.
O kxkb também suporta o uso de layouts múltiplos. Por exemplo, os teclados usados em notebooks japoneses possuem uma disposição de teclas muito semelhante à dos teclados ABNT2, apenas mapeadas de forma diferente. É comum que os Brasileiros que moram por lá configurem o teclado como sendo um ABNT2, para escrever em Português, mas deixando disponível também o layout japonês. Neste caso, é possível chavear entre os dois layouts clicando sobre o ícone ao lado do relógio.
Existem algumas combinações que permitem chavear entre teclados diferentes como, por exemplo, a combinação de um teclado ABNT2 com o layout "Inglês Norte Americano com deadkeys" que fica disponível como layout alternativo no Kurumin.
Esta configuração permite que quem tem um teclado US Internacional possa trocar o layout do teclado no Kurumin com apenas um click na bandeirinha ao lado do relógio. Não fica perfeito, pois os dois layouts são diferentes (a tecla "\" não funciona, por exemplo), mas é um quebra galho que poupa tempo em muitos casos.
Para usar as teclas de terceiro nível, ou seja, símbolos como "º", "ª", "£", "¬", "¢" ou "§", mantenha pressionada a tecla "Alt" direita (Alt GR) e pressione a tecla desejada. Para o "€", por exemplo, você pressiona Alt e 5. Você pode mudar a tecla usada para ativar o terceiro nível no Painel de Controle do KDE, em "Regional e Acessibilidade > Layout do Teclado > Opções Xkb > Terceiro nível".
Naturalmente, a configuração do kxkb só é válida enquanto ele está ativo, ou seja, apenas dentro do KDE. Se você quiser alterar a configuração "de baixo nível", pode alterar diretamente a configuração do teclado no arquivo "/etc/X11/xorg.conf", onde vai a configuração do X. Lembre-se de que em distribuições antigas, que ainda utilizam o Xfree, o arquivo será o "/etc/X11/XF86Config-4".
Procure a seção referente ao teclado. Normalmente ela aparece logo depois da seção referente ao mouse. Para um teclado ABNT2, a seção fica:
Section "InputDevice" Identifier "Keyboard0" Driver "keyboard" Option "CoreKeyboard" Option "XkbRules" "xorg" Option "XkbModel" "abnt2" Option "XkbLayout" "br" Option "XkbVariant" "abnt2"
Option "XkbOptions" "abnt2" EndSection
Para um teclado Americano, a seção fica: Section "InputDevice"
Identifier "Keyboard0" Driver "kbd"
Option "CoreKeyboard" Option "XkbRules" "xorg" Option "XkbModel" "pc105" Option "XkbLayout" "abnt2" EndSection
Mais uma dica é que em casos de necessidade é possível usar o teclado como mouse. Embora seja raro, em alguns casos o Kurumin pode não conseguir detectar o mouse durante o boot. Pode acontecer ainda do mouse parar de funcionar caso você tente alterar a configuração e acabe fazendo alguma besteira, ou ainda que o seu mouse simplesmente pare de funcionar por falta de limpeza :-).
Seja qual for a causa, o KDE oferece um recurso de mouse virtual, que permite usar o micro mesmo sem o mouse. O movimento do mouse passa a ser controlado pelas teclas do teclado numérico.