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Conflito e solidariedade: faces de uma mesma moeda

A realização dos sociogramas permitiu verificar configurações de organização na escola acrescidas do relato de episódios. Tais dados são representativos do que Collins (1992) conceitua como a solidariedade precontratual nos grupos sociais, ou seja, antes da existência das situações. Entretanto, é preciso entender de que modo essas ligações ocorrem. Neste capítulo serão descritos e analisados episódios presenciados na

Escola Primavera que revelam concomitantes momentos de conflito e solidariedade e

as dinâmicas internas a diversos subgrupos.

4.1 – Manifestações de professores diante de supostas situações de conflito

No questionário respondido pelos professores da Escola Primavera, havia duas (2) questões com frases que representavam características profissionais desses professores, primeiramente com relação ao perfil profissional de cada um, e em outra questão as frases representavam posicionamentos possíveis mediante situações de divergência na escola, sendo facultado ao professor escolher mais de uma opção19.

Com relação ao perfil profissional, as frases que mais receberam citações foram: - “Gosto de trocar idéias com os demais colegas para inovar minhas ações” e

- “Apesar de ter domínio sobre meus projetos, procuro sempre trocar ideias e buscar opiniões diferentes”.

A primeira frase recebeu trinta e seis (36) citações e a segunda recebeu trinta e três (33). Em terceiro lugar, com vinte e duas (22) citações, ficou a frase: “Gosto de dividir todas as minhas intenções, angústias e indecisões com os demais colegas de trabalho, assim tenho chances de mudar de opinião”.Com dezoito (18) citações, a frase: “Procuro sempre questionar ideias pré-estabelecidas e impor sempre meu ponto de vista, mesmo que esse não prevaleça no grupo”, ficou em quarto lugar. Nove (9) citações foram feitas à frase: “Costumo seguir sempre o que o grupo decide, assim diminuo o risco de errar”; cinco (5) foram dirigidas à frase: “Sou um pouco inseguro(a) e normalmente peço opiniões aos demais colegas” e, duas (2) feitas à frase: “Sou uma pessoa decidida e raramente divido minhas ideias ou meu plano de ação com colegas”.

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O número de citações é superior ao número de professores que responderam ao questionário devido às respostas múltiplas.

Destaca-se que, a grande maioria das citações, ou seja, as que ficaram em primeiro e segundo lugar, remetem diretamente à necessidade de trocar ideias e opiniões antes de se tomar alguma decisão ou mesmo antes de planejar uma ação.

Quanto à manifestação dos professores diante de opiniões divergentes na escola, foram registradas vinte e duas (22) citações a duas (2) frases: “Questiona sempre ambas as partes e só depois se posiciona em apoio a uma delas” e “Defende sempre o grupo que, no momento do conflito, apresenta a ideia mais coerente com suas convicções pessoais”.

Percebe-se que as frases mais escolhidas correspondem ao questionar e depois se posicionar e também à defesa de um dos grupos que apresente a ideia mais próxima de uma convicção pessoal.

Além dessas duas (2) frases, os professores também realizaram sete (7) citações à frase: “Busca ouvir os dois lados e só se posiciona após analisar qual das opiniões pode lhe favorecer individualmente” e uma (1) citação a: “Considera quem apoia cada ideia antes mesmo de saber a fundo do que se trata”. Além dessas citações, registrou-se que um (1) dos professores não respondeu à questão proposta e nenhum professor citou a frase: “Possui um grupo fixo ao qual apoia incondicionalmente”.

Essas questões foram formuladas com base na teoria da solidariedade não racional de Durkheim resgatada por Collins (1992, p. 8-9), com o objetivo de provar que “as pessoas perseguem seus próprios interesses ao mesmo tempo em que têm sentimentos de solidariedade com, pelo menos, algumas outras pessoas”.

Tal como no capítulo anterior, nessas questões os professores precisaram se manifestar diante de situações hipotéticas, porém, muito próximas à realidade escolar. As manifestações no capítulo anterior demonstraram variação de opções com bases diversas, pautadas em interesses também diversos. Segundo Collins (1992), nem sempre são baseados em racionalidade, pois dependem de sentimentos perpassados por moralidade. A união desses agentes é produzida, segundo o autor, por rituais sociais. A partir dessa constatação desenvolve sua teoria da interação ritual (Collins, 2005).

Já se estabeleceu, a partir de Elias (2008), a necessidade de se considerar sempre as configurações, ou melhor, as teias entre os diversos agentes, em toda sua dinâmica. Contudo, as observações realizadas no cotidiano da Escola Primavera revelaram a existência de situações de conflito que podem ser melhor compreendidas também por meio da contribuição de Collins (1992) sobre o que venha a ser solidariedade precontratual e as dinâmicas de interação.

Collins (1992) inicia seu raciocínio questionando o que seja, de fato, a racionalidade. Para ele, faz-se necessário questionar a racionalidade quanto à sua onipotência e, para exemplificar seu questionamento, ele remete a uma situação em que há um contrato de negócios entre duas pessoas. Considerando que ambos calculem racionalmente todas as suas possibilidades de ganhos e perdas, mediante esse contrato, e que levem em consideração a possibilidade de que seu sócio pode trapacear e fazê-lo perder seu investimento, o mais racional seria enganá-lo primeiro. Porém, esse procedimento não corresponde à realidade vivenciada em sociedade. Assim, segundo Collins (1992), a racionalidade não é a única que move as relações sociais, mas antes dela existe o que Durkheim denominou de “solidariedade precontratural”, que se baseia em algo não racional: a confiança. Segundo Collins (1992, p. 12) “as pessoas podem trabalhar juntas não porque decidem racionalmente que há lucros (benefícios) em se fazer assim, mas porque elas têm um sentimento de que podem confiar em outros para corresponder aos acordos”.

Os resultados obtidos com o questionário permitem apontar, tal qual nos sociogramas, a presença dessa confiança por meio das manifestações de troca de ideias, querer opiniões diferentes, dividir dúvidas e indecisões, todas pautadas na aceitação de uma confiança prévia.

Além desses pontos vale destacar que se referem às possibilidades de acordos, de seguir o que o grupo decide, mesmo que seja para mudar de opinião. São manifestações de confiança oriundas sobretudo das interações, também são citadas como meio de enfrentamento e não só de aceitação, todas prévias à existência das situações.

A conclusão de Collins (1992) é a de que as organizações sociais existem porque existe uma solidariedade precontratual não racional, o que significa que a organização de grupos não depende de cálculos racionais, mas de uma solidariedade grupal que, segundo o autor, só pode ser alcançada quando “seus membros [param] de calcular seus próprios interesses pessoais face a face, entre si e [sentem] somente seus interesses comuns como grupo”. No entanto, Collins (1992) também ressalta que a solidariedade de um determinado grupo não pode ser interpretada como se todas as pessoas desse grupo fossem solidárias entre si, pois assim como ocorre numa família, nos grupos não é possível ter sentimentos de solidariedade o tempo todo, havendo sempre algumas desavenças. Diante, porém, de um inimigo externo, uma família poderá deixar de lado

suas divergências internas, fortalecendo sua solidariedade. Assim, com relação à análise de agrupamentos, o conflito e a solidariedade são as duas faces de uma mesma moeda.

Mediante tal reflexão, cabe retomar algumas situações presenciadas na Escola

Primavera para identificar situações de conflito e solidariedade entre grupos diversos.

Episódio: o guache

Em 07 de maio de 2009 (36º dia de observação), durante o 2º intervalo do 1º período, P11 comunicou aos demais professores que, no dia seguinte (08/05), as três primeiras aulas seriam direcionadas à confecção de cartazes para o dia das mães, que seria comemorado na escola no sábado (09/05). P11 solicitou aos professores que avisassem os alunos para que trouxessem apenas o material para a confecção desses cartazes e cartões. Assim, aqueles que não estivessem interessados em participar, nem viriam.

Durante a saída do 1º período e entrada do 2º, P9 solicitou a CPB que os professores do 2º período também pudessem se organizar para o dia seguinte, e que seus alunos fossem dispensados na hora do intervalo. CPB concordou com a solicitação de P9.

P9 sugeriu a confecção do porta-retrato com a utilização de papelão e pintado com guache. Como nenhum professor se pronunciou nem contra, nem a favor, P9 sugeriu que as duas últimas aulas do dia fossem utilizadas para orientar sobre a confecção do porta-retrato e que, no dia seguinte, as três primeiras aulas fossem empregadas para a montagem do mesmo.

Após o 2º intervalo, os professores subiram para suas respectivas salas, menos P23, que estava sem turma, passando a auxiliar P28 na organização de uma 6ª série.

Em determinado momento, P28 solicitou a um aluno que fosse buscar o guache na sala dos inspetores. Porém, o mesmo retornou dizendo que P54 não permitiu que ele retirasse o pote da tinta.

P23 passou, então, a buscar entendimento entre as professoras. Primeiramente, perguntou a P9 onde tinha conseguido o guache para trabalhar com os alunos. P9 respondeu que o havia encontrado dentro da gaveta de um arquivo numa na salinha no fundo do corredor, e que os retirou de lá, inclusive por estar com o prazo de validade vencido há mais de um ano. Disse que já sabia do ocorrido entre P56 e o aluno de P28, e que se dispunha a solicitar a intervenção de P55 (ADII), para que o material fosse disponibilizado.

Ao se dirigir à sala no final do corredor, P23 encontrou-se com P13, que costumava trabalhar em parceria com P56, e a mesma lhe respondeu que o guache do qual ela tinha conhecimento estava no arquivo, na salinha, que pertencia ao projeto de arte da escola e que alguns professores estavam retirando sem sequer solicitar aos professores que fazem parte do projeto. Em seguida, P23 encontrou-se com P56, que lhe respondeu que o guache da gaveta do arquivo eram de uso do projeto de arte, e que P65 (POIE) é que o encontrou. Logo em seguida P56 expôs a seguinte frase:

─ “P65 (POIE) é que é linguarudo e contou para todo mundo onde estava”. P56 explicou, ainda, que os potes estavam vencidos, pois se tratava de doação, uma vez que a escola não amparava o projeto com material didático- pedagógico.

Em seguida P23 foi até a diretoria, onde encontrou com P55 (ADII), expôs o ocorrido e questionou se havia material disponível para os professores.

P55 (ADII) respondeu que havia material de papelaria, mas que não havia guache, e acrescentou que discordava de que o material encontrado na gaveta do arquivo fosse considerado propriedade do projeto, ou “meu” ou “seu”, pois, “o material era da escola”.

P23 retornou à sala onde estava P9 e contou sobre a conversa com P13, P56 e P55 (ADII).

P9 respondeu que, enquanto P23 foi até a diretoria, P31 (POSL) havia subido até sua sala e solicitado a devolução do guache. Contudo, a mesma declarou ter respondido a P31 (POSL) que não devolveria os potes, porque já estavam utilizando com os alunos.

(Excerto do diário de observação de 07 de maio de 2009, 36º dia de observação).

O conflito entre os dois grupos de professores quanto à utilização do guache é característico do conflito e da solidariedade apresentados por Collins (1992). Mesmo os envolvidos sendo todos pertencentes à equipe docente, ficou nítida a divisão entre os professores que faziam parte do projeto de arte da escola e aqueles que não faziam, identificando-se a solidariedade quanto à utilização do guache e o conflito instaurado a partir da procura e do “achado” desse material pelos professores não pertencentes ao projeto de arte que, naquele dia, estavam solidários diante a atividade desenvolvida em homenagem às mães.

Houve intensa movimentação e interação envolvendo vários professores, do que é possível flagrar questões de condição material para o trabalho e também certa mistura de manifestação quanto à privacidade desses materiais.

Episódio: cobranças de P48

A partir de meados de maio de 2009, P48 foi convidada por D. para ser sua nova assistente de direção devido ao afastamento de ADI por licença médica. Porém, D. só realizou o comunicado oficial desse convite na reunião do Conselho de Escola de 04 de junho. Assim, registrou-se que a nova posição de P48 como ADIII causou estranhamento em alguns professores e revelou o conflito entre professores do ciclo I (de 1º ao 5º ano) e do ciclo II (de 5º ao 9º ano), conflito este que se apresentou mais nitidamente na reunião pedagógica de 16 de junho. No entanto, em 01 de junho de 2009 (49º dia de observação), já se registrou comentários sobre uma possível diferenciação

entre professores de ciclo I e de ciclo II do ensino fundamental. Neste dia, encontravam- se reunidos na copa, durante o 2º intervalo do 1º período, quando

P32 comentou que, no início do período, P48 (ADIII) havia chamado sua atenção sobre o constante atraso dos professores. Isso o havia irritado, uma vez que tinha chegado cedo à escola. P32 disse que respondeu a P48 que ela não deveria se preocupar tanto com a vida dos professores e também se mostrou preocupado, pois só após esse enfrentamento é que tomou conhecimento de que P48 (ADIII) estava exercendo a função de assistente de direção.

P59 relatou que também tinha se irritado com P48 (ADIII), que lhe tinha chamado a atenção por ele ter chegado à 7h02. Por esse motivo, teria respondido a P48 que estava no horário e que, além disso, os alunos ainda estavam no pátio.

P48 (ADII), por sua vez, respondera que só estava segurando os alunos no pátio porque não havia professores para dar aula.

P62 declarou que, em sua opinião, o fato de P48 ser professor do ciclo I prejudicava sua compreensão quanto ao funcionamento das turmas do ciclo II. P32 concordar com P62 por haver uma grande diferença entre a dinâmica de aulas do ciclo I e do ciclo II, que são inerentes a cada grupo de professores. P35 relatou que foi orientada a mandar torpedo para o celular de P48 (ADIII), quando se atrasasse.

Percebe-se que a indignação de P32 se inicia com a manifestação de controle feito por P48 (ADIII) que, até então, não havia sido identificada no exercício da função de assistente de direção. Analisando-se o episódio verifica-se que o mesmo ocorrera devido à falta de comunicação na Escola Primavera e culminou, após a troca de informações com P62, P59 e P35 ─ todos professores do ciclo II do ensino fundamental ─ com a conclusão de que o fato de P48 (ADIII) pertencer ao grupo de professores de ciclo I influenciaria em sua atuação como participante da equipe gestora da escola.

Porém, ocorreu outro conflito entre professores de ciclo I de ciclo II, na Escola

Primavera quando, durante a reunião pedagógica de 16 de junho de 2009 (52º dia de

observação), D. passou a tratar da previsão de turmas a serem atendidas no ano de 2010.

D. expôs que, para o ano de 2010, a proposta inicial previa a utilização de 13 das atuais 14 salas disponíveis, e que a sala que se tornaria ociosa deveria ser aproveitada como sala de apoio pedagógico. Alegou que as salas externas precisavam ser melhoradas e que não havia mais condição dos professores do ciclo I ficarem lá fora.

P65 (POIE) ponderou sobre a necessidade de se lembrar que a legislação previa que o número de professores de uma escola fosse baseado em módulos atrelados ao número de salas abertas na escola, e que era importante, portanto, pensar que já se estavam perdendo salas da EJA, no período noturno.

P35 questionou o porquê das salas externas não serem ocupadas pelos alunos do ciclo II.

P44 respondeu que esperava qualidade de trabalho, colocando-se a favor do fechamento de uma das salas externas, dizendo que a Escola Primavera já

esteve muito pior e que tinha melhorado por causa da luta daqueles que gostam da escola e era por isso que sua defesa era em prol da qualidade na Educação e não por empregos.

A partir desse momento houve um início de confusão, com falas a favor e contra o fechamento de uma das salas externas.

P44 e P2 colocaram-se a favor do fechamento das salas e P61, P19, P35 e P23 se colocaram contrários.

P21 disse que estava incomodada com a divisão entre os professores dos ciclos I e II.

P44 manifestou que:

─ “A qualidade pedagógica deveria prevalecer”. P61 respondeu:

─ “A questão a ser discutida é o emprego dos professores”.

P19 concordou com P61 e completou que a questão do emprego era, sim, primordial.

P2 respondeu que os professores trabalhavam para a Prefeitura, e que por isso trabalham para o bem público e que por isso deveriam pensar na qualidade no ambiente de trabalho.

P43 declarou-se chateada com a fala dos professores de que não precisam trabalhar.

P55 (ADII) ponderou que se a questão era o emprego, era necessário lembrar que as salas fechadas na Escola Primavera, automaticamente seriam abertas em outras escolas.

P61 disse que era preciso parar de pensar em “jeitinhos” e que, em sua opinião, a luta por qualidade tinha que ser maior do que simplesmente discutir o fechamento de salas.

A reunião foi encerrada, pois não havia mais ordem nas falas.

Contudo, logo em seguida, pequenos grupos se formaram e passaram a comentar sobre a polêmica apresentada durante a Reunião Pedagógica.

P44, P2, P6, D., P55 (ADII) e alguns professores do ciclo I formaram um grupo. Ao lado, outro pequeno grupo se formou, onde estavam: P52, P23, P62, P59, P32, P63 (OSL) e P1, que passaram a criticar o posicionamento de P44 como egocêntrico e o de D. como repetitivo.

A análise da questão sobre o fechamento, ou não das salas externas ao prédio da

Escola Primavera expõe a configuração da divisão existente entre professores dos

ciclos I e II. É nítido o conflito e a solidariedade entre os grupos quando, ao final da reunião, se detiveram a conversar. De um lado: P44, P2, P6, P55, todos professores do ciclo I; de outro, P52, P23, P62, P59, P32 e P63, do ciclo II. Parte dessa configuração já havia sido representada, de certa forma, nos sociogramas de subgrupos apresentados no capítulo anterior, embora em outras situações houvesse participação de professores de ambos os ciclos.

Ainda com relação ao fechamento ou não de pelo menos uma das salas externas da Escola Primavera, identifica-se a constatação de um clima de preocupação

generalizada, por parte dos professores, que culminou, por vezes, com discussões entre o próprio grupo, sendo, predominantemente, discutidas as novas possibilidades de organização da escola, seja mediante a alteração dos turnos, ainda em 2009, seja em relação a 2010, e o fechamento das salas. Essas discussões passaram a acontecer, inclusive, em dias em que os alunos eram dispensados para que fossem realizadas reuniões de comissão de classe, originalmente reservadas para averiguação de faltas e conceitos dos alunos. É o que nos revela o episódio a seguir.

Episódio: reunião de comissão de classes

O dia 24 de junho de 2009 (55º dia de observação) constava no calendário escolar da Escola Primavera como dia letivo (vide anexo IV). Porém, nesse dia, as aulas foram suspensas para o 1º, o 2º e o 3º períodos para que fossem realizadas as comissões de classe. No entanto, durante a reunião do período da manhã, em que estavam presentes, inicialmente, os professores P25, P11, P51, P23, P65 (POIE), P58, P39, P62, CPA e CPB, verificou-se a solicitação de CPB de que os professores aproveitassem para listar os alunos considerados como “casos problemas” da escola, para que os mesmos fossem enviados para a nova escola. A seguir, P65 (POIE) solicitou à coordenação que parte da reunião fosse utilizada para que os professores conversassem sobre a atribuição das aulas diante das possíveis mudanças. Esse pedido gerou tensão, com argumentos variados.

CPB respondeu que, em conversa com D., havia solicitado um tempo para que os professores pudessem conversar. Contudo, como surgira o boato de que a SME iria expedir uma portaria de organização para essa transição, não se viu mais a necessidade de proporcionar esse tempo e defendeu que os professores participassem de uma nova atribuição de aulas, ainda em 2009, para já ficarem encaixados nas novas escolas.

P65 (POIE) chamou a atenção dos professores para o fato de que, pelo histórico, deveria estar bem claro que os mesmos teriam que se organizar sozinhose passou a expor sua preocupação quanto às turmas de EJA para 2010 frisando a necessidade de os professores debaterem todas as possibilidades para o ano seguinte.

P23 manifestou que o fechamento de uma das salas externas acarretaria o fim de uma jornada completa (JEIF) para a disciplina de história, já em 2011.

CPA respondeu que havia a possibilidade de os professores solicitarem a remoção.

P23 apontou que a simples solicitação de remoção não garantiria, a nenhum professor, a formação de uma jornada completa, principalmente num momento em que não havia clareza sobre a classificação dos ex-adjuntos.

P62 reclamou que, na última reunião pedagógica, a direção não havia demonstrado clareza sobre as alterações na organização da escola, diante a inauguração de novas escolas na região.

(Iniciaram-se várias manifestações com relação à Reunião Pedagógica do dia 16/6).

P65 (POIE) disse que a argumentação da direção quanto ao fechamento das salas externas era muita fraca.

CPB frisou que as salas externas eram sem qualidade, frias e barulhentas. P35 respondeu que as antigas salas de “latinha” eram tão ruins quanto as atuais. P23 concordou com P35 e acrescentou que, na época das “latinhas”, os alunos eram muito melhores que os atuais, o que em sua opinião, comprovava que não eram as salas que garantiam maior rendimento, por parte dos alunos.

CPB disse que D. estava muito preocupada com todos e que tinha se chateado