2.4 DATA WAREHOUSE(DW)
2.4.9 Conhecimento: Aquisição, Conceitos e Sistemas
Estamos na era do conhecimento, e para tanto a colaboração da TI é primordial, para que os dados tenham qualidade, e que as informações estejam no local certo no momento adequado as atividades operacionais, gerenciais e estratégicas, apoiando atividades e a tomada de decisões, com a eficiência e eficácia necessárias.
A aquisição de conhecimentos é tratada na engenharia de conhecimento; que possui um conjunto de metodologias, técnicas e formalismos que suportam a construção de sistemas de conhecimento. O Objetivo geral da engenharia da engenharia de conhecimento assemelha-se a Engenharia de software: transformar o processo ad hoc de construir sistemas baseadas em conhecimento (SCHEREIBER, 1999) apud (ZIULKOSKI, 2003).
Segundo ZIULKOSKI (2003), a engenharia do conhecimento lida com aquisição e representação de conhecimento e validação, inferência, explicação e manutenção de bases de conhecimento.
Aquisição de Conhecimento: refere-se a obtenção de conhecimento de suas diversas fontes: livros, documentos, computadores com principal ênfase, por sua dificuldade, a especialistas humanos. O conhecimento refere-se a solução de problemas em um domínio de aplicação e envolve os objetos de domínio, os procedimentos e a forma geral de como o conhecimento é aplicado.
Representação de conhecimento: refere-se a escolha de uma forma de representação que possa compor um modelo do domínio e a codificação
da informação adquirida nessa forma. Refere-se habitualmente ao conhecimento declarativo.
Validação do Conhecimento: Verificação da consistência da base de conhecimento.
Inferência: Definição dos procedimentos de manipulação e aplicação do conhecimento, com afins de implementação.
Explicação e Justificativa: Envolve a recuperação do raciocínio do sistema, ao atingir determinada conclusão e a definição da forma de apresentar esses caminhos de inferência ao usuário.
Ainda segundo ZIULKOSKI (2003), o primeiro conceito a definir é o de conhecimento, e a diferença entre conhecimento, e a diferença entre conhecimento, informação e dado:
Conhecimento: consiste em descrições simbólicas que caracterizam os relacionamentos empíricos e definicionais, em um domínio e os procedimentos para a manipulação destas descrições. Conhecimento inclui a informação sobre o domínio e a forma como essa informação é utilizada para resolver problemas. Ex: Maria tem mais de 18 anos. Maiores de 18 anos são os responsáveis legais por seus atos. Maria será cobrada por danos causados por ela.
Informação: Reconhecimento de objetos do domínio, suas características, suas restrições e seus relacionamentos com os outros objetos, sem ater-se a unidade dessa informação. É o dado com seu significado associado. Ex Idade de Maria = 20 anos.
Dado: Representação simbólica de um objeto ou informação do domínio sem considerações de contexto, significado ou aplicação. Ex: 20 anos.
Domínio: Qualquer conjunto relativamente circunscrito de atividades.
Um sistema de conhecimento é qualquer sistema de informação que gerencie, armazene e/ ou aplique conhecimento organizacional explicitamente representado. O termo inclui sistemas especialistas, sistemas baseados em conhecimento, banco de dados inteligentes e sistemas de informação intensivos em conhecimento, que possuem em comum o fato de modelarem conhecimento de forma explícita (não
embutido ou disperso nos algoritmos do sistema), e aplicação no suporte a decisão ou solução de problemas.
Segundo ZIULKOSKI (2003), é interessante observar que o uso do DW numa organização gera alguns dos mesmos benefícios acima descrito, o que demonstra que existe uma certa afinidade entre DW e sistemas de conhecimento. Um DW também visa a tomada de decisão mais rápida, confiável e qualificada. E utilizando ferramentas de acesso a dados que permitem salvar as consultas utilizadas e compartilhar com outros usuários, sendo uma forma indireta de preservar e disseminar conhecimento, pois evidencia as informações utilizadas no processo de tomada de decisão e estimula os usuários a compartilhar suas experiências e critérios. Porém um DW não manipula conhecimento explicitamente representado e por esse motivo não pode ser enquadrado como sistema de conhecimento.
Dessa forma podemos considerar que o DW oferece recursos para apoio a tomada de decisão, constando fatos, que evidenciem conhecimentos, e que esse extraia da base indicadores e métricas de planejamento ou de acompanhamento, além das consultas não programadas.
A decisão sobre quais serão os fatores críticos de sucesso escolhidos para atuar em cada cenário identificado é de fundamental importância. Quando esses fatores são definidos acertadamente permitem focar a organização nas atividades- chave do seu negócio possibilitando a ela atingir seus objetivos de maneira sustentável (CHIAVENATTO, 2009).
Para se tomar uma boa decisão ou a mais acertada possível, uma gestão estratégica é importantíssima. Uma decisão mal sucedida pode colocar em risco toda a organização. Medidas estudadas, analisadas e utilizadas de forma correta diminuem o risco de perdas.
Com um diagnóstico externo do mercado e interno da organização, e levando em conta alguns fatores críticos, uma decisão deve ser bem-feita. As ameaças estão sempre presentes, desde fatores naturais, humanos, tecnológicos entre outros.
A melhor tomada de decisão leva em conta vários fatores, os conhecimentos obtidos dos sistemas, da observação de indicadores e de tendências ou evidencias a serem observadas, além de aspectos cognitivos e valores individuais e culturais, buscando atuar eficazmente. A sua utilização serve como apoio a mudanças ou estudo de mudanças em uma organização. Estas decisões quando bem-feitas podem
fazer com que a empresa obtenha vantagem sobre as demais, uma melhor estratégia no mercado hoje em dia sobrepõe várias outras empresas.
Para o processo de tomada de decisões, temos quatro tipos de princípios para buscar assertividade: inteligência, concepção, seleção e implementação.
Para se ter uma melhor decisão a experiência profissional, intuição, analises criteriosas são extremamente relevantes, porém não garantem o sucesso da empresa, mudanças estão sempre presentes e decisões previas devem ser levadas em conta, juntamente com um plano estratégico bem articulado uma boa decisão ou mais acertada será tomada, e a organização com isso terá uma chance maior de sobrevivência no mercado. Para ter a decisão mais acertada os métodos devem ser eficazes e buscar tornar o processo o mais correto possível.
Existem fatores rotineiros em uma organização cuja qual já está prevista e um plano estratégico esta previamente desenvolvimento para sanar estes problemas, denomina-se decisões programadas ou estruturadas.
As decisões programadas são ferramentas arquitetadas, projetadas e utilizadas para solucionar problemas repetitivos. São usadas regras, procedimentos e hábitos simplificados e rotineiros para uma determinada situação já prevista. É estudado um caso problemático, e se ocorrer um planejamento emergencial ou estratégico estará pronto para sua solução.
As Decisões não programadas, tem como conceito estar sempre presente em uma empresa, que ao contrário das decisões programadas, não são previamente estudadas. As decisões não programadas ocorrem quando um determinado problema não é do cotidiano da empresa, ou seja, não é rotineira e se torna um problema incomum e excepcional.
Se um problema não é frequente o mesmo não é estudado, e para tanto um plano estratégico não é desenvolvido, com isso uma decisão surpresa, não programa ou não estrutura deve ser tomada de imediato, sem prévio estudo, emergencial. Para isso as empresas cada vez mais capacitam seus administradores para que tenham uma visão mais abrangente e se sobressaiam a fatores não previstos, assim sendo tomando uma decisão sobre situações inesperadas perante os cenários previstos inicialmente, e gerando necessidades de estudos de iteração das variáveis fatos em suas dimensões, e o uso de consultas ad-hoc.
A Gestão do Conhecimento nas organizações, aplicada de maneira bem sucedida, são aquelas que sabem conquistar e motivas as pessoas para que elas aprendam e apliquem seus conhecimentos na solução dos problemas e na busca da inovação rumo a excelência (CHIAVENATTO, 2009).
O conhecimento tem nos dias atuais vários significados, cognição, conscientização, saber, sapiência, percepção dentre outros termos. A empresa com maiores conhecimentos, técnicas, experiências tem maiores chances de sucesso, em contrapartida seus gestores também herdarão este conhecimento (conhecimento explícito e coletivo), e também contribuirão com evoluções nesta cultura através de seus conhecimentos tácitos individuais.
A gestão deste conhecimento ocorre dependendo do contexto organizacional, e da cultura de gestão de capital intelectual, ou seja, das políticas de centralização ou descentralização de poder e nas operações, e também na tomada de decisão, e na possibilidade real e efetiva das pessoas poderem exprimir, dialogar, socializar seus conhecimentos individuais em grupos, e a abertura que a empresa recebe tais colaborações individuais ou de grupos, para possível integração a sua cultura.
Para uma organização o conhecimento já se tornou um diferencial valioso, ou seja, o conhecimento intelectual do funcionário faz com que a empresa se destaque no mercado. A empresa que tem o maior conhecimento ou busca sempre estar na vanguarda em sua área de atuação, possibilita melhorias frequentes, e possivelmente ter diferencias competitivos de difícil absorção cultura e intelectual por seus concorrentes.