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connecimento intelecxual-que nos leva a verdade L

No documento O Direito natural e o estado de direito (páginas 42-47)

p 0 THEMIS é a deusa da ju stiça com relação à norma agend i, enquanto DI3CB é a deusa da justiç a, com respeito

connecimento intelecxual-que nos leva a verdade L

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primeiro e enganador e ilu s ó r io , enquanto o segundo e verdadeiro. Sobre PAEMÊNIDE3 (c . 546 a. C .) e sua f i lo s o fia sobre

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d ir e it o , escreve 01IYEIR0S LITTEEÍÍTO: " A l e i voJL tada para si mesma, ou seja para sua essência, vetorialmente d ir i gida para a significação do justo, e is uma concepção de D ireito Na tural ligada à le i anterior eterna e imutável de um Deus le g is la

dor ” . (17) ,

EMPâDOClES ( c . 495-435 a. C .) ensina que os quatro elementos, água, ar, fogo e t erra, nà realidade so cial , se. transformam em amor e ódio e, no campo da F ilo s o fia do Direi-to, nas essências do bem e do mal.

Um notável progresso no pensamento grego verificamos .com

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aparecimento da F ilo so fia de ANAXÁGÒEA3 ~( c . 500 428 a . C. )

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Para explicar racionalmente a harmonia do Universo apela para uma in te lig ê n cia ordenadora -/Voo^t que é sim

pies, im aterial, onipotente, in f i n i t a , causa efic ie n te do movimen

to. e da ordem cósmica. .

Afirma DEKdCRIIO DE ABDESA (460-370 a .C ..)

que o D ireito é o responsável pela harmonia da vida social e pólí t ic a ,

" S e r justo consiste em fazer tudo aquilo que é ne cessá rio ", e n s i ­ nara e le . (

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)

Para a sobrevivência do Estado é preciso que haja a harmonia s o c ial, ê necessário que haja solidariedade, ca

so contrário, triunfará a eterna discórdia entre os homens,» «

KEHAcLITO (5,35-475 a. C. ) defende a mu ta bilidade de todas as coisas [ITÚ VToL L K c i L O V c f í ^ M * Y í L ) .

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universo espelhando harmonia é ordenado

pela l e i , que é relação e razão { A & ff ® ^ ) •

A razão ordenadora de Deus dirige a natu r e za .

A vida social deverá estar submetida à le i suprema da natureza, isto é, à vontade divina, que a todos . di r i g e .

*

A m ultiplicidade de le is humanas não vão ■ de encontro a um D ireito N a tural,

A l e i do

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homens )- afirma ele , - é sempre justa quando não contraria a l e i de natu r a l e divino

No século Y antes de C risto, notamos, na

Grécia, uma mudança de concepção. .

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pensamento cosiaológico grego começa a ser substituido pela concepção antropológica,

E o período em que avulta o desenvolvimen to democrático nas cidades, surgindo assembléias e tribunais para o funcionamento do governo do povo.

Os sofistas desempenham um papel importan te nesta fase da f i l o s o f i a grega.

bém a justiça a bso luta*^0 D ir e it o , muito relativo-., co nstitui opj. nião mutável, expressão do arbítrio e da força, visto que a razão do mais forte é sempre a m elhor". (

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)

0 _hga_am, no dizer de K0TÂGCKA3, ( c . 480 411 a . C. ) passa a ser a medida de todas as coisas (IToCi/

/aÍ IuíV /UZTÇ0V 7 T 0$C '

PROTÁGOPAS nega o Direito Natural»

•Defende um relativismo ju ríd ico , quando diz que a l e i positiva é mera convenção, variando com os lugares e épocas, com a s'n ece ssid ades e interesses’ de cada povo e seus gover nantes.

GdHGIAS (480-375 a. C. ) , autor da obra " Do Não Ser " , defende a teoria do mais forte.

Igu al pensar tem TRASÍMACO de CalcedSnia

( Século Y . a . C . ) . -

Pelo mesmo caminho prossegue CÁLIC1ES. Contra o Direito Natural do mais fo rte le vantam~se ANTIFONTE, LICROFONTE e ALCIDAMOS.' (20) .

" Todos os homens são iguais e nenhum pode ser escravo " ensinava ALCIDAMOS. (2 1 ) E ainda " a natureza a ninguém fez escravo " . (22) A liberdade do homem, um dos direito s fundamentais do homem, já era

defendida com argumento ju sn aturalista.

HIPIAS ( Segunda metade do Século V a .C . ) tinha que as le is não e s c rita s, superiores às%leis humanas, são je ternas- e imutáveis*

Na compreensão cosmológica, vemos a ordem estatal comparada à harmonia cósmica.

Há uma integração entre o D ireito Natural e o Direito P o sitivo .

f Na visão antropológica, aparece a antítese en.tre ^(/c~( ^ e t entre o Direito Natuíal e o Direito Posi.

^1V0* 0 Direito Positivo não passa de um produto da convenção dos homens.

A validade da justiça fic a a critério de interpretações in d iv id u a is, perdendo-se no reino da subjetividade.

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A opinião in d iv id u a l, muitas v e ze s, tão incerta e mutável, expres sa aparências da verdadeira r e a lid a d e , onde encontramos a essên cia

SdCRATES (470-399 a . C. )}, apesar de nada ter escrito , no entanto, deixou à posteridade o exemplo de ter v i vido e morrido ensinando o r e s p e iiro às l e is .

Um objetivo preciso orientava o grande sjá bio - fa ze r com que o homem investigasse e descobrisse a s i mesmo " Conhece-te a ti mesmo 11: " C~£<XUTêf)/*'*

’ Foi SdCRATES’ o fundador da f i l o s o f i a m oral. A questão suprema,/*? ê\) é oi L fi^oVioL , a fe lic id a d e , domina toda a ética socrática. ' Em contraposição aos so fistas, coloca a pai. xão pela verdade em lugar da.paixão pelo êxito»

Afirma a identidade entre ju s t iç a e l e g a li dade, quando esta expressa harmonia com o Direito N atu ral, que é um Direito superior, cujo fundamento é o bem e que, por sua v e z , repele a in ju s t iç a .

Indo contra o subjetivismo r e l a t iv is t a da ética s o fis t a , SÓCRATES ensina que existe um aundo objetivo e coj- noscível de v alo res, como o bem e o justo. Kossa consciência espe lha valores supremos estabelecidos por Deus. Ai está a id é ia de um Direito N atural.

■. Segundo sua concepção nao existe antítese m

tre e / / o y U . O ^ .

A doutrina, jurídica e antropológica de 8(5 CRATES defende um Direito Natural de conteúdo invariável.

As l e i s positivas deves se conformar'com os princípios do D ireito N atural, cuja essência é a ju s t iç a .

Esta se encontra sempre nresente em a natu

c/ a

reza do homem e no da vida so cial.

' As obras de PLATÃO (427-347 a . C. ) que in teressam h. ju s fií o s o fia são a República e As le i s .

PLATÃO avantaja-se ao sestre SdCRATES,pois, enquanto este se atinha à

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'ilo so fia moral, aqaele abordava também questões cosmológicas e~metafísicas.

No fundador .da Academia, smitas vesesy o mi to s a popsia se confundem cos.os elementos racionais. x

Preocupado•com o conceito.e a realidade , cria o mundo das i d é i a s , realidades o bjetivas, arquétipos eternos, de que as coisas que nos rodeiam sao apenas cópias im perfeitas.

Na República, PLATAO nos oferece sua concej) ção sobre o Estado, como um grande pedagogo. Sustenta, aind a, a tese da- abolioao da propriedade' p a r t icular, do casamento sonogâmi. co, principalmente para os guerreiros.

0 . Estado id eal de'PLATÃO orienta-se •por preocupaçoes p o lít ic a s e é tic a s. Neste particular difere das con­ cepções cosunistas.

No l i vro As L e is , muda ura tanto suas id é ia s sobre o Estado, expressas na República. Mostra sais consideraçao para com o homem, a propriedade particular e a fam ília. . . .

No sistema ontológieo-metafísico platonieo, o mundo é governado por Deus, como Bemiurgo.

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mundo ideal é necessário, único capas de explicar verdadeiramente o conhecimento humano.

A teoria do Direito Natural originária da doutrina- das i d é i a s , constitui o núcleo de sua teoria p o l í t ic a . Na contemplaçao das id éia s d iv in a s, entre elas a do bem e a do

justo, os sábios se capacitara seguramente para os negócios do Esta do.

Por is s o , defende PLATÃO que o poder absoluto, do Estado deve estar nas mãos dos h omens mais dotados. f0£>&{ X

Nao mais é o homem a medida de todas as coi­ sas, como afirmara PROTAGORAS, mas sim o Ser sugrejno, cuja id é ia divina do D i r e i t o a tra i a atençao e a contemplação do homem, atra vés de sua própria natureza de animal racional.

0 D ire ito Positivo deve procurar harmonizar se com seu protótipo, seu arquétipo, existente ,oo "mundo das J-déias".

Para o Estado de PLATAO, a fin alid a d e máxi ‘ ma era a realisaçao ■profissional plena do indivíduo na coaumdade em que v iv i a , sempre através de uma vida pautada pela v ir tu d e .

Sua doutrina sobre o JDstado ê moral e orga n ic is t a , perfilhando a opinião grega de que o Estado nada mais é

do que um homem grande. ' '

A ’fin a lid a d e do Sstado em vizando o Bem Co mum, e, apesar de estar este mesmo Estado acima de tudo, não deve

prejudicar os indivíduos.

E is por que a P o l i s, I f ô j i y , comunidade política, deverá ser gover

nada por homens sábios, cuja formação fará com que nao tergiver - sem em r e a liz a r o bem, praticando a justiça, princípio da harmonia

so cial.

Para AEISTdTELES (384-3^2 a. C. ) o.maicrdos

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bens é a fe lic id a d e plena, que consiste na auto-realização humana,

somente possível dentro de uma sociedade politicamente o rganizada. 0 Estado e o Direito são simples meios para a consecução desta fe lic id a d e ( tf £ V (fo L L /^ o v /o L ) sendo o homem um ser social por natureza, {\u j oV £ C A C T C K & V ) •

0 Estado não é uma associação momentânea de pessoas, mas, como o

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